Blog da Saúde

Hospital São Luiz ressalta importância do esporte para pessoas com deficiência

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postado em 30 de agosto de 2016

Atividades trazem autoestima, convívio social e qualidade de vida

Às vésperas da Paralimpíada Rio 2016, maior evento do mundo voltado às pessoas com deficiência, que acontece entre os dias 7 e 18 de setembro, o Hospital e Maternidade São Luiz faz um alerta sobre a importância da atividade física também para as pessoas com deficiência.

Composite image of cute disabled pupil

O esporte é considerado um meio de inclusão social democrático, capaz de reunir uma enormidade de benefícios, sendo ainda mais importante para as pessoas com deficiência. As atividades ajudam a melhorar a autoestima, convívio social e, consequentemente, a qualidade de vida. “Cada item dessa lista se encaixa como um quebra-cabeça”, explica o dr. Ari Zekcer, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

Entretanto, sempre ficam questionamentos a cerca de qual modalidade é indicada para cada tipo de deficiência. Para o dr. Ari, as modalidades devem ser definidas por um senso comum entre médico, educador físico, e principalmente pela própria pessoa. “O beneficiado deve escolher o esporte em que melhor se adapta, mas, de um modo geral, a natação é um dos esportes mais completos e com pouca carga”, sugere.

Sempre que se faz esporte, o corpo produz endorfina, substância que traz sensação de bem-estar e diminuição do stress do dia-a-dia. Para a pessoa com deficiência, essa sensação traz um benefício ainda maior, pois atua também na melhora de autoestima.

Respeitar as limitações, adequando modalidades e objetivos pessoais são imprescindíveis, além do acompanhamento e atenção na execução dos movimentos. É necessário respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes e o mais importante, estimular sempre o desenvolvimento da potencialidade individual.

Confira abaixo as modalidades mais usuais e melhor adaptáveis, de acordo com cada deficiência:

Visual: atletismo, ciclismo, futebol, judô, natação, goalball, hipismo, halterofilismo e esportes de inverno.

Auditiva: atletismo, basquetebol, ciclismo, futebol, handebol, natação, vôlei, natação, e muitas outras (quase as mesmas das pessoas sem deficiência, pois não existem grandes limitações dos deficientes auditivos).

Física: atletismo, arco e flecha, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol para amputados e paralisados cerebrais, halterofilismo, hipismo, iatismo, natação, rugby, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado e para amputados.

Alimentação é fundamental para o rendimento de atletas de alta performance

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postado em 25 de agosto de 2016

Especialista do Hospital São Luiz explica a importância da alimentação antes e depois de fazer exercícios físicos

Quando o assunto é praticar esportes, um dos fatores mais importantes é a alimentação do atleta, principalmente para o desempenho do esportista de alta performance nos treinos e nas competições. Por isso, pensando na saúde e no rendimento, é fundamental que o aspecto nutricional dos treinamentos seja direcionado por um profissional especializado.

“Gasolina ruim não faz o carro andar bem”, diz o Dr. Celso Cukier, nutrólogo do Hospital São Luiz Morumbi. Ele explica que o atleta de alta performance jamais pode realizar um exercício em jejum, pois ele acabaria utilizando a própria musculatura para gerar energia e quebraria proteínas.

Healthy lifestyle concept with diet and fitness

Porém, não há uma recomendação única sobre a alimentação, já que dependendo do tipo de exercício a musculatura necessita de diferentes substâncias. Por isso, é importante o constante acompanhamento médico e nutricional, pois o profissional poderá avaliar inclusive se será necessária a suplementação alimentar.

Quanto mais perto a refeição estiver do horário da atividade física, mais simples ela deve ser em termos de carboidratos, substâncias que são fonte de energia imediata. No pré-exercício, o ideal é que o atleta faça uma refeição composta entre 65 a 70% deste nutriente e 15% de proteína. Mas o momento mais importante vem depois, no pós-exercício, porque o esportista precisa recuperar rapidamente a musculatura para conseguir fazer um novo treinamento. Nesse sentido, a alimentação mal feita interfere negativamente.

