Blog da Saúde

Falta de diagnóstico aumenta mortalidade por infarto em mulheres

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postado em 17 de agosto de 2017

Incidência de infarto é duas vezes maior no homem até 54 anos; números se igualam após os 55 anos

Também chamado de ataque cardíaco, o infarto é a falta de sangue oxigenado na área do coração, que acontece devido à obstrução de uma artéria coronária. A falta de sangue na região faz com que o músculo entre em processo de necrose, podendo levar o paciente à morte.

O Dr. André Feldman, cardiologista da Cardio D’Or, serviço do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco especializado em saúde do coração, alerta que a sobrevivência do paciente pode estar na rapidez do atendimento médico, por isso a importância da atenção aos sintomas, que podem variar entre homens e mulheres.

Para melhor entender, podemos separar os sintomas entre clássicos e atípicos, onde o primeiro aparece nos homens e o segundo normalmente é apenas apresentado pelas mulheres:

Sintomas clássicos: dor no peito em aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula, estômago e até as costas, além de náusea, vômito, suor frio e desmaio.

Sintomas atípicos: falta de ar, enjoo, cansaço inexplicável, desconforto no peito, arritmia e agonia.

Dados da literatura mostram que a incidência de infarto é 2.2 vezes maior no homem até 54 anos. Após essa idade, os números se igualam.

Para o Dr. André a incidência de infarto em pessoas do sexo feminino tem crescido nas últimas décadas devido ao aumento da proporção de mulheres inseridas no mercado de trabalho. “A dupla jornada vivida pelas mulheres pode estar relacionada ao crescimento dos níveis de estresse, má alimentação, falta de atividade física, entre outros fatores de risco para infarto, fazendo com que a incidência acompanhasse essa adesão ao mercado de trabalho”, observa.

As mulheres devem se preocupar, ainda, com a menopausa, que é o período em que a mulher perde a proteção vascular proporcionada pelos hormônios da idade fértil, que ajudam na proteção da formação de placas de gordura nas artérias coronárias.

O especialista explica que a prevenção ao infarto é igual para ambos. “Para não fazerem parte de nenhum grupo de risco é necessário controlarmos os indicadores do nosso corpo, como colesterol, diabetes e hipertensão”, observa.
Para conseguir manter os índices do corpo estáveis é preciso praticar atividade física regularmente, não fumar e ter uma alimentação saudável. Além disso, os especialistas recomendam um check-up anual que contemple exames do coração, como teste ergométrico, ultrassonografia do coração e eletrocardiograma de repouso.

Incontinência urinária é duas vezes mais comum em mulheres

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postado em 16 de agosto de 2017

Um problema frequente e, muitas vezes, constrangedor é a incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a incontinência atinge 10 milhões de brasileiros e é duas vezes mais comum no sexo feminino. É um problema que afeta todas as faixas etárias, mas, com o avançar da idade e consequente envelhecimento do sistema nervoso e muscular, há um aumento exponencial da incontinência urinária em homens e mulheres.

Segundo o Dr. Ricardo De La Roca, urologista do Hospital São Luiz Jabaquara, esta enfermidade pode ser a manifestação de outras condições anormais do trato urinário, por isso não existem cuidados ou recomendações para evitar o problema quando jovem. A presença de incontinência urinária desde a infância está relacionada com alguma malformação no organismo, como, por exemplo, no sistema urinário ou nervoso.

“Os primeiros indícios deste problema são a perda involuntária de pingos de urina ou pequenos jatos de urina quando há aumento da pressão abdominal e alteração da capacidade funcional da bexiga”, explica o especialista. Além disso, ele alerta que a má formação do sistema pode provocar a “bexiga neurogênica”, disfunção leva o indivíduo a não controlar sua urina adequadamente.

Nas mulheres, ter múltiplos partos ou partos onde há grande demora para o nascimento do bebê, com compressão sobre a bexiga, também pode favorecer quadros de incontinência urinária. Isso pode ocasionar perda de urina ao tossir, espirrar, dar risadas e ao levantar peso. “Neste caso as recomendações e orientação devem ser definidas pela paciente e obstetra”, destaca o Dr. Ricardo.

Já o surgimento de incontinência urinária em mulheres na faixa dos 40 anos pode ser explicado pelos fatores descritos anteriormente ou por uma instabilidade nas contrações da musculatura da bexiga. Os movimentos involuntários da bexiga podem causar a incontinência urinária de urgência, quando, sem aviso, o paciente não consegue segurar a micção nas mais diferentes situações.

Embora mais comum entre mulheres, este problema também pode se manifestar em homens com esta faixa etária e que apresentam algum grau de obstrução ao fluxo da urina, como crescimento da próstata. Nessas situações, o primeiro passo é consultar o urologista, que irá analisar a história clínica, realizar exames de imagem, de laboratório exames específicos.

O tratamento pode ser feito através de medicações e fisioterapia especialmente focada nesta área. Em alguns casos, são indicadas as cirurgias para correção do posicionamento da uretra, bexiga e conteúdo pélvico. Para a prevenção, a prática do pilates é recomendada para homens e mulheres, pois reforça a musculatura de todo o corpo, inclusive a da área pélvica.

Pouca atenção aos níveis de colesterol pode causar doenças cardiovasculares

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postado em 8 de agosto de 2017

Colesterol não está ligado à obesidade; taxas altas podem evoluir para obstrução dos vasos

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, especialistas do Hospital e Maternidade São Luiz unidades Itaim e Anália Franco reforçam a importância da atenção e cuidados com a saúde.

O colesterol é uma gordura considerada essencial para o bom funcionamento do organismo. Existem dois tipos dessa gordura: o bom, chamado de HDL; e o colesterol ruim, denominado LDL. Entenda a diferença entre eles:

HDL – Colesterol bom – tem a função de encaminhar o colesterol ruim ao fígado, para que ele seja metabolizado e eliminado do organismo.

LDL – Colesterol ruim – famoso por levar o acúmulo de placas de gordura nas paredes internas das artérias, reduzindo a passagem do sangue para os órgãos, o que leva ao surgimento de doenças cardiovasculares como infarto e derrame, por exemplo.

“Basicamente, é uma medida onde os médicos vão descobrir a quantidade de gordura que o paciente tem dentro da artéria e, a partir disso, indicar o melhor tratamento”, explica o Dr. Luiz Vicente Berti, cirurgião do Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica do Hospital São Luiz Itaim.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam o colesterol alto não está ligado à obesidade, mas à má alimentação e à falta de atividade física. “Nem todos os obesos têm colesterol elevado, mas aqueles que têm se encaixam em quadros de saúde mais instáveis, pois normalmente possuem outras doenças crônicas associadas. Para estes, a forma mais recomendada é a cirurgia”, ressalta Berti.

O Dr. André Feldman, cardiologista da Cadio D’Or, serviço do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco especializado em saúde do coração, explica que também há pacientes com predisposição genética a taxas elevadas de colesterol. “Neste caso, o acontecimento desta doença só é apontado quando as modificações no estilo de vida solicitadas pelos médicos – como uma dieta pobre em alimentos gordurosos e atividade física – não conseguem controlar os níveis de colesterol”, explica.

O que acontece é que quando o colesterol está em níveis elevados, ele se deposita nas paredes internas das artérias, evoluindo para obstrução parcial ou total dos vasos, fator este predisponente para um AVC.

Os sintomas podem aparecer de acordo com o tamanho da obstrução ou por surgimento de dores após a exposição a esforços, como quando se pratica atividade física, por exemplo.

Feldman explica que uma das formas de prevenir a formação das placas de gordura ou de aumentar os níveis de colesterol bom é com a realização de atividade física, que deve ser precedida de uma avaliação médica. “A ocorrência de um infarto prévio e outras doenças não contraindica uma atividade física”, sugere.

A recomendação é para que esse paciente controle alguns itens da alimentação, principalmente gorduras, como frituras, carnes vermelhas, doces em geral, preferir alimentos integrais, verduras, legumes e carnes brancas. Berti sugere que devemos pensar no nosso cuidado como um triângulo, em que na base estão a alimentação e a atividade física. “A parte de cima seria composta pelos medicamentos, acionados somente em casos onde não há atividade na base”, explica.

4 dúvidas sobre a alimentação da mãe durante a amamentação

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postado em 3 de agosto de 2017

As unidades Itaim, Anália Franco e São Caetano do Hospital e Maternidade São Luiz contam com o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM), que oferece apoio às mamães por meio de acompanhamento das mamadas, orientando-as em relação à pega, dificuldades e posições do bebê durante a amamentação. O grupo também atende as mães que já saíram de alta.

A supervisora de enfermagem da Maternidade São Luiz São Caetano, Leah Bitelli, explica que o aleitamento materno é fundamental, pois traz proteção para a mãe e para o bebê. “Além de todos os benefícios para o bebê, amamentar favorece, também, a prevenção do câncer de mama, fortalece o desenvolvimento cerebral do bebê, promove todo o aporte nutricional referente a anticorpos, vitaminas, glicose, gordura e minerais”, comenta.

Porém, quando o assunto é amamentação, outras dúvidas também podem surgir, como a questão da alimentação da mãe durante este período e se ela afeta a criança. Por isso, Leah Bitelli respondeu quatro perguntas sobre este tema:

O que a mãe come durante a amamentação influencia na qualidade do leite ou na saúde do bebê?

Sim. Nós sempre orientamos uma dieta mais leve, sem condimentos fortes e sem alimentos que vão produzir flatulência, por exemplo, feijão e repolho. Além disso, é importante reduzir também o consumo de café e evitar refrigerantes.

Qual a dieta recomendada durante a amamentação?

É recomendada a ingestão de grande quantidade de líquidos. É importante manter os hábitos saudáveis de alimentação adquiridos durante a gravidez, sempre com uma dieta rica em grãos e cereais integrais, frutas, verduras e alimentos que sejam boas fontes de proteínas, cálcio e ferro. Além disso, sempre evitar as gorduras saturadas (frituras, manteiga ou gordura vegetal).

Existem alimentos proibidos nesta fase?

A proibição está ligada principalmente aos alimentos que podem causar um desconforto intestinal no bebê. Dentre os itens proibidos, estão as bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos e muito açucarados. Cebola, alho, brócolis e nabo, por exemplo, não são indicados, pois podem causar desconforto no bebê. Derivados do leite também podem causar esse mesmo desconforto, como queijos em geral.

Qual a importância de ter uma alimentação balanceada durante a amamentação?

A dieta correta vai prevenir os desconfortos no bebê, além de nutrir corretamente a mãe, que precisa de muito mais energia durante este período para conseguir amamentar com tranquilidade.

Rede de apoio às mães é fundamental para o aleitamento materno

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postado em 1 de agosto de 2017

Enfermeira da Maternidade São Luiz explica como cada um pode fazer seu papel

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que ocorre de 1 a 7 de agosto, completa o 25º aniversário este ano. O tema de 2017 é “Trabalhar juntos para o bem comum” e reforça a importância de todos entenderem, individual e coletivamente, a real importância do aleitamento, além de formar uma rede de apoio para as mães.

Segundo Patricia Scalon, consultora e enfermeira do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno (GAAM) da Maternidade São Luiz Itaim, chamar atenção principalmente para a questão do apoio emocional é fundamental. “Nesse começo, a mulher ainda fica muito perdida em conciliar as novas funções de mãe com as tarefas do dia a dia. Às vezes, ela sente que não vai dar conta de tudo e que não vai conseguir amamentar”, diz a enfermeira.

“Frequentemente não existem locais apropriados para o aleitamento, como em restaurantes, por exemplo, deixando as mães desconfortáveis”. E embora haja muitas informações disponíveis sobre a amamentação, a especialista ressalta que ainda hoje existe preconceito e constrangimento quando o assunto é a amamentação em público. Por essas e outras razões, campanhas como a SMAM são necessárias.

Diante do tema escolhido para o ano, Patricia esclarece como cada um da rede de apoio pode fazer sua parte e ajudar a mãe neste período:

Pai

O apoio é principalmente emocional e de incentivo a não desistência, com sua presença e carinho durante a mamada. O pai também pode auxiliar no posicionamento do bebê para a pega correta, dando mais segurança e conforto à mãe, ser responsável por colocar o bebê para arrotar e cuidar da higiene. Pode, ainda, resolver situações que coloquem a mãe em momentos de estresse, prejudicando a produção do leite.

Avós e demais familiares

O mais indicado, de acordo com a enfermeira, é que a família ajude com as tarefas da casa e deixe mais tempo livre para a mãe passar junto ao bebê. Assim, ela terá mais tempo para se dedicar ao aleitamento e às descobertas da nova rotina.

Médicos e enfermeiros

“Muitas pessoas acham que é a coisa mais fácil do mundo colocar o bebê para mamar, mas a ajuda profissional é necessária para saber como se posicionar, se o bebê está mamando direito e para não lesionar o mamilo. As enfermeiras atendem a mulher logo após o nascimento do filho para dar as orientações necessárias”, conta Patricia.

Depois que a mãe sai do hospital, ela ainda precisa de um lugar onde ela possa buscar ajuda. Neste momento, uma das principais referências é o pediatra, que deve encorajar, acompanhar a questão da amamentação de perto e deixar um canal aberto para ela tirar dúvidas nas consultas.

Vale lembrar que, durante o pré-natal, muito de fala sobre parto e outras questões relacionadas, mas o aleitamento exige uma adaptação. Por esse motivo, é bom que o contato com este assunto aconteça mesmo antes do nascimento e este é um papel importante do obstetra.

Saiba mais sobre o Grupo de Apoio ao aleitamento materno (GAAM)

Como devo amamentar? A pega está correta? Meu leite é suficiente? Essas são perguntas comuns entre as mulheres no início do aleitamento materno. Pensando nisso, a Maternidade São Luiz criou o GAAM (Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno) que visa incentivar a amamentação ainda no período de internação da mãe e do bebê, quando profissionais do GAAM tiram dúvidas e dão dicas sobre como amamentar corretamente.

O suporte do GAAM continua depois da alta da maternidade pelo Disque Bebê – canal telefônico exclusivo para as mães de bebês que nasceram na Maternidade São Luiz -, através do qual as mães podem tirar dúvidas sobre cuidados com seu filho ou agendar uma consulta sobre aleitamento materno.

A Maternidade São Luiz também apoia o aleitamento materno na primeira hora de vida do recém-nascido. A amamentação logo após o nascimento é benéfica para mãe e bebê e não há contraindicação se os dois estão estáveis.

Disque Bebê

Unidade Itaim: (11) 3040-1649
Unidade Anália Franco: (11) 3386-1330

No site do Hospital São Luiz:
http://www.saoluiz.com.br/maternidade/mamaes_e_papais/grupo_apoio_aleitamento_materno.aspx

Conheça as etapas do desenvolvimento do bebê dentro da barriga da mãe

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postado em 20 de julho de 2017

Você sabe como o bebê evolui semana a semana durante a gestação? A Dra. Renata Lopes Ribeiro, especialista em Medicina Fetal do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, dá detalhes sobre o desenvolvimento do bebê:

Semana 6

A evolução do bebê
Que boa notícia! Um bebê que começa a se formar logo estará aí. É o começo de uma nova vida, em pleno desenvolvimento. Até a 10ª semana de gestação, ele vai ser chamado de embrião, fase que marca as primeiras modificações do óvulo fecundado. É quando seus órgãos vitais começam a se desenvolver, como o tubo neural, que em breve se transformará no cérebro e na medula. Aproveite cada momento desta evolução até o parto.
Em média, seu bebê mede 4 mm

