Blog da Saúde

Especialista do Hospital São Luiz alerta para aumento de casos de caxumba

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 24 de maio de 2016

SP já registra aumento de 568% nos casos em relação ao mesmo período em 2015

A caxumba é uma doença infectocontagiosa muito comum em crianças. Ela é causada por um vírus da família paramyxovirus, provocando dor e inchaço na região do pescoço.

Doctor at hopital examines a young girl with her hands

Os sintomas iniciais são normalmente febre baixa, calafrios, fraqueza, dores de cabeça, dores musculares e ao mastigar ou engolir. Uma vez infectada com caxumba, a pessoa pode transmitir a doença seis dias antes do início dos sintomas até cerca de nove dias após. A transmissão da caxumba pode ocorrer pelo ar ou contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, a cidade registra aumento no número de casos de caxumba, que somente em 2016 já mostra um crescimento de 568% dos casos em relação ao mesmo período de 2015 – com 41 casos entre 1º de janeiro a 30 de abril. Em todo ano de 2015, foram registrados 275 casos.

Para a Dra. Maria Inês Pinto Nantes, pediatra do Hospital da Criança e do São Luiz Jabaquara, é importante a lavagem das mãos para evitar a propagação de doenças. “Em alguns casos, pode-se usar máscaras descartáveis caso julgue-se adequado”, sugere.

A forma de prevenção contra a caxumba é por meio da vacina tríplice viral, que deve ser tomada a partir de um ano de idade em duas doses: aos 12 e 15 meses.

Não há um tratamento específico para a caxumba, os cuidados consistem em repouso e alívio dos sintomas de dor e mal-estar, com analgésicos habituais.

As complicações são pouco frequentes, uma delas é a meningite viral que não traz nenhum risco ao paciente, a orquite (inflamação dos testículos), a ooforite (inflamação dos ovários) e mais raramente a pancreatite.

Sedentarismo e hábitos alimentares ruins podem causar hipertensão arterial infantil

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 17 de maio de 2016

Cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco explica que a doença é silenciosa e afeta pessoas de todas as idades, incluindo crianças e adolescentes

A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma doença assintomática e silenciosa, que traz muitos danos à saúde e acomete todos os tipos de pessoas, de idosos a crianças, sem uma causa central definida. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), estima-se que 25% da população brasileira adulta são hipertensas, chegando a mais de 50% em pessoas acima dos 60 anos, mas também presente em 5% das crianças e adolescentes. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, por exemplo.

Mais conhecida entre as pessoas adultas, a doença vem crescendo entre crianças e adolescentes, e raramente são identificadas pelos pais. Os sintomas costumam ser imperceptíveis e quando aparecerem as complicações já estão instaladas, nesses casos, os mais comuns são dor de cabeça, tonturas, falta de ar, zumbido no ouvido, visão embaçada, sangramento nasal e cansaço. “Por ser uma doença silenciosa, é muito importante avaliações periódicas da pressão nas consultas médicas de rotina das crianças e adolescentes, pois é uma das únicas maneiras de enxergar uma possível alteração”, alerta o Dr. Guilherme D’andrea Saba Arruda, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

iStock_000042150452_Full

Antes de qualquer avaliação final e determinação de qual tratamento seguir, é necessário checar primeiramente qual hipertensão (primária ou secundária) a criança ou o adolescente está. Em muitos dos casos, a pressão alta é secundária, manifestando-se como um sintoma de uma doença base, como por exemplo, insuficiência renal, doenças metabólicas e tireoides. Nesses casos, ao combater a causa, a hipertensão secundária é curada.

Já a hipertensão primária infantil, é mais difícil de determinar uma causa específica, mas assim como em adultos, histórico familiar, consumo de bebida alcoólica (adolescência), hábitos alimentares ruins e sedentarismo são as principais causas.