O nutrólogo recomenda que, após as atividades, seja ingerido um grama de carboidrato para cada quilograma de massa que o indivíduo possui, e um grama de proteína para cada quatro gramas de carboidrato. “Diferente do que as pessoas costumam pensar, o carboidrato com uma pequena porção de proteína acaba sendo mais importante do que a proteína pura. E quanto mais rápido a ingestão ocorre depois do exercício, maior a capacidade de recuperação da musculatura”, ressalta.

Em algumas modalidades também é indicado se alimentar ou repor nutrientes durante a prática esportiva, especialmente quando há intensidade moderada com tempo prolongado de exercício (acima de uma hora). “A hidratação só com água por muito tempo é um risco para o atleta, pois a reposição precisa ser feita com pequenas quantidades de sódio”. A proporção, de acordo com o nutrólogo, é de 200 ml de líquidos a cada 15 minutos de esforço. O suco natural, dependendo da concentração, também pode ser um bom aliado, pois existe uma boa quantidade de carboidrato nele.

“Um atleta que corre a maratona tem que suplementar, senão ele utiliza a própria musculatura para gerar energia. Nas lutas, é importante se alimentar entre as competições. Muito dificilmente a gente vai conseguir generalizar o atleta de alta performance”, explica o Dr. Celso.

Em relação à quantidade de proteínas que devem ser ingeridas durante um dia de treino, o especialista recomenda 1,2 a 1,4 gramas de proteína para cada quilo de massa do atleta, para provas de menor intensidade e maior duração, e até 1,7 gramas por quilo nas provas de força, luta, velocidade e levantamento de peso.
Outra dica é sempre tomar cuidado com alimentos gordurosos e evitar alimentos embutidos, que carecem de valor nutricional. O mesmo vale para os industrializados, que tem baixa qualidade de nutrientes.

Participação do pai durante a amamentação é importante

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postado em 23 de agosto de 2016

A amamentação pode tornar-se um momento familiar e não apenas entre mãe e bebê. É essencial que essa fase seja dividida também com o pai, que além de ajudar a mãe, cria um vínculo afetivo entre os três com sua presença e carinho durante a mamada.

Como toda nova experiência, dúvidas, problemas e insegurança surgirão e é nessa nova fase que o pai tem um papel fundamental junto à mãe, principalmente no apoio psicológico e no incentivo a não desistência da amamentação.
“O pai pode ajudar no posicionamento do bebê para a pega correta, por exemplo. Dando mais segurança e conforto à mãe”, explica Monica Pontin, supervisora do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM) do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

Couple in living room with baby

São diversos os momentos que ele pode fazer parte e incentivar a amamentação, permitindo que a mãe descanse entre uma mamada e outra, além de criar seu próprio momento com o bebê. Conheça alguns deles:

1. Auxiliar durante os intervalos das mamadas, como por exemplo, colocando o bebê para arrotar;

2. Ser responsável pelo cuidado da higiene. Esses momentos de interação com o pequeno fortalece o vínculo afetivo entre os dois;

3. Resolver situações que possam colocar a mãe em momentos de stress, que prejudicam a produção do leite, como por exemplo, conflitos familiares;

4. Participar ativamente das decisões sobre o bebê. Isso fortalece o vínculo da família que está se formando.

“Participar ativamente da família que se forma permite conhecê-la melhor. A troca de experiências em tarefas simples fortalece o vínculo e forma laços que só aumentarão no decorrer dos dias. O auxílio nas pequenas atividades evita sobrecarga para as mães, que já estão dedicadas a amamentar. Os dois terão dúvidas e anseios, mas é essencial que ambos as dividam para superá-los juntos”, conclui Monica Pontin, supervisora do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM) do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

Alimentação da mãe não influencia na produção e qualidade do leite

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postado em 16 de agosto de 2016

Especialista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim esclarece dúvidas e ressalta que cafeína e álcool devem ser evitados

Alimentar-se bem e de maneira saudável é importante para todas as mães, mas não é um fator determinante e que influencia na produção e qualidade do leite. Diferente do muitas mulheres pensam, por falta de orientação e informação, todas produzem leite na quantidade e qualidade adequada para seu bebê.

Para Patricia Scalon, consultora e enfermeira do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno da Maternidade São Luiz Itaim (GAAM), na indicação de uma boa dieta balanceada deve conter pães, cereais, frutas, legumes, verduras, derivados de leite e carnes. Para as mães vegetarianas, é importante ficar atenta ao controle da vitamina B, que não está presente nos vegetais. “As mães não devem esquecer também de consumir alimentos ricos em vitamina A, manter-se bem hidratada, consumindo de 2 a 3 litros de líquidos por dia, além de descansar o máximo que puder”, destaca.

