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Ginecologista do Hospital São Luiz esclarece dúvidas sobre sexo durante a menstruação

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postado em 1 de dezembro de 2016

Durante o período menstrual, o pH da vagina, que é naturalmente ácido, se eleva discretamente, o que pode favorecer a agressão por fungos e bactérias. O colo do útero fica mais aberto nesta fase, facilitando a entrada de agentes patogênicos. Além disso, a presença de fluxo sanguíneo também é uma via comum de transmissão de doenças.

“Claro que fora da menstruação estes riscos estão presentes, já que a secreção vaginal também pode transmitir DSTs, como clamídia, gonorreia, HIV, hepatites B e C e HPV, mas um risco adicional está associado à fase. Por isso, nunca se deve abrir mão da camisinha”, comenta a Dra. Natália Grandini Tannous, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim e especialista em sexualidade. O fluxo menstrual pode ainda dificultar a visualização de lesões decorrentes de HPV, herpes e sífilis.

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Outro ponto que provoca dúvidas é o alívio dos sintomas da tensão pré-menstrual e das cólicas. Segundo a especialista, a TPM pode ser suavizada pela sensação de bem-estar e autoestima proporcionados não apenas pelos hormônios liberados após o orgasmo, como também bem decorrentes do próprio encontro sexual.

Quanto às cólicas, há divergências: durante o orgasmo, há a contração involuntária do útero e da vagina, fazendo com que menos sangue menstrual fique acumulado dentro do útero e, portanto, justificando a diminuição das cólicas. Algumas pacientes, entretanto, quando já estão com cólica, não conseguem pensar na possibilidade de penetração.

O desejo sexual feminino tem inúmeros fatores desencadeantes, entre eles os hormonais. Os níveis dos hormônios desta fase do ciclo menstrual, diferente do que ocorre na ovulação, em geral não aumentam a libido, mas há algumas mulheres que apresentam aumento de desejo neste período.

Embora não haja uma explicação hormonal para isso, algumas mulheres apresentam aumento de sensibilidade durante o período menstrual. Além disso, de acordo com a médica, o sangue acaba funcionando como um lubrificante e pode favorecer a resposta aos estímulos sexuais. No entanto, o incômodo pode fazer com que algumas mulheres prefiram evitar as relações durante a menstruação.

Normalmente, é improvável que durante o período menstrual haja a possibilidade de gestação, pois a ovulação antecede a menstruação em cerca de 14 dias. O óvulo sobrevive no máximo 48 horas após a ovulação e os espermatozoides 72 horas após a ejaculação. Mas, isso não é motivo para esquecer do preservativo. Além da prevenção contra as DSTs, há mulheres que apresentam sangramento durante a fase de ovulação, podem confundir este sangramento com menstruação e estarem justamente no período fértil.

Especialista do Hospital São Luiz explica como a gestação altera memória e concentração da mulher

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postado em 29 de novembro de 2016

É comum muitas grávidas reclamarem que estão se sentindo mais distraídas, esquecidas e com a memória fraca durante a gestação. Há embasamento para isso e alguns fatores biológicos e hormonais contribuem para que realmente aconteça.

“Existem algumas pesquisas sobre o ‘baby brain’, termo usado para relacionar a perda de memória com a gestação. Elas sugerem que as pacientes podem esquecer compromissos e ter maior falta de atenção”, esclarece a Dra. Carolina Rossoni, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Segundo a especialista, alguns levantamentos têm mostrado que a gestação de fato altera a memória da mulher no período gestacional, e que isso ocorre devido a alterações hormonais, privação do sono ou o estresse de lidar com uma grande mudança. O aumento da taxa de progesterona também pode mexer com a área responsável pela atenção.

Struggling with morning sickness.

Além disso, algumas mulheres se queixam de ficar mais irritadas ou percebem que o humor está oscilando com frequência na gravidez. Mais uma vez, a progesterona é um dos responsáveis por essa alteração, já que o aumento deste hormônio no início da gestação eleva a sonolência.

Já no terceiro trimestre, a qualidade de sono piora muito, devido ao desconforto da posição para dormir, com piora da sensação de falta de ar, e o aumento da frequência urinaria durante a noite. “Isso tudo pode causar diminuição dos reflexos, sonolência, dificuldade de concentração, e diminuição da fixação da memória, oscilação de humor e irritabilidade”, explica a ginecologista.