Segundo dr. Guilherme não é muito difícil entender pois essa doença tem crescido entre crianças e adolescentes. É necessário observar seus hábitos alimentares e estilo de vida. Consumo excessivo de alimentos com muito sal e pouco saudáveis (salgadinhos, bolachas, ketchup, macarrão instantâneo, salsicha, batatas chips) e sedentarismo, já que atualmente todas as brincadeiras estão restritas em jogos eletrônicos, videogame e smartphones, atualmente fazem parte do dia a dia das crianças e jovens e são considerados fatores de risco para essas doenças.

Tratamento
O tratamento é determinado pelo médico e dependerá de sua orientação, mas pode-se dizer que a principal mudança deve ser no estilo de vida desses jovens. O incentivo familiar é essencial. Adquirir hábitos alimentares saudáveis, praticar esporte, como uma caminhada de

30 minutos (3 a 4 vezes por semana), controle do peso, evitar o tabagismo e diminuir o consumo de bebidas alcoólicas são fatores importantíssimos para um tratamento eficaz, orienta o cardiologista.

Você sabia?
– Tabagismo é responsável pelo grande quadro de pessoas hipertensas no país. E o fumante passivo, no caso das crianças, favorece o surgimento da doença;
– Somente a atividade física pode reduzir os quadros hipertensos em até 20%;
– Estresse e pressão psicológica podem aumentar a pressão arterial;
– Uso da pílula anticoncepcional na adolescência pode causar hipertensão;
– Pais sedentários geralmente tornam seus filhos sedentários, pois não há exemplo de estímulo.

Especialista do Hospital São Luiz desvenda mitos da endoscopia

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 6 de maio de 2016

Exame permite o diagnóstico de doenças do aparelho digestivo até o tratamento de cânceres no estágio inicial

Mesmo prevendo e tratando doenças simples até graves hemorragias, a endoscopia é vista pela sociedade como um procedimento demorado, dolorido e que o paciente passa muito tempo anestesiado após a realização do exame. O endoscopista das unidades Morumbi e Jabaquara do Hospital São Luiz, Eduardo Guimarães de Moura, elaborou uma lista para desvendar os mitos e verdades deste procedimento.

A endoscopia é um exame que ajuda o médico a definir a causa de sintomas como dor em abdome superior, náusea, vômitos, dificuldade para engolir, entre outros. É também um excelente método para a investigação de sangramentos digestivos. Gastrites e úlceras são exemplos de doenças facilmente diagnosticadas pela endoscopia.

O médico pode usar a endoscopia para obter biópsias (pequenos fragmentos de tecido) que servem para distinguir entre lesões benignas ou malignas, como os cânceres do trato digestivo, por exemplo.

Para o dr. Eduardo, algumas complicações podem ocorrer após o exame, mas são muito raras. Os riscos potenciais são reações aos medicamentos empregados, complicações de doenças pulmonares ou cardíacas, perfuração ou hemorragia. “Esses riscos são um pouco maiores após procedimentos terapêuticos como retirada de pólipos, por exemplo. É importante que o paciente reconheça sinais precoces de eventuais complicações: se apresentar febre, dificuldade para engolir, dores importantes, vômitos ou fezes enegrecidas após o exame, deve informar o médico imediatamente”, explica.

O procedimento para a realização do exame é simples: primeiro o paciente recebe uma pequena quantidade de líquido para ingerir, que serve para ‘limpar’ melhor as áreas a serem examinadas. A seguir, um anestésico local será borrifado na garganta, para permitir a passagem do aparelho com o mínimo desconforto e uma solução sedativa deixará o paciente mais relaxado. Então, o aparelho será passado através de boca para o esôfago, estômago e duodeno.

endoscopia

Confira alguns mitos e verdades sobre a realização do exame:

O exame demora? Mito. No total, o exame costuma durar cerca de 10 minutos.
Fazer endoscopia dói? Mito. Um anestésico local será borrifado na garganta, para permitir a passagem do aparelho com o mínimo desconforto.

Não dá para respirar durante o exame? Mito. O endoscópio não interfere com a respiração e não causa dor. Você pode se sentir um pouco estufado, uma vez que será necessário colocar certa quantidade de ar dentro do estômago para permitir o exame.