Breastfeeding

Não é a alimentação que influencia no aumento da produção do leite materno. Há fatores determinantes que garantem uma amamentação abundante, são eles: colocar o bebê para mamar sob livre demanda, ou seja, quando ele quiser; observar e garantir que a pega esteja correta (abocanhando toda aréola); deixar o pequeno esvazie por completo as mamas; evitar o uso da chupeta; que a mãe beba bastante líquido e por fim, que consiga descansar, tarefa difícil nessa fase, podendo aproveitar o mesmo período de quando o bebê estiver dormindo.

“Toda mãe produzirá o leite adequado e nutritivo para o desenvolvimento do seu filho, mesmo as que não tenham uma dieta saudável. É um mito dizer, por exemplo, que o consumo de alimentos como canjica ou de cerveja preta contribuem na produção do leite”, orienta Patricia Scalon.

Há apenas dois produtos que influenciam a amamentação e merecem atenção. Os cafeinados, que devem ser consumidos com cautela, e a bebida alcoólica. Ambos entram na corrente sanguínea da mãe e passam para o bebê através do leite materno, prejudicando seu desenvolvimento. Outro fator importante, que traz restrições a mãe, é o consumo de alimentos com lactose quando o bebê desenvolve uma intolerância. Nesse caso, é recomendável que a mãe pare de consumi-los apenas durante a amamentação.

Uma dúvida muito frequente das mães é a relação entre os alimentos que ingerem, quando está amamentando, e a cólica do bebê. “Dificilmente uma alimentação

influenciará na cólica do pequeno. “Hoje sabemos que é algo fisiológico, ou seja, está relacionada ao seu desenvolvimento normal e pode aparecer entre os 15/20 dias de vida do bebê, permanecendo até o 3º ou 4º mês de vida”, explica Patricia Scalon. “De modo geral, as mães não precisam evitar determinados alimentos. Caso perceba que algum componente de sua alimentação está causando algum efeito no bebê, deverá fazer uma prova terapêutica, ou seja, retirar de sua alimentação por um tempo o que julga causar desconforto e reintroduzi-lo por um tempo, observando atentamente a reação do bebê”, acrescenta.

Treinamento em excesso pode levar a problemas cardíacos

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postado em 11 de agosto de 2016

Especialista do Hospital São Luiz ressalta importância de observar sinais emitidos pelo corpo

A chegada das Olimpíadas pode motivar muitas pessoas a começar praticar esportes, e porque não se tornar um atleta. Para os que já praticam atividade constantemente, esta época pode ser um momento para conhecer novas modalidades e dar ainda mais motivação para os treinamentos atuais.

Female performing deadlift exercise with weight bar

É nesse momento que pode haver preocupações com os excessos – chamado de overtraining, que é um estado físico que acontece sempre que a quantidade e intensidade de treinos de uma pessoa excedem sua capacidade de recuperação. Isso pode acontecer quando o atleta treina em quantidades superiores, acima de sua capacidade de recuperação.
A quantidade elevada de cargas pode evoluir ainda para a Síndrome de Excesso de Treinamento (SET), uma alteração cardíaca com diversos sinais e sintomas.

Os primeiros sintomas podem surgir ainda durante os treinamentos, com a diminuição de desempenho. A pessoa começa a fazer os percursos em menos tempo ou levantar menos peso do que de costume, por exemplo. A realização de atividades que antes era comum passa a ser mais difícil. A percepção corporal é a de que está aumentando a carga, mas tudo continua como antes. Na SET, os batimentos cardíacos podem se manter elevados, mesmo quando estiver em repouso, além de o paciente apresentar insônia, irritabilidade, crescimento anormal do coração e cansaço exagerado.

Para o Dr. Mauricio Fadel, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco é importante observar que o cansaço começa a aparecer com mais frequência. “São sinais de alerta do seu corpo lhe dizendo que está precisando de descanso”, observa.

