Blog da Saúde

Especialista do Hospital São Luiz dá dicas para evitar a candidíase

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postado em 20 de janeiro de 2017

Mais comum no verão, a candidíase é uma infecção causada por fungos, sendo o mais frequente deles a Candida albicans. Apesar de poder acontecer durante o ano todo, nesta estação o calor constante poder resultar no abafamento da região genital. Além disso, a maior frequência em praias e piscinas intensifica o risco, devido à permanência com roupas de banho úmidas.

Segundo a Dra. Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, a candidíase pode acometer homens e mulheres, atacando principalmente as regiões genital, inguinal ou perianal. Porém, ela não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

“Nossa flora genital natural é composta por fungos e bactérias que vivem em equilíbrio, nos protegendo de infecções. Porém, situações como calor excessivo, umidade e abafamento podem promover um desequilíbrio desta flora e criar oportunidades para o aumento da população de fungos”, esclarece a especialista.

Os sintomas mais clássicos são coceira na região genital e saída de secreção branca e espessa pela vagina. Também pode surgir ardência ao urinar e dores na relação sexual. “O diagnóstico é clínico e pode ser feito em um simples exame ginecológico, onde o médico verificará a presença de vermelhidão nos genitais e acúmulo de secreção característica da infecção por fungos”, diz a médica.

Cuidados de higiene íntima são essenciais para diminuir o desequilíbrio da flora genital e reduzindo as chances de multiplicação dos fungos na região. A Dra. Naira dá algumas dicas:

– Absorventes diários são vilões no combate aos fungos, pois aumentam a temperatura da região íntima e promovem abafamento com aumento da umidade. Protetores diários devem ser usados apenas durante a menstruação ou em situações específicas.

– Sabonetes líquidos íntimos poder ser usados, por serem cosméticos formulados especificamente para a região genital, com pH muito próximo ao natural e sem perfumes ou corantes agressivos à vulva.

– A roupa de banho deve ser trocada com regularidade. Não permaneça com biquínis ou maiôs úmidos por muitas horas.

– A roupa íntima deve ser bem lavada e seca. Evite pendurar e secar calcinhas no banheiro. Por ser um ambiente pouco arejado, a roupa pode ficar úmida e se tornar um ambiente propício ao fungo.

Cólicas podem ser confundidas com gases nos bebês

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postado em 18 de janeiro de 2017

Especialista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim explica a diferença

É muito comum que os pais dos recém-nascidos confundam cólicas com excesso de gases. Isso acontece porque, durante a fase do aleitamento materno, as cólicas intestinais são muito comuns, principalmente dos 15 dias até os três meses de idade, e costumam ser acompanhadas da presença de gases.

No entanto, as cólicas não são ocasionadas por gases. Elas ocorrem, sobretudo, pela imaturidade do sistema digestivo. “Durante os primeiros meses de vida, a movimentação das paredes do intestino está ainda um pouco descoordenada. Somado a isso, o intestino, quando recebe alimento, precisa acelerar a velocidade destes movimentos, aumentando tanto a contração do intestino quanto a dor das cólicas”, explica a Dra. Milena Catani, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Os gases, na verdade, podem contribuir para uma piora das dores, porque contribuem para uma maior distensão das paredes do intestino, que ficam cheias de ar. Antes do início da introdução complementar de alimentos, a presença dos gases pode ser causada pela ingestão de ar ou pela fermentação do leite no intestino.

“Por vezes, também, o bebê pode não conseguir coordenar a respiração com a capacidade de engolir, em geral no início da mamada, e repete os movimentos de sugar muitas vezes, motivo também porque muitos bebês engasgam”, acrescenta a especialista. A dificuldade de respirar e engolir pode acontecer, ainda, se o bebê estiver com o nariz obstruído, pois não conseguirá respirar corretamente e irá precisar abrir a boca.

Para lidar com o problema das cólicas, massagens, como a shantala, costumam ajudar. Elas contribuem para relaxar os músculos dos bebês, diminuindo também o desconforto dos gases e ajudando a acalmar a criança. Outra orientação é colocar um pano aquecido ou uma bolsa de sementes aquecida na barriga do bebê, sempre tomando cuidado com a temperatura, para não queimar a pele sensível.

“Geralmente, oriento a fazer massagens antes de começar a mamada, no sentido horário, em movimento circular, ou mexer as pernas próximas à barriga, como se o bebê estivesse pedalando. Não recomendo as massagens imediatamente após a mamada, porque o bebê pode acabar regurgitando, colocando para fora o leite que não teve tempo de digerir”, diz a médica.

