Blog da Saúde

5 dúvidas e curiosidades sobre a gestação de gêmeos

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 17 de maio de 2017

Toda gestação é única, mas descobrir uma gravidez de gêmeos pode ser uma grande surpresa para os pais. Além disso, esse tipo de gestação também requer atenção e acompanhamento especial, pois tem características particulares. Por isso, são necessárias consultas mais frequentes, acompanhamento multiprofissional e uma boa maternidade.

Segundo o Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, toda gestação de gêmeos deve ser considerada uma gravidez de risco, devido ao potencial elevado de complicações que elas apresentam.

“Cerca de oito em cada 10 gestações gemelares apresentarão algum grau de complicação até o parto. Isso decorre pelo corpo da mulher idealmente ter capacidade para o desenvolvimento de um bebê e na presença de dois ou mais, essa sobrecarga poderá gerar dificuldades”, explica o especialista.

A seguir, o médico responde cinco dúvidas frequentes sobre este assunto:

1. É comum os gêmeos nascerem antes de 40 semanas de gravidez?

Metade dos gêmeos nasce antes de 37 semanas. A idade gestacional média de nascimento deles é de 36 semanas e, quanto mais cedo eles vem ao mundo, maior é a chance de precisarem de uma UTI neonatal. No entanto, isso não é uma regra. Com um bom acompanhamento e cuidados adequados, sempre tentamos levar estas gestações o mais próximo possível de 40 semanas, minimizando os riscos e aumentando as chances desses bebês ficarem no quarto com as mães e de ir para casa de alta com elas.

2. Quais são os problemas mais comuns na gestação de gêmeos?

A principal complicação nas gestações gemelares é o parto prematuro, muito a frente de todas as outras. Além dela, podemos observar bebês com crescimento abaixo da média e alterações morfológicas, por exemplo. Temos ainda complicações fetais específicas e mais raras de acordo com o número de placentas e de bolsas, como a síndrome transfusor feto fetal, na qual existe o fluxo preferencial de sangue de um dos bebês para o outro.

Além das possíveis complicações para os bebês, ainda temos os riscos maternos. Dentre as principais, observamos uma incidência maior de anemia, hipertensão, diabetes gestacional, depressão e problemas decorrentes do parto.

3. É possível ter parto normal?

Sim, é muito possível. Para isto acontecer, depende basicamente de três fatores: a vontade do casal, encontrar um obstetra que tenha experiência nesse tipo de parto e que o primeiro bebê no dia do parto esteja virado para baixo.

4. Sintomas da gestação, como mal-estar e enjoo, são mais acentuados?

Pode ser que sim. Devido especialmente aos níveis hormonais mais elevados, as grávidas de gêmeos podem apresentar mais sintomas iniciais, especialmente os enjoos e vômitos.

5. O número de exames durante a gestação também é maior? Por quê?

Sim. Em relação aos exames laboratoriais, pouca coisa a mais deve ser feita. Geralmente, um hemograma por trimestre para avaliar uma possível anemia, que é mais frequente nas gestações gemelares, e um exame de urina trimestral em busca de infecção urinária costumam ser suficientes.

A maior diferença ocorre quanto à frequência das ultrassonografias. Fazemos ultrassons quinzenais, nos casos em que os bebês compartilham a placenta, para diagnosticar precocemente o fluxo preferencial de sangue para um dos bebês. Naquelas que tem uma placenta para cada bebê, a frequência costuma ser mensal, com o objetivo identificar problemas no crescimento dos bebês, avaliar o colo do útero no intuito de identificar mulheres com maior risco de parto prematuro e manter o controle de vitalidade dos bebês.

Gravidez não é empecilho para a carreira

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 11 de maio de 2017

Para a maioria das gestantes, o trabalho não é um problema, apesar de algumas limitações temporárias que podem surgir principalmente no final da gravidez, devido ao ganho de peso e ao tamanho da barriga. Algumas profissões que levam risco para a gestação necessitam de afastamento temporário, como é o caso do trabalho com produtos químicos e de atletas de alto rendimento, por exemplo.

Segundo a Dra. Denise Theodosio, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, no caso de ambientes de risco, o médico do trabalho e o obstetra avaliam a necessidade de trocar de função e local. Aeromoças são afastadas dos voos desde o inicio da gestação e contato com produtos químicos tóxicos também exigem troca de função.

