Blog da Saúde

Tire suas dúvidas sobre bebês prematuros

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postado em 18 de abril de 2017

Os pequenos nascidos antes da hora podem apresentar baixo peso e risco elevado para algumas doenças

Aprender a trocar fraldas, amamentar, passar madrugadas acordada cuidando do bebê. Tudo isso é comum com a chegada de um filho. A ansiedade e expectativa aumentam ainda mais quando se trata do primeiro. Por mais vontade que a mãe tenha de conhecer o seu filho, ninguém deseja que ele chegue antes desse tempo.

Um período correto de gestação vai de 38 a 42 semanas, tempo necessário para o seu desenvolvimento completo dentro do útero. Os prematuros são classificados de acordo com sua semana de nascimento. Quando o bebê nasce acima de 34 e antes de 38 semanas ele é chamado de pré-termo tardio. Já quando ele nasce abaixo de 32 semanas, ele é chamado de prematuro extremo.

As causas de prematuridade são divididas em maternas ou fetais, como restrições de crescimento, falta de fluxo sanguíneo, infecção, hipertensão materna, trabalho de parto prematuro, diabetes e outras doenças que podem acometer a mamãe.

Para a Dra. Mirian Rika, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz unidades Itaim e Anália Franco, o mais importante é que o pré-natal seja realizado corretamente, pois a partir dele, caso seja identificado algum problema, a paciente em conjunto com os especialistas pode controlar e melhorar as condições para tentar manter o bebê dentro do útero até o prazo final da gravidez.

“Além de ter um pré-natal adequado e especializado, promover o nascimento em um hospital onde haja o atendimento com o máximo de condições tecnológicas e medicamentosas para auxiliar o bebê nessa transição da vida fetal até o amadurecimento total dos órgãos”, recomenda.

Apesar dos avanços tecnológicos, ambulatoriais e o aumento dos acessos ao pré-natal, ainda não é possível se prever a prematuridade, que apesar dos avanços, seus números permanecem estáveis em todo o mundo, acometendo cerca de 10 a 15% de todos os nascimentos. As crianças prematuras têm mais chances de desnutrição, retardo no desenvolvimento neurológico, infecções, distúrbios respiratórios, além de bronquiolite e diarreia.

Diante deste cenário, a Dra. Mirian explica que um dos principais desafios é promover o crescimento fora do útero com a mesma eficiência que a placenta. Ou seja, é recomendado se manter o bebê em desenvolvimento no útero o máximo de tempo possível.

Já após o nascimento, é importante que a mãe siga alguns cuidados, como manter uma nutrição adequada para promover um leite materno de qualidade, pois isso impactará diretamente na nutrição do bebê.

Os prematuros tem imunidade menos eficiente, mas a vacinação deve seguir normalmente o calendário nacional de imunização e a idade cronológica do bebê. Nos casos de prematuridade extrema é necessário aplicar anticorpos para evitar algumas doenças respiratórias.

Além disso, os especialistas recomendam evitar exposição a agentes virais e bacterianos. “Indicamos não colocar o prematuro em creches precocemente, além de ser importante evitar o fumo. O acompanhamento especializado é essencial para a evolução do quadro do bebê”, explica a especialista.

Má alimentação e sedentarismo podem estar relacionados ao câncer colorretal

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postado em 7 de abril de 2017

O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum em homens e o segundo em mulheres em todo o mundo. Segundo números do INCA de 2016, estimava-se 34.280 novos casos, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres. Esse tipo de câncer, geralmente, tem maior incidência na população mais velha, mas atualmente tem se observado uma mudança do perfil desse paciente, com o aumento de casos em jovens.

Essa modificação tem chamado atenção. Para o coordenador de oncologia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Marcello Ferretti Fanelli, a percepção já existia entre os especialistas, mas até então não havia dados concretos que a comprovassem. Mas atualmente há estudos que mostram o aumento da chance de risco de câncer colorretal em jovens, comprovando a percepção médica.

Para o especialista, no Dia Mundial Combate ao Câncer, conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e tratamento é essencial, pois é um tema que precisa ser debatido constantemente. O Dr. Marcello Ferretti Fanelli tira as principais dúvida e dá orientações para quem quer saber mais sobre o assunto:

1. O que é o câncer colorretal?

Ele abrange tumores que acometem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. É absolutamente tratável e, na maioria dos casos, curável, principalmente quando é detectado precocemente. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que aparecem na parede interna do intestino grosso.