Além disso, as dores musculares que costumam surgir após os treinos são normais quando duram cerca de dois a três dias após as atividades. Tudo que se assemelha a dor acima disso pode ser indício de excessos de treinamentos. Perda de peso, quando este não é o foco do treino, e diminuição de concentração também são indícios.

Ao se enquadrar em alguma das situações acima, o paciente está treinando mais do que o tempo necessário de descanso. Para evitar isso, a primeira atitude é descansar. “O ideal é ficar, pelo menos, uma semana sem treinar”, orienta Fadel. O segundo passo é fazer uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, minerais, carboidratos de absorção lenta e proteínas. Frutas, legumes e cereais integrais deverão fazer parte do seu cotidiano. Evite as gorduras saturadas, trans e o consumo de bebidas alcoólicas.

Arte_Treinamento em excesso

Amamentar é um exercício diário que requer paciência e persistência

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postado em 9 de agosto de 2016

Especialista da Maternidade São Luiz lista os principais benefícios da amamentação e alerta que nem sempre é uma tarefa simples

Amamentar é uma experiência única que traz benefícios físicos e emocionais tanto para a mãe quando para o bebê. Na maioria das vezes, não é uma tarefa fácil, que exige paciência e persistência, pois é um aprendizado contínuo para ambos.
Para a Márcia Kuriki Borges, supervisora da equipe de enfermagem da maternidade do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, o mais importante é confortar as mulheres de que não se nasce sabendo amamentar. Como toda nova experiência, dificuldades e dúvidas surgirão, é natural. O essencial é entender os benefícios do aleitamento materno e não desistir no primeiro problema.
A especialista listou 6 benefícios da amamentação. Conheça cada um deles:

1. Para a mãe: ajuda na queima de calorias e perda de peso acumulados durante a gestação, diminui o sangramento via vaginal do pós-parto e recuperação do útero, desprendimento da placenta, previne o desenvolvimento futuro de câncer de mama e ovários, das doenças cardiovasculares, osteoporose e diabetes.

Cute young mother with baby boy at home

2. Para o bebê: favorece a eliminação do mecônio, o leite materno é de fácil digestão, não sobrecarrega o intestino e os rins; protege contra doenças em especial diarreias, pneumonia e otite; diminui a possibilidade de surgir problemas alérgicos, respiratórios e doenças tardias, como a obesidade, pressão alta, colesterol e diabetes; e a sucção ajuda no desenvolvimento da fala e da arcada dentária, além de promover uma boa respiração, já que durante a mamada ele aprende a respirar pelo nariz e não pela boca.

3. Produz hormônios que são essenciais para a amamentação: quando o bebê suga o mamilo é gerado um estimulo sensorial que vai do mamilo ao cérebro, provocando a liberação da ocitocina, que por sua vez, estimula a produção da prolactina. Enquanto a prolactina é encarregada de estimular a produção de leite, a ocitocina estimula os músculos da mama para que o leite dirija-se as glândulas mamarias. Além disso, a ocitocina, conhecida como hormônio do amor, reforça o sentimento de carinho e vinculo entre mãe e bebê.

4. Alimentar o bebê quando quiser: A amamentação por livre demanda é muito importante, já que a sucção estimula o corpo materno a produzir mais leite, ou seja, quanto mais ele suga, mais leite é produzido.

5. Alimento completo: O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê. Não há necessidade de oferecer água, chá e outros tipos de leites até o bebê completar 6 meses de vida. Engana-se quem acha que o leite materno é fraco. Não existe leite fraco.
A amamentação é tão completa que, podemos dar como exemplo o colostro, primeiro leite que sai do peito da mãe, produzido nos primeiros dias após o parto, podendo ser claro ou amarelo, grosso ou ralo, alimento que defende o bebê de muitas doenças, como se fosse a primeira vacina do pequeno. É importante destacar que toda mulher é capaz de produzir o próprio leite, na quantidade e qualidade adequada para o seu bebê.