De acordo com a médica, algumas complicações na gestação que necessitam de repouso são sangramentos vaginais por descolamento de placenta, ameaça de abortamento, pressão alta na gestação, (pré-eclâmpsia grave), trabalho de parto prematuro e rompimento precoce da bolsa. “Felizmente são situações pouco frequentes e são avaliadas pelo médico obstetra que acompanha a gestante”, esclarece.

Porém, ficar muito tempo sentada ou em pé durante o expediente pode levar a maior inchaço e dor nas pernas e costas. Por isso, a especialista aconselha que a mulher tenha períodos de pausa pelo menos a cada duas horas para dar uma caminhada e se alongar.

Em condições saudáveis e profissões que não oferecem risco, em geral, é possível trabalhar até o final da gestação. Por lei, a gestante tem direito de iniciar a licença maternidade a partir de 36 semanas de gestação (oito meses) ou a partir da data do parto.

Para quem vai ao trabalho de transporte coletivo, a principal preocupação deve ser com acidentes. Gestantes fazem parte do grupo de pessoas que têm assentos reservados garantidos por lei. “É importante que a gestante exija seu direito e viaje sentada para maior segurança. Também é importante o respeito e solidariedade dos outros passageiros”, afirma a Dra. Denise.

Durante a gravidez, também pode acontecer de a mulher ficar mais dispersa ou esquecida. Uma boa dica para que isso não aconteça no trabalho é sempre fazer anotações e lembretes. Além disso, vale até colocar alarmes no celular para se lembrar das tarefas mais importantes.

Conheça os benefícios da cirurgia bariátrica que vão além da perda de peso

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 9 de maio de 2017

Diabetes, pressão arterial, colesterol e dores nas articulações podem ter melhora significativa após a cirurgia

Recentemente um estudo publicado pela revista científica Lancet mostrou que 30 milhões de pessoas estão obesas. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. Os números colocam o Brasil entre os países com um alto índice de mais pessoas acima do peso, estima-se que 50% da população esteja obesa. Diante deste cenário, muitos pacientes encontram na cirurgia bariátrica uma opção para o emagrecimento e para melhoria de doenças que são potencializadas com a obesidade.

Mesmo sabendo que o método é seguro e com ótimos resultados, alguns pacientes ainda têm medo de recuperar o peso perdido. Pois a maioria passou por tratamentos anteriores à cirurgia, alguns bem sucedidos, outros nem tanto, mas todos com a frustração de não conseguir manter os resultados a médio e longo prazo.

Engana-se quem acha que após a cirurgia isso nunca mais poderá ocorrer, pois a obesidade é uma doença crônica, ou seja, que não tem cura, e por isso precisa ser controlada. Por outro lado, é importante destacar que o maior ganho desses pacientes é a melhoria considerável da saúde, pois conquistam altos índices na redução da diabetes, conseguem controlar a pressão arterial e colesterol, e as chances de doenças vasculares, como varizes e má circulação, que diminuem consideravelmente. Doenças essas, que geralmente estão relacionadas ao aumento de peso.

Além disso, cabe destacar também, que os especialistas consideram uma cirurgia de sucesso quando o paciente atinge 20% de perda de peso em seis meses. “É importante também levarmos em consideração o que o paciente nos diz, como a sua satisfação, a melhora das doenças associadas e uma eventual perda de peso antes da realização da cirurgia”, explica Dr. Luiz Vicente Berti, cirurgião bariátrico do Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Mas, o que fazer então para não ter a chamada recidiva e voltar ao peso anterior? O especialista explica que a recuperação de peso é normal e aceitável quando os números ficam em torno de 10 a 15% do perdido no pós-operatório, pois o organismo do ser humano tende a ficar mais lento com o passar dos anos. Alguns fatores negativos são apontados como determinantes para o ganho de peso após a cirurgia, como dieta de baixa qualidade e sedentarismo.

Por isso, o acompanhamento médico e multidisciplinar após a cirurgia é fundamental. O Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim trata do paciente não apenas no pré, como no pós-operatório. “Quando o paciente visita com frequência à equipe que o operou, ele mantém os indicadores das doenças associadas sob controle e também realiza exames que indicam se há alguma falta de vitamina, por exemplo”, finaliza o especialista.

Existe posição correta para amamentar? Especialista do Hospital São Luiz comenta o assunto

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 2 de maio de 2017

Nos primeiros dias de vida do bebê, a insegurança e o medo são alguns dos fatores que podem atrapalhar a questão da pega correta e do posicionamento para a amamentação. Por isso, é muito importante manter a calma e iniciar as mamadas com tranquilidade, pois passar por esta adaptação faz parte do processo de aprendizagem do aleitamento materno.

É comum ouvir conselhos de amigos e familiares neste momento, mas é possível que nem todas as experiências compartilhadas façam sentido para você. Para solucionar dúvidas sobre o assunto, a enfermeira Monica Pontin, supervisora do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM) do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, responde quatro perguntas:

1. Qual a melhor posição para amamentar o bebê?

Na verdade, não existe posição ideal, a mãe e bebê irão definir qual a melhor naquele momento. Geralmente logo após o parto, a posição mais indicada (e comumente orientada pela equipe de enfermagem ainda no hospital) é a posição tradicional. Nela, o bebê é colocado em uma das mamas, sua cabeça apoiada na região da dobra do braço e a mão, do mesmo lado onde a cabeça está apoiada, apoia o bumbum. Um travesseiro ajuda o braço a ficar apoiado, devido ao peso do bebê.

Outra opção comum é a posição invertida: o bebê é posicionado em uma das mamas, seus pés colocados abaixo da região axilar e a mão da mãe, do mesmo lado da mama, apoia a cabeça de modo que fique voltado para a mama a ser oferecida. Nesta posição é recomendado o uso de almofada para amamentação ou travesseiro para aliviar o peso do bebê.

Com o decorrer dos dias, a habilidade vai melhorando e chega a hora de testar outra posição bastante recomendada para bebês que dormem muito durante as mamadas: a posição de cavalinho. Nesta, a mãe deve ser confortavelmente sentada, posicionando o bumbum da criança sobre uma das pernas. Assim, deverá abrir levemente as perninhas do bebê e, com a mão do mesmo lado da mama, apoiará sua cabeça.

2. Existe alguma diferença para bebês prematuros?

O prematuro tem maior facilidade em adormecer durante as mamadas. Nesses casos, as posições mais recomendadas são a do cavalinho ou a invertida. Vale ressaltar que geralmente a mamãe do bebê prematuro se sente mais insegura na hora de posicionar, provavelmente por medo. Nestes casos, é recomendado o uso de travesseiro ou almofada de amamentação.

3. Como perceber que a posição não está adequada para a mãe ou bebê?

Para a mamãe é um pouco mais difícil de reconhecer, pois há maior facilidade de adaptação. Um indicador é o surgimento de fissuras ou escoriações nos mamilos após as mamadas. Já o bebê geralmente demostra através do choro ou inquietação quando é posicionado. O ideal é mudar antes mesmo que ele se irrite e desista de mamar. Outro fator que também pode presumir uma pega incorreta é a emissão de “sons” durante a sucção. Em qualquer situação, o importante é corrigir, ter paciência e começar de novo.

4. Qual a melhor posição para os bebês que tem dificuldade na pegada?

Os bebês com dificuldade de pega devem obrigatoriamente passar pelas três posições citadas anteriormente, para definir qual a melhor posição para ele. Para a criança, a experiência de ver a mãe em outro ângulo enquanto mama também é muito importante para o fortalecimento do vínculo.

Rede D’Or São Luiz adota Parque Alfredo Volpi

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 27 de abril de 2017

Parceria firmada nesta sexta-feira prevê gestão da área por um ano

A Rede D’Or São Luiz, maior operadora independente de hospitais do Brasil, assinou convênio com a Prefeitura de São Paulo nesta tarde para adoção do Parque Alfredo Volpi. A rede possui 33 hospitais próprios, sendo 14 em todo o Estado de São Paulo e seis destes na capital paulista. A parceria prevê que a Rede D’Or São Luiz seja responsável durante um ano pelo manejo da fauna e flora, manutenção e a segurança do parque, que fica próximo à unidade Morumbi do Hospital São Luiz.