2. Por que a indecência deste câncer em jovens tem aumentado?

Mesmo com estudos recentes, ainda é cedo para afirmar e esclarecer os reais motivos do aparecimento desse tipo de câncer nos jovens. Mas há alguns fatores que conseguimos identificar e estão relacionados principalmente com o hábito e estilo de vida.
Vale destacar também que há também outros tumores que tem acometido a população jovem, como o do tubo digestivo e/ou transição esôfago-gástrica, que inclusive são doenças da mesma linhagem e que se comportam de maneiras semelhantes ao câncer colorretal.

3. Que hábitos são esses?

A má alimentação é o fator principal, além do tabagismo e consumo de álcool. A ingestão exagerado e frequente de alguns tipos de alimentos pode levar ao aumento desse câncer, como por exemplo: carnes vermelhas e processadas, embutidos (salsicha e linguiça), conservantes, corante, pouca ingestão de frutas, legumes e verduras. Esses alimentos contribuem para que ocorram alterações no corpo, podendo assim, desenvolver um tumor.

Alguns especialistas avaliam que pode estar diretamente relacionado à obesidade e o sobrepeso, por conta do consumo excessivo desses produtos, alterando assim os hormônios que causam uma inflamação interna até o surgimento do tumor, mas claro, isso tudo são suposições baseada no atendimento diário dos pacientes.

4. O câncer em jovens é mais comum quando é hereditário. O colorretal aumentou por esse motivo?

Não necessariamente. Estamos percebendo na população jovem um alto índice de câncer esporádico, ou seja, que não tem nenhuma hereditariedade. Porém, a existência de casos na família ainda é o maior responsável pela doença em jovens, por isso destaco que ainda é tudo muito primário e novo. O que se tem percebido é a detecção do câncer colorretal já em estágio avançado.

5. Por que em um estágio avançado?

A maneira de detecção é através de exames de rastreamento da doença, como a colonoscopia, que não é comum e nem recomendado ser feito em pessoas abaixo de 50 anos, a não ser claro, se tiver uma propensão familiar. Sendo assim, quando o sintoma aparece, ele pode estar em um estágio avançado, já que não há uma avaliação prévia.

É importante destacar que ainda é muito cedo para que se tenha uma orientação formal para a população jovem de realizar uma colonoscopia, pois ainda é um dado novo, que precisa de mais estudos e observação. Mas, claro, se o médico notar alguma alteração, indicará a realização de exames para uma avaliação mais profunda, principalmente se tiver uma predisposição familiar.

6. Qual é o tratamento? As chances de cura são grandes

Sempre que a doença já está localizada, sem metástase, o tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do tumor e parte do órgão que está comprometido e dos gânglios que estão na lesão. Após isso e a extensão do tumor, o especialista avaliará se precisará realizar quimioterapia.

A quimioterapia é indicada quando o paciente está com tumor com tamanho e profundidade importantes. Vale destacar também o tratamento dos pacientes que estão em fase metastática. É feita uma combinação de quimioterapia e cirurgia e é importante dizer que pode sim, levar a cura. Os pacientes que tem cânceres em metástase podem, sim, ser curados e as chances são grandes.

7. Qual é a melhor forma de prevenção? Como conscientizar as pessoas, principalmente os jovens, para evitar esse tipo de câncer?

Uma coisa é o conceito de tratamento de prevenção: quando não há uma lesão, mas pode vir a se transformar, por exemplo, o pólipo. Ele é tratado para evitar que se transforme em tumor. Já o diagnóstico precoce é feito quando o paciente tem um sintoma e o médico realiza uma investigação importante, com grandes chances de se fazer um diagnóstico em fase inicial.
Estudos apontam que o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, hortaliças, cereais integrais, feijões e sementes, assim como a prática regular de atividade física são considerados fatores protetores contra a doença.

8. Quais são os sintomas?

O paciente precisa estar muito atento aos sinais do corpo, para que o diagnóstico precoce seja feito. Sangramento intestinal, anemia em adulto, podem ser sinais que devem ser levados ao médico e rastreados para um tratamento rápido e eficaz.

Hospital São Luiz Morumbi inaugura novo modelo de UTI Pediátrica

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postado em 4 de abril de 2017

O Hospital São Luiz Morumbi inaugurou a UTI Pediátrica totalmente reformada. São 10 leitos individuais com banheiro privativo e decorados com temas infantis, onde um acompanhante pode ficar em tempo integral com seu filho.