Há até quem diga que o cérebro diminui durante a gravidez, porém, isso é um mito. De acordo com a Dra. Carolina, essa afirmação ocorre devido aos lapsos de memória e a falta de concentração, já que na verdade a gestante está focada em outro universo na gravidez e, após o parto, nas necessidades do recém-nascido. Com isso, elas ficam menos focadas em outras atividades.

Outro hormônio que contribui para as mudanças no período é a ocitocina. Ela é responsável pelo aumento da ativação em áreas motivacionais do cérebro, em resposta ao estímulo do contato da mãe com o filho. “Durante os últimos dias da gravidez e os primeiros dias da lactação, ocorre um significativo aumento dos receptores de ocitocina em várias áreas do cérebro”, diz a médica.

Robôs melhoram precisão e aumentam bem-estar após cirurgia de próstata

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postado em 24 de novembro de 2016

Na maioria dos casos, nova técnica preserva o controle urinário e função sexual dos pacientes operados

A Campanha Novembro Azul tem o propósito de levar informação sobre a importância da prevenção ao câncer de próstata com um olhar mais atento aos homens que não se cuidam. O câncer de próstata acontece quando as células desta glândula começam a se multiplicar de forma desordenada, comumente chamada de mutação das células.

Com o passar dos anos e a melhora da tecnologia nos hospitais, alguns estudos têm apontado melhores resultados em longo prazo em cirurgias aos tratamentos de radioterapia, motivo pelo qual este tem sido o tratamento mais indicado a pacientes com expectativa de vida superior a 10 anos.

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Dentre as cirurgias de prostatectomia, uma nova técnica tem apresentado resultados bastante animadores. A cirurgia laparoscópica assistida por robô. O sistema robótico, disponível nas unidades Itaim e Morumbi do Hospital e Maternidade São Luiz, possibilita aos pacientes alternativas positivas para o tratamento, com mais eficiência que nos métodos tradicionais, como cortes menores, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição na perda de sangue durante a cirurgia, menor tempo de internação e ainda recuperação e retorno mais rápido às atividades do dia-a-dia.

O maior nível de precisão das imagens e de movimentos dos instrumentos robóticos permite ainda uma melhor preservação do controle urinário e da função sexual depois da cirurgia, mantendo um excelente índice de cura do câncer.

O urologista Roni de Carvalho Fernandes, do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que o tratamento varia de acordo com cada paciente e o acometimento da doença, que em última instância vai determinar sua agressividade.

“Em idosos com doença de baixa agressividade, o acompanhamento vigiado sem um tratamento imediato pode ser oferecido com segurança”, explica. Já para pacientes com a doença mais avançada, o tratamento com cirurgia de remoção total da próstata, radioterapia ou fonte de irradiação externa pode ser oferecido como opções.

Dicas sobre introdução de alimentos sólidos para as crianças

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postado em 22 de novembro de 2016

Pediatra do Hospital São Luiz afirma que rejeição só deve ser considerada significativa depois de oferecer dez vezes

Antes dos seis meses, não é necessário oferecer para as crianças qualquer complemento alimentar ao leite materno, que é suficiente para suprir todas as necessidades nutricionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até esta idade e, de acordo com os especialistas, a amamentação deve ser mantida, se possível, até os dois anos.

A partir do sexto mês, portanto, é possível introduzir outras comidas, como sucos de fruta pela manhã e papinhas de fruta no período da tarde. “Esses alimentos são introduzidos no intervalo das mamadas e a quantidade deve ser aumentada gradativamente com o passar do tempo. Estes dois exemplos são preparatórios para a papa salgada, que se inicia algumas semanas depois disso” esclarece o Dr. Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi.

Baby food

Já a consistência dos alimentos tem de ser adequada conforme o nascimento da dentição da criança, para possibilitar que ela corte e esmague os sólidos, além de evitar engasgos e sufocamento. “A papa salgada é iniciada no almoço e, após uma boa aceitação, inicia-se também no jantar”, diz o pediatra.

Mas alguns tipos de alimentos devem ser evitados pelo máximo de tempo possível, como é o caso dos que contêm açúcar. “Os doces não são recomendados às crianças, já que podem levar à obesidade na infância e, posteriormente, trazer complicações tais quais diabetes e hipertensão arterial na fase adulta”.