6. O leite materno é mais equilibrado e saudável: tanto as fórmulas (leite de vaca modificado) quanto o leite de vaca sobrecarregam o intestino e os rins do bebê. Quando ele ingere a fórmula láctea, a digestão é mais difícil e demorada, pois seu organismo está apenas preparado para receber o leite materno. Como a digestão é mais lenta, a criança tem sensação de saciedade por mais tempo e demora mais para querer mamar. Com relação aos rins, o leite de fórmula contém muito sal, fazendo com que o bebê sinta mais sede. Quando o ele ingere fórmulas, a chance de cólica é muito maior. O leite materno, por sua vez, é mais equilibrado, pois nos primeiros minutos de cada mamada, o bebê ingere o “leite anterior”, rico em água que sacia a sede da criança, chamado colostro. Posteriormente, ele começa a ingerir o “leite posterior”, rico em vitaminas, proteínas e gorduras, que “mata” sua fome.

Ansiedade pode atrapalhar atletas nas competições

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postado em 4 de agosto de 2016

Treinamento físico e emocional, alimentação e apoio psicológico podem reduzir efeitos no organismo

A competição mais importante para a vida do atleta está chegando. Foram quatro anos de treinamento e preparação que serão colocados à prova para tentar chegar à medalha de ouro. O frio na barriga e a falta de sono que surgem na véspera das competições podem caracterizar a ansiedade. Vale lembrar que ela pode variar de acordo com o individuo e intensidade.

Quando existe um acontecimento específico no mundo exterior, a resposta interna do nosso corpo é imediata. As reações podem estar ligadas diretamente às formas como cada um pensa e organiza os acontecimentos. No caso dos atletas que vão aos Jogos Olímpicos, as sessões de treinamentos, divididas entre as competições que ocorrem a cada quatro anos.

A ansiedade é considerada um sentimento normal, que pode surgir como um aviso para o indivíduo sobre a possibilidade de frustrações das suas necessidades sociais, como ameaça ao seu sucesso ou status social, a separação das pessoas que ama, a impotência de realizar o que deseja e também a possíveis danos a integridade física. Em denominações clínicas, a ansiedade é uma excitação no sistema nervoso central, com repercussões físicas e psicológicas, como o excesso de fluxo habitual do nosso corpo e da nossa mente. Em geral, a ansiedade tem um caráter negativo no senso comum, sempre vista como um mal estar ou insatisfação.

Male athlete on starting position

Contudo, existem situações em que ela passa a ser uma doença. A angustia é caracterizada no momento em que o indivíduo não consegue identificar qual é o objeto causador ou o seu desejo para o surgimento da ansiedade. Para Patrícia Bader, psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, as pessoas precisam tentar entender os motivos que podem causar a ansiedade. “O importante identificar as qualidades dessa ansiedade, além de entender se ela fará você continuar em busca de seu objetivo ou o deixará paralisado”, orienta. A ansiedade pode aparecer em vários momentos diferentes do processo, desde o treinamento, quando um atleta tenta melhorar seus números, ou como colocar em prática toda a estratégia.

Para reduzir os efeitos da ansiedade no organismo, devem ser sempre levadas em conta algumas questões importantes que podem influenciar diretamente nos resultados: treinamento físico e emocional, alimentação, cuidados com o corpo e apoio psicológico. Mesmo os mais experientes não estão imunes à ansiedade, uma vez que esse atleta pode estar disputando um último evento da sua vida, por exemplo. A seu favor, vários outros eventos que se acumularam como forma de proteção e referência, contudo este atleta padece de outros problemas, como a dispersão da carreira e o envelhecimento, por exemplo, fatos inerentes à condição de competir em alto nível.

A profissional elencou, ainda, cinco aspectos psicológicos fundamentais para o atleta se manter longe da ansiedade:

Concentração
São quatro anos de treinamento para um acontecimento que pode durar pouco tempo. Qualquer outro elemento importante na vida do atleta que pode afeta-lo deve ser retirado dos pensamentos, para evitar prejuízos à concentração. O risco de desconcentrar e ficar emocionalmente abalado por um acontecimento é alto.

Motivação
Cada atleta busca se motivar de uma maneira diferente. Essa ferramenta pode ser extraída do desempenho do outro, por exemplo, mas em linhas gerais é considerada um item mais subjetivo. Há quem prefira ver o outro ou assistir acontecimentos passados. Nos esportes em grupos, o recomendado é se manter junto ao grupo, pois a união é um dos fatores responsáveis pela motivação.

