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Período de férias exige cuidados redobrados com as crianças

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postado em 13 de julho de 2017

Quedas, intoxicações e queimaduras lideram atendimentos no pronto-socorro

Para que as férias das crianças não virem o pesadelo dos adultos, os pais precisam se atentar a alguns cuidados. Segundo a Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, os campeões de atendimento no pronto-socorro são as quedas, seguida de perto pelas intoxicações e queimaduras.

Engana-se quem pensa que os perigos estão apenas com os pequenos que vão à praia, piscina ou fazem alguma atividade fora de casa: as residências também oferecem muito perigo.

A pediatra ressalta que, em qualquer ambiente, a criança de férias precisa de supervisão de uma pessoa que consiga olhar e entender o que pode trazer perigo. “É necessário preparar o ambiente ou a criança para que se evitem os acidentes”, explica.
Dentro de casa, os perigos podem ser divididos em quatro pontos:

1. Janelas e portas: ambas devem estar sempre protegidas e trancadas. No caso das portas, as chaves não devem ficar nas fechaduras, pois as crianças podem acessar escadas e locais externos.

2. Intoxicação por produtos de limpeza ou medicamentos: os pais devem lembrar sempre que os produtos de limpeza e os medicamentos não devem estar ao alcance das crianças, mas sempre colocados em locais altos, para que a criança não tenha acesso nem empurrando uma cadeira, por exemplo.

3. Queimaduras: deve-se tomar cuidado com ferro elétrico, com panelas sobre o fogão – de preferência use sempre as bocas do fundo. A panela para fora do fogão pode ser puxada e o que está quente vir a cair em cima da criança. Os bebês que ficam na cozinha podem se desequilibrar e colocar a mão na porta do forno quente ou em panelas. As toalhas de mesa podem ser puxadas e derrubarem alimentos quentes. A especialista recomenda que as famílias com crianças pequenas utilizem jogos americanos para mesa.

4. Quedas: as crianças podem tropeçar e cair, pois costumam sempre correr e se desequilibram facilmente. A médica explica que o correto é remover os tapetes nesse período. Além disso, evitar que elas subam em sofás, cadeiras e outras superfícies.

Já para as crianças que vão à praia, os cuidados também precisam ser redobrados:

– Cuidados para a criança não se perder: “o ideal é não perder as crianças de vista e não deixa-las andar sozinhas na praia, mesmo que por um minuto”, explica a Dra. Maria Inês.
Em crianças de dois a nove anos, pode-se optar pela pulseira de identificação, para que seja mais simples posteriormente localizar os pais caso a criança se perca.

– Como prevenir afogamentos: em caso de praias, o cuidado mais importante é ir a locais sempre com salva-vidas e atentar-se sempre aos avisos.
As boias dão uma falsa segurança a quem a está usando, caso opte-se por seu uso em praias, a atenção deva ser redobrada, devido à possibilidade de correntes e ondas que as desloquem para longe. No caso das piscinas, é importante ressaltar que grande parte das crianças afogadas estava sob o cuidado dos pais. “Um mero descuido basta para que ocorra um afogamento”, explica.

– Caso o seu filho goste de bicicleta, skate, patins: ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. A maneira mais efetiva de reduzir isto é utilizando capacete. Além do capacete, para andar de bicicleta, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos.
Esses esportes devem acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, longe do fluxo de carros. Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com agua corrente e sabão para prevenir infecção local.
Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e levar a criança a uma unidade de pronto-atendimento.

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