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Unidades do Hospital São Luiz disponibilizam novo tratamento para arritmias cardíacas

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postado em 4 de julho de 2017

Crioablação está disponível nas unidades Morumbi e Jabaquara; novo procedimento oferece a correção do ritmo cardíaco evitando a formação de coágulos

Sem nenhum motivo aparente, o coração começa a bater mais rápido. E então começam as palpitações, falta de ar, cansaço e desmaios repentinos. Esses são alguns dos sintomas da arritmia, que é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia.

“Algumas arritmias ainda não tem seu surgimento esclarecido, outras são congênitas, quando a pessoa já nasce com a anormalidade. Há, também, as causadas por outras enfermidades, como pressão alta, diabetes e doença de Chagas”, explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, arritmologista e coordenadora do Serviço de Arritmologia dos Hospitais São Luiz Morumbi e Jabaquara.

O tratamento das arritmias evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte.
Agora, nos hospitais São Luiz Morumbi e Jabaquara já é possível realizar o procedimento por meio de crioablação. Procedimento também realizado via cateterismo que oferece a correção do ritmo cardíaco cauterizando as veias à temperatura de -50 C°. O novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Para os pacientes com Síndrome de Wolff-Parkinson-White, que é uma arritmia bastante comum, em que os pacientes nascem com uma via acessória a mais no coração, a crioablação já é o procedimento mais indicado pelos especialistas. O procedimento pode ser feito em crianças ou adultos.

Além desse tratamento mais inovador, há casos em que o cuidado mais indicado são medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos, ou até mesmo medicamentos que evitam novos surtos e sintomas. Hoje, a ablação por radiofrequência realizada por cateterismo é pouco usada, principalmente, por sua longa duração (cerca de cinco a seis horas), mas é importante destacar que escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista. Outra opção de tratamento para todas as arritmias é a colocação de um marca-passo.

Já é sabido que cerca de 30% de todas as arritmias podem ser assintomáticas e às vezes o diagnóstico só é feito quando acontece um AVC ou quando o paciente vai fazer um check-up ou exame de rotina. Por isso a importância de se fazer um acompanhamento preventivo após os 35 anos. O paciente que tem histórico familiar ou alguns dos fatores de risco como infarto, hipertensão arterial, obesidade, cardiopatia, apneia do sono e diabetes, deve passar por consulta a cada seis meses ou um ano. Para aqueles que já chegaram aos 60 anos, os especialistas recomendam um acompanhamento ainda mais de perto, pois os riscos aumentam com o avanço da idade.

Estatísticas apontam para uma epidemia de fibrilação atrial, mais conhecida como arritmia, nos próximos dez anos, afetando cerca de 20% da população mundial, por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente.

Para o correto diagnóstico, os especialistas pedem que os pacientes realizem diversos exames que só podem ser realizados em hospitais que possuem ambulatórios específicos para a doença. Entre eles há dois que são específicos para detecção da arritmia são eles: monitor de eventos, que é um aparelho parecido com um celular que pode ficar de 15 a 30 dias conectado ao paciente por dois eletrodos, monitorando cada batimento do coração. Ele envia as informações para a central de informações do ambulatório; e o teste de inclinação (tilt test), em que o paciente fica inicialmente deitado em uma maca, mudando de postura a tempos pré-estabelecidos pelos especialistas, sempre ligado aos aparelhos de eletro e monitorização de pressão arterial a cada contração do coração. O objetivo é que a mudança postural aponte a síncope sentida pelo paciente.

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