Não é possível se alimentar após o exame? Mito. Você poderá comer normalmente quando cessar o efeito do anestésico em sua garganta (o que leva cerca de 45 minutos).

Não é possível dirigir após o procedimento? Verdade. Como, também, operar maquinaria ou tomar decisões importantes pelo resto do dia. Mesmo que você se sinta normal, é sabido que a sedação diminui os reflexos e julgamento por várias horas.

É necessário estar acompanhado na data do exame? Verdade. O paciente permanecerá na área de repouso por cerca de 30 minutos a 1 hora, até que os principais efeitos dos medicamentos usados desapareçam. Sua garganta poderá ficar um pouco dormente ou levemente dolorida, e eventualmente pode haver sensação de estufamento no abdome pelo ar colocado no estômago. Todos esses efeitos são leves e passageiros.

Todas as pessoas ficam eufóricas ou têm outras reações após o exame? Mito. O medicamento usado como sedativo manifesta ações psicomotoras em alguns pacientes, apenas.

Climatério e menopausa: entenda as principais características dessa fase de vida de toda a mulher

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 29 de abril de 2016

O climatério representa um período natural biológico feminino que marca a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Este momento de transição, porém, ainda traz muita insegurança para mulheres, principalmente em relação aos seus sintomas e o que isso significa para sua vida e saúde. Menopausa é a data da última menstruação na vida de uma mulher. Os termos menopausa e climatério muitas vezes aparecem como tendo o mesmo significado.

Por isso, conversamos com a Profa. Dra. Sônia Maria Rolim Rosa Lima, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, para entender um pouco mais sobre esse momento na vida de toda a mulher:

Woman with stretched arms in flower field

O que é climatério e menopausa?
O Climatério representa a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Podemos também entender como uma fase de evolução da mulher onde seu organismo, até então direcionado a gerar vida, dirige-se livremente a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas suas potencialidades. A Menopausa é um ponto no tempo que marca a data da última menstruação na vida de uma mulher.

Esse período constitui uma fase natural da vida, e muitas mulheres passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Outras têm sintomas que variam na sua diversidade e intensidade. No entanto, em ambos os casos, é fundamental que se tenha acolhimento e acompanhamento sistemático que promova a saúde, a abordagem adequada, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato das alterações diagnosticadas para que se possa prevenir futuras complicações.

Existe uma transformação na vida da mulher?
A passagem do período reprodutivo para o não reprodutivo ocorre de maneira gradual. Nesta fase, é possível observar sintomas e sinais que podem ocorrer no climatério. Isto envolve não apenas alterações hormonais, mas também mudanças psicológicas e sociais.

Quais são seus sinais e sintomas?
Ondas de calor acompanhadas por sudorese intensa são características desse período, ocorrendo com frequência durante a noite e resultando em piora da qualidade do sono. Podem, ainda, ocorrer palpitações, enxaqueca e cansaço fácil. Mais tardiamente, existem sintomas urinários e ressecamento e desconforto vaginal, podendo levar à dor nas relações sexuais que, acompanhada na diminuição da libido, costumam conduzir a uma piora da qualidade de vida sexual.

A saúde pode ser afetada?
Nesta fase, identificam-se sintomas decorrentes da queda da produção de estrogênio na grande maioria das mulheres, o que pode provocar, inicialmente, irregularidades menstruais, hemorragias disfuncionais e diminuição da fertilidade; podendo ser acompanhado das instabilidades vasomotoras (ondas de calor e suores noturnos), alterações emocionais (destacando-se a depressão, a ansiedade e a insônia), decréscimo da libido, dor durante o ato sexual e distúrbios urinários; e, no longo prazo, osteoporose, aumento do risco de doenças cardiovasculares e cerebrais.