Foco
O foco tem correlação direta com objetivo final. O ideal é encontrar um ponto especifico e tê-lo como referência de investimento, preocupação e controle, que no caso de um atleta tem a ver com ser vencedor. Durante o processo de treinamento, cada um vai estabelecendo outras metas, como melhorar o tempo, por exemplo. Alinhar formas de treinamento ou melhorar a alimentação. O foco pode ser uma pequena ou uma grande meta.

Apoio da família
A presença de pessoas queridas nos círculos sociais deixa o atleta seguro de quem ele é e o faz se sentir acolhido.

Fé ou espiritualidade
Uma crença leva à sensação de que você está sendo protegido por uma entidade, uma motivação que não pode ser mensurável.

Ortopedista do Hospital São Luiz mostra os benefícios de praticar esportes olímpicos

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postado em 28 de julho de 2016

Prática de atividade traz resultados visíveis ao corpo, à mente e até as relações interpessoais no ambiente familiar e profissional

A cerimônia de abertura das Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro acontece dia 5 de agosto de 2016 e marca o início oficial do evento. Nos próximos dois meses, os esportes estarão entre os assuntos mais comentados no mundo todo. Mas, tudo isso não deve ficar apenas nas redes ou nas rodas de conversa, já que a prática regular de exercícios físicos apresenta inúmeras vantagens para o corpo, principalmente para os que têm acima de 60 anos.

Para o Dr. Joaquim Grava, ortopedista do Hospital São Luiz Morumbi, os benefícios da prática esportiva, independentemente da modalidade, podem ser sentidos no mesmo grau. “Os três pontos mais importantes são: praticar com regularidade e segurança, sem esquecer-se da avaliação médica antes de começar a prática”, orienta.

Underwater photo of a man swimming in a pool

Os detalhes abaixo são exemplos que mostram como cada atividade tem propósitos diferentes e, por isso, como é essencial o acompanhamento profissional para avaliar qual o esporte mais indicado para cada um.

Basquete

Ótimo para a saúde do coração, o basquete é uma atividade aeróbia, que ajuda no desenvolvimento do condicionamento físico. Como na corrida, trabalha quadríceps, glúteos e panturrilha. Para os membros superiores, fortalece o tríceps, o bíceps, os ombros e os punhos.

Boxe

Excelente para o desenvolvimento da coordenação motora, da resistência muscular, da força e da flexibilidade. O esporte também desenvolve habilidades como velocidade, tempo de reação e resistência cardiovascular.

Futebol

Entre os benefícios do esporte mais popular do mundo e o mais amado do Brasil estão o ganho de massa muscular, melhora no desempenho e na resistência física.

Handebol

Aprimora a coordenação motora e trabalha diversos grupos musculares, como bíceps, antebraços, tríceps, glúteos e pernas.

Judô
O esporte desenvolve força, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e reflexos.

Natação

Durante os movimentos na água, quase todos os grupos musculares são ativados, aumentando a frequência cardíaca e, consequentemente, o consumo de oxigênio pelo organismo.

Tênis

Atividade melhora a coordenação motora, aumenta a força muscular e fortalece ossos e articulações.

Triathlon

Está é uma opção para uma pessoa que já é atleta e deseja fazer um upgrade nos treinos. O esporte engloba três modalidades: natação, ciclismo e corrida, e você pode aproveitar os benefícios das três práticas em uma só.

Saiba quais são as lesões mais comuns que podem ser provocadas pela corrida

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postado em 26 de julho de 2016

Especialista do Hospital São Luiz explica medidas importantes para tomar antes de começar a praticar esse esporte

A aproximação das Olimpíadas pode acabar motivando muitas pessoas a começar ou retomar alguma prática esportiva. Uma das modalidades que desperta interesse é a corrida, que já é um esporte muito popular no Brasil. Mas, para começar a correr, engana-se quem pensa que é preciso apenas de um tênis e disposição.

O Dr. Sergio Mainine, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, recomenda dois cuidados principais antes de começar este esporte: fazer um exame médico geral e procurar a orientação de um educador físico. No check-up, a parte cardiológica deve ser avaliada e, se o médico achar necessário, ele também pode indicar um ortopedista para verificar o aparelho músculo-esquelético.