Para proporcionar mais conforto e qualidade no atendimento, a UTI foi desenhada para aproximar a equipe multidisciplinar dos pacientes. Por isso, a cada dois quartos há um balcão e um terminal para utilização dos médicos e enfermeiros, o que possibilita registros e anotações momentâneos e aumenta o vínculo entre profissional e familiar.

A nova UTI tem postos de enfermagem com visão privilegiada de todos os pacientes, televisão nos corredores com vista externa, portas de acesso eletrônicas de segurança e uma sala especial com vestiário, guarda-volumes e ambiente para a realização das refeições para os acompanhantes.

“A proposta foi aperfeiçoar um serviço de excelência, com uma UTI pediátrica moderna, ambiente mais acolhedor e atendimento humanizado aliado ao que há de mais tecnológico na área”, destaca dr. Mauro Borghi, diretor do Hospital São Luiz Morumbi.

O modelo arquitetônico e a decoração foram pensados para oferecer um atendimento mais humanizado e um local acolhedor. Um dos diferenciais é o isolamento acústico dos quartos, que é extremamente importante em um ambiente como uma UTI infantil, já que as crianças choram muito, seja por medo ou dor, e que acaba assustando os outros pequenos que estão internados.

Falta de Vitamina D pode causar complicações à saúde

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postado em 23 de março de 2017

Conheça os benefícios e saiba como obter esse nutriente

Constantemente citada pelos médicos como uma das principais vitaminas do corpo, a vitamina D não carrega esse título à toa, pois possui diversas propriedades fundamentais para saúde dos dentes, ossos e características que ajudam na manutenção dos níveis desejáveis de fósforo e cálcio na corrente sanguínea. Auxilia, também, na mineralização dos ossos e reforça a imunidade corporal.

A vitamina D pode ser encontrada em uma lista restrita de alimentos, mas com quantidades significativas da substância: peixes de água fria, como salmão, arenque, sardinha e atum, além de alimentos enriquecidos artificialmente, por exemplo algumas marcas de leite em pó.

Além dos alimentos, o sol é o principal fornecedor de vitamina D. A exposição recomendada para a reposição é de 15 minutos ao dia no período da manhã até às 10h ou após as 15h, sempre sem protetor solar, em qualquer parte do corpo, principalmente membros superiores e inferiores.

Moradores de países que possuem luz solar baixa em alguns períodos do ano, em geral, precisam do uso de suplementos de vitamina D3, que pode ajudar a evitar a carência. Mas, mesmo no Brasil, em que o sol aparece quase o ano todo, a população pode ter baixa deste nutriente, já que as pessoas têm ficado muito mais tempo em ambientes fechados.

O Dr. Alex Leite, endocrinologista do Hospital São Luiz Morumbi, explica que a dose recomendada pode variar de acordo com cada paciente. “Em adultos, a dose de manutenção de em média 1.000 a 2.000 UI por dia, a depender da quantidade de exposição solar, coloração da pele e grau da deficiência de vitamina D”, explica.

Há casos específicos, como os de indivíduos obesos, portadores de má́-absorção ou em uso de anticonvulsivantes, que podem necessitar de doses maiores.

A falta de vitamina D pode causar diversos problemas. Nas crianças, por exemplo, a deficiência pode levar ao retardo do crescimento e ao raquitismo. Em adultos, leva ao amolecimento dos ossos devido à mineralização anormal e carência de vitamina D (osteomalácia), ao aumento da reabsorção óssea, que favorece a perda de massa óssea e o desenvolvimento de osteopenia, que é quando o corpo não produz um novo osso tão rapidamente quanto reabsorve o osso antigo, e osteoporose.

Pode ocorrer também fraqueza muscular, contribuindo para elevar o risco de quedas e de fraturas ósseas principalmente em pacientes com baixa massa óssea.

O Dr. Alex Leite explica que muitos estudos vêm mostrando a associação da deficiência de vitamina D com diversos aspectos ligados à saúde como, taxa de mortalidade, complicações cardiovasculares, diabetes, câncer, doenças autoimunes, função cognitiva, entre outros. Contudo, até o presente momento, ainda não ha dados suficientes para comprovar as afirmações.

Sopro no coração nem sempre é sinônimo de problema

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postado em 22 de março de 2017

Nem sempre o sopro no coração é considerado uma patologia e deve ser motivo de preocupação. Ele é um som que pode ser ouvido (ou auscultado, no termo técnico) durante o exame cardiológico de rotina e corresponde a um ruído prolongado, parecido ao soprar do vento, que se ouve entre os batimentos cardíacos devido à passagem do sangue pelas estruturas do coração.