Como atenuar os sintomas e evitar riscos à saúde?
Existem diversos esquemas de terapia hormonal (TH) que tratam os sintomas vasomotores durante este período. O sucesso no emprego da terapia hormonal está intimamente ligado ao conhecimento adequado do médico, dos diferentes tipos de hormônios que podem ser utilizados, assim como as doses, as vias de administração e os esquemas terapêuticos, procurando identificar as necessidades de cada mulher. Outros medicamentos também podem ser indicados naquelas com contra indicação a terapia hormonal, e o uso de fitomedicamentos também tem sua indicação.

Além disso, é fundamental ter uma mudança do estilo de vida, adotando a prática regular de exercícios e alimentação balanceada. A acupuntura, yoga e técnicas de relaxamento como terapia complementar, também são indicadas.

Acompanhamento psicológico na gestação pode evitar depressão durante a gravidez e no pós-parto

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 31 de março de 2016

A gestação é um período em que a mulher passa por uma série de transformações. Além das alterações visíveis que o corpo sofre, mudanças psíquicas comportamentais são naturais a este momento. Afinal de contas, ter um filho pressupõe muita responsabilidade e as questões relacionadas à maternidade passam a fazer parte de suas preocupações cotidianas.

A psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Patricia Bader, explica que é normal as gestantes sofrerem oscilações de humor, ficarem mais introspectivas e sensíveis a assuntos que até então não eram de grande importância. O choro, assim como a irritação, tem um tempo menor de resposta e não é raro as futuras mães se emocionarem com mais frequência. Por outro lado, outras percebem que ficam mais calmas, uma vez que assuntos externos passam a não ser tão relevantes. “Muitas gestantes relatam que se deram conta de que estavam grávidas porque apresentaram aumento no sono e no apetite. Sabores e cheiros se acentuam e também por isto, surge o desejo por algum alimento ou a repulsa a ele”, afirma.

A percepção do corpo, assim como o sentimento em relação a ele, também se altera. “Em algumas mulheres, estas transformações despertam alegria enquanto em outras elas representam uma deformação, uma violência contra si”, explica.

Patricia Bader afirma que estas mudanças psicológicas durante a gravidez são muito estudadas, já que cada sujeito é único e vai viver sua gestação a partir da sua história e das suas relações atuais. “Estas alterações são previstas, mas nem todas as mulheres vão passar pelas mesmas situações e nem todas reagirão da mesma forma. Algumas lidarão bem com estas transformações, outras poderão desenvolver algum transtorno psicológico.”

Mother With Baby Suffering From Post Natal Depression

Acompanhamento psicológico

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres que acabaram de dar à luz apresentam algum tipo de distúrbio mental – principalmente depressão. Entre os sintomas mais comuns estão tristeza, baixa autoestima, cansaço, perda de interesse e ausência de prazer.

Por este motivo, o acompanhamento psicológico é recomendado, inclusive de maneira profilática. “O psicólogo é um profissional da área da saúde mental. Ele não atua apenas quando há um problema, mas se ocupa da promoção de saúde. O que está em jogo não é uma patologia, mas um momento importante e diferente da vida da mulher, a fim de prevenir eventuais enfermidades patológicas. Nos cursos de gestantes, por exemplo, o psicólogo está presente para promover a saúde mental da família.”

Porém, a especialista ressalta a importância de não negligenciar sinais psicopatológicos que ocorrem durante a gravidez. “Problemas que se acentuam na gestação não se resolvem ao final dela. Eles aumentam a possibilidade de a mulher desenvolver um quadro patológico quando a criança nasce. O que era da ordem da fantasia ganha status de realidade”, conclui a psicóloga.

Confira como proceder e o que evitar nas visitas a pacientes internados

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 30 de março de 2016

Visitar paciente internado no hospital pode trazer alento e conforto. Porém, em algumas situações, as visitas podem provocar um efeito oposto, e até piorar a situação de saúde dos pacientes. Esses cuidados são ainda maiores em períodos de surtos de doenças infectocontagiosas que podem ser transmitidas aos pacientes, como gripe (de qualquer tipo, incluindo H1N1), principalmente se o paciente está em estado grave, com imunidade baixa, idoso, com doenças crônicas, internado em UTI, em pós-operatório ou na maternidade.