Semana 7

A evolução do bebê
Os olhos são a primeira característica facial em desenvolvimento no seu bebê. Também outras pequenas estruturas que irão se transformar nos membros já começam a se formar.
Em média, seu bebê mede 8mm

Semana 8

A evolução do bebê
Primeiro os olhinhos. Agora é a cabecinha que cresce rapidamente, enquanto os membros passam a se alongar. É uma evolução rápida. O bebê dobrou de tamanho se comparado com a última semana.
Em média, seu bebê mede 1,6 cm

Semana 9

A evolução do bebê
Mamãe, tudo evolui muito rápido. Acredite, seu bebê já começa a se movimentar. Com a formação dos membros, as mãozinhas e os dedinhos estão em processo de formação. Assim como as orelhas. E mais: começou o desenvolvimento do sistema digestivo.
Em média, seu bebê mede 2,3cm

Semana 10

A evolução do bebê
Já é possível notar o semblante de seu bebê, pois a cabeça começa a se afastar do peito e dá para perceber o desenvolvimento dos lábios, da boca, do nariz e das orelhinhas. Os olhos projetam-se para frente da cabeça. Os dedinhos das mãos e dos pés já estão separados e há o desenvolvimento das articulações dos membros.
Em média, seu bebê mede 3 cm

Semana 11

A evolução do bebê
Começam a surgir os primeiros chutes, ainda não perceptíveis pelas mães. Pode ser que um futuro jogador de futebol ou uma futura bailarina estejam em ação. Nesta etapa, começam a se desenvolver os ovários ou os testículos. Seu bebê já está com aparência humana (o pescoço se alonga e as orelhas se movimentam para a posição final). O diafragma está completo, o que lhe permite fazer movimentos respiratórios.
Em média, seu bebê está com 4 cm

Semana 12

A evolução do bebê
O coração de seu bebê bate por volta de 160 por minuto, duas vezes mais rápido do que o de um adulto. Tanto esforço dá até uma preguiça gostosa, pois ele já pode bocejar – nesta fase da gestação, sua boca abre e fecha. O cordão umbilical já se formou completamente, assim como os membros.
Em média, seu bebê mede 5,4cm.

Semana 13

A evolução do bebê
Com o rápido alongamento dos bracinhos e das perninhas, o bebê está livre para se movimentar e vai se mexer bastante, pois já são distintas as articulações de joelhos e pés. Agora, os ossos da costela começam a se tornar visíveis e nesse período ocorre a formação da glândula tireoide.
Em média, seu bebê mede 7,4cm

Semana 14

A evolução do bebê
É nesta fase que começam a crescer os primeiros fios de cabelo e sobrancelha do bebê, que cada vez mais tem seus traços faciais definidos, pois os olhos e orelhas estão quase na posição final. E o cérebro do futuro gênio da família se desenvolve rapidamente.
Em média, seu bebê mede cerca de 8,7cm e pesa em torno de 55g

Semana 15

A evolução do bebê
Mamãe, você já pode dizer “te amo”, para seu bebê, pois nesta semana os ossos do ouvido se desenvolvem a ponto dele captar sons, inclusive vozes. Também a medula espinhal está completamente formada e os nervos saem entre cada vértebra.
Em média, seu bebê mede cerca de 10,1cm e pesa em torno de 70g

Semana 16

A evolução do bebê
Seu bebê cresce muito rápido. Mesmo sem ter o controle motor, ele já pode franzir a sobrancelha, à medida que se desenvolvem seus músculos faciais. E sempre há uma novidade por todo o corpo. O intestino, por exemplo, apesar de ainda imaturo, passa a receber pequenas quantidades de líquido amniótico. No cérebro, os neurônios estão em desenvolvimento.
Em média, seu bebê mede cerca de 11,6cm e pesa em torno de 100g

Semana 17

A evolução do bebê
Nesta fase, seu bebê começa a chupar o dedo, a boca abre e fecha com regularidade e é possível que ele soluce. Ele também consegue curvar-se e estiar-se, mudando constantemente de posição.
Em média, seu bebê mede cerca de 13cm e pesa em torno de 140g

Semana 18

A evolução do bebê
Pela primeira vez o feto está maior que a placenta. Ou seja, este é um momento especial, pois a mamãe pode começar a sentir alguns movimentos, principalmente se for a segunda ou terceira gestação. Os órgãos sexuais externos e internos estão em pleno desenvolvimento.
Em média, seu bebê mede 14,2cm e pesa em torno de 190g

Semana 19

A evolução do bebê
A identidade de seu bebê é cada vez maior. Nesta fase, as impressões digitais estão mais aparentes. Os olhos movimentam-se aleatoriamente, apesar das pálpebras ainda estarem fechadas. Olhos e orelhas alcançam a posição final na cabeça. E já há acúmulo de um pouco de gordura por todo o seu corpo.
Em média, seu bebê mede 15,3cm e pesa em torno de 240g

