Blog da Saúde

Aleitamento acelera recuperação feminina no pós-parto e atua na prevenção de diabetes e câncer de mama

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postado em 6 de agosto de 2015

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As vantagens do aleitamento materno não se limitam ao recém-nascido. Amamentar faz bem para a saúde e bem-estar da mãe. Para lembrar a Semana Mundial do Aleitamento Materno, Patrícia Scalon consultora e enfermeira da equipe do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno da Maternidade São Luiz Itaim, explica quais são esses benefícios:

1. Perda de peso: o aleitamento favorece a perda de peso durante a gestação. Amamentar gasta entre 400 e 600 calorias por dia.

2. Os hormônios responsáveis pela produção e ejeção de leite também agem na redução do sangramento no pós-parto (que dura em média 40 dias) e auxilia a cicatrização do útero. “O aleitamento tem um papel muito importante nesse processo, pois ao amamentar o útero é contraído. Isso auxilia que ele volte ao seu tamanho normal”, diz Patrícia. Caso o útero não cicatrize a mulher pode ter hemorragia.

3. O aleitamento materno exclusivo até o 6º mês também traz benefícios em longo prazo. “Mulheres que amamentaram terão menos chance de desenvolver diabetes, câncer de ovário e de mama no futuro”, explica a enfermeira.

Você sabia?
O aplicativo “Bebê São Luiz” tem o ‪Hora de Mamar, um cronômetro para monitorar o tempo de amamentação de cada mama, registrando a data e o horário exatos.

O Bebê São Luiz é uma plataforma completa para iPad e iPhone que acompanha as gestantes desde o início da gravidez até o primeiro ano de vida do bebê. É gratuito e composto por diversos conteúdos sobre gravidez. Baixe o app gratuitamente pelo link: http://www.saoluiz.com.br/maternidade/mamaes_e_papais/bebesaoluiz.aspx

É possível seguir o aleitamento materno exclusivo após a licença-maternidade

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postado em 4 de agosto de 2015

Mother breastfeeding a newborn baby skin-to-skin contact

Enfermeira da maternidade São Luiz ensina também os seis passos para a ordenha correta de leite materno

A amamentação exclusiva e a volta ao trabalho é o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno deste ano, que começou no dia 1º de agosto e vai até o dia 7. Para ajudar as mães que desejam seguir com a amamentação exclusiva após a licença-maternidade, Patrícia Scalon, consultora e enfermeira da equipe do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno da Maternidade São Luiz Itaim, reforça a importância e benefícios do leite materno e ensina o passo a passo para a ordenha correta.

Por lei, até o 6º mês de vida do bebê, a mãe tem o direito de duas pausas (de 30 minutos cada) durante o experiente para realizar a ordenha. “A coleta de leite nas horas de trabalho é importante para mãe e filho. A criança segue com a amamentação exclusiva e a mulher evita o acúmulo de leite nas mamas. Além disso, quanto mais a mãe amamenta e/ou ordenha, mais leite produz”, explica Patrícia. Recomenda-se que a ordenha seja feita na hora da mamada.

A amamentação por mais tempo também evita o excesso de leite nas mamas (ingurgitamento mamário ou leite empedrado), que é desconfortável e favorece a instalação de microorganismos, podendo levar a uma mastite – inflamação nas mamas que causa febre, dor no corpo, mal estar e deixa o seio avermelhado. “A massagem manual com movimentos circulares nas mamas é uma alternativa para aliviar o desconforto. Para quadros de mastite recomendamos consultar um especialista, pois em alguns casos o tratamento é feito com antibióticos”, diz Patrícia.

Passo a passo para a ordenha correta

1º passo – Recipiente
– Escolha um frasco de vidro incolor com tampa plástica. O recipiente deve ser usado exclusivamente para armazenar o leite materno. Importante lavá-lo e esteriliza-lo corretamente para evitar o risco de contaminação.
– Lave o recipiente com água e sabão neutro e, em seguida, esterilize (deixe-o em água fervente por 15 minutos, contatos a partir do início da fervura). Não seque o recipiente com panos ou toalhas. Coloque encima de um pano limpo e deixe-o secar naturalmente.

2º passo – Preparação para a ordenha
– A mãe deve identificar o recipiente com o seu nome, data e hora da coleta;
– Escolha um local limpo e tranquilo para realizar a ordenha. Banheiros e cozinhas devem ser evitados. Algumas empresas possuem salas para amamentação;
– Retire anéis, pulseiras e relógios;
– Coloque uma touca ou um lenço no cabelo e uma máscara descartável ou pano de tecido limpo na boca;
– Lave as mãos até cotovelos com água e sabão e complemente com álcool gel;

3º passo – Ordenha
– A ordenha deve ser feita nas duas mamas. Geralmente o tempo de coleta é de 15 minutos para cada mama;
– Inicie massageando as mamas: faça movimentos circulares com a ponta dos dedos em toda a auréola (parte escura das mamas). Em seguida, continue massageando toda a mama com movimentos circulares;
– Coloque o polegar encima da linha em que acaba a auréola e os dedos indicador e médio abaixo dela;
– Firme os dedos e empurre para trás em direção ao tronco. Em seguida, com cuidado, aperte o polegar contra os outros dedos e espere o leite sair;
– Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta;
– Coloque o leite no recipiente até faltarem dois dedos para enchê-lo e feche bem;
– Além da ordenha manual (detalhada acima), também é possível coletar com a bomba elétrica;

4º passo- Como armazenar o leite materno
– O leite materno pode ser armazenado na geladeira ou no congelador;
– Validade: o leite materno tem duração de 12 horas se armazenado na geladeira ou 15 dias se estocado no congelador;

5º passo – Como transportar
– Caso a ordenha seja feita no local de trabalho, armazene o leite na geladeira e transporte-o em uma bolsa térmica com gelo para manter a temperatura durante o trajeto (o gelo descartável é uma opção);

6º passo – Hora de mamar
– Amorne o leite em banho-maria (água quente em fogo desligado). Evite micro-ondas ou água muito quente, pois poderá destruir os fatores de proteção do leite;
– Ofereça o leite em copinho, xícara ou colherinha;
– Mamadeiras não devem ser usadas, pois podem provocar o desmame precoce;

Para mais informações veja a Cartilha para Mãe Trabalhadora que Amamenta do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_mae_trabalhadora_amamenta.pdf

Você sabia?
O aplicativo “Bebê São Luiz” tem o ‪Hora de Mamar, um cronômetro para monitorar o tempo de amamentação de cada mama, registrando a data e o horário exatos.
O Bebê São Luiz é uma plataforma completa para iPad e iPhone que acompanha as gestantes desde o início da gravidez até o primeiro ano de vida do bebê. É gratuito e composto por diversos conteúdos sobre gravidez. Baixe o app gratuitamente pelo link: http://www.saoluiz.com.br/maternidade/mamaes_e_papais/bebesaoluiz.aspx

Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco realiza simulado de atendimento a catástrofes com múltiplas vítimas

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postado em 3 de agosto de 2015

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No último sábado, dia 01 de agosto, a unidade Anália Franco organizou o seu primeiro simulado de atendimento a catástrofes com múltiplas vítimas. A ação contou com o apoio de diversas entidades como Corpo de Bombeiros, Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau), Polícia Militar, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Subprefeitura de Aricanduva.

O simulado iniciou com uma encenação de acidente, no Parque CERET, envolvendo dois carros e alguns pedestres. As 15 vítimas envolvidas no “acidente” foram socorridas e avaliadas no local, receberam os primeiros atendimentos e foram transportadas para a unidade do São Luiz, onde passaram por nova triagem, atendimentos assistenciais e, nos casos graves, por procedimentos cirúrgicos para atendimento de trauma.

Apenas no São Luiz, cerca de 180 profissionais de diversas áreas participaram deste treinamento, cujo objetivo é preparar a unidade Anália Franco para ser referência na região em casos de catástrofes e outros acidentes de grande porte.

#SimuladoCatastrofe #SaoLuizAnaliaFranco #HospitalSaoLuiz

Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais: A importância do diagnóstico precoce da Hepatite C

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postado em 28 de julho de 2015

Em grande parte dos casos, a Hepatite C apresenta sintomas somente em estágio avançado, tornando exames de rotina extremamente importantes para tratar a doença e combater a sua transmissão

Coleta Sangue

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3% da população mundial seja portadora do vírus da Hepatite C. Isso daria, somente no Estado de São Paulo, 490 mil pessoas portadoras dessa doença. Porém, segundo dados da Secretaria de Saúde, foram notificados somente 68.297 casos de hepatite no estado nos últimos 15 anos, o que corresponde a 0,1% da população paulista. Essa diferença de números se justifica pelas características da doença, que pode não apresentar sintomas em seu estágio inicial, o que faz com que pessoas procurem um médico e realizem exames de forma tardia.

Débora Poli, gastroenterologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que a Hepatite C é silenciosa, e só se manifesta em estágio avançado da doença. “A hepatite ataca o fígado, comprometendo seu funcionamento. Se não for tratada, essa doença pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado. O problema é que em seu estágio inicial ela não apresenta sintomas”.

A hepatice C é contraída através do sangue ou materiais contaminados. Pessoas podem adquirir a doença pelo ato sexual sem proteção ou por materiais contaminados como drogas injetáveis e até mesmo por objetos usados pela manicure, dentista e tatuadores que não tomarem os devidos cuidados higiênicos. “Ainda não temos uma vacina para a Hepatite C, e a prevenção é essencial. Evitar ambientes sujos, se certificar que a manicure e o dentista usem luvas e tenham autoclave, que é um equipamento próprio para esterilizar os matérias usados por eles, praticar sexo seguro e evitar compartilhar seringas são algumas recomendações importantes”, diz Débora.

Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais
Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra Hepatites Virais, data criada exatamente para lembrar às pessoas realizarem periodicamente exames que possam detectar hepatites. A gastroenterologista recomenda que todas as pessoas aproveitem a data para agendar um exame de rotina. “Mesmo que a pessoa tome todos os cuidados e não esteja no grupo de risco, ainda assim é recomendável fazer um check up periódico. O diagnóstico precoce da Hepatite C não só evita que a doença evolua e se torne um problema mais grave, mas também ajuda no combate à transmissão do vírus”.

Cresce o número de pessoas entre 35 e 45 anos com câncer de cabeça e pescoço

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postado em 27 de julho de 2015

Green ribbon. Scoliosis, Mental health and other awareness symbol. Vector illustration

Hoje é o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço – nome dado aos tumores malignos que acometem as vias aéreas digestivas como boca, língua, garganta, faringe e laringe.

Doença que antes era mais comum em homens de 50 anos ou mais, fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas em excesso, o câncer de cabeça e pescoço está aparecendo em pessoas mais jovens, entre 35 e 45 anos, com hábitos saudáveis. Ou seja, que não fumam, não bebem ou bebem pouco. Especialistas e pesquisadores perceberam que, nesses casos, os tumores foram ocasionados por um novo fator: o papiloma vírus, popularmente conhecido como HPV.

Segundo Dorival de Carlucci Jr, cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, hoje a população jovem tem uma vida sexual ativa, múltiplos parceiros e praticam mais sexo oral, aumentando, assim, a incidência de HPV e, consequentemente, os casos da doença. “O tabaco exige uma exposição prolongada para desenvolver um tumor, de 15 a 30 anos de consumo. Já o HPV age rapidamente. Por isso, a faixa-etária de pessoas diagnosticadas com a doença está diminuindo”, explica Dorival.

Independente da causa, os sintomas do câncer de cabeça e pescoço são iguais. A presença de nódulos nas vias aéreas digestivas, como na garganta e no pescoço, por mais de 15 dias é um dos sinais de tumor. No caso das cordas vocais, os sintomas são: dor, rouquidão e alteração da voz por mais de 15 dias. A presença de aftas na boca ou na língua e mal hálito também merecem atenção, principalmente se não regredirem em duas semanas.

O tratamento também é o mesmo e pode ser feito de três formas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. No entanto, os tumores ocasionados por HPV são mais sensíveis ao tratamento radioterápico e tem mais chance de cura se comparados aos ocasionados pela exposição ao cigarro.