“Pode aparecer em condições não patológicas, mais comumente em crianças. O sopro inocente, de caráter benigno, que desaparece com o tempo durante a infância, pode ser diagnosticado em ate 40% das crianças”, explica o Dr. André Feldman, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Em outros casos, pode durar a vida inteira sem nunca causar mais problemas de saúde.

O sopro patológico, entretanto, já é menos frequente e tem incidência de 8 a 10/1000 pessoas. Na maioria dos casos, em adultos, pode significar um mau funcionamento de uma válvula ou defeito em outra estrutura cardíaca. “Em nosso país, a febre reumática é uma importante causa de lesão de válvula”, ressalta o especialista.

Em crianças, alterações congênitas na estrutura cardíaca são os principais responsáveis por sopros além dos chamados “inocentes”. Para tirar a dúvida, o médico é quem pode dizer se o sopro não necessita de tratamento ou se é um problema que precisa ser analisado.

Quando acontece de forma patológica, esta condição pode piorar o funcionamento do coração progressivamente. Em caso de lesão grave, que provoca deterioração progressiva da função cardíaca, a troca de válvula através de cirurgia cardíaca é o tratamento mais utilizado. Segundo o cardiologista, o principal e mais comum sintoma do sopro é o cansaço ou falta de ar aos esforços. Outros sinais associados podem ser palpitações e, em alguns casos, dor torácica, transpiração intensa, tontura e desmaio.

Técnica permite tratar mioma sem necessidade de cirurgia

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postado em 17 de março de 2017

Pesquisas apontam que 35 a 50% das mulheres engravidaram sem dificuldade após a embolização e algumas tiveram até partos normais

Você provavelmente conhece alguma mulher que tem ou já teve mioma uma vez na vida. O mioma é o tumor benigno mais comum do sistema reprodutor feminino, que raramente evolui para um câncer. Estima-se que cerca de 50% das mulheres em algum período de suas vidas são acometidas pela doença, sendo que metade destas precisará passar por um tratamento.

É importante ressaltar que 35% dos casos aparecem na idade fértil e três vezes mais frequente em mulheres negras, mas seu surgimento ainda é desconhecido pelos especialistas.

Atualmente existem diferentes tipos de tratamento para a doença. Cada procedimento tem seu beneficio particular e deve ser analisado junto ao médico. Para saber qual a melhor opção é importante entender qual o tipo de mioma e como ele está afetando a vida da mulher. “É importante ressaltar que os que preservam o útero são os preferíveis, pois mantém o equilíbrio hormonal da mulher, possibilitando uma melhor qualidade de vida e uma possível gestação”, explica o dr. Henrique Elkis, radiologista intervencionista do Hospital São Luiz Morumbi.

Mas, como diagnosticar essa doença? É possível tratar? E engravidar? O bebê poderá ter problemas caso descubra um mioma durante a gravidez? O Dr. Henrique Elkis ajuda a esclarecer dúvidas comuns sobre o tema, além de desmitificar algumas questões.

O que são miomas?

É um tumor benigno não canceroso que pode se desenvolver dentro ou fora do útero, também chamado de fibroma. Podem aparecer em formatos múltiplos ou como um mioma único. Estudos relevam que uma a cada quatro mulheres em idade fértil tem ou já tiveram.

Quais os sintomas?

Os mais comuns são sangramentos leves fora do período menstrual ou ciclos menstruais mais intensos e longos; dores nas pernas e pélvis; dores durante o ato sexual; dificuldade para engravidar ou abortos espontâneos. Em alguns casos, o mioma é diagnosticado devido ao aumento do tamanho do abdômen.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do tipo de mioma, tamanho e localização é feito por meio de ressonância magnética de pelve.

No caso das mulheres que não tem sintomas, como é feito o diagnóstico?

O Dr. Henrique explica que 50% das mulheres em idade reprodutiva têm o mioma ou mioma uterino. Destas, metade não apresenta nenhum sinal ou sintomas específicos da doença. Assim, na maioria das vezes é descoberta em exames de rotina, que devem ser feitos anualmente.

Quais são os tipos de tratamento existentes?

Atualmente existem três tratamentos diferentes para a doença. A miomectomia, que é a cirurgia de extração dos tumores; a histerectomia, procedimento de remoção do útero, ambos invasivos, e o considerado moderno e inovador pelos médicos, que ainda poucas mulheres conhecem, a embolização.

