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Novo cardápio eleva aceitação entre as crianças no Hospital São Luiz

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postado em 22 de setembro de 2016

O Hospital e Maternidade São Luiz alterou seus cardápios da pediatria visando melhorar a aceitação das crianças aos alimentos e, consequentemente, a evolução do paciente até a sua alta. As unidades que implantaram as melhorias foram as que possuem alas pediátricas: Morumbi, Anália Franco e Jabaquara (Hospital da Criança).

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Com as mudanças na apresentação, a aceitação da alimentação cresceu de 75,5% para 83%. A mensuração dos resultados é feita logo após a retirada da bandeja, com uma metodologia simples. Os pratos são imaginariamente divididos em quatro porções iguais, a aceitação parte de 25%, quando há muita sobra no prato, e pode chegar a 100%, quando a criança não deixa sobrar alimento.

As nutricionistas responsáveis pelo projeto explicam que as crianças internadas normalmente têm medo ou dor, situações que geram muita dificuldade para se alimentar. “Quem se alimenta bem, normalmente tem alta mais rapidamente e acaba dependendo menos de vitaminas e complementos alimentares”, comenta Nelly Yoneyama, nutricionista da unidade Anália Franco.

A ação de escolha do cardápio acontece todas as manhãs. As crianças internadas recebem a visita de nutricionista para que selecionem o prato do dia dentre as opções de cardápio. Para as crianças, os pratos são decorados e tendem a ter mais artifícios do que de outros pacientes. “A ideia é tornar o momento da alimentação lúdico e melhorar ainda mais a aceitação na área pediátrica”, explica Alexandra Savino, da unidade Morumbi.

Todos os alimentos são pensados de acordo com seus nutrientes, bem como suas formas de preparação, sempre saudáveis. O hambúrguer, por exemplo, é produzido com carne moída sem gordura e assado no forno. Já a lasanha é feita somente com a massa e o queijo, excluindo o presunto.

O objetivo da inclusão desses alimentos é estar o mais próximo ao que as crianças estão acostumadas a comer em casa, no dia-a-dia. “Nosso objetivo não é fazer uma reeducação alimentar, mas trabalhar a nutrição para ajudar na evolução do paciente até a sua alta”, finaliza Adriana Piva, nutricionista do Hospital da Criança.

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