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Tire suas dúvidas sobre bebês prematuros

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postado em 18 de abril de 2017

Os pequenos nascidos antes da hora podem apresentar baixo peso e risco elevado para algumas doenças

Aprender a trocar fraldas, amamentar, passar madrugadas acordada cuidando do bebê. Tudo isso é comum com a chegada de um filho. A ansiedade e expectativa aumentam ainda mais quando se trata do primeiro. Por mais vontade que a mãe tenha de conhecer o seu filho, ninguém deseja que ele chegue antes desse tempo.

Um período correto de gestação vai de 38 a 42 semanas, tempo necessário para o seu desenvolvimento completo dentro do útero. Os prematuros são classificados de acordo com sua semana de nascimento. Quando o bebê nasce acima de 34 e antes de 38 semanas ele é chamado de pré-termo tardio. Já quando ele nasce abaixo de 32 semanas, ele é chamado de prematuro extremo.

As causas de prematuridade são divididas em maternas ou fetais, como restrições de crescimento, falta de fluxo sanguíneo, infecção, hipertensão materna, trabalho de parto prematuro, diabetes e outras doenças que podem acometer a mamãe.

Para a Dra. Mirian Rika, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz unidades Itaim e Anália Franco, o mais importante é que o pré-natal seja realizado corretamente, pois a partir dele, caso seja identificado algum problema, a paciente em conjunto com os especialistas pode controlar e melhorar as condições para tentar manter o bebê dentro do útero até o prazo final da gravidez.

“Além de ter um pré-natal adequado e especializado, promover o nascimento em um hospital onde haja o atendimento com o máximo de condições tecnológicas e medicamentosas para auxiliar o bebê nessa transição da vida fetal até o amadurecimento total dos órgãos”, recomenda.

Apesar dos avanços tecnológicos, ambulatoriais e o aumento dos acessos ao pré-natal, ainda não é possível se prever a prematuridade, que apesar dos avanços, seus números permanecem estáveis em todo o mundo, acometendo cerca de 10 a 15% de todos os nascimentos. As crianças prematuras têm mais chances de desnutrição, retardo no desenvolvimento neurológico, infecções, distúrbios respiratórios, além de bronquiolite e diarreia.

Diante deste cenário, a Dra. Mirian explica que um dos principais desafios é promover o crescimento fora do útero com a mesma eficiência que a placenta. Ou seja, é recomendado se manter o bebê em desenvolvimento no útero o máximo de tempo possível.

Já após o nascimento, é importante que a mãe siga alguns cuidados, como manter uma nutrição adequada para promover um leite materno de qualidade, pois isso impactará diretamente na nutrição do bebê.

Os prematuros tem imunidade menos eficiente, mas a vacinação deve seguir normalmente o calendário nacional de imunização e a idade cronológica do bebê. Nos casos de prematuridade extrema é necessário aplicar anticorpos para evitar algumas doenças respiratórias.

Além disso, os especialistas recomendam evitar exposição a agentes virais e bacterianos. “Indicamos não colocar o prematuro em creches precocemente, além de ser importante evitar o fumo. O acompanhamento especializado é essencial para a evolução do quadro do bebê”, explica a especialista.

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