A escolha da adoção do parque tem o objetivo de incentivar a população a praticar atividades físicas como forma de promoção à saúde, prevenção de doenças e promover a melhoria da qualidade de vida, tanto dos moradores da região, quanto de seus colaboradores.

“Acreditamos que é responsabilidade de todos construir uma cidade melhor. Entendemos que também é nosso papel, como cidadãos, colaborar com a conservação dos espaços públicos e incentivar a população a praticar atividades físicas como forma de promoção à saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida”, diz dr. José Jair de Arruda Pinto, diretor executivo da regional São Paulo da Rede D’Or São Luiz. “Estamos animados com essa parceria em prol da sociedade e certamente todos verão melhorias significativas”, completa.

O Parque conta com atividades de Educação Ambiental, que inclui a coleta e seleção lixo, coleta de sementes para beneficiamento e posterior plantio e programa permanente de trilhas monitoradas. Recebe crianças de escolas da região e um público diversificado que explora os espaços contemplativos proporcionados pelas trilhas, participa de atividades físicas e de lazer e desfruta das demais áreas: de piquenique, três lagos, parque infantil e equipamentos de ginástica. O setor ainda dispõe de área de preservação e reposição florestal e oferece estacionamento aos frequentadores.

Influenza e Bronquiolite: infectologista do Hospital São Luiz esclarece todas as dúvidas

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 25 de abril de 2017

Veja como funciona a prevenção, quem pode ser vacinado e quais os sintomas das doenças

Os termômetros mostram a chegada das temperaturas baixas, fazendo com que comecem a surgir as doenças de inverno. As respiratórias são as mais comuns nesta época do ano, com destaque para a bronquiolite, que acomete crianças de até dois anos, e a gripe, mais comum em toda a população. O Dr. Daniel Wagner, infectologista do Hospital São Luiz Jabaquara e do Hospital da Criança, ambos da Rede D’Or São Luiz, esclarece dúvidas sobre as doenças; como funciona a prevenção; quem pode ser vacinado; e quais os principais sintomas.

A bronquiolite, que afeta os pequenos, é caracterizada por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos (pequenas vias aéreas). Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta apenas crianças de até dois anos de idade. Assim como a bronquite, que é uma inflamação em outra área do pulmão, contudo, ambas são uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno.

Já na população geral, é muito comum pessoas contraírem influenza. Mais conhecida como gripe, ela é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. A transmissão ocorre principalmente por meio do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou por mãos e objetos contaminados por secreções. Esta transmissão é muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e locais fechados.

A transmissão da bronquiolite acontece pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), cujos sintomas se assemelham aos de uma gripe: coriza, espirros e congestão nasal. O especialista recomenda atenção dos pais nos bebês que, além dos sinais da gripe, apresentam chiado no peito e falta de ar. “Esse é o momento em que é necessário ir imediatamente para o pronto-socorro”, recomenda.

A prevenção da gripe é feita por meio da vacina, que pode ser tomada por crianças a partir dos seis meses de idade. O medicamento é feito por partículas virais, ou seja, com vírus inativado. Por isso, pode ser administrada, também, em pessoas com defesas imunológicas baixas (transplantados, portadores do HIV e pacientes com câncer).

Contudo, ela não pode ser tomada por quem que já teve reação alérgica grave em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina como o ovo de galinha e seus derivados. A gripe, que normalmente é uma doença benigna, chamada pelos especialistas de síndrome gripal, com sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e cansaço, pode evoluir para uma forma grave com pneumonia com necessidade de internação hospitalar. Sem um cuidado especial, o paciente pode falecer.

No caso da bronquiolite, não há uma vacina específica para a doença, mas é recomendado pelos especialistas que os pais evitem levar seus filhos para locais com grande acúmulo de pessoas e contato com outras pessoas doentes, principalmente em ambientes fechados. É importante também lavar sempre as mãos, dos pais e dos pequenos e manter a carteira de vacinação em dia para que não haja infecção por outros vírus que possam complicar o quadro atual.

Síndrome de West: conheça este problema que pode causar atraso no desenvolvimento do bebê

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 20 de abril de 2017

Especialista recomenda que pais gravem vídeo e levem à consulta, a fim de evitar que o diagnóstico seja confundido com questões comuns

Desde o nascimento, e muito antes de aprender a falar, o ser humano já é capaz de se expressar e de interagir com os demais, sejam adultos ou outros bebês, por meio de olhares, gestos, posturas, vocalizações e outros recursos próprios da idade. O importante é se atentar a essas reações emitidas, pois elas podem ser sinais escondidos de problemas dos pequenos.

A síndrome de West é composta pela conjunção de três fatores, que são as crises do tipo espasmos infantis; atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; e um eletroencefalograma com padrão muito desorganizado (hipsarritmia).

A doença é descrita como um tipo raro de epilepsia, que provoca atraso no desenvolvimento da criança. De um modo geral, se manifesta antes do primeiro ano de vida por meio de pequenas convulsões que podem ser de flexão ou de extensão. O diagnóstico pode ser demorado, pois os espasmos em flexão ou extensão podem passar desapercebidos e ter intensidade variada de acordo com cada criança.

No inicio, podem ser tão leves que não são notados ou confundidos com cólicas, tremores ou refluxo gastresofágicos, bem como com outros acontecimentos muito prevalentes nos bebês. São como se, de repente, a criança apresentasse sustos sucessivos.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a prevalência é de cerca de um em cada quatro mil ou seis mil nascimentos. Segundo a estatística, os meninos são mais afetados que as meninas, com a proporção de dois para cada bebê do sexo feminino. Geralmente se inicia nos primeiros meses de vida e desaparece após o segundo ano, com pico maior de ocorrência entre o terceiro e nono mês de vida.

O Dr. Paulo Breinis, neuropediatra do Hospital da Criança, no Jabaquara, e do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, ambos da Rede D’Or São Luiz, explica que um dos grandes macetes é pedir às mães para filmarem o evento e levarem o vídeo para a consulta no próprio celular. “Ao ver o vídeo, o especialista consegue identificar de forma precisa o problema, não confundindo com um acontecimento banal, e sim caracterizando como uma síndrome epilética”.

Quando o diagnóstico é demorado, o paciente vai perdendo as aquisições antes conquistadas, pois a síndrome de West provoca deterioração psicomotora. Sendo assim, quanto mais rápida a descoberta, maior a chance de um tratamento eficaz, pois fará com que o paciente se livre das crises convulsivas, retornando ao seu estado normal, se desenvolvendo no ritmo habitual.

O tratamento é feito por meio de medicamentos prescritos pelo neurologista, além de reabilitação multidisciplinar – que é composta por fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Tire suas dúvidas sobre bebês prematuros

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 18 de abril de 2017

Os pequenos nascidos antes da hora podem apresentar baixo peso e risco elevado para algumas doenças

Aprender a trocar fraldas, amamentar, passar madrugadas acordada cuidando do bebê. Tudo isso é comum com a chegada de um filho. A ansiedade e expectativa aumentam ainda mais quando se trata do primeiro. Por mais vontade que a mãe tenha de conhecer o seu filho, ninguém deseja que ele chegue antes desse tempo.

Um período correto de gestação vai de 38 a 42 semanas, tempo necessário para o seu desenvolvimento completo dentro do útero. Os prematuros são classificados de acordo com sua semana de nascimento. Quando o bebê nasce acima de 34 e antes de 38 semanas ele é chamado de pré-termo tardio. Já quando ele nasce abaixo de 32 semanas, ele é chamado de prematuro extremo.

As causas de prematuridade são divididas em maternas ou fetais, como restrições de crescimento, falta de fluxo sanguíneo, infecção, hipertensão materna, trabalho de parto prematuro, diabetes e outras doenças que podem acometer a mamãe.

Para a Dra. Mirian Rika, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz unidades Itaim e Anália Franco, o mais importante é que o pré-natal seja realizado corretamente, pois a partir dele, caso seja identificado algum problema, a paciente em conjunto com os especialistas pode controlar e melhorar as condições para tentar manter o bebê dentro do útero até o prazo final da gravidez.

“Além de ter um pré-natal adequado e especializado, promover o nascimento em um hospital onde haja o atendimento com o máximo de condições tecnológicas e medicamentosas para auxiliar o bebê nessa transição da vida fetal até o amadurecimento total dos órgãos”, recomenda.