Semana 20

A evolução do bebê
Pelos fininhos, uma lanugem, se espalha pelo corpo do bebê e suas sobrancelhas estão cada vez mais visíveis. Também começa a formação dos brotos dentários, que mais tarde vão dar lugar aos dentes. A coluna do bebê está formada e órgãos como estômago, intestino e fígado já se ajustam e se posicionam na cavidade abdominal.
Em média, seu bebê mede cerca de 16,4cm e pesa em torno de 300g

Semana 21

A evolução do bebê
Esta é uma semana em que seu bebê cresce bastante, atingindo quase 10 centímetros a mais que na anterior. E a interação entre vocês dois é cada vez maior. O cérebro do feto está recebendo sinais elétricos de alterações de pressão e temperatura da mamãe, por exemplo. E como as unhas começam a crescer, a pele do bebê passa a ser coberta por uma camada de gordura que vai protegê-lo contra os próprios arranhões. No caso das meninas, outra evolução importante: os ovários desceram do abdômen para a pelve.
Em média, seu bebê mede cerca de 25cm e pesa em torno de 360g

Semana 22

A evolução do bebê
Mamãe, você sente a evolução de seu bebê. Mas ficaria ainda mais orgulhosa se conseguisse ver como ele se desenvolve todos os dias. Agora, todos os ossos de seu corpo contêm medula, capaz de produzir células sanguíneas. E ele engole cada vez mais líquido amniótico. Sob sua pele também passa a se formar outra camada de gordura, importante para o desenvolvimento do sistema nervoso.
Em média, seu bebê tem 27,8cm e pesa em torno de 430 g

Semana 23

A evolução do bebê
Você percebeu que os chutes de seu bebê estão cada vez mais fortes e frequentes, não é mamãe? E tem mais, ele já consegue segurar o cordão umbilical com as duas mãos. Como as estruturas do ouvido amadurecem, também passa a receber sinais nervosos no cérebro, ou seja, o bebezinho ouve e começa a reagir a sons com movimentos.
Em média, seu bebê tem 28,9cm e pesa em torno de 500g

Semana 24

A evolução do bebê
Nesta fase, a tendência é que os batimentos cardíacos do bebê desacelerem um pouco, à medida que seu corpo ganha maturidade. A sua pele passa a desenvolver uma camada protetora externa de células queratinizadas, que fortalecerá sua pele, reduzirá a quantidade de água que o bebê perde no líquido amniótico e irá prepará-lo, aos poucos, para o nascimento.
Em média, seu bebê tem 30cm e pesa em torno de 600g

Semana 25

A evolução do bebê
Lembra que há poucas semanas seu bebê começou a desenvolver a audição? Pois agora ele percebe sons agudos e pode, inclusive, se assustar com eles. Ele também já boceja com freqüência e esta é uma forma de regular a quantidade de líquido e de sangue em seus pulmões. Como depósitos de gordura tornam seus membros mais arredondados, ele está cada vez mais fofinho!
Em média, seu bebê tem 34,6cm e pesa em torno de 660g

Semana 26

A evolução do bebê
Seu bebê evolui rápido demais. A progressão dos pulmões é impressionante, apesar de ainda não estarem prontos para o mundo. Também impressiona a coordenação motora do feto, pois ele já consegue segurar com as mãos os dedos dos pés. Nessa semana, as células nervosas aos poucos se ramificam para formar ligações após o nascimento.
Em média, seu bebê tem 35,6cm e pesa em torno de 760g

Semana 27

A evolução do bebê
A partir desta semana, seu bebê já abre e fecha os olhinhos – eles piscam. Mas ainda não consegue focar uma imagem, o que só vai acontecer algumas semanas após o nascimento. E, na maioria dos meninos, é nesta fase que os testículos descem para o saco escrotal. Mas é normal se isso ocorrer somente após o nascimento.
Em média, seu bebê tem 36,6cm e pesa em torno de 875g

Semana 28

A evolução do bebê
Seu bebê, que em média alcança um quilo de peso, já é cabeludo, sabia? Nesta fase, todos os seus pelos ficam mais longos e grossos, desde cabelos a cílios e sobrancelhas. Os pulmões estabelecem um padrão rítmico para apressar o amadurecimento do tecido pulmonar e expelir, aos poucos, o líquido amniótico e o sangue. Esse padrão respiratório começa a refletir em ciclos regulares de sono e de vigília do bebê.
Em média, seu bebê tem 37,6cm e pesa em torno de 1kg

Semana 29

A evolução do bebê
É nesta semana que muitos bebês assumem a posição de cabeça para baixo, embora ainda possam se movimentar algumas vezes. O amadurecimento pulmonar tem início. O cérebro está cada vez maior e sua superfície passa a ganhar dobras. A fina lanugem, os pelos que cobrem todo o corpo, também já começa a desaparecer gradativamente.
Em média, seu bebê tem 38,6cm e pesa em torno de 1,2kg

Semana 30

A evolução do bebê
À medida que a gravidez vai chegando ao fim, os movimentos do bebê diminuem. Mas mesmo assim, seus chutes continuam fortes. Nesta fase as células nervosas do cérebro se desenvolvem em áreas distintas e controlam algumas funções, como memória e movimentos coordenados. A ponta do nariz do bebê se torna evidente.
Em média, seu bebê tem 39,9cm e pesa em torno de 1,3kg