O Dr. Henrique Elkis explica que a embolização é realizada por um cateter introduzido pela artéria femoral, na virilha, até alcançar os vasos sanguíneos que nutrem o tumor. Uma medicação é injetada para cortar a irrigação do nódulo. Desta forma, o mioma tende a diminuir e os sintomas são eliminados. Após dois ou três ciclos menstruais, a paciente volta a menstruar normalmente. A embolização é realizada com anestesia local, não deixa cicatriz e pode ser feita em apenas um dia de internação.

“Por ser uma técnica minimamente invasiva, a recuperação é muito rápida, permitindo que as pacientes retornem às suas atividades habituais apenas três a quatro dias. O procedimento é eficaz para controlar os sintomas e tratar o mioma. Além de preservar o útero e a possibilidade de fertilidade, a embolização raramente precisa ser refeita”, completa.

A embolização de mioma uterino é complicada?

Não. A embolização é responsável por interromper as vias de alimentação do mioma, que acaba morrendo após algum tempo. A técnica da embolização uterina é minimamente invasiva, realizada anestesia local e não precisa de pontos, pois não são feitos cortes.

A embolização do mioma afeta a fertilidade da mulher?

Estima-se que 35 a 50% das mulheres engravidam sem dificuldade após a embolização, pesquisas científicas mostraram que mulheres que fizeram o tratamento para mioma uterino ou para outras patologias ginecológicas não somente engravidaram após o procedimento, mas também conseguiram ter partos normais.

A embolização de mioma uterino interfere nas funções do útero?

Não. A embolização do mioma facilita a integridade estrutural do útero e sustenta a bexiga, órgãos pélvicos, intestino e ossos. O útero ajuda a separar e a conservar a bexiga na sua posição natural. Já o intestino mantém sua composição própria e passa a ser nutrido por circulações colaterais que conservam sua vitalidade.

A embolização de mioma uterino causa dor?

Mito. A embolização do mioma uterino é um procedimento indolor, pois não há terminais de dor no interior das artérias.

Quais são os riscos associados à embolização do mioma uterino?

A embolização uterina é um dos métodos mais seguros para o tratamento de mioma, porém, como qualquer procedimento médico oferece alguns riscos à paciente. Algumas mulheres podem sentir dor abdominal, como uma cólica, náuseas ou febre. Todos estes sintomas são controlados com medicação apropriada. Já um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções, que podem ser controladas com antibióticos. Já os casos de pacientes que tiveram lesão uterina e precisaram passar por uma histerectomia; perderam o ciclo menstrual, isto é, entraram na menopausa após a embolização uterina, são raros.

Como é a recuperação de quem faz embolização de mioma uterino?

O período de internação é de 24 horas, não há cortes ou cicatrizes, e a paciente pode voltar rapidamente às suas atividades. Após dois ou três ciclos menstruais, a paciente volta a menstruar normalmente.

Qualquer paciente que tenha mioma pode fazer embolização uterina?

Verdade. Toda mulher é potencial candidata à embolização, independente da quantidade, tamanho ou localização do mioma. Essas pacientes podem ser divididas em quatro grupos: pacientes próximas à menopausa, pacientes que já foram submetidas à miomectomia e voltaram a apresentar sintomas, pacientes com desejo de manter a fertilidade e pacientes que já entraram na menopausa e usam tratamento de reposição hormonal.

Para tratar o mioma é preciso retirar o útero?

Mito. Atualmente com as técnicas existentes, a última opção para o tratamento do mioma é a retirada do útero. Mesmo em casos de pacientes que possuem grande número de miomas, há a possibilidade de conduta conservadora.

O mioma na gravidez afeta a saúde do bebê?

Mito. Durante a gestação, a mamãe pode ficar despreocupada, pois o mioma não afeta a saúde do bebê.

É possível tratar o mioma na gravidez?

Não. Neste período, o médico irá apenas acompanhar a evolução do mioma. Em alguns casos, são recomendados remédios que podem ajudar a aliviar os sintomas, mas o tratamento é feito somente após a gestação.

Corte tardio do cordão umbilical traz benefícios ao bebê

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postado em 14 de março de 2017

Um a três minutos de espera levam até 100 ml de sangue a mais ao bebê e diminuem as chances de anemia e problemas de desenvolvimento

Para a grande maioria das mulheres, a época da gravidez costuma ser cheia de expectativas e incertezas. No período, é muito comum existirem perguntas como: o bebê é menino ou menina. Ele vai parecer mais a mãe ou o pai. Além das dúvidas mais recorrentes, aspectos ligados ao parto também devem ser debatidos com frequência entre os casais e seus médicos.