Prevenção: evitar o consumo de tabaco, álcool em excesso e uso de proteção no contato sexual são as recomendações para prevenir-se do câncer de cabeça e pescoço.

Saiba mais sobre o Cateterismo Cardíaco

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postado em 23 de julho de 2015

Surgeon Inserting Tube Into Patient During Surgery

O Cateterismo Cardíaco é um exame realizado para detectar obstruções dos vasos sanguíneos do coração. Conversamos com o Dr. João Vicente da Silveira, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, para entender um pouco mais sobre esse procedimento:

Como funciona o cateterismo cardíaco?
Cateterismo é um exame que se faz para se detectar a localização e a gravidade das obstruções das vasos sanguíneos do coração, e pode ser realizado tanto de forma eletiva (agendada) como emergencial. Ele é indicado para pessoas que tiveram um infarto ou estão com suspeita de entupimento dos vasos sanguíneos do coração (artérias e veias).

Como esse exame é realizado?
O Cateterismo Cardíaco é feito numa sala específica chamada Hemodinâmica. Lá, o paciente entra numa mesa que possui um projetor de raio-X. Depois são realizados anestesia e pequeno corte no local onde será inserido o cateter que será empurrado até chegar ao coração. Já no local adequado, uma substância será injetada pelo próprio cateter para que seja realizado um contraste na imagem projetada pelo raio-X, permitindo assim uma melhor visualização dessa área e que se visualize os bloqueios dessa região.

Existe risco?
O risco de complicação é baixo, entre 2 a 3%.

E qual é o próximo passo para o paciente após esse exame?
O exame vai ver o local, a quantidade e a gravidade do problema. Dependendo de diversos fatores, uma angioplastia pode ser realizada durante o próprio cateterismo, inserindo stent para dilatar a artéria ou veia e aumentar o fluxo sanguíneo. Se o caso for muito grave, então o paciente poderá até mesmo sofrer interversão cirúrgica. Porém esses procedimentos são feitos para casos nos quais a obstrução esteja acima de 70%. Se o entupimento for menor que isso, o mais indicado é um tratamento clínico e de mudança de estilo de vida como alimentação saudável, exercícios físicos, parar de beber e fumar e controle maior da diabetes.

Entenda a hipertensão

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postado em 17 de julho de 2015

Man checking his pulse by pressing the wrist with fingers. Health issues concept.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a hipertensão atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Essas dados são alarmantes, já que um a cada seis brasileiros estão no grupo de riscos para ocorrências de AVC, aneurisma arterial, enfarte e insuficiência renal e cardíaca, já que a pressão alta é um grande fator de risco para essas doenças.

Para explicar sobre a hipertensão, conversamos com o Dr. Miguel Moretti, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco:

O que causa a hipertensão?
A hipertensão arterial sistêmica primária ou essencial, comum entre 80% a 90% dos casos de hipertensão, não apresenta uma causa definida e ou conhecida. Já a hipertensão arterial sistêmica secundária (outro tipo de hipertensão), como o próprio nome diz, é secundária a outra doença, como coartação de aorta (estreitamento da artéria aorta), tumores supra-adrenais, insuficiência renal, e tumores de hipófise.
A hipertensão também pode ser resultante de fatores genéticos. Algumas situações também podem levar o indivíduo a desenvolver a doença, entre elas: obesidade, tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de sal e estresse.

Em quadros de hipertensão primária recomenda-se tratar a hipertensão para evitar complicações, como as lesões em órgãos alvo, ou seja, órgãos que sofrem com a elevação da pressão, resultando na alteração de seu funcionamento. Entre os órgãos alvo destacam-se: cérebro (lesão: derrame), coração (lesão: hipertrofia,) rim (lesão: insuficiência renal) retina (lesão de retina deixando cego), vasos sanguíneos (lesão: aterosclerose). Se curar a causa da lesão, há chance de cura da hipertensão.

Ela apresenta algum sintoma?
Na maioria das vezes a hipertensão não apresenta sintomas a não ser que comece a lesionar os órgãos alvo. Nesses casos, o hipertenso pode ter falta de ar, inchaço, edema, dor no peito, problema de visão e dor de cabeça. Importante lembrar que a dor de cabeça não é principal sintoma da hipertensão, inclusive a maioria dos indivíduos hipertensos não apresentam dor de cabeça. A elevação da pressão é assintomática, por isso é recomendável visitar periodicamente o médico para realizar exames de rotina.

Existem pessoas que são mais suscetíveis a ser hipertensas?
Sim, pessoas obesas, tabagistas, sedentárias, com alto consumo de sal e com casos de hipertensão na família são mais suscetíveis a serem hipertensas.

Como controlar a pressão alta?
O controle da hipertensão arterial sistêmica primária é realizado de duas formas. Uma delas é pelo uso de medicamentos que agem sob a hipertensão e ajudam a reduzir a sua incidência nos órgãos alvos. A segunda forma de controlar a doença é pela mudança de estilo de vida: perda de peso, alteração de hábitos alimentares, ingestão menor de sal e prática de atividade física para combater o sedentarismo.

A grande dificuldade apresentada pelos hipertensos é a aderência ao tratamento, já que muitas vezes os cuidados e uso de medicamentos é eterno. Muitos pacientes esquecem ou param de tomar remédio, isso prejudica o tratamento.

Entenda a depressão pós-parto

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postado em 15 de julho de 2015

Mother With Baby Suffering From Post Natal Depression

A chegada de um bebê é sempre um momento feliz na vida de qualquer pessoa. Porém, algumas mães enfrentam um problema que contrasta com essa expectativa normal de alegria: a depressão no pós-parto. Até mesmo quando o bebê nasce saudável, o pai fornece todo o suporte necessário e a família está feliz, é normal que muitas mães sintam, na hora de voltar para casa, melancolia e tristeza. Esses sentimentos podem ser passageiros e diminuir com o tempo. Porém, eles também podem evoluir para um quadro mais grave de apatia e rejeição ao bebê.

Para entender um pouco mais sobre a depressão pós-parto, conversamos com o Dr. Ivan Morão, psiquiatra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim:

– Qual a diferença entre depressão e depressão no pós-parto?
Em termos de entidade clínica, não existe diferença entre depressão e depressão pós-parto. O que essas classificações determinam é uma depressão dentro de uma época ou episódio.

– Por que após o nascimento do bebê algumas mães apresentam depressão pós-parto?
Além de ser marcado por uma alteração hormonal, o pós-parto é também uma alteração de um estilo de vida. Têm mães que, pela característica de vida, entendem a gravidez não como um ganho, mas como uma perda de beleza, espaço, convívio social e relações no trabalho, entre outros motivos. Isso pode desenvolver um quadro depressivo grave que vai fazer com que surja um sentimento de rejeição, algo que está além do quadro hormonal e implica como ela vai lidar com esse novo ser em sua vida.

– Quais são os sintomas da depressão no pós-parto?
São os mesmos da depressão. Entre eles estão variação de humor para o polo negativo, tristeza, apatia, desinteresse, fraqueza, diminuição do apetite, sono perturbado, irritação e baixa autoestima.

– A depressão pós-parto causa riscos para o bebê?
O risco de uma agressão é muito baixo. O maior risco para o bebê é o próprio desinteresse e rejeição da mãe.

– A depressão pós-parto tem início quantos dias após o nascimento do bebê?
A pessoa pode apresentar sintomas até mesmo durante a gravidez, ou a depressão pode surgir duas a três semanas após o parto.

– Algumas mulheres têm mais predisposição para a depressão pós-parto?
Se ela teve um quadro depressivo anterior, a chance de ter novamente é maior. Além disso, se a mulher teve depressão pós-parto em outra gravidez, ela tem 50% de chance de ter novamente.

– Quando é necessário procurar ajuda médica?
Se o quadro for muito grave, no qual já nos primeiros dias a pessoa fica incompatibilizada com o bebê, então tem que buscar tratamento imediato. Mas quando o quadro é mais leve, uma alteração sutil de humor que contrasta com uma expectativa de felicidade, é possível aguardar duas semanas.

– Como é feito o tratamento?
O tratamento tem que ter uma combinação de abordagens entre a psicoterapia e o psicofármaco. O medicamento pode mexer na questão da alteração bioquímica, mas tem questões, como a relação entre a mãe e a criança, que o medicamento não vai resolver.

– Esses medicamentos podem ser tomados durante a amamentação? Se não, o que deve ser feito?
Alguns antidepressivos estão há muito tempo no mercado e têm uma certa segurança no seu uso em relação ao bebê. Na amamentação, esses medicamentos têm metabolização mais rápida no corpo da mãe e, por isso, baixa concentração no leite.

– A família é importante neste momento? Como pode ajudar a mãe?
A família é sempre fundamental para dar conforto para a mãe em todos os momentos da vida. Além disso, é importante compreender a situação sem julgamentos.

Mulheres evitam a mamografia por medo de sentir dor

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postado em 8 de julho de 2015

Nurse Assisting Patient Undergoing Mammogram

Para a maioria das mulheres, a mamografia – principal exame de rastreamento do câncer de mama – está associada a sensações de desconforto e dor. “A mamografia doí, pois para aumentar a sua eficácia é necessário comprimir as mamas, que normalmente são sensíveis”, explica Fábio Arruda, mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Seja por medo de sentir dor ou desconhecimento muitas mulheres evitam a mamografia. Segundo pesquisa do Datafolha, 19% das brasileiras, entre 40 e 69 anos, nunca fizeram o exame no SUS (Sistema Único de Saúde), na rede particular a estimativa é de 5%.

No entanto, o incômodo ocasionado pelo exame não pode ser um empecilho para sua realização. Segundo Fábio Arruda, a mamografia identifica nódulos, calcificações, assimetrias e outras alterações nas mamas que podem ser doenças malignas ou benignas. “Esse é o único método capaz de diminuir as mortes por câncer de mama. O exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos”, reforça.

Para diminuir a dor o especialista recomenda realizar a mamografia após o período menstrual (5 a 10 dias depois da menstruação) e, se necessário, tomar um remédio com função anti-inflamatória na véspera do dia do exame.

Como funciona e quando é necessária a cirurgia de cálculo renal

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postado em 7 de julho de 2015

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O cálculo renal é uma formação, dentro da via urinária (rins, ureteres, bexiga e uretra), de um corpo sólido que é conhecido, popularmente, por pedra nos rins. Essas “pedras” podem ser formadas por diversos motivos diferentes: tipo de alimentação, baixo consumo de água, algum medicamento ou, como é na maioria dos casos, predisposição genética. Muitas vezes a formação do cálculo acontece por causa de uma combinação desses fatores.

Quando esse cálculo está nos rins, geralmente não provoca dor ou sintomas, e com frequência é expelido através da urina. Porém, quando o cálculo é muito grande e migra de um órgão para outro, ele pode provocar entupimento de algum canal da via urinaria. O Dr Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, explica que esse bloqueio causa acúmulo de urina e, por isso, espasmos. “Esses espasmos são o que chamamos de cólica renal, o motivo para uma das piores dores que se pode sentir, algo próximo à dor do parto”.

Intervenção cirúrgica
O cálculo renal pode ser tratado clinicamente (medicamento, alimentação, etc) ou, em casos críticos, por intervenção cirúrgica. “A necessidade da cirurgia de cálculo renal vem quando existe obstrução grave da via urinaria e infecção associada à obstrução”, diz Loprete. O urologista explica que a maioria das cirurgias de cálculo renal é feita através de uma endoscopia, rígida ou flexível, própria para passar pelo canal do ureter e que utiliza lazer para fragmentar a “pedra”.

“Esse é um procedimento pouco invasivo, que utiliza os próprios canais de entrada do corpo e que resolve a maioria dos casos agudos de cálculo renal”. O Dr Camillo Loprete adverte, porém, que a cirurgia não resolve em definitivo o problema do paciente: “a pessoa que tem cálculo renal tem predisposição para desenvolver esse problema até o resto de sua vida”. Por isso, ele aconselha ao paciente realizar um estudo de litogênicos para determinar a razão da formação do cálculo e que ele tenha um acompanhamento médico periódico.

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