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Cirurgias ginecológicas com uso de robô têm maior eficácia

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postado em 8 de junho de 2017

Recurso é eficiente em procedimentos complexos, diminuindo as chances de retorno das doenças; Hospital São Luiz já realizou mais de 300 procedimentos

As cirurgias realizadas por meio de robôs vêm tomando espaço no campo das terapias e dos tratamentos ofertados pelos médicos, principalmente em procedimentos de maior complexidade, como as cirurgias de cânceres ginecológicos, endometrioses severas e histerectomias.

Os especialistas têm recomendado esse tipo de cirurgia por ser muito superior em vários aspectos, quando comparada à cirurgia aberta (laparotomia) e intervenções minimamente invasivas (laparoscopias), ambas bastante comuns nos dias de hoje.

O grande destaque para o robô está no momento da cirurgia em que os tecidos benignos e malignos são separados. Chamada pelos especialistas de dissecção, o robô atua com maior precisão, diminuindo os cortes de centímetros para milímetros, preservando os tecidos saudáveis, diminuindo o sangramento e acelerando a recuperação.

Além disso, com a maior precisão da visão tridimensional, o equipamento proporciona uma melhor separação e remoção do tecido doente, uma vez que eles precisam ser separados dos saudáveis antes de serem removidos.

Nas cirurgias convencionais, a mão do especialista pode ter maiores movimentos imprecisos do que com o uso do robô, que reduz qualquer desvio ou tremor involuntário. O que torna o robô ainda mais importante na separação de estruturas nobres, como artérias, veias e nervos, que requerem movimentos mais precisos.

A visão tridimensional que o robô permite ao especialista melhor visualizar e entender as diferenças dos tecidos, o que reflete diretamente em movimentos e no tempo pra fazer o mesmo ato, que acaba sendo menor.

Em casos de mulheres que têm mioma, por exemplo, a cirurgia robótica também é mais indicada pelos especialistas, principalmente se ela deseja ter filhos, pois o robô consegue preservar melhor as regiões cirúrgicas.

Após realizar mais de 300 procedimentos somente pelo Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Dr. Paulo Ayrosa, ginecologista, explica que este conceito é ainda mais verdadeiro quando o assunto são doenças malignas, como câncer de útero ou de endométrio, pois essas cirurgias são mais detalhadas e minuciosas, uma vez que envolvem o tratamento não só da doença, mas dos órgãos mais próximos ao útero. “O robô aumenta a precisão e nos ajuda a separar melhor e com mais precisão os tecidos saudáveis dos já acometidos pela doença”, explica o especialista.

O especialista ressalta ainda que todas as cirurgias podem ser feitas por robô, bastando apenas o paciente estar apto a realizar uma cirurgia convencional ou por via laparoscópica.

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