Atualmente existem várias recomendações científicas para a realização do parto adequado, que traz muitos benefícios para a mãe e bebê. Dentre as boas práticas, recomenda-se aguardar cerca de três minutos para o corte do cordão umbilical, exceto em situações específicas do parto e doenças da mãe.

“São de 80 a 100 ml de sangue transportado da placenta para o recém-nascido, e isso aumenta os níveis de substâncias importantes sem trazer qualquer risco para a mãe”, explica o Dr. Rubens Paulo Gonçalves Filho, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

A técnica eleva ainda o número de glóbulos vermelhos, hemoglobina e ferritina, diminuindo as chances de anemia até os três meses de vida e outros problemas de desenvolvimento que podem surgir na criança.

Além disso, ao receber essa quantidade significativa de sangue, os órgãos do bebê passam a ter um funcionamento mais adequado logo nas primeiras horas. “A técnica é simples e altera muito pouco a rotina do parto. Basta esperar o cordão parar de pulsar, o que leva cerca de três minutos”, explica o especialista. A prática pode ser feita até mesmo em casos de prematuridade.

Apesar do número de evidências sobre os benefícios de atrasar o corte, há pesquisas que afirmam que o fato de o bebê receber mais sangue materno aumenta as chances de sofrer icterícia. “O benefício de atrasar o corte compensa os riscos do surgimento desta doença”, completa o especialista. O tratamento é simples e feito por meio de fototerapia, o popular banho de luz. Normalmente são prescritos um ou dois dias de fototerapia. Porém o tempo dependerá do quão acentuada está a icterícia.

Tirar ou não os sapatos ao chegar em casa?

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postado em 10 de março de 2017

Muitas pessoas têm adotado o costume de retirar os sapatos ao chegar em casa e colocá-los ao lado da porta ou em uma sapateira. Afinal, durante o dia, nossos calçados passam pelos mais diversos cenários, entrando em contato com muitos micro-organismos.

“Este hábito pode ser uma estratégia, válida principalmente quando estiverem com sujeira visível. Manter bons hábitos de higiene básica também no ambiente é saudável para adultos e crianças”, explica o Dr. Milton Lapchik, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi.

Porém, segundo o especialista, o mais importante é a higiene frequente e adequada do ambiente em que se convive, principalmente para as crianças, reduzindo-se a carga microbiana e os riscos de doenças infecciosas para todos.

As crianças diariamente estão expostas aos micro-organismos presentes na natureza e entram em contato com eles nos parques, praças e ao compartilhar brinquedos com outras crianças. Esta exposição é normal e sempre acontece nas várias etapas do desenvolvimento.

“Na natureza está presente uma grande variedade de micro-organismos, incluindo bactérias e fungos. Dependendo da precariedade da limpeza de ruas, banheiros e praças públicas, poderemos carregar nos sapatos uma grande variedade de deles”, ressalta o infectologista. Os pequenos em geral estão expostos a estas bactérias pelo contato com as mãos no piso e brinquedos.

O Dr. Milton afirma que não vê como uma condição obrigatória ficar descalço em casa, porque até mesmo nos pés nós temos concentração de micro-organismos. Porém, quando a exposição a eles é elevada, há maior risco de infecções gastrointestinais e de intoxicações alimentares. O especialista lembra que a limpeza básica dos sapatos e dos ambientes inclui a água e detergente domiciliar, além do uso de desinfetantes em banheiros.

Devemos ter a consciência de que o contato com micro-organismos presentes no ambiente e na natureza é inevitável, porém, como recomendação, o infectologista destaca principalmente a adoção de hábitos de higiene básica pessoal e dos ambientes, sem cairmos nos excessos.

Soja pode reduzir risco de doenças cardiovasculares, sintomas da menopausa e colesterol

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postado em 9 de março de 2017

A soja é um alimento muito rico e pode ser encontrada em diferentes formas para consumo, como grão, tofu, farinha, extrato e proteína texturizada (a chamada “carne de soja”). Em sua composição há aminoácidos e proteínas, fósforo, potássio, ferro, zinco, cálcio e vitaminas B e E.

Mas, além do alto valor nutricional, ela possui isoflavonas, substâncias que se assemelham ao estrogênio (hormônio feminino) e ajudam a prevenir doenças relacionadas ao coração, osteoporose, sintomas da menopausa, diabetes e Alzheimