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Treinamento em excesso pode levar a problemas cardíacos

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postado em 11 de agosto de 2016

Especialista do Hospital São Luiz ressalta importância de observar sinais emitidos pelo corpo

A chegada das Olimpíadas pode motivar muitas pessoas a começar praticar esportes, e porque não se tornar um atleta. Para os que já praticam atividade constantemente, esta época pode ser um momento para conhecer novas modalidades e dar ainda mais motivação para os treinamentos atuais.

Female performing deadlift exercise with weight bar

É nesse momento que pode haver preocupações com os excessos – chamado de overtraining, que é um estado físico que acontece sempre que a quantidade e intensidade de treinos de uma pessoa excedem sua capacidade de recuperação. Isso pode acontecer quando o atleta treina em quantidades superiores, acima de sua capacidade de recuperação.
A quantidade elevada de cargas pode evoluir ainda para a Síndrome de Excesso de Treinamento (SET), uma alteração cardíaca com diversos sinais e sintomas.

Os primeiros sintomas podem surgir ainda durante os treinamentos, com a diminuição de desempenho. A pessoa começa a fazer os percursos em menos tempo ou levantar menos peso do que de costume, por exemplo. A realização de atividades que antes era comum passa a ser mais difícil. A percepção corporal é a de que está aumentando a carga, mas tudo continua como antes. Na SET, os batimentos cardíacos podem se manter elevados, mesmo quando estiver em repouso, além de o paciente apresentar insônia, irritabilidade, crescimento anormal do coração e cansaço exagerado.

Para o Dr. Mauricio Fadel, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco é importante observar que o cansaço começa a aparecer com mais frequência. “São sinais de alerta do seu corpo lhe dizendo que está precisando de descanso”, observa.

Além disso, as dores musculares que costumam surgir após os treinos são normais quando duram cerca de dois a três dias após as atividades. Tudo que se assemelha a dor acima disso pode ser indício de excessos de treinamentos. Perda de peso, quando este não é o foco do treino, e diminuição de concentração também são indícios.

Ao se enquadrar em alguma das situações acima, o paciente está treinando mais do que o tempo necessário de descanso. Para evitar isso, a primeira atitude é descansar. “O ideal é ficar, pelo menos, uma semana sem treinar”, orienta Fadel. O segundo passo é fazer uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, minerais, carboidratos de absorção lenta e proteínas. Frutas, legumes e cereais integrais deverão fazer parte do seu cotidiano. Evite as gorduras saturadas, trans e o consumo de bebidas alcoólicas.

Arte_Treinamento em excesso

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