Semana 31

A evolução do bebê
Seu bebê está dormindo a maior parte do tempo e, acredite, já pode sonhar, o padrão do sono inclui fases de movimento rápido dos olhos (REM), característica dos sonhos. É comum nessa fase o bebê passar a maior parte do tempo de perninhas cruzadas, em posição fetal, encolhida e cerca de 25% dos fetos ainda não viraram de cabeça para baixo.
Em média, seu bebê tem 41,1cm e pesa em torno de 1,5kg

Semana 32

A evolução do bebê
Está chegando a hora. Seu bebê deglute o líquido amniótico. Esta é sua preparação para mamar ao nascer. Ele também já está perto de sua altura máxima – os ossos praticamente alcançam seu crescimento pré-natal. A pele começa a ficar mais rósea, é possível notar as dobrinhas das mãos, pulsos e também está mais gordinho pelo aumento da camada de gordura.
Em média, seu bebê tem 42,4cm e pesa em torno de 1,7kg

Semana 33

A evolução do bebê
Dá vontade de pegar em suas mãozinhas, cada vez mais perfeitas. As unhas do bebê estão chegando às pontas dos dedos. Nesta semana, quase todos os fetos já estão em posição para o parto. E o líquido amniótico engolido pelo bebê passa pelo seu estômago e intestino e os resíduos ficam no cólon para serem descartados pós-nascimento.
Em média, seu bebê tem 43,7cm e pesa em torno de 1,9kg

Semana 34

A evolução do bebê
Numa prova de que é constante a interação entre vocês, o cálcio consumido pela mamãe, passado para o bebê pelo cordão umbilical, endurece os ossos. Seu intestino está se preparando para processar alimentos e a quantidade de líquido amniótico atinge seu nível máximo.
Em média, seu bebê tem 45cm e pesa em torno de 2,1kg

Semana 35

A evolução do bebê
Seu bebê continua com movimentos de sucção. É a preparação para a amamentação, já que o parto está logo aí. Os pulmões, amadurecendo, estão cheios de líquido, que vão dar lugar ao ar quando o bebê respirar pela primeira vez.
Em média, seu bebê tem 46,2cm e pesa em torno de 2,4kg

Semana 36

A evolução do bebê
A hora do nascimento está cada vez mais próxima. Nesta semana, a cabeça de seu bebê pode começar a se encaixar em direção ao colo do útero, na preparação para o trabalho de parto. Os pulmões também estão estruturalmente completos e os alvéolos produzem surfactante, o lubrificante que vai ajudar a mantê-los abertos quando o bebê respirar ar pela primeira vez.
Em média, seu bebê tem 47,4cm e pesa em torno de 2,6kg

Semana 37

A evolução do bebê
Seu bebê já tem a forma semelhante a que terá ao nascer. E ele continua ganhando peso com o acúmulo de gordura nos membros e no abdômen. No lugar da lanugem, nascem pelos curtos e bem finos. Neste estágio final, os sons penetram pelo útero e ele é capaz de distinguir uma série deles.
Em média, seu bebê tem 48,6cm e pesa em torno de 2,9kg

Semana 38

A evolução do bebê
Mamãe, diga coisas boas para seu bebê, pois ele segue os sons externos com a cabeça, principalmente a sua voz. E já está quase tudo pronto para o parto. A placenta alcança seu tamanho máximo. Os braços de seu bebê ficam cruzados sobre o tórax. As mãos podem estar fechadas ou segurando o cordão umbilical. Parte de seu esqueleto adensou-se no processo de ossificação.
Em média, seu bebê tem 49,8cm e pesa em torno de 3,1kg

Semana 39

A evolução do bebê
Seus olhos estão bem formados e grandes, mas continuarão a se desenvolver nas primeiras semanas de vida do bebê até que ele passe a enxergar direito.
Em média, seu bebê tem 50,7cm e pesa em torno de 3,3kg

Semana 40

A evolução do bebê
O bebê está com as bochechas gordinhas e arredondadas e o cordão umbilical tem quase o mesmo comprimento dele. Os ossos do corpo estão todos solidificados e os do crânio, ligados por membranas que permitem movimento entre eles, o que facilitará a passagem da cabeça no momento do parto.
Em média, seu bebê tem 51,2cm e pesa em torno de 3,5kg

Pneumonia: conheça os sintomas e saiba como se prevenir

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postado em 18 de julho de 2017

O sistema respiratório é, frequentemente, acometido por infecções. Quando o órgão comprometido é o pulmão, essa enfermidade é denominada pneumonia, que se caracteriza por uma inflamação aguda causada por micro-organismos como bactérias, vírus e fungos. A broncopneumonia, termo também utilizado, difere da pneumonia pelo modo de transmissão.

“Para que o processo se desenvolva é necessário que haja uma queda das defesas imunológicas que o pulmão apresenta, possibilitando, assim, a multiplicação do agente causador da infecção”, explica o Dr. Walter Fuentes, pneumologista do Hospital São Luiz Morumbi. Segundo o médico, alguns fatores de risco e agravantes para a doença são:

– Anemia, desnutrição, desidratação;
– Crianças, principalmente prematuras, e idosos com mais de 60 anos;
– Tabagismo e alcoolismo;
– Poluição atmosférica e frio;
– Uso de drogas como corticoides ou imunossupressores (que baixam a imunidade) e drogas ilícitas;
– Pacientes em UTI ou sob ventilação mecânica e repouso prolongado no leito;
– Doenças crônicas pulmonares ou sistêmicas, como diabetes, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e sinusite;
– Refluxo gastroesofágico.

