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Tratando da icterícia

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postado em 21 de Março de 2013

Chupeta

Conhecida popularmente como “amarelão”, a icterícia fisiológica atinge mais de 80% dos recém-nascidos e, se controlada, não apresenta riscos. Caracterizada por uma coloração nos olhos e na pele do bebê, a doença ocorre devido ao excesso de bilirrubina no sangue.

Segundo a neonatologista Dra. Graziela del Ben, isso ocorre porque, ao nascer, o fígado do bebê ainda está com capacidade limitada para capturar toda a quantidade de bilirrubina produzida.

A icterícia começa a se manifestar a partir do segundo dia após o nascimento e pode durar cerca de dez dias, ficando mais amarelada no quinto ou sexto e desaparecendo espontaneamente, geralmente começando por pés, pernas, barriga, tórax e, por último, pelo rosto.

Em um primeiro diagnóstico, o médico aperta suavemente o dedo indicador na cabeça e no corpo do bebê para verificar se a área fica amarelada ou se a cor da pele permanece igual. Posteriormente, é realizado o exame de sangue para detectar o nível de bilirrubina presente. De acordo com a neonatologista, é essencial determinar o grau da doença e manter acompanhamento médico após a alta, para que não aumente.

Nos casos em que a icterícia não desaparece sozinha, o médico pode indicar a fototerapia, também conhecida como banho de luz. A técnica consiste em colocar o bebê em um aparelho em contato com várias lâmpadas para ajudar a diluir a pigmentação, que será excretada por meio das fezes. “Garantir ao bebê uma boa mamada, com uma melhor sucção do leite, também traz grandes benefícios na eliminação da doença”, lembra a especialista.

Outro caso mais raro de icterícia é causado devido à incompatibilidade de sangue entre mães e filhos, como por exemplo, Rh- e RH+, respectivamente. Com a incapacidade de apurar o pigmento, a substância pode seguir para a corrente sanguínea e chegar ao sistema nervoso central. A especialista recomenda saber o tipo sanguíneo da mãe e do parceiro antes de engravidar, colaborando para a prevenção da doença.

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