Apesar dos avanços tecnológicos, ambulatoriais e o aumento dos acessos ao pré-natal, ainda não é possível se prever a prematuridade, que apesar dos avanços, seus números permanecem estáveis em todo o mundo, acometendo cerca de 10 a 15% de todos os nascimentos. As crianças prematuras têm mais chances de desnutrição, retardo no desenvolvimento neurológico, infecções, distúrbios respiratórios, além de bronquiolite e diarreia.

Diante deste cenário, a Dra. Mirian explica que um dos principais desafios é promover o crescimento fora do útero com a mesma eficiência que a placenta. Ou seja, é recomendado se manter o bebê em desenvolvimento no útero o máximo de tempo possível.

Já após o nascimento, é importante que a mãe siga alguns cuidados, como manter uma nutrição adequada para promover um leite materno de qualidade, pois isso impactará diretamente na nutrição do bebê.

Os prematuros tem imunidade menos eficiente, mas a vacinação deve seguir normalmente o calendário nacional de imunização e a idade cronológica do bebê. Nos casos de prematuridade extrema é necessário aplicar anticorpos para evitar algumas doenças respiratórias.

Além disso, os especialistas recomendam evitar exposição a agentes virais e bacterianos. “Indicamos não colocar o prematuro em creches precocemente, além de ser importante evitar o fumo. O acompanhamento especializado é essencial para a evolução do quadro do bebê”, explica a especialista.

Má alimentação e sedentarismo podem estar relacionados ao câncer colorretal

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 7 de abril de 2017

O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum em homens e o segundo em mulheres em todo o mundo. Segundo números do INCA de 2016, estimava-se 34.280 novos casos, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres. Esse tipo de câncer, geralmente, tem maior incidência na população mais velha, mas atualmente tem se observado uma mudança do perfil desse paciente, com o aumento de casos em jovens.

Essa modificação tem chamado atenção. Para o coordenador de oncologia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Marcello Ferretti Fanelli, a percepção já existia entre os especialistas, mas até então não havia dados concretos que a comprovassem. Mas atualmente há estudos que mostram o aumento da chance de risco de câncer colorretal em jovens, comprovando a percepção médica.

Para o especialista, no Dia Mundial Combate ao Câncer, conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e tratamento é essencial, pois é um tema que precisa ser debatido constantemente. O Dr. Marcello Ferretti Fanelli tira as principais dúvida e dá orientações para quem quer saber mais sobre o assunto:

1. O que é o câncer colorretal?

Ele abrange tumores que acometem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. É absolutamente tratável e, na maioria dos casos, curável, principalmente quando é detectado precocemente. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que aparecem na parede interna do intestino grosso.

2. Por que a indecência deste câncer em jovens tem aumentado?

Mesmo com estudos recentes, ainda é cedo para afirmar e esclarecer os reais motivos do aparecimento desse tipo de câncer nos jovens. Mas há alguns fatores que conseguimos identificar e estão relacionados principalmente com o hábito e estilo de vida.
Vale destacar também que há também outros tumores que tem acometido a população jovem, como o do tubo digestivo e/ou transição esôfago-gástrica, que inclusive são doenças da mesma linhagem e que se comportam de maneiras semelhantes ao câncer colorretal.

3. Que hábitos são esses?

A má alimentação é o fator principal, além do tabagismo e consumo de álcool. A ingestão exagerado e frequente de alguns tipos de alimentos pode levar ao aumento desse câncer, como por exemplo: carnes vermelhas e processadas, embutidos (salsicha e linguiça), conservantes, corante, pouca ingestão de frutas, legumes e verduras. Esses alimentos contribuem para que ocorram alterações no corpo, podendo assim, desenvolver um tumor.

Alguns especialistas avaliam que pode estar diretamente relacionado à obesidade e o sobrepeso, por conta do consumo excessivo desses produtos, alterando assim os hormônios que causam uma inflamação interna até o surgimento do tumor, mas claro, isso tudo são suposições baseada no atendimento diário dos pacientes.

4. O câncer em jovens é mais comum quando é hereditário. O colorretal aumentou por esse motivo?

Não necessariamente. Estamos percebendo na população jovem um alto índice de câncer esporádico, ou seja, que não tem nenhuma hereditariedade. Porém, a existência de casos na família ainda é o maior responsável pela doença em jovens, por isso destaco que ainda é tudo muito primário e novo. O que se tem percebido é a detecção do câncer colorretal já em estágio avançado.