De início súbito, os sintomas englobam febre, calafrios, tosse seca ou com expectoração, dor torácica, falta de ar, chiado no peito, aumento da frequência respiratória (respiração curta e rápida), podendo ocorrer queda da pressão arterial ou não. Nos idosos, a associação com outros problemas de saúde pode causar sintomas como perda de memória e confusão mental.

“Enquanto a instalação da infecção bacteriana decorre da descida do agente das vias aéreas superiores para o pulmão, a instalação da infecção viral é através da transmissão de gotículas (saliva), principalmente em ambientes fechados com aglomeração. O fungo, desde que oportunista, se aproveita da deficiência imunológica do paciente, para se reproduzir”, acrescenta o especialista.

Após o paciente passar por exame clínico, testes laboratoriais e de imagem, o tratamento varia de acordo com o agente causador. No caso das pneumonias bacterianas e por fungo, se dá por meio de antibióticos. Já no caso das virais, é feito com medicamentos antivirais. “Incluem-se medidas gerais, como hidratação, suplemento vitamínico, correção da queda do oxigênio, sedação da tosse seca, oxigênio e transfusões quando necessários”, afirma o Dr. Walter. Nos casos mais graves, o paciente poderá necessitar de cuidados intensivos como UTI e Ventilação Mecânica.

Para alguns tipos da doença, a prevenção é feita com vacinas, que, no caso das bacterianas, deve ser ministrada a cada cinco anos. Em caso de vírus, a aplicação é anual. A indicação abrange crianças menores de cinco anos, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da saúde, indígenas, grávidas e portadores de doenças crônicas e imunodepressoras.

Período de férias exige cuidados redobrados com as crianças

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postado em 13 de julho de 2017

Quedas, intoxicações e queimaduras lideram atendimentos no pronto-socorro

Para que as férias das crianças não virem o pesadelo dos adultos, os pais precisam se atentar a alguns cuidados. Segundo a Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, os campeões de atendimento no pronto-socorro são as quedas, seguida de perto pelas intoxicações e queimaduras.

Engana-se quem pensa que os perigos estão apenas com os pequenos que vão à praia, piscina ou fazem alguma atividade fora de casa: as residências também oferecem muito perigo.

A pediatra ressalta que, em qualquer ambiente, a criança de férias precisa de supervisão de uma pessoa que consiga olhar e entender o que pode trazer perigo. “É necessário preparar o ambiente ou a criança para que se evitem os acidentes”, explica.
Dentro de casa, os perigos podem ser divididos em quatro pontos:

1. Janelas e portas: ambas devem estar sempre protegidas e trancadas. No caso das portas, as chaves não devem ficar nas fechaduras, pois as crianças podem acessar escadas e locais externos.

2. Intoxicação por produtos de limpeza ou medicamentos: os pais devem lembrar sempre que os produtos de limpeza e os medicamentos não devem estar ao alcance das crianças, mas sempre colocados em locais altos, para que a criança não tenha acesso nem empurrando uma cadeira, por exemplo.

3. Queimaduras: deve-se tomar cuidado com ferro elétrico, com panelas sobre o fogão – de preferência use sempre as bocas do fundo. A panela para fora do fogão pode ser puxada e o que está quente vir a cair em cima da criança. Os bebês que ficam na cozinha podem se desequilibrar e colocar a mão na porta do forno quente ou em panelas. As toalhas de mesa podem ser puxadas e derrubarem alimentos quentes. A especialista recomenda que as famílias com crianças pequenas utilizem jogos americanos para mesa.

4. Quedas: as crianças podem tropeçar e cair, pois costumam sempre correr e se desequilibram facilmente. A médica explica que o correto é remover os tapetes nesse período. Além disso, evitar que elas subam em sofás, cadeiras e outras superfícies.

Já para as crianças que vão à praia, os cuidados também precisam ser redobrados:

– Cuidados para a criança não se perder: “o ideal é não perder as crianças de vista e não deixa-las andar sozinhas na praia, mesmo que por um minuto”, explica a Dra. Maria Inês.
Em crianças de dois a nove anos, pode-se optar pela pulseira de identificação, para que seja mais simples posteriormente localizar os pais caso a criança se perca.

– Como prevenir afogamentos: em caso de praias, o cuidado mais importante é ir a locais sempre com salva-vidas e atentar-se sempre aos avisos.
As boias dão uma falsa segurança a quem a está usando, caso opte-se por seu uso em praias, a atenção deva ser redobrada, devido à possibilidade de correntes e ondas que as desloquem para longe. No caso das piscinas, é importante ressaltar que grande parte das crianças afogadas estava sob o cuidado dos pais. “Um mero descuido basta para que ocorra um afogamento”, explica.

– Caso o seu filho goste de bicicleta, skate, patins: ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. A maneira mais efetiva de reduzir isto é utilizando capacete. Além do capacete, para andar de bicicleta, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos.
Esses esportes devem acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, longe do fluxo de carros. Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com agua corrente e sabão para prevenir infecção local.
Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e levar a criança a uma unidade de pronto-atendimento.

Estresse pode desencadear crises alérgicas

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postado em 11 de julho de 2017

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a algum agente externo, como ácaros, fungos, insetos, pelos de animais, pólen, alimentos e medicamentos. As doenças alérgicas (alimentares, dermatológicas ou respiratórias, por exemplo) podem ter vários gatilhos nos indivíduos predispostos geneticamente. O estresse pode ser um deles.

“Não é uma relação direta, mas o estresse pode mexer com o sistema imune e, eventualmente, piorar a crise ou deixar a pessoa mais suscetível. A causa não é o estresse, mas ele pode desencadear algo quando já havia uma predisposição genética”, diz a Dra. Yara Arruda Mello, alergologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Ela explique que, no caso da asma, o paciente acaba se sensibilizando com maior frequência aos ácaros, mas, em uma situação de estresse, ele pode ter os sintomas de crise ativados. Em todos os casos, porem, é essencial consultar o especialista para que os demais fatores alérgenos externos sejam descartados e se comprove que o estresse foi o gatilho.

O alívio dos sintomas depende de cada doença, mas o recomendável para qualquer pessoa em qualquer situação é levar uma vida mais saudável para que todo o organismo funcione de maneira adequada. “Não só evitar o estresse, mas também ter um sono regulado e uma dieta balanceada. Atividade física também é bastante importante. Algumas pessoas gostam de dançar, outras preferem meditar. Cada um deve identificar qual atividade que funciona melhor”, afirma a médica.

Segundo a especialista, o mais importante é que as pessoas tenham consciência do que está acontecendo e o diagnóstico correto e bem apurado dessas doenças, sigam a orientação médica e um plano de ação feito com o alergologista, para saber como proceder no momento de cada uma das crises e de uma emergência.

Unidades do Hospital São Luiz disponibilizam novo tratamento para arritmias cardíacas

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postado em 4 de julho de 2017

Crioablação está disponível nas unidades Morumbi e Jabaquara; novo procedimento oferece a correção do ritmo cardíaco evitando a formação de coágulos

Sem nenhum motivo aparente, o coração começa a bater mais rápido. E então começam as palpitações, falta de ar, cansaço e desmaios repentinos. Esses são alguns dos sintomas da arritmia, que é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia.

“Algumas arritmias ainda não tem seu surgimento esclarecido, outras são congênitas, quando a pessoa já nasce com a anormalidade. Há, também, as causadas por outras enfermidades, como pressão alta, diabetes e doença de Chagas”, explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, arritmologista e coordenadora do Serviço de Arritmologia dos Hospitais São Luiz Morumbi e Jabaquara.

O tratamento das arritmias evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte.
Agora, nos hospitais São Luiz Morumbi e Jabaquara já é possível realizar o procedimento por meio de crioablação. Procedimento também realizado via cateterismo que oferece a correção do ritmo cardíaco cauterizando as veias à temperatura de -50 C°. O novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Para os pacientes com Síndrome de Wolff-Parkinson-White, que é uma arritmia bastante comum, em que os pacientes nascem com uma via acessória a mais no coração, a crioablação já é o procedimento mais indicado pelos especialistas. O procedimento pode ser feito em crianças ou adultos.

Além desse tratamento mais inovador, há casos em que o cuidado mais indicado são medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos, ou até mesmo medicamentos que evitam novos surtos e sintomas. Hoje, a ablação por radiofrequência realizada por cateterismo é pouco usada, principalmente, por sua longa duração (cerca de cinco a seis horas), mas é importante destacar que escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista. Outra opção de tratamento para todas as arritmias é a colocação de um marca-passo.

Já é sabido que cerca de 30% de todas as arritmias podem ser assintomáticas e às vezes o diagnóstico só é feito quando acontece um AVC ou quando o paciente vai fazer um check-up ou exame de rotina. Por isso a importância de se fazer um acompanhamento preventivo após os 35 anos. O paciente que tem histórico familiar ou alguns dos fatores de risco como infarto, hipertensão arterial, obesidade, cardiopatia, apneia do sono e diabetes, deve passar por consulta a cada seis meses ou um ano. Para aqueles que já chegaram aos 60 anos, os especialistas recomendam um acompanhamento ainda mais de perto, pois os riscos aumentam com o avanço da idade.

Estatísticas apontam para uma epidemia de fibrilação atrial, mais conhecida como arritmia, nos próximos dez anos, afetando cerca de 20% da população mundial, por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente.

Para o correto diagnóstico, os especialistas pedem que os pacientes realizem diversos exames que só podem ser realizados em hospitais que possuem ambulatórios específicos para a doença. Entre eles há dois que são específicos para detecção da arritmia são eles: monitor de eventos, que é um aparelho parecido com um celular que pode ficar de 15 a 30 dias conectado ao paciente por dois eletrodos, monitorando cada batimento do coração. Ele envia as informações para a central de informações do ambulatório; e o teste de inclinação (tilt test), em que o paciente fica inicialmente deitado em uma maca, mudando de postura a tempos pré-estabelecidos pelos especialistas, sempre ligado aos aparelhos de eletro e monitorização de pressão arterial a cada contração do coração. O objetivo é que a mudança postural aponte a síncope sentida pelo paciente.

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