Segundo o especialista, a refeição deve ser atrativa para as crianças, por isso é importante a variação de sabores, cores e formas no prato, tornando o momento mais prazeroso Além disso, os pequenos devem receber todo tipo de alimento independentemente da preferência da família.
Caso seu filho, a princípio, pareça não gostar de um ingrediente específico, não se preocupe: “Novos alimentos precisam ser introduzidos e os pais não devem considerar como um evento de grande importância quando a criança recusá-lo. A rejeição de uma determinada comida só será considerada significativa após a oferta de, pelo menos, dez vezes” ressalta o Dr. Cid.

Mamilos não são polêmicos: especialista do Hospital São Luiz dá dicas para a amamentação em público

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postado em 18 de novembro de 2016

Amamentar é um ato de saúde para mãe e bebê. Porém, apesar de ser um direito, muitas mulheres ainda sofrem preconceito ou se sentem constrangidas de amamentar em público. Patricia Scalon, consultora e enfermeira do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno (GAAM) da Maternidade São Luiz Itaim, ressalta que a amamentação dever ser sobre livre demanda, sempre que o bebê estiver com fome, pois isso garantirá que ele cresça saudável e receba o alimento mais completo que existe.

“O leite materno protege contra inúmeras doenças, tem um papel importantíssimo na imunidade do bebê e diminui a chance de desenvolver alergias como rinite, dermatite, asma e outras”, explica a especialista. Além destes benefícios, protege e repara o intestino da criança, diminuindo a cólica, e é fundamental para o desenvolvimento da arcada dentária. Já para as mães, protege contra câncer de mama e ovários, diabetes e auxilia na perda de peso adquirida na gravidez.

Mother feeding breast baby on the grass in summer day

Para Patricia, o principal desafio ao amamentar em público é encontrar um lugar confortável para a mãe e o bebê. As mulheres não devem se preocupar com os olhares dos curiosos, mas apenas pensar no bebê e aproveitar esse momento independente de onde estejam. A seguir, a enfermeira dá informações importantes para facilitar a ocasião:

Quais são as principais orientações para amamentar fora de casa?

É importante ter um local onde a mãe possa se sentar confortavelmente e apoiar as costas para que o bebê consiga realizar a pega correta. O corpo e a cabeça do bebê deverão ficar alinhados e encostar no corpo da mãe. O queixo tem que tocar o peito e o nariz ficar afastado da mama. O bebê precisa pegar toda região areolar, não só o mamilo. Além disso, a mãe deve higienizar bem as mãos com água e sabão e, se possível, complementar com álcool gel 70%. A roupa confortável, com abertura frontal, como botões, também facilita.

Pode ser prejudicial deixar de amamentar na rua por constrangimento? Por quê?

Sim, porque o bebê poderá ficar irritado e choroso, uma vez que os momentos de fome não são respeitados. A mama poderá ficar muito cheia, com pontos endurecidos e dolorosos, devido ao excesso de leite. Isso dificulta a pega na próxima mamada.

Extrair o leite em casa para amamentar depois é uma opção viável?

Não, pois durante o transporte o leite poderá ser contaminado. O correto seria ordenhar e armazenar em bolsas térmicas com gelo para garantir a qualidade do alimento. Mas, para oferecer o leite ordenhado, é necessário aquecer em banho-maria e servir no copinho ou colherzinha previamente esterilizada, pois a mamadeira pode levar ao desmame precoce. Desta forma, é muito mais fácil oferecer a mama, para que o bebê possa mamar em qualquer lugar, na temperatura ideal, na quantidade que desejar e livre de contaminação.

Mudança rápida de velocidade e esportes de contato podem causar concussão

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postado em 10 de novembro de 2016

Provavelmente você já ouviu falar do termo médico “concussão”, mas sabe a que ele se refere? A concussão é uma alteração imediata e temporária da função cerebral, decorrente de uma pancada ou trauma. O Dr. Dorival de Carlucci Jr, médico supervisor de pista e diretor do Centro Médico do GP Brasil de F1 e Cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que também pode ser chamada de trauma cerebral leve, lesão cerebral traumática leve ou trauma craniano leve.

Em resumo, qualquer força que cause uma movimentação na cabeça pode ocasionar uma concussão. Geralmente elas são causadas por batidas da cabeça, mas também podem ocorrer devido a uma chacoalhada ou por desaceleração ou alteração rápida de velocidade. Um exemplo de como esse tipo de trauma pode acontecer é nos esportes de contato e de velocidade, como jogos de futebol ou basquete, pugilismo, ciclismo, motociclismo e automobilismo.

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Muita gente pensa que é preciso bater a cabeça para que a concussão ocorra, mas isso não é verdade. O simples chacoalhar da cabeça pode causar uma concussão. No automobilismo, é comum que a causa seja uma desaceleração, uma mudança rápida de velocidade ou uma batida.

Alguns dos principais sintomas de quem sofreu este trauma são dores ou pressão na cabeça, alteração de consciência ou fala, desmaios, perda de memória, tontura, zumbido, náuseas e vômitos. Apesar de nem sempre possível, a melhor forma de prevenir é evitar traumas na cabeça, de acordo com a atividade realizada. Segundo o Dr. Dorival, como a concussão é um sinal que houve sofrimento no cérebro, é essencial a observação do paciente para prevenir piora do quadro, que pode acontecer se for mal diagnosticada ou não tratada adequadamente.

Quando o indivíduo sofre concussão, é necessário que o médico oriente sobre os sintomas e possível piora, além de ser fundamental evitar um segundo trauma. Por isso, quem teve o problema não pode voltar a realizar atividades esportivas enquanto ainda estiver com algum sintoma. “Traumas repetidos, ou múltiplas concussões podem levar a danos cerebrais mais graves e crônicos”, afirma o especialista.

O diagnóstico pode ser feito por meio de perguntas sobre a lesão e sintomas junto a um exame físico para determinar se o paciente apresenta sinal do problema. Para pessoas com sintomas mais graves, pode ser indicada a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada.

Desempenho sexual é o ponto chave para homens irem ao médico

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postado em 8 de novembro de 2016

Urologista do Hospital São Luiz explica que sintomas surgem após os 50 anos e são eles que estimulam os homens a procurar tratamento

Durante o mês de novembro é comum nos depararmos com monumentos, prédios e parques iluminados de azul, mês em que acontecem campanhas em prol da saúde masculina. O Novembro Azul, como ficou conhecido o período, é uma oportunidade para que os homens cuidem de si mesmos.

Dentre os temas discutidos no período está o câncer de próstata, o segundo que mais acomete os homens. Mas há outra doença que também atinge os homens neste período da vida, o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem), popularmente chamado de andropausa, que tem sintomas semelhantes ao maior vilão da saúde masculina, o câncer.

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Com a chegada aos 50 anos, o homem tem uma diminuição progressiva na produção de testosterona, hormônio produzido pelos testículos. Uma queda gradual que pode chegar a 5%, e varia de acordo com biotipo, herança genética e modo de vida de cada um (alimentação, exercícios físicos e prevenção). Esse conjunto pode acarretar em diminuição da libido e disfunção erétil, depressão ou irritabilidade, diminuição do tecido muscular e diminuição de alguns aspectos da força muscular. Além disso, o conjunto de sintomas acima pode estar associado ao aumento da gordura abdominal, diminuição da densidade mineral óssea, do volume testicular e queda de pelos.

Para o Dr. Ricardo De La Roca, urologista do Hospital São Luiz Jabaquara, este conjunto de sintomas é uma das grandes causas que levam os homens a procurar ajuda nos consultórios médicos. “A disfunção erétil é a maior causa que estimula o homem a ir a uma consulta médica por si só, ou motivado pela companheira, uma vez que ela também sofre indiretamente com o quadro da queda da libido dele”, observa o médico.

É sabido que os tumores malignos de próstata são estimulados pela presença de testosterona. Para melhor entender a diferença entre Daem e o câncer de próstata, os médicos analisam todas as variáveis possíveis, como o metabolismo, o funcionamento do eixo produtor da testosterona, e as repercussões das eventuais alterações nos exames laboratoriais no organismo masculino, bem como em que situação a próstata se encontra, crescida ou não. Para o tratamento, caso haja câncer de próstata, não se pode indicar, por exemplo, a reposição hormonal com a testosterona.

Após a realização dos exames de diagnóstico e a constatação do Daem, o tratamento mais indicado é levar bem-estar e autoestima para sua vida, por meio da prática de exercícios diários, perda de peso aos que têm sobrepeso e estimulação dos testículos com medicações que elevam a produção de hormônios. É indicado, também, o controle de outros fatores de risco como hipertensão, diabetes, ácido úrico elevado, taxas altas de colesterol e triglicérides.