5. Por que em um estágio avançado?

A maneira de detecção é através de exames de rastreamento da doença, como a colonoscopia, que não é comum e nem recomendado ser feito em pessoas abaixo de 50 anos, a não ser claro, se tiver uma propensão familiar. Sendo assim, quando o sintoma aparece, ele pode estar em um estágio avançado, já que não há uma avaliação prévia.

É importante destacar que ainda é muito cedo para que se tenha uma orientação formal para a população jovem de realizar uma colonoscopia, pois ainda é um dado novo, que precisa de mais estudos e observação. Mas, claro, se o médico notar alguma alteração, indicará a realização de exames para uma avaliação mais profunda, principalmente se tiver uma predisposição familiar.

6. Qual é o tratamento? As chances de cura são grandes

Sempre que a doença já está localizada, sem metástase, o tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do tumor e parte do órgão que está comprometido e dos gânglios que estão na lesão. Após isso e a extensão do tumor, o especialista avaliará se precisará realizar quimioterapia.

A quimioterapia é indicada quando o paciente está com tumor com tamanho e profundidade importantes. Vale destacar também o tratamento dos pacientes que estão em fase metastática. É feita uma combinação de quimioterapia e cirurgia e é importante dizer que pode sim, levar a cura. Os pacientes que tem cânceres em metástase podem, sim, ser curados e as chances são grandes.

7. Qual é a melhor forma de prevenção? Como conscientizar as pessoas, principalmente os jovens, para evitar esse tipo de câncer?

Uma coisa é o conceito de tratamento de prevenção: quando não há uma lesão, mas pode vir a se transformar, por exemplo, o pólipo. Ele é tratado para evitar que se transforme em tumor. Já o diagnóstico precoce é feito quando o paciente tem um sintoma e o médico realiza uma investigação importante, com grandes chances de se fazer um diagnóstico em fase inicial.
Estudos apontam que o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, hortaliças, cereais integrais, feijões e sementes, assim como a prática regular de atividade física são considerados fatores protetores contra a doença.

8. Quais são os sintomas?

O paciente precisa estar muito atento aos sinais do corpo, para que o diagnóstico precoce seja feito. Sangramento intestinal, anemia em adulto, podem ser sinais que devem ser levados ao médico e rastreados para um tratamento rápido e eficaz.

Hospital São Luiz Morumbi inaugura novo modelo de UTI Pediátrica

» -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

postado em 4 de abril de 2017

O Hospital São Luiz Morumbi inaugurou a UTI Pediátrica totalmente reformada. São 10 leitos individuais com banheiro privativo e decorados com temas infantis, onde um acompanhante pode ficar em tempo integral com seu filho.

Para proporcionar mais conforto e qualidade no atendimento, a UTI foi desenhada para aproximar a equipe multidisciplinar dos pacientes. Por isso, a cada dois quartos há um balcão e um terminal para utilização dos médicos e enfermeiros, o que possibilita registros e anotações momentâneos e aumenta o vínculo entre profissional e familiar.

A nova UTI tem postos de enfermagem com visão privilegiada de todos os pacientes, televisão nos corredores com vista externa, portas de acesso eletrônicas de segurança e uma sala especial com vestiário, guarda-volumes e ambiente para a realização das refeições para os acompanhantes.

“A proposta foi aperfeiçoar um serviço de excelência, com uma UTI pediátrica moderna, ambiente mais acolhedor e atendimento humanizado aliado ao que há de mais tecnológico na área”, destaca dr. Mauro Borghi, diretor do Hospital São Luiz Morumbi.

O modelo arquitetônico e a decoração foram pensados para oferecer um atendimento mais humanizado e um local acolhedor. Um dos diferenciais é o isolamento acústico dos quartos, que é extremamente importante em um ambiente como uma UTI infantil, já que as crianças choram muito, seja por medo ou dor, e que acaba assustando os outros pequenos que estão internados.

Página 3 de 10612345...102030...Última »
Produzido por Connexion Net

(c) 2010 - Blog da Saúde - Todos os direitos reservados