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Obesidade Infantil: saiba como tratar

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postado em 8 de novembro de 2011

A obesidade infantil pode ser um problema muito maior do que pais imaginam. Para os pediatras, a criança a cima do peso representa um adulto a cima do peso, com problemas de hipertensão, diabetes, colesterol e cardíacos.

Por isso, é muito importante que os pais fiquem de olho no desenvolvimento de seus filhos. Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, alerta que os primeiros sinais da obesidade geralmente são observados pelo pediatra. “Como as crianças devem visitar periodicamente o seu médico, é ele quem vai notar a velocidade de ganho de peso da criança. Isso significa que ela está ganhando mais peso do que crescendo”, explica o especialista.

Os pais também podem notar o inicio de um quadro de obesidade quando a criança começa a se sentir cansada muito rapidamente. “Quando com o mínimo esforço físico a criança já começa a apresentar respiração ofegante e sinais de cansaço, pode ser um sinal de sobrepeso. Observe se, em um parque, por exemplo, todas as crianças estão correndo e seu filho está sentadinho”, diz Dr. Marcelo.

Caso a obesidade seja constatada, os pais devem conversar com seus filhos, explicando os malefícios que o problema causa. “É importante que a criança saiba que sendo gordinho ele será o último a ser escolhido para o futebol e que a saúde dele pode ser prejudicada”, explica o pediatra. Mas cuidado para não ser maçante com o assunto. “Falar muito sobre o tema pode gerar um quadro de anorexia”, diz.

O problema de sobrepeso na infância pode ter influencia genética ou ser desencadeado por problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, mas Dr. Marcelo explica que na grande maioria das vezes, a obesidade é desencadeada pelos exageros dos pais. “Para agradar aos filhos, alguns pais dão doces e fast food para as crianças. No caso de pais separados, isso é ainda mais grave, já que tanto o pai quanto a mãe usam esse recurso, desbalanceado a alimentação do filho”, alerta.

Para tratar a obesidade, é importante que os pais reeduquem a alimentação da criança. “Prato bom é prato colorido, com carboidrato, verdura, legumes e proteína. Não tem problema que a criança coma pouco, desde que coma de tudo”, explica Dr. Marcelo.

Para sobremesa: frutas! As besteiras podem ser liberadas nos finais de semana, mas sem exageros. “É ideal que a criança tenha um acompanhamento médico e que os pais obedeçam ao pediatra. Seguir a ordem da alimentação passada pelo especialista é o primeiro passo para que a criança obesa chegue ao peso ideal”, sugere Dr. Marcelo.

O pediatra também sugere o uso do lúdico como instrumento para combater a obesidade. “Os pais podem dizer: ‘Olha, a Branca de Neve não come chocolate’, por exemplo”.

Além dos pais, todo mundo que está ao redor da criança precisa ter consciência da importância da alimentação balanceada para ela. “Avós, babás, ajudantes, tios e professores. Não adianta os pais tomarem conta da alimentação da criança se quando ela sai de perto deles o cenário é outro”, alerta Dr. Marcelo.

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