Dr. Ricardo explica ainda que nos dias de hoje seis em cada dez pacientes vão ao urologista para check-up de próstata, e em cerca de 70% destes podem ser apontados com algum grau de Daem. “O desempenho sexual pode ser o maior motivador para a procura médica e desta podemos em muitas vezes salvar a vida destes pacientes, curando-os não só do distúrbio, mas do câncer de próstata”.

Hospital São Luiz implementa plano médico inédito no GP Brasil de F1

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postado em 1 de novembro de 2016

Atendimento linear dará mais agilidade à equipe médica em pista, permitindo a retomada mais rápida da prova

Quando pensamos em um campeonato mundial de Fórmula 1, as primeiras imagens que vem à cabeça são os carros de corrida, os mecânicos e suas equipes. Porém, há uma questão muito importante e muitas vezes não associada: a segurança dos pilotos.

Com o passar dos anos, a segurança dos pilotos sempre compõe a agenda da FIA. Cuidados como capacetes mais seguros, maior entendimento das forças e movimentos envolvidos com o corpo do piloto em caso de acidentes, obtenção de dados através de acelerômetros no ouvido, câmaras de alta resolução com captação de inúmeras imagens em milissegundos conectadas com a telemetria dos carros, são exemplos.

Para este ano, a equipe médica da Rede D’Or São Luiz, conhecida pela sua qualidade e eficiência, traz para o GP Brasil de F1 2016 um novo plano de atendimento médico aos pilotos, que há alguns anos tem sido idealizado pela equipe brasileira, e foi aprovado por unanimidade pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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O atendimento médico será linear e integrado, preconizando uma maior organização, segurança do piloto e da equipe médica, além da agilidade em pista. Sua principal mudança é a diminuição de quatro para três etapas, com a integração das equipes de intervenção rápida e extração (esta responsável pela imobilização da coluna quando o piloto não tem condições de sair do carro sozinho).

Até 2015, de acordo com o Protocolo da FIA, após a liberação do Medical Car, entrava em pista o carro de intervenção rápida, responsável em prestar o primeiro atendimento médico; somente após a liberação deste, o carro de extração entrava em pista para imobilizar e retirar o piloto do cockpit e, em seguida, era acionada a ambulância, para transporte do acidentado ao centro médico.

“A equipe será menor comparada aos anos anteriores, mas certamente muito mais eficiente e integrada. Um grupo mais conciso facilita o treinamento, trazendo mais agilidade e qualidade ao procedimento. Além disso, um ponto muito importante, é que com menos pessoas no local do acidente, ganhamos em segurança da equipe e dos demais competidores” explica Dr. Dino Altmann, diretor médico do GP Brasil de F1.

Para Dino Altmann, o GP Brasil será palco de um grande passo a caminho de mais inovação no campo da medicina esportiva. “Nosso plano de atendimento é bastante arrojado, apresenta pioneirismo e poderá servir como modelo para outras equipes médicas envolvidas no campeonato da F1 e outras categorias do automobilismo mundial”, destaca.
É importante ressaltar que a novidade está alinhada com o protocolo de atendimento médico definido pela FIA, que é adotado em todo o mundo.

Alguns pontos do protocolo permanecem inalterados, como a frota, que fica de prontidão durante a corrida. Em caso de acidente, o acesso da equipe médica ao local é liberado apenas com a autorização da torre de comando, coordenada pelo Dr. Dino Altmann, que toma as decisões em conjunto com o dr. Jean-Charles Piette, Delegado Médico da FIA e Charlie Waiting, Diretor de Prova.

Novembro Azul: Câncer de próstata pode ser silencioso e assintomático

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postado em 1 de novembro de 2016

Especialistas do Hospital São Luiz explicam a importância do diagnóstico precoce

A Campanha Novembro Azul é voltada à saúde dos homens e foi criada com objetivo de mostrar a importância de fazer exames para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Esta glândula do aparelho reprodutor masculino pesa cerca de 20 gramas e possui forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela está localizada abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, este tumor é o segundo mais frequente na população masculina, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Normalmente, a próstata começa a aumentar de tamanho a partir dos 40 anos de idade. “O câncer de próstata acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desordenada, isto é, uma mutação de células”, explica o Dr. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

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A detecção precoce da doença, de acordo com o especialista, eleva as chances de cura para 90% dos casos. Os dois principais exames para diagnosticar o problema são o PSA (colhido no sangue) e o toque retal. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos procurem o urologista para iniciar a prevenção. Indivíduos com maior risco da doença (histórico familiar, raça negra, fumantes e obesos) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos.

