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Hábitos ruins elevam chances de infartos em jovens

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postado em 9 de setembro de 2016

Velocidade do primeiro atendimento é determinante para conter avanço da doença

Atualmente, exceder a carga horária de trabalho, dormir pouco e se alimentar incorretamente são atitudes muito comuns na vida das pessoas, principalmente dos jovens. A busca pela independência familiar e financeira tem levado essa faixa etária a deixar de lado questões muito importantes relacionadas à saúde.

Ter atenção à saúde também enquanto jovem pode ser fundamental para evitar algumas doenças que o senso comum só diz surgir em pessoas com mais idade. Entretanto, a incidência de infarto entre jovens já é uma realidade que acende um sinal de alerta na população.

O infarto ocorre quando as artérias responsáveis por levar sangue, oxigênio e nutrientes ao coração ficam obstruídas. A partir do impedimento, inicia-se o processo de necrose do músculo do coração (miocárdio), o qual passa a não ter um funcionamento adequado, comprometendo o desempenho cardíaco, tornando maior o risco de morte, arritmias cardíacas e outras complicações.

Man having heart-attack / chest pain in isolated background

Para o Dr. Guilherme D`Andrea Saba Arruda, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, é de suma importância que os jovens se atentem aos fatores de risco, como a pressão arterial, colesterol elevado, tabagismo, glicemia, obesidade e, em alguns casos, uso de drogas ilícitas, como a cocaína, por exemplo. “A partir do conhecimento desses fatores de risco, é fundamental que se controle todos esses indicadores”, explica. A prática de atividade física deve ser regular, com, pelo menos, uma caminhada de 30 minutos diariamente, desde que haja uma avaliação médica prévia.

Outro ponto de destaque é a necessidade do controle do peso, pois a obesidade é muito danosa para a saúde, o que pode contribuir para o descontrole dos níveis de pressão. “Dessa forma, a prevenção é o principal ponto para atuação junto à população, orientando sobre os fatores de risco e expondo maneiras de combatê-los”, comenta.

É importante salientar que nesses pacientes mais jovens, na faixa de 30 anos de idade, o músculo do coração tem menos proteção das artérias coronárias, que levam esse sangue para o miocárdio e caso haja uma obstrução em alguma delas o dano pode ser muito grande. Mas com o passar dos anos, o próprio organismo cria um mecanismo de defesa contra estes problemas. “Embora não seja a principal faixa etária de risco, os pacientes mais jovens precisam ter atenção total, pois em caso de infarto o risco de morte é iminente”, alerta.

Os sintomas do infarto podem surgir como uma dor no centro do peito, de forte intensidade e irradiação para membros superiores, região mandibular e dorsal. Além disso, pode estar acompanhado também por náuseas, vômitos e suor frio. Alguns pacientes podem ter um incomodo na região superior do abdômen, popularmente conhecida como “boca do estômago”. “É importante ressaltar que algumas pessoas podem ter sintomas mais leves, ou ainda, inespecíficos como um mal-estar e dores de baixa intensidade”, ressalta. Fatos esses que podem ocorrer em mulheres, idosos e pacientes com história de diabetes, o que muitas vezes pode dificultar o diagnóstico ou até mesmo passar despercebido.

A partir do início dos sintomas é fundamental chegar o mais rápido possível ao atendimento de urgência para uma avaliação médica com exames que ajudarão no diagnóstico. “Podemos dizer que tempo é músculo, ou seja, quanto mais rápido o atendimento, mais estará se preservando o músculo do coração e evitando danos em longo prazo”, finaliza.

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