Blog da Saúde

Volta às aulas: saiba como montar uma lancheira saudável

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postado em 22 de janeiro de 2018

Com o final das férias escolares é importante ficar atento às refeições dos pequenos

Para ter uma alimentação equilibrada e de acordo com a pirâmide alimentar, é recomendado ingerir alimentos de todos os grupos alimentares: energéticos, reguladores e construtores. O mesmo princípio é válido na hora de montar a lancheira das crianças.

O primeiro grupo é rico em carboidratos e fornece energia para o corpo. Os alimentos reguladores auxiliam em várias funções do organismo e são compostos por hortaliças e frutas em geral. Já os construtores são ricos em proteínas, como carnes, ovos, leite e derivados.

“O grupo construtor pode ser representado pelo recheio do lanchinho, como um queijo. O dos reguladores por frutas e suco de frutas, enquanto nos energéticos estão o pãozinho ou o bolo de frutas, por exemplo.”, diz Adriana Piva, nutricionista do Hospital São Luiz Jabaquara.

Para conservar melhor a comida, o ideal é que a criança possua lancheira e garrafa térmicas, principalmente para armazenar os alimentos perecíveis. Caso contrário, eles devem ser evitados. Além disso, segundo a especialista, os pais devem sempre evitar os alimentos à base de açúcares e gorduras, como bolos industrializados e com recheio, frituras, processados, doces, chocolates e iogurtes.

Veja algumas sugestões da nutricionista para o dia a dia:

– 01 banana prata + 200 ml de suco de maracujá + 02 pãezinhos com queijo;
– 150 g de cereal sem açúcar + 200 ml de suco de manga + 01 pera;
– 01 mexerica + 01 bebida láctea + 01 fatia de bolo simples de maçã;
– 01 barra de fruta de morango + 200 ml de suco de abacaxi + 03 pães de queijo pequenos;
– 01 maçã + 01 bebida láctea + 01 goiabinha

Especialista dá dicas para prevenir o AVC em diferentes faixas etárias

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postado em 16 de janeiro de 2018

O AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como derrame, é a lesão do cérebro decorrente de uma ruptura ou obstrução das artérias que irrigam o sistema nervoso central. No primeiro caso, ocorre o AVC hemorrágico. Já quando as artérias são obstruídas, caracteriza-se o AVC isquêmico.

De acordo com o Dr. Álvaro Pentagna, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, os principais fatores de riscos de um AVC são: hipertensão arterial, diabetes, colesterol e triglicérides elevados, tabagismo, arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, obesidade, apneia do sono e sedentarismo.

Além disso, o avanço da idade, um histórico familiar de doença cardiovascular ou cerebrovascular e a menopausa são chamados fatores de risco não modificáveis para o AVC, ao contrário dos que foram descritos anteriormente, que são modificáveis.

“Quanto mais avançada a idade, maior a chance de ter o problema”, destaca o especialista. “As mulheres têm uma particularidade que é a ocorrência de enxaqueca com aura. Isso associado ao uso de anticoncepcionais também pode contribuir para a elevação do risco”, completa.

Abaixo, o neurologista dá dicas para a prevenção em diversas faixas etárias:

Aos 20 anos

Um jovem de 20 anos não costuma apresentar quadros de risco. Caso apresente, deve tratá-los com rigor. Pacientes jovens devem ser estimulados a um estilo de vida saudável, com dieta balanceada e pratica de atividades físicas com frequência. “É a faixa etária na qual geralmente as pessoas começam a fumar, o que deve ser evitado”, diz o Dr. Álvaro.

Aos 30 anos

Quem não faz exercício físico regular não deve mais deixar esta questão de lado. É preciso iniciar o mais rápido possível. Também é necessário rever hábitos como a alimentação desregrada e o tabagismo, caso este último ainda faça parte da rotina, além de fazer o controle do peso.

Aos 40 anos

A prevenção é a mesma da faixa etária anterior, mas, a partir daqui, já se recomenda uma avaliação clínica para prevenir o AVC e outros quadros de saúde que podem surgir com o avanço da idade.

A partir dos 50 anos

Nesta idade, o ideal é fazer um acompanhamento clínico regular de todos os fatores de risco já mencionados e seguir as mudanças no estilo de vida recomendadas nas faixas etárias anteriores.