No início, a doença costuma ser assintomática. Por isso, a partir da idade recomendada, os homens devem procurar o médico para fazer os exames anualmente. “O câncer de próstata normalmente só causa sintomas quando já está avançado, por isso é importante procurar o urologista mesmo sem sintomas”, diz o Dr. Fernando Tardelli, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Alguns dos sintomas para um câncer de próstata avançado podem ser: sangramento de urina, dificuldade para urinar, insuficiência renal e dilatação renal.

Embora ainda exista preconceito com o toque retal, ele é indispensável. “Não há um exame que o substitua, pois nele o urologista avalia a presença ou não de nódulos na próstata, além de outras alterações da glândula”, destaca o Dr. Tardelli. O teste é rápido, simples, praticamente indolor.

Os tratamentos variam de acordo com a fase do tumor e as características do paciente. Nos estágios iniciais (tumores localizados e localmente avançados), cirurgia, radioterapia ou até observação monitorada podem ser realizadas. A cirurgia pode ser feita de três formas: aberta, via laparoscópica ou por robótica. As duas últimas com incisões menores na pele. Se a recomendação for a operação, o urologista decidirá junto ao paciente qual é a melhor para o caso. Já para os tumores avançados, há o tratamento hormonal, no qual através de medicamentos o urologista e o oncologista tenta bloquear a progressão da doença.

Suor excessivo pode ser problema de saúde e afetar bem-estar físico e emocional

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postado em 25 de outubro de 2016

Dermatologista do Hospital São Luiz explica principais causas e tratamentos

O suor é um importante mecanismo de manutenção da temperatura corporal. A produção de suor é regulada pelo sistema nervoso e feita pelas glândulas sudoríparas, que estão distribuídas por toda a extensão da pele e ficam em sua camada mais profunda, a derme. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas.

Segundo a Dra. Samar Mohamad El Harati, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, enquanto o primeiro tipo é caracterizado pelo suor nas mãos e nos pés, por exemplo, o segundo existe principalmente nas axilas, virilhas e regiões com mais pelos, produzem o suor com odor característico. O mau cheiro das axilas é chamado de bromidrose e acontece devido à quantidade de suor, que pode ser meio de cultura para bactérias que causam o cheiro forte.

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Quando há transpiração extrema, denominada hiperidrose, o suor pode ser sinal de problemas. “Dependendo da quantidade, pode causar desconforto ao paciente, além de ser embaraçoso, por isso pode causar ansiedade a até perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem”, afirma a médica.

Entre as causas da hiperidrose estão os estímulos emocionais (hiperidrose emocional) ou maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura, pois a sudorese está diretamente ligada ao controle da temperatura corporal. Além disso, algumas doenças metabólicas ou lesões neurológicas também podem dar origem ao quadro.

De acordo com a especialista, há dois tipos de hiperidrose: primária focal e secundária generalizada. A hiperidrose focal aparece na infância ou adolescência, geralmente, nas mãos, pés, axilas, cabeça, ou rosto. As pessoas não suam quando dormem, ou em repouso e normalmente há mais pessoas na mesma família com o problema.

O outro tipo é causado por uma condição médica ou efeito colateral de uma medicação. Ao contrário da hiperidrose focal primária, as pessoas com hiperidrose secundária suam em todas as áreas do corpo ou em áreas incomuns. “Outra diferença fundamental é que pessoas com hiperidrose generalizada podem transpirar excessivamente durante o sono”, explica a dermatologista. O tratamento deste tipo de sudorese envolve primeiro determinar a causa da condição, seja outra doença ou uma medicação.

Os tratamentos mais eficazes para controlar este problema devem ser avaliados pelo especialista e vão desde antitranspirantes mais fortes até medicamentos, procedimentos médicos (como a aplicação da toxina botulínica tipo A, que bloqueia temporariamente os nervos que estimulam a sudorese) e cirúrgicos, em casos mais graves.

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