“Além da avaliação inicial, pelo menos a cada seis meses precisa fazer um acompanhamento geral”, afirma o especialista. Um médico do esporte poderá dizer se tudo está indo bem e se não há lesões sendo desenvolvidas. Até a alimentação deve ser repensada.

young woman runner running on city bridge road

De acordo com o Dr. Sergio, as lesões mais comuns causadas por este esportes são as distensões musculares. Este ano, o velocista jamaicano Usain Bolt, recordista mundial nos dos 100 e 200 metros rasos, teve um estiramento na coxa esquerda que o fez desistir de disputar a final dos 100m rasos da seletiva jamaicana para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

As tendinites, inflamações nos tendões, também são relativamente comuns em corredores. A atividade, se praticada de forma muito intensa ou errada, pode ainda causar dores articulares e até artrose devido ao impacto. “Causas menos comuns são a fratura de estresse e traumas decorrentes de quedas. A pessoa que corre está sujeita a um acidente, mas meias e calçados adequados ajudam a prevenir”.

Já as fraturas de estresse acontecem principalmente nos membros inferiores, especialmente na tíbia e no fêmur, causadas por uma sobrecarga, um treinamento agressivo ou intensificado. Como não é uma fratura repentina, provoca dor progressiva.
Mas não são apenas os atletas que estão sujeitos a essas lesões. “Elas podem afetar os amadores até com mais frequência, porque muitos deles começam por conta própria ou com alguém que já corre há algum tempo e tenta acompanhar o ritmo”, diz o médico.

O preparo não adequado, sem acompanhamento profissional, com pisada errada e vícios de postura, pode provocar muito mais lesões do que um treinamento apropriado. Também é ideal, antes dos treinos, fazer um trabalho de base, de alongamento e fortalecimento muscular.

Infectologista do Hospital São Luiz alerta para o aumento de casos de DST’s

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postado em 19 de julho de 2016

Nos últimos anos, houve no país o aumento de algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Dados do Ministério da Saúde indicam que, desde 2006, os casos de Aids nos jovens entre 15 e 24 anos aumentaram mais de 50%. De acordo com a Dra. Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, o Brasil vem na contramão de outros países, que tem diminuído seus índices.

Outro aumento que chama atenção é o da Sífilis, já que o número de notificações no atendimento público aumentou quase seis vezes entre 2007 e 2013. Segundo a especialista, não há controle do registro de aumento de casos de enfermidades como hepatite B, herpes genital e o HPV, mas essas doenças são constantes.

A Dra. Raquel explica que as causas mais prováveis para o aumento das DST’s são os jovens usando menos preservativo e mais conhecimento e confiança nos tratamentos que a medicina oferece, ao invés da prevenção. “As pessoas estão deixando de se cuidar e isso aumenta a transmissão das doenças”.

Não usar preservativo em todos os tipos de relação sexual, e não apenas quando há penetração, compartilhar seringas e até alguns produtos de higiene pessoal são fatores de risco para a transmissão de DST’s. Apenas algumas das doenças, como a hepatite B e o HPV, que pode causar câncer de colo de útero nas mulheres e outros tumores nos homens, têm vacina.

HIV blood sample

“É sempre indicado procurar fazer um check-up, porque algumas pessoas não sabem que são portadoras de doenças, então precisa ter um controle”, aconselha a infectologista. Além disso, é necessário que mesmo o paciente que já fez o exame, e obteve resultado negativo, tome muito cuidado.

Existe uma janela imunológica de transmissão que pode apontar para a ausência de enfermidades mesmo quando elas existem. “Vale muito mais um hábito adequado de controle do que fazer um exame e depois achar que pode tirar o preservativo da conversa”, orienta.

A Dra. Raquel ainda chama a atenção para mais um fato: “O paciente que tem uma DST tem três vezes mais chances de pegar outra DST, porque é uma porta de entrada. Ele pode ter tido outras relações sem preservação e não saber que está infectado. Por isso há uma chance maior”, esclarece. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis são curáveis e as demais são tratáveis. Herpes genital, de acordo com a especialista, tem 15% de chance de ser recorrente, até 55% de chance de acontecer duas vezes e 30% de ocorrer uma só. A sífilis é curável, mas pode haver recontaminação se os hábitos não mudarem. O HIV não tem cura, mas é controlável e a hepatite B tem cura em mais de 90% dos casos.

Para o diagnostico, o médico indicará os exames necessários, que podem ser de sangue, ginecológicos ou de secreção peniana, por exemplo.

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