Por isso, conversamos com a Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, e preparamos um checklist especial para saber o que fazer antes de visitar algum paciente internado:

Hospital visiting family

– Se você estiver doente, principalmente com gripe, fique em casa
Um paciente está, muitas vezes, com o sistema imunológico debilitado, e contrair um simples resfriado pode prejudicar ainda mais a sua saúde. Por isso, se você tiver algum sintoma, por mais inofensivo e leve que pareça, como espirro, tosse ou diarreia, o melhor a fazer é ficar em casa. Se for um caso em que a visita for necessária, converse com a equipe do hospital para que todas as precauções sejam tomadas.

– Higienize as mãos logo que entrar no hospital
Ao entrar no hospital, durante sua estadia e antes de sair do hospital, lave bem as mãos. Você pode usar o método tradicional, com água e sabonete e também usar álcool gel, disponível nas unidades em diversos pontos, desde as recepções os mesmo dentro dos apartamentos. A higienização das mãos é um dos principais fatores de controle de infecções.

– Não traga comida para o paciente
Muitas vezes, por causa de algum procedimento ou situação especial, o paciente internado está em regime de alimentação especial. Por isso, quando em visita, não leve comida para o paciente.

– Não presenteie com flores
Por mais tradicional que esta ação pareça, presentear com flores não é uma boa ideia. Flores são mais difíceis de serem higienizadas, e a água em vasos, ou terra e sujeira que possuem podem conter vírus e bactérias nocivas para o paciente.

Gripe H1N1 chega mais cedo este ano

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 18 de março de 2016

Infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz fala sobre esse perigoso vírus, que costumava aparecer nos meses mais frios de outono e no inverno

Além das epidemias de zika, dengue e chikungunya que tem tirado o sono de boa parte da população, outra doença vem ganhando destaque nos noticiários: a gripe influenza H1N1. Somente este ano em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Saúde do município, já são 12 casos notificados – o total do ano passado inteiro. Segundo a Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, este novo surto da doença tem intrigado os médicos: “a gripe influenza é sazonal e acontece normalmente nos meses mais frio de outono e inverno. Porém, o que temos visto são as pessoas infectadas mais cedo, e não existe, ainda, nenhuma explicação para esse fenômeno”.

iStock_000086682561_Medium

Dra. Regia Damous esclareceu algumas dúvidas sobre o vírus da gripe H1N1:

O que é o H1N1?
O H1N1 é uma variação da gripe comum. O vírus da gripe é muito suscetível a sofrer mutações, e ao longo dos anos o ser humano vai adquirindo essas “variações” da gripe. No caso do H1N1, estima-se que ele tenha surgido em 2009 e sua transmissão aconteceu primeiro em suínos, popularizando a doença como “gripe suína”.

Quais seus sintomas?
Os sintomas são os mesmos de uma gripe comum: febre alta e tosse, podendo apresentar dores de cabeça e corpo, garganta inflamada, cansaço, diarreia e vômito. A doença também pode evoluir para uma situação mais grave de pneumonia viral.

Por que o H1N1 tende a ser mais agressivo do que a gripe comum?
Quando o vírus da gripe sofre mutações, ele mantém algumas proteínas que formam a sua estrutura. O corpo, quando já tem imunidade para o vírus anterior, já está, então, mais preparado para combater essa nova variação, pois consegue reconhecer a parte da estrutura viral que ficou. Porém, alguns tipos epidêmicos se rearranjam em proteínas que as pessoas não têm resistências, tornando algumas mutações mais desconhecidas ao nosso sistema imunológico. Esse é o caso do H1N1: o sistema imunológico das pessoas tem proteção baixa para essa vertente da gripe comum.

Como o H1N1 é transmitido?
Por via oral, pela tosse ou espirro. A infecção também pode ocorrer através de objetos contaminados.

E como se proteger?
O mais importante é adotar o hábito de higienizar as mãos. Para as pessoas que apresentam sintomas, o recomendável é que ela adote a “etiqueta da tosse”: não tossir nas mãos e usar o antebraço, tecido ou papel quando ocorrer tosse ou espirro, evitando assim a contaminação de outros indivíduos. Além disso, outra medida importante é tentar se manter saudável, adotando prática de exercícios, alimentação balanceada e ingestão de bastante líquido.

Atenção aos sinais de doença renal na infância

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 10 de março de 2016

Hoje é o Dia Mundial do Rim, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar sobre a importância do sistema renal. O lema deste ano para a data é: “Doença renal e as crianças. Agir cedo para prevenir”. Segundo o Dr. Ricardo Marcondes de Mattos, urologista pediátrico do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, existe uma gama muito grande de doenças do trato urinário na infância, e é muito importante que os pais fiquem atentos aos sinais de que alguma coisa pode estar errada. “Nossa maior luta é prevenir a perda da função renal, e o diagnóstico rápido da doença é fundamental para isso”.

Dia Rim

Problemas renais podem afetar crianças de diversas maneiras, desde distúrbios tratáveis sem maiores consequências a até condições que ameacem a vida do paciente. Existem muitas doenças que afetam o funcionamento do rim na infância, como estreitamento do canal da uretra, refluxo da urina e tumores. Isso faz com que o rim progressivamente perca a filtração renal, provocando acumulo de toxinas e impurezas no sangue. E se sangue não for filtrado artificialmente, ou por um rim transplantado, isso pode eventualmente levar o paciente a falecer.

Importância do pré-natal
A detecção do problema renal, e seu tratamento, muitas vezes começam logo durante a gestação. “Diversas doenças do sistema renal na infância são causadas por uma má formação congênita. Ou seja, o problema é causado por uma má formação fetal e pode ser detectado, e tratado, ainda na fase embrionária”. Por isso, Mattos explica que é muito importante fazer todas as etapas do pré-natal: “um simples ultrassom pode detectar se o bebê tem alguma anomalia no sistema renal”.

Pais devem ficar atentos aos sinais
Além da má-formação durante a gestação, problemas renais podem surgir durante a infância por diversos fatores, entre eles por herança genética, síndromes, tumores ou traumas, entre outros. “Os pais devem ficar atento aos sinais que permitem perceber que há algo de errado com o sistema renal do seu filho, e procurar imediatamente um médico especialista para avaliação”. O Dr. Ricardo Marcondes de Mattos explica que os sintomas são sutis, e lista alguns dos principais:

• Alterações na rotina urinária (urinar fora de hora e ter urgência)
• Volume pequeno, ardência e sangue na urina
• Dor na região onde fica o rim
• Dificuldade para crescer e ganhar peso
• Febre

Pacientes do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco receberam visita dos cães da ONG Patas Therapeutas

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 4 de março de 2016

O Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco iniciou ontem projeto de terapia assistida por animais com a visita dos cachorrinhos da ONG Patas Therapeutas. A atividade fez parte das ações comemorativas de oito anos da unidade, realizada em área externa do hospital, localizada no 4º andar.

A terapia assistida com animais em hospitais oferece diferentes estímulos, seja em criança ou adulto, auxiliando em sua recuperação. O contato com os cachorrinhos aumenta a autoestima e confiança dos pacientes internados e diminui sintomas de ansiedade e depressão.

A atividade foi destinada a todos os pacientes do hospital, exceto aqueles que apresentam alguma restrição médica ou que estão em isolamento. William Alves Silvério, um dos pacientes do hospital, elogiou a iniciativa: “A Ação é bem bacana, e a aproximação com os animais faz diferença”.

“Estamos animados em dar início a mais uma ação de humanização no hospital, que sempre trazem benefícios à saúde física, emocional e mental dos nossos pacientes. É um trabalho feito com muito carinho pela equipe da unidade que busca oferecer ao paciente um clima mais acolhedor no ambiente hospitalar, através dessas atividades interativas e lúdicas que os distraem.” Informa Dr. Carlos Lotfi, diretor geral do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

A parceria entre o Hospital e a ONG Patas Therapeutas faz parte das ações e atividades de humanização realizadas na unidade para auxiliar a recuperação dos pacientes. A visita dos cachorrinhos acontecerá uma vez por mês, toda primeira quinta-feira, sendo esta a primeira.