Perda auditiva pode ter causas diferentes, mas é possível prevenir

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postado em 11 de janeiro de 2018

A surdez pode ter causas variadas, como um defeito congênito, lesão, doença, alguns medicamentos, exposição a ruídos altos ou desgaste relacionado à idade. A perda da audição pode impactar a vida do paciente de diversas maneiras. Nos adultos o principal ponto comprometido é a comunicação. Nas crianças, pode provocar atrasos no desenvolvimento da linguagem e afetar o desempenho escolar.

Geralmente, o diagnóstico do problema é feito por meio de um exame chamado audiometria. Em alguns casos, a audição pode ser restaurada com cirurgia ou pelo uso de aparelho auditivo. Porém, segundo o Dr. Ulisses José Ribeiro, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Jabaquara, é possível prevenir a perda auditiva. “As medidas preventivas podem estar diretamente ligadas ao fator “causa e efeito” ou decorrentes de causa indireta”.

O especialista destacou algumas medidas de prevenção:

– Evitar ouvir música em volume alto;
– Usar protetores auriculares sempre que frequentar lugares com ruído alto;
– Não usar hastes flexíveis para limpeza do ouvido, pois o objeto pode lesar a membrana do tímpano e tira a proteção que a cera promove;
– Manter a carteira de vacinação em dia;
– Não usar remédios sem orientação médica;
– Fazer acompanhamento genético e com o otorrinolaringologista caso haja histórico de surdez na família;
– Procurar o especialista em casos de dúvidas ou caso haja incapacidade de ouvir sons.

Além disso, é importante ficar atento à prevenção para determinadas faixas etárias:

Crianças: Observar se a carteira de vacinação está em dia e se apresenta alguma dificuldade cognitiva. Também é importante prevenir infecções de orelha que podem resultar em um quadro futuro de perda de audição. Se houver suspeita de perda auditiva, é importante procurar um especialista imediatamente. “Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor será seu aproveitamento na aquisição da linguagem”, diz o médico.

Idosos: Todos nós teremos a chamada presbiacusia (surdez adquirida pela idade). A partir dos 60 anos, é recomendável realizar anualmente uma consulta com um especialista para acompanhamento. Se constatada perda auditiva, é indicado o uso de aparelho auditivo, para diminuir o avanço da perda.

Saiba mais sobre os problemas na tireoide e suas causas

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postado em 9 de janeiro de 2018

A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço e à frente da traqueia. Ela produz dois hormônios conhecidos como T3 e T4, que são responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como ele armazena e gasta energia. Quando a produção de hormônios tireoidianos é excessiva, causa uma doença chamada de hipertireoidismo. Já quando a produção é insuficiente, caracteriza-se o hipotireoidismo.

Delas, a doença mais comum é o hipotireoidismo, que acontece quando a glândula funciona pouco ou não existe mais – por ter sido removida cirurgicamente devido a algum tipo de problema, como um tumor. Segundo o Dr. Alex Leite, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, não há como prevenir disfunções na tireoide, pois elas estão associadas a doenças autoimunes e hereditariedade.

“A única recomendação fundamentada, que vale para qualquer idade, é a ingestão adequada de iodo, elemento essencial para a produção dos hormônios tireoidianos. No Brasil, temos iodo em quantidade suficiente no sal que ingerimos. O que pode ser feito é a detecção precoce com exames de rotina, principalmente se houver sintomas que sugiram qualquer anormalidade no funcionamento da glândula”, ressalta o especialista.

De acordo com o médico, as disfunções na tireoide aparecem com mais frequência após os 60 anos, mas isso não significa que a idade é um fator de risco. Além disso, são mais frequentes nas mulheres, mas como não há meios de prevenir o problema, não há como considerar medidas em relação ao sexo do paciente.

As principais doenças autoimunes (em que o organismo produz indevidamente defesas contra ele mesmo) envolvidas nos problemas da tireoide são a Doença de Graves, no hipertireoidismo, e a Doença de Hashimoto, no hipotireoidismo. O diagnóstico pode ser feito, em geral, com exames de sangue, e o tratamento se utiliza de reposição de hormônios no hipotireoidismo, ou medicamentos que inibem a produção deles no hipertireoidismo.