Na maioria dos bebês entre 15 dias e três meses de idade, as cólicas fazem parte do desenvolvimento normal e não é necessário dar remédios. “Em alguns poucos casos, se estiverem acompanhadas de outros sintomas como vômitos, diarreia, alterações no aspecto da pele, coceira e principalmente dificuldade no ganho de peso, podemos ter um diagnóstico de alergia alimentar. Neste caso é fundamental passar pela avaliação do pediatra”.

Apendicite: sintomas e o que fazer

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postado em 13 de janeiro de 2017

O apêndice é um prolongamento do ceco, região que delimita o final do intestino delgado e o início do cólon, parte do intestino grosso. Ele é como um canal que termina em um fundo cego, parecido com um tubo sem saída ou o dedo de uma luva, e possui entre 10 e 12 centímetros de comprimento.

Segundo o Dr. Gustavo Patury Accioly, cirurgião geral do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, antigamente acreditava-se que este órgão não tinha qualquer função no corpo, mas alguns estudos descobriram que ele é colonizado com bactérias que ajudam a nos proteger de algumas doenças.

Quando o apêndice inflama, em geral devido à obstrução pela retenção de material com restos fecais, acontece a apendicite. Normalmente, o primeiro sintoma é uma dor intensa que começa próxima ao umbigo ou perto do estômago. Depois, a dor vai para a parte inferior direita do abdômen. Pode ser que o paciente também tenha febre e perda de apetite como sintomas mais tardios.
Os sinais da apendicite podem ser confundidos com outras doenças, como pedra nos rins, e outras enfermidades, principalmente nas mulheres, como cisto no ovário e infecção urinária. “Às vezes a dor inicia perto do estômago e a pessoa pode achar que está com algum problema gástrico”, explica o médico.

O exame para diagnosticar, na maioria das vezes, é clínico. Um dos sintomas mais evidentes é que, quando o médico aperta a barriga, o paciente sente dor. Porém, quando ele solta, em vez de melhorar, a dor piora. Também podem ser necessários exames de sangue, para identificar se há inflamação, ultrassom total do abdômen e tomografia.

Em grande parte dos casos, no entanto, os testes laboratoriais podem estar normais. “Por isso, é importante ser avaliado por um cirurgião”, diz o Dr. Gustavo. O tratamento é sempre cirúrgico. Atualmente, a cirurgia por videolaparoscopia é o procedimento mais utilizado. Nele, são feitos de três a quatro cortes bem pequenos para que o cirurgião retire o órgão e faça a limpeza de toda a cavidade abdominal. Em seguida, é recomendado que o paciente tome antibiótico de sete a dez dias.

Se a pessoa com apendicite não for tratada rapidamente, o quadro pode evoluir para complicações graves, como infecção abdominal, depois infecção generalizada (sepse) e até o óbito. Por isso, sempre que houver dor abdominal, é importante consultar um médico assim que possível.

Viagens durante a gravidez requerem cuidados especiais

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postado em 10 de janeiro de 2017

Planejar férias ou viajar a trabalho durante a gravidez é possível, desde que alguns cuidados sejam tomados para garantir a saúde da mãe e do bebê. A grávida deve sempre conversar com seu médico sobre as viagens durante a gestação. Para percursos de automóvel, não existe restrição, mas é essencial fazer paradas para caminhar um pouco e se alimentar bem. Em geral, os médicos recomendam que as gravidas parem de viajar por volta da 36ª semana.

Para viagens de avião, o cenário é diferente. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) recomenda às companhias que solicitem uma autorização médica para as gestantes que viajam a partir da 36ª semana (ou 32ª, no caso de gestações múltiplas). A exigência pode variar de acordo com cada companhia aérea. Portanto, a grávida deve verificar com a empresa quais são os procedimentos necessários.

Outro ponto a se considerar é que viajar pode fazer com que a grávida fique muito tempo na mesma posição, o que dificulta o retorno venoso e causa inchaço maior do que o normal. Segundo o Dr. Gustavo Kesselring, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, para evitar, o ideal é usar uma meia de média compressão durante o voo, caminhar e fazer exercícios com as pernas enquanto estiver sentada.

É recomendado, ainda, o uso de um soro nasal durante o voo, já que o ar dos aviões é muito seco. O ginecologista afirma que, como há muitas impurezas, isso aumenta o risco de adquirir uma infecção viral, por exemplo.

A vacinação também é um item importante. Quando decidir o destino de sua viagem, informe-se sobre a necessidade de vacinação o quanto antes. Os trajes e a alimentação também devem seguir alguns cuidados especiais. As roupas precisam ser leves e confortáveis.

No dia anterior e durante o voo, evite alimentos que produzam gases, além de chá, café e bebidas com cola, que são diuréticas e aumentam a vontade de urinar. “As grávidas podem ficar desidratadas com facilidade, por isso devem tomar um litro de água a cada seis horas de viagem”, diz o especialista.

Labirintite: o que fazer quando a crise aparecer?

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postado em 6 de janeiro de 2017

Quando um paciente sente tontura, enjoo ou perda de equilíbrio pode pensar que está sofrendo de labirintite. Porém, esse termo deve ser reservado apenas para as afecções que acometem ou inflamam o labirinto, órgão situado na orelha interna, formado por delicadas estruturas de osso, membranas, líquidos e nervos.

Se o labirinto e suas estruturas responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio (vestíbulo) são afetados, é possível surgir um quadro de tontura, caracterizado por uma ilusão de movimento, que pode ter diversos tipos de sensação, como flutuação, movimento irreal, desequilíbrio e vertigem rotatória, associados ou não a vômito e náuseas.

Segundo o Dr. Fernando Pochini Sobrinho, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Morumbi, problemas de várias origens podem desencadear a labirintite, como doenças neurológicas no cérebro e no cerebelo, problemas na musculatura dos olhos e na retina, sistema digestivo com absorção rápida de substâncias que possam interferir no labirinto ou cérebro, doenças dos nervos automáticos ou autonômicos que mantêm a pressão arterial quando temos mudança de posição no espaço, e obstruções à passagem de ar pela via aérea durante o sono profundo.

“Estima-se que a tontura possa levar cerca 10% de pacientes ao clínico geral e cerca de 20% ao otorrinolaringologista ou neurologistas. Estudos mostram que as tonturas estão entre os sintomas mais frequentes em todo o mundo e são de origem labiríntica em 85% dos casos”, afirma o especialista.

Uma das dúvidas mais frequentes é o que fazer quando a crise aparece. De acordo com o otorrinolaringologista, a crise pode nem sempre estar associada a um quadro labiríntico, mais frequentemente vir após hipertensão ou hipotensão arterial, distúrbios metabólicos da glicemia, tumores, neuropatias, cardiopatias e outros. Portanto, em uma crise intensa, o mais prudente é procurar o auxilio de médico especializado (otorrinolaringologista e neurologista) ou um pronto-socorro (clínico geral ou pediatra).

Para evitar o problema, os melhores métodos são: se alimentar de maneira adequada para prevenir o desenvolvimento de placas ou obstrução nas artérias e descontrole dos níveis pressóricos ou glicêmicos, realizar atividades físicas com regularidade, evitando sedentarismo, e dormir adequadamente, corrigindo problemas de sono e de oxigenação.

Entenda como viver com a hipertensão

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postado em 4 de janeiro de 2017

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Nesse contexto, a hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é responsável por cerca de 300 mil óbitos ao ano no Brasil. Um estudo recente feito pela Representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) mostrou que essa doença atinge cerca de 30% da população adulta brasileira, sendo que na terceira idade chega a 50%.

O Dr. Guilherme D’Andréa Saba Arruda, cardiologista da Cardio D’Or do Hospital São Luiz Anália Franco, explica que o principal desafio da doença é que ela pode estar presente, ao longo de vários anos, sem apresentar quaisquer sintomas. “Por ser uma doença silenciosa, é ainda mais necessário que as pessoas fiquem atentas às medidas prevenção e diagnóstico precoce através de avaliações médicas rotineiras”.

Por isso, a avaliação com o cardiologista e seu acompanhamento regular são fundamentais, já que estudos mostram que apenas 20% dos pacientes hipertensos controlam corretamente a doença, e 40% abandonam o tratamento. “É possível viver bem com a hipertensão. Para tanto, torna-se primordial o acompanhamento frequente e próximo ao cardiologista, permitindo os ajustes que são necessários nas diversas medicações que são utilizadas”. Porém, o médico explica que que apenas o uso das medicações não é suficiente para o tratamento.

Mudança de estilo de vida

A mensagem fundamental para hipertensão é o destaque para a prevenção, controlando ou eliminando os fatores de riscos conhecidos, diminuindo as chances do seu aparecimento e permitindo controlar a doença.

Por isso, uma vida saudável é importante tanto para prevenir a hipertensão, quanto para controlar a doença. “A mudança do estilo de vida, com atividade física regular, perda de peso, mudança dos hábitos alimentares e interromper o tabagismo, é um ponto chave para se combater a hipertensão”, explica o Dr. Arruda. “Essas últimas medidas se tornam a base do tratamento, sem as quais o controle ótimo da pressão arterial dificilmente será atingido”.

Sobre a Cardio D’Or da unidade Anália Franco

A unidade Anália Franco inaugurou recentemente a Cardio D’Or, um serviço completo de cardiologia preventiva e no tratamento de patologias do coração. Inclui serviço de check-up com espaço exclusivo para realização de bateria completa de exames laboratoriais, de imagem e de esforço. Além disso, pronto-socorro preparado para emergências, com atendimento especializado em dor torácica e hospital geral para procedimentos cirúrgicos, com todo o apoio de centro cirúrgico e Unidades de Terapia Intensiva modernos e altamente equipados.

Saiba mais: http://www.saoluiz.com.br/unidades/analia/sobre_a_unidade/estrutura/cardiodor.aspx

Hidratação das crianças requer cuidado dobrado nos dias quentes

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postado em 30 de dezembro de 2016

Na última semana, algumas regiões do Brasil tiveram os dias mais quentes do ano. Este período pede atenção especial à hidratação, principalmente das crianças, pois a transpiração é responsável por uma grande perda de líquido. A água é fundamental para regular a temperatura corporal e é necessária para todo o organismo, por isso a boa hidratação faz com que todas as funções sejam desempenhadas de maneira adequada.

Alguns sinais revelam se as crianças estão bem hidratadas, como o volume e a cor da urina (que deve estar clara), língua e lábios úmidos e o choro com lágrimas, por exemplo. Quando a perda de líquido é maior que o ingerido, as mucosas ficam secas, o volume da urina é baixo, a criança fica irritada, sonolenta e o choro não apresenta lágrimas.

A quantidade de líquidos varia conforme a idade e o peso da criança. Por isso, segundo o Dr. Thiago Gara, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, não é possível estabelecer um volume exato, mas é importante avaliar a hidratação pelos fatores citados anteriormente. “Em geral, falamos de 100 ml por quilo de massa corporal por dia, em média”, diz o especialista.

Sucos naturais e água de coco também são opções para ajudar a manter a criança hidratada, além disso, alimentos com bastante água na composição, como a melancia e o melão, funcionam como auxiliares. Porém, a água deve ser sempre o elemento principal da hidratação. Os sucos de caixinha devem ser deixados de lado: eles contêm muito açúcar, corantes e conservantes, que podem levar à obesidade e casos de alergia.

Para que o consumo de líquidos vire um hábito, ele deve ser incentivado pelos pais desde cedo. No entanto, de acordo com o pediatra, o primeiro passo deve ser o exemplo. “Não adianta pedir para seu filho beber água enquanto o resto da família não o faz. Desde pequeno, é preciso estimular, oferecer e procurar não substituir a água por outra coisa frente à recusa inicial”.

Não se esqueça de manter sempre um recipiente de água com você, caso as crianças fiquem com sede fora de casa, e coloque uma garrafinha na mochila ou lancheira da escola para que seu filho se lembre de se hidratar com frequência.

Elimine os focos e criadouros do mosquito transmissor da dengue

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postado em 26 de dezembro de 2016

O calor e o aumento das chuvas significam que o verão chegou com tudo! Infelizmente, além das altas temperaturas propícias para aproveitar o fim de semana numa praia ou piscina, essa época do ano também faz alavancar a incidência de uma doença indesejável: a dengue.

O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em lugares com água limpa acumulada; e uma das maneiras mais eficazes ao combate à dengue é eliminar os focos de criadouros do mosquito. Por isso pedimos para o Dr. Milton Lapchik, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, listar as principais ações de combate ao Aedes aegypti:

Não deixe acumular água em pneus, calhas e lajes;

Elimine a água dos pratos dos vasos de plantas ou mantenha os pratos preenchidos com terra evitando acumulo de água no local;

Mantenha caixas-d’água sempre fechadas com tampas ou telas;

Sempre limpe ralos e recipientes para alimentar animais;

Cuide para que bromélias e outras plantas não tenham acúmulo de água;

Trate sempre a água das piscinas e das fontes;

Utilize recipientes com tampas ao armazenar água.

Dietas restritivas podem causar complicações à saúde e resultados indesejados

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postado em 20 de dezembro de 2016

Com a chegada do verão, muitas pessoas resolvem adotar dietas que restringem a ingestão de um determinado grupo ou tipo de alimento para tentar perder peso mais rápido. Porém, essa prática, sem acompanhamento médico e nutricional, pode causar complicações à saúde e ter consequências indesejadas a longo prazo, como o efeito sanfona.

Cortar o glúten e a lactose das refeições são algumas das dietas adotadas mais populares, mas nem todo mundo precisa ou deveria aderir a elas. “Estas dietas devem ser iniciadas após um diagnóstico médico e prescritas por um profissional especializado, para que, depois de um determinado período, a pessoa que aderiu à dieta não apresente deficiência de vitaminas, macro e micronutrientes”, diz Adriana Piva, nutricionista do Hospital São Luiz Jabaquara.

Todo tipo de dieta, para ter um bom resultado, necessariamente precisa ser acompanhada por um profissional de nutrição, para que não cause prejuízos à saúde do paciente. “Tomamos como exemplo aquela pessoa que exclui alimentos com lactose e que futuramente poderá ter deficiência de cálcio e má absorção de vitamina D. Por isso, há a necessidade de acompanhamento nutricional, em que é realizada a suplementação vitamínica, evitando as deficiências e as doenças ocasionadas pela falta de ingestão destes micronutrientes”, explica a nutricionista.

Em alguns casos, a restrição de alimentos é indicada, como acontece com os pacientes intolerantes a alimentos específicos. A intolerância à lactose, por exemplo, é a incapacidade de digerir um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. Isso acontece devido à falta da enzima lactase, que realiza a sua digestão.

O mesmo acontece com o glúten, que deve ser restrito para as pessoas que sejam portadoras da doença celíaca. Para o restante, não há impedimento de consumo. “A dieta deve ser orientada com base na pirâmide alimentar, nas proporções corretas para que não se tenha deficiências e em quantidades suficientes de acordo com o peso e estatura, que podem ser calculados e ajustados”, explica Adriana.

Portanto, ao adotar dietas restritivas, em caso de recomendação médica, o principal cuidado é o acompanhamento por profissionais que avaliam a condição nutricional e os exames laboratoriais. Assim, é possível evitar deficiências e realizar reposição com suplementação, se necessário, e substituição apropriada de alimentos.

Menopausa precoce: principais sintomas e causas do problema

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postado em 16 de dezembro de 2016

Especialista do Hospital São Luiz fala sobre falência dos ovários mais cedo do que o habitual

Irregularidade menstrual, ondas de calor, diminuição da libido, secura vaginal, alterações de humor e infertilidade são alguns sintomas conhecidos da menopausa. Mas, quando esses mesmos sinais acontecem antes dos 40 anos de idade, pode ser indício de um quadro chamado de menopausa precoce, um problema para mulheres que ainda pretendem engravidar.

Segundo a Dra. Giuliana Nunes Petti, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, a menopausa precoce é a ausência de menstruação por conta da falência dos ovários mais cedo do que o habitual. Ela corresponde a aproximadamente 1% dos casos de menopausa.

Algumas mulheres só passam a se preocupar com isso quando param de tomar anticoncepcional e tentam engravidar, porém, o uso deste contraceptivo pode mascarar o problema. “O medicamento faz com que os sintomas típicos passem despercebidos. Quando a mulher para de tomar o anticoncepcional, os sintomas surgem e então ela já pode estar em falência ovariana”, explica a médica.

Podemos listar entre as principais causas do problema: doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, tabagismo, remoção cirúrgica ovariana (em casos de canceres do sistema reprodutor feminino), tratamento contra o câncer a base de quimioterapia ou radioterapia, defeitos de cromossomos (síndrome de Turner e síndrome do cromossomo X frágil) e pacientes que têm contato recorrente com pesticidas.

O tratamento deve ser individualizado em cada paciente, avaliando sempre os fatores de risco da reposição hormonal. Em caso de aparecimento dos sintomas citados, procure seu ginecologista. “Visa-se a reposição hormonal principalmente para evitar uma doença chamada osteoporose”, diz a especialista.
Para as mulheres que pretendem engravidar, se os exames mostrarem que ainda existem óvulos, há a possibilidade de induzir a ovulação com medicamentos. Caso a paciente não pretenda ter um filho naquele momento, uma solução é o congelamento do óvulo.

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