Oito dúvidas frequentes sobre a secreção e o corrimento vaginal

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 3 de março de 2016

A secreção faz parte da fisiologia normal da vagina, mas é um dos grandes incômodos relacionados à saúde íntima da mulher, além de ser tema de várias dúvidas.O Dr. Ricardo Andrade Freire, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, respondeu a oito questões relacionadas a este assunto:

Existe diferença entre corrimento e secreção vaginal?
Sim, existe. A secreção vaginal faz parte da fisiologia feminina, ou seja, não é indicativo de nenhuma doença. Já o corrimento é patológico. De acordo com o especialista, assim como outros órgãos do corpo como a boca, a vagina precisa ser lubrificada e proteger sua mucosa e a secreção exerce esta função.
Por sua vez, o corrimento vaginal – cientificamente denominado leucorreia – não é normal e pode ser indicativo de algumas doenças.

iStock_000030922294_Large

Como diferenciar a secreção do corrimento?
A secreção vaginal, na maioria dos casos, é transparente ou opaca e não tem cheiro. Ela não causa nenhum tipo de desconforto, além de deixar a calcinha úmida de vez em quando.
“Quando a secreção começa a mudar de coloração (ficar amarelada, esverdeada, amarronzada), passa a ter um odor fétido, causar coceira e irritação na região vaginal, além de a mulher sentir dor na relação sexual, significa que há algo anormal, que é o corrimento”, explica.
O tipo mais comum de corrimento é branco, espesso e sem odor e normalmente é indicativo de candidíase.

Existe algum período durante o ciclo menstrual em que a secreção vaginal fica mais intensa?
Sim, na ovulação, ou seja, no meio do ciclo, a secreção tem a viscosidade aumentada. “Este fluido mais viscoso durante o período fértil da mulher serve exatamente para favorecer o deslocamento do espermatozoide até o óvulo”, esclarece Dr. Ricardo Andrade.
Durante a gravidez a mulher também tem essa secreção? Em caso positivo, há alguma alteração relevante?
Sim, na gestação a vagina fica muito mais molhada. Há um aumento da vascularização pélvica, que aumenta a quantidade de secreção vaginal. “O organismo libera um excesso de líquido que vai preparando a vagina para que ela fique mais úmida e mais elástica, a fim de favorecer o parto”, afirma o ginecologista.

O uso frequente de absorvente íntimo pode aumentar a secreção natural?
Sim. O ideal é não fazer o uso frequente de absorvente íntimo nem de protetor diário. A região vaginal fica mais quente, abafada, aumentando a vascularização e as secreções glandulares.

Pílulas anticoncepcionais podem causar corrimento?
Não, mas podem aumentar a secreção natural da vagina.

E as relações sexuais?
Elas também não podem causar corrimento. “A vagina foi feita para ter penetração e o sexo não pode alterar a saúde do órgão. Se a mulher passa a ter corrimento é porque alguma alteração patológica está ocorrendo”. Ainda de acordo com Dr. Ricardo, neste caso, a recomendação é procurar um ginecologista para fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. O mais comum é com creme vaginal, associado à medicação via oral.
“Se o tratamento não estiver funcionando, o problema pode estar na saúde do parceiro. Por isto, o ideal é que o tratamento seja feito pelo casal, não apenas pela mulher”, ressalta o médico.

Quais hábitos podem evitar que a mulher tenha corrimento?
O hábito mais importante que a mulher deve ter é ir ao ginecologista uma vez ao ano e fazer os exames solicitados. Dormir sem calcinha também pode ajudar, uma vez que proporciona uma ventilação maior da região vaginal.

Página 1 de 9612345...102030...Última »
Produzido por Connexion Net

(c) 2010 - Blog da Saúde - Todos os direitos reservados