Os sintomas dos dois problemas variam bastante, mas o aumento do volume da tireoide pode acontecer nos dois casos.

Mudanças emocionais durante a gravidez são comuns: saiba como lidar

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postado em 5 de janeiro de 2018

As mudanças emocionais pelas quais a mulher passa durante a gestação são muito variadas. Mesmo modificações as mais comuns estão sempre ligadas à forma como a mulher lida com as situações de forma geral. Nas emoções e no no corpo, as mudanças acontecem ao mesmo tempo. Portanto, as alterações emocionais têm correlação com as físicas também, quando a mulher engravida e tem uma avalanche hormonal.

“Ela pode ficar mais emocionada, mais sensível e ter até os sentidos mais aguçados pela própria questão hormonal”, diz Patrícia Bader, psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim. “Em termos estatísticos, sabemos que pessoas que tiveram um quadro de depressão na vida tem maiores chances de devolver um quadro de depressão puerperal”, completa.

No início da gravidez, as variações hormonais podem causar exacerbação emocional, alteração de humor, de apetite e de sono. Assim, a mulher tende a ficar mais sensível ou irritada. “É comum nesse momento existir um temor quanto a continuidade da gravidez, pois é sabido que 30% das gestações não se desenvolvem por motivos variados”, acrescenta Patrícia.

Preocupações pela condição física do bebê, medo e insegurança também são muito comuns neste período. Começam, também, os movimentos fetais, momento em que a mãe fica mais voltada para o próprio corpo, criando uma relação mais intima entre ela e o bebê. Mais perto do momento do parto, ainda podem ocorrer a diminuição na libido e as inseguranças relacionadas ao parto.

Há uma série de questões que contribuem para as diferenças de intensidade, como fatores socioeconômicos, as condições da gestação, relações conjugais ou afetivas, por exemplo. Além disso, a experiência da primeira gestação pode ser uma preparação para as seguintes.

Para lidar com as mudanças, a especialista dá dicas de como proceder:

O que não fazer:

Não ignore que uma gravidez provoca mudanças. É necessário reconhecer que acontecerão uma série de modificações físicas e emocionais.

O que fazer:

Escolha um bom médico e tenha uma relação de confiança com a equipe que fará o acompanhamento durante o processo. Se informe quanto às mudanças gestacionais e divida com as pessoas próximas. Encontre uma atividade física que favoreça a percepção das mudanças corporais e cuide da preparação dos itens do bebê.

Respeite os limites do seu corpo e não se sinta culpada por não conseguir exercer as mesmas funções de antes. Troque experiências com outras mães e pessoas da família. Não hesite em procurar apoio psicológico quando necessário, que ajudará a enfrentar os desafios desse momento.

Dermatologista do São Luiz dá dicas para evitar doenças de pele no verão

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postado em 2 de janeiro de 2018

Estação mais quente do ano favorece aparecimento de brotoejas, micoses e queimaduras solares

A estação mais quente do ano já começou, e com ela vem viagens para a praia ou campo. Tudo pronto para uma das combinações existentes mais perigosas para a pele: exposição excessiva ao sol e umidade.

Não somente as queimaduras solares tornam o verão uma estação perigosa para a pele, mas também as micoses e brotoejas. A incidência dessas doenças na pele é favorecida por calor, umidade e baixa de imunidade.

As micoses são infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos. Já as brotoejas, que são pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor.

A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene secando-se corretamente após o banho, principalmente em locais mais fechados, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Como complemento a isso, fazer uso de roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva.

Agora, para os momentos de exposição solar, os principais cuidados com a pele no verão serão hidratação e uso de fotoproteção.

O uso do protetor solar deve ser feito por todos, sempre reaplicando o protetor antes e depois de entrar na água do mar ou piscina, ou a cada duas ou três horas.

A prevenção das doenças de pele por queimaduras solares, principalmente o câncer, se dão pelo uso do filtro solar e exposição ao sol entre às 10h e 16h, além da adoção de medidas complementares de proteção, como chapéus, bonés, viseiras e óculos de sol.

A Dra. Rosanna Nocito, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim e Hospital São Luiz Morumbi orienta que o uso da fotoproteção é importantíssimo e deve ser feito por todas as pessoas. “Precisamos, também, entender que não existe fotoprotetor resistente à agua, e por isso é imprescindível que façamos a reaplicação na pele e na face sempre a cada duas ou três horas”, diz.

– Para peles mais oleosas, deve-se optar por fotoprotetor com veículos mais leves, como gel ou sérum;

– Para peles mais maduras, fazer uso de veículos mais hidratantes como cremes ou loções;

– Para os pequenos, uso de fotoprotetor especifico com rótulo kids.

A Dra. Rosanna lembra ainda, que a hidratação deve ser feita sempre de forma interna e externa, com ingestão de dois a três litros de água e fazendo uso de hidratante indicado pelo dermatologista.

Cirurgias craniofaciais tratam doenças que podem prejudicar o desenvolvimento da criança

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postado em 28 de dezembro de 2017

Maternidade São Luiz Itaim possui equipes referências nesses procedimentos neonatais e durante os primeiros anos de vida

As malformações e anomalias congênitas são doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido e das crianças, se não forem diagnosticadas e tratadas o quanto antes. Felizmente a medicina se prepara constantemente para melhorar a condição dos seus pacientes, seja por meio de procedimentos altamente especializados, medicamentos ou pela tecnologia.

O diagnóstico dessas anomalias normalmente é feito pelo neonatologista por meio do exame físico logo após o nascimento. Entretanto, em alguns casos, a descoberta da doença pode ainda durante a gravidez, durante exames pré-natais.

A cirurgiã plástica especializada em cirurgia craniofacial da Maternidade São Luiz Itaim, Dra. Vera Cardim, explica que é possível evitar algumas surpresas com pré-natal de qualidade. “É muito importante que os exames sejam feitos em um centro especializado em medicina fetal que tenha uma equipe especializada e tecnologia de ponta com potencial de identificar certas doenças, que são de difícil visualização nos exames”, orienta a especialista. “Quando o diagnóstico é feito ainda durante a gravidez, a família não é pega de surpresa, consegue se preparar emocionalmente e entender os procedimentos que o bebê precisará passar após seu nascimento”, completa.

A incidência dessas doenças, dependendo de qual seja, pode variar de uma criança a cada 700 até uma a cada 10 mil. Isso não torna as doenças raras, uma vez que, no Brasil, nascem mais de 4 mil crianças por dia, segundo o IBGE.

Algumas das malformações craniofaciais são tratáveis por meio de cirurgias e a Maternidade São Luiz Itaim conta com equipes multidisciplinares durante todas as etapas do tratamento, com especialistas em cabeça e pescoço, otorrinolaringologia e cirurgia plástica, essenciais para esses tipos de problema, além de uma UTI Neonatal que é referência nacional em bom atendimento. Saiba quais são os tipos mais comuns dessas malformações:

Cranioestenose
O crânio do bebê é dividido em placas ósseas que se unem entre si por um tecido fibroso chamado “sutura”, que permite o crescimento de cada placa em resposta ao crescimento do cérebro. Quando o crescimento se completa, as suturas se soldam definitivamente.

A cranioestenose acontece quando o fechamento das suturas cranianas acontece antes do tempo, impedindo o crescimento natural do crânio do bebê. O desenvolvimento neurológico da criança pode ser prejudicado em alguns casos, de acordo com o tipo de sutura afetada, o grau de aumento da pressão intracraniana, e o tempo de espera pelo tratamento cirúrgico, que descomprime a caixa craniana.

O cérebro em condições normais cresce metade do seu total até os dois anos de vida, por isso a importância de se operar a criança o quanto antes, para não afetar seu desenvolvimento.

Sequência de Pierre Robin
Descrita pela medicina como uma tríade de anomalias na face é caracterizada pela mandíbula muito pequena, pela retração da língua e por fissura palatina, que acontece somente em alguns casos.

Pacientes com essa doença podem apresentar asfixia devido à obstrução de via aérea causada pela queda da língua para trás, o que provoca a obstrução da garganta. Necessitam ser intubados logo ao nascer, e o tratamento é o alongamento cirúrgico da mandíbula, que cria espaço para a acomodação correta da língua, permitindo a desobstrução da garganta e evitando a traqueostomia (que é um tubo implantado na traqueia para melhorar a respiração).

Às vezes é necessário fazer a pelveplastia, nome dado ao procedimento realizado para trazer a língua mais para frente na boca, a fim de que ela pare de obstruir a passagem do ar.

Fenda Palatal
É a malformação mais comum nos recém-nascidos, geralmente caracterizada por uma fenda do lábio e da arcada superior, que pode afetar apenas uma das narinas (fenda labiopalatal unilateral) ou ambas (fenda labiopalatal bilateral). Como o palato (céu da boca) não se fecha corretamente, esta malformação pode ocasionar problemas de fala, alimentação e até de sociabilização no decorrer da vida. O tratamento cirúrgico, fonoaudiológico e odontológico adequado resgata o bom desenvolvimento das crianças afetadas.

Traqueomalacea e Laringomalacea
Ambas são anomalias congênitas frequentes causadas pela falta de maturidade das estruturas que compõem a laringe ou a traqueia, que acabam bloqueando a passagem do ar por falta de tonicidade dos músculos, o que mantém a criança intubada até que o procedimento seja realizado.

Infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz tira dúvidas sobre a febre amarela

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postado em 22 de dezembro de 2017

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus. No Brasil, ela pode ser classificada como silvestre ou urbana. A Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim responde as questões mais comuns sobre o tema:

O que é a febre amarela?

Uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos contaminados. Não existe transmissão de pessoa para pessoa.

Existem quantos tipos de febre amarela?

Dois: silvestre e urbano. O silvestre ocorre em áreas rurais e de mata por meio de um ciclo que envolve macacos e mosquitos, sendo o homem um hospedeiro acidental. Já o urbano, o homem é o único hospedeiro e a transmissão é feita exclusivamente pelo Aedes aegypti (mosquito vetor de outras doenças como dengue, chikungunya e zika vírus).

Quais são os sintomas?

Inicialmente, o paciente tem febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, falta de apetite, náuseas e vômitos. É importante ressaltar que não é necessário acumular todos os sintomas. Já nas formas graves podem ocorrer coloração amarelada na pele, hemorragias e insuficiência renal.

Qual é o ciclo da doença?

O período de incubação varia em média entre 3 e 6 dias e o vírus fica no corpo humano por no máximo 7 dias. Os sintomas só aparecem de um a dois dias após a incubação.

Como prevenir?

A vacina é a principal forma de prevenção.

A vacina é segura?

A eficácia chega a 90% e é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar até 5% dos imunizados.

A vacina dura quanto tempo?

A vacina dura dez anos. Depois disso, uma segunda dose garante a imunização para o resto da vida. A vacina começa a ser efetiva dez dias após a aplicação.

Quem deve se vacinar?

Pessoas que moram ou vão viajar para regiões rurais ou de mata dentro das áreas de risco apontadas pelo Ministério da Saúde.

Grávidas podem tomar a vacina?

Não. A vacina é feita com vírus vivo atenuado e é contraindicada tanto na gravidez quanto durante a amamentação. Se a mulher tiver se imunizado após o nascimento do bebê, ela precisa esperar 28 dias para retornar a amamentação, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite.

Como as gestantes devem se proteger da febre amarela?

Usando roupas que cubram as áreas expostas, passando repelente na pele e sobre a roupa, além de evitar viajar para as regiões que têm casos da doença.

As crianças devem ser imunizadas quando e quantas vezes?

A vacinação deve ser feita a partir dos 9 meses, mas em situações de surto ou viagens para áreas de maior risco, a partir dos 6 meses. O pediatra é o responsável por essa avaliação. Se a criança for vacinada aos 9 meses, ela deverá tomar o reforço aos 4 anos. Se vacinou depois dos 5, a segunda dose precisa ser realizada após 10 anos.

Nutrólogo do São Luiz dá seis dicas contra os exageros de fim de ano

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postado em 15 de dezembro de 2017

Se preparar para as festas pode ser fundamental para passar ileso às comemorações, orienta

O ano de 2017 está acabando, mas antes é preciso celebrar todas as conquistas e resultados que tivemos ao longo do ano. É hora de juntar os amigos do trabalho, ir ao churrasco com a família, e deixar as mesas repletas de comida com as ceias de natal e ano novo.

Dezembro é um mês especificamente mais ligado à alimentação, as comemorações são sempre regadas a bebida e comida em excesso. Vale lembrar que esses alimentos nem sempre são de boa qualidade ou valor nutricional adequado. Fato é que o corpo reage muito mal aos estímulos que são feitos de forma abrupta, como a ingestão em excesso de alimentos ricos em gorduras, por exemplo. Por outro lado, nosso corpo reage bem aos estímulos harmônicos, como a ingestão de saladas e alimentos com bons valores nutricionais.

O Dr. Celso Cukier, nutrólogo do Hospital São Luiz Morumbi, explica que nós temos a tendência a ter certa atração por alimentos mais ricos em carboidratos e gorduras. E quando isso vem associado a pouco sono e redução da prática de atividade física, o resultado disso acaba sendo muito ruim para a nossa saúde. “A preparação para uma situação significa transformar o corpo aos poucos. É importante pensar nas escolhas do dia-a-dia como combustível, que no caso é a alimentação. É isso o que vai proporcionar o bom andamento do nosso motor”, explica.

O especialista listou algumas práticas que devem ser seguidas para a manutenção da saúde:

– A número um é ser totalmente contra os exageros, pois a oferta de alimentos com pouco valor nutricional e bebidas alcoólicas é bastante grande nessa época do ano. Para isso, Dr. Celso recomenda que as pessoas se alimentem um pouco em casa para não chegar com fome aos locais de ceia, o que favorece o exagero. “Uma salada e um suco de frutas pode ajudar a evitar as frituras ou alimentos gordurosos”, orienta.

– Lembrar sempre que a bebida alcoólica também tem calorias. Quanto maior a concentração de álcool, maior é a quantidade de calorias que são muito mal utilizadas pelo organismo e vão ser acumuladas de alguma forma.

– O consumo de alimentos com procedência desconhecida merece cuidados. É importante conhecer as formas de armazenamento e produção destes alimentos, como salada de maionese, a forma com que as pessoas fazem gelo ou a água que misturam nas bebidas. “Tudo isso pode ser um risco a saúde”, alerta.

– Outra dica importante é que a compra desses alimentos no supermercado precisa ser feita por alguém que tenha uma lista em mãos e não esteja com fome, o que evita a escolha por alimentos gordurosos e com pouco valor nutricional.

– É preciso lembrar que a ceia pode conter alimentos gordurosos, mas precisa conter a carne mais magra, frutas e nozes, por exemplo. “Não precisamos abrir mão de algo de qualidade porque é uma ceia, mas podemos ter uma ceia saudável se preferirmos alimentos menos gordurosos ou exagerarmos na quantidade de salada, por exemplo”, sugere.

– Prefira carne de peru, chester, e adicione frutas nas farofas, a fim de enriquecer sempre os seus pratos. Escolha a gelatina como sobremesa.

Com relação a ressaca, se o excesso não foi evitado, o especialista explica que essa sensação é causada principalmente pela ação do álcool, que rapidamente interfere na saúde do estômago, principalmente quando ingerido em maiores quantidades, e também pela desidratação que ela vai causar.

“Neste caso, prefira comidas leves, frutas e sucos. Hidrate-se muito, evite atividades físicas durante a ressaca, ambientes muito quentes e, também, o uso de anti-inflamatórios ou aspirinas, pois elas podem agredir ainda mais o estomago”, finaliza.

Pediatra do São Luiz alerta para perigos do verão com crianças

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postado em 14 de dezembro de 2017

Seguir as recomendações dos especialistas pode evitar que as férias se tornem um problema

O período de férias é com certeza o mais esperado do ano para as crianças. Momento em que elas podem dedicar 100% do tempo à diversão, seja na praia, no campo ou até mesmo em casa. Para que tudo aconteça dentro do esperado, os pais precisam tomar alguns cuidados quando estiverem no período de descontração.

As recomendações dos especialistas são para evitar que o passeio que deveria trazer boas lembranças possa se transformar em um problema para a família.

A Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital São Luiz Jabaquara e Hospital da Criança, listou algumas informações que podem ser importantes para evitar acidentes durante as férias de verão:

Como evitar perder a criança na praia?
Atenção é a palavra chave. Em um dia quente de verão com praias cheias de gente é muito fácil perder uma criança de vista. Para as crianças entre os dois e nove anos os pais podem optar por colocar uma pulseira de identificação, para que seja mais simples uma localização caso a criança se perca.

Como prevenir afogamentos?
A atenção sempre é a melhor prevenção. Além disso, respeitar os avisos e sinalização como profundidade das piscinas e mar agitado, por exemplo. O uso de boia dá uma falsa segurança a quem está usando. Se a opção for feita em praias, a atenção deva ser redobrada, devido a possibilidade de correntes e ondas que as deslocam para longe.

Como evitar acidentes com bicicletas, skates e patins? O que fazer na hora do machucado?
Ao andar de bicicleta, skate ou patins um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. Para isso, recomenda-se o uso do capacete. No caso da bicicleta, além do capacete, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos.

Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com água corrente e sabão para prevenir infecção local. O uso de gelo envolto por um lenço no local da pancada ajuda a diminuir o inchaço provocado. Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e levar a criança a uma unidade de pronto atendimento.
A brincadeira deve sempre acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, distante ao fluxo de carros.

Em dias muito quentes é melhor usar o ventilador ou o ar-condicionado?
O principal problema é o ressecamento do ar, que piora consideravelmente a situação de crianças alérgicas, com rinite ou asma. Já o uso de ventiladores pode acarretar movimentação de alérgenos em um ambiente. Se não houver higienização adequada do aparelho de ventilação este problema pode se intensificar.

Que alimentos oferecer ao meu filho nos dias mais quentes?
Em dias mais quentes habitualmente é necessário ofertar uma quantidade maior de líquidos que podem ser na forma de água, sucos naturais, frutas e/ou refeições mais leves.

Que lanches posso levar para as crianças em um dia de praia/piscina? Como armazenar para que não estraguem?
As refeições devem ser de utilização rápida e composta por alimentos de fácil digestão. Evitar o consumo de produtos com grandes quantidades de gordura ou muita proteína, pois estes ingredientes tendem a ter uma digestão mais lenta.

Se eu for comprar algo para comer na praia, quais são as melhores opções?
A recomendação é que sejam comprados produtos industrializados, tais como sorvetes, biscoitos de água e sal ou polvilho. Certifique-se de conhecer a procedência dos produtos e seu modo de preparo.

O que oferecer para manter a hidratação da criança?
Líquidos de um modo geral promovem hidratação. Contudo, prefira água, água de coco ou sucos de frutas.

Como proteger a pele do meu filho do sol?
Utilizar sempre protetor solar e evitar a exposição prolongada e repetida ao sol. O uso de fotoprotetor está indicado a partir do sexto mês de vida, antes é recomendável a não exposição ao sol. Para a criança, sempre dar preferência aos filtros físicos com FPS no mínimo 30. Levar em consideração a cor da pele; quanto mais clara maior o fator de proteção.

O FPS deve ser passado 20 min. antes da exposição em todo o corpo, antes de vestir a roupa. Reapliacar a cada 2h ou após mergulhar. Válido também a lembrança de evitar a exposição entre 10h e 16h. Se atentar a essa mudança também no horário de verão. Acima dos 2 anos, usar o protetor solar indicado ao público infantil, sem esquecer os cuidados citados anteriormente.

Sempre usar chapéu ou boné, roupa leve e arejada.

O que fazer se a pele do meu filho ficar ardida de sol?
Deve-se fazer compressa fria, evitar novas exposições.

As assaduras também são mais frequentes no verão?
Assaduras também são mais frequentes no verão devido ao calor. O aumento do calor e temperatura leva a maior transpiração, causando aumento da umidade, que favorece o crescimento de fungos, causador das assaduras.

Quais medicamentos levar em viagens para evitar problemas?
Em um kit de medicamentos para viagens não pode faltar remédio para dor e febre; para vômitos e dor de barriga; soro fisiológico para limpeza nasal; soro de reidratação oral e em pó; micropore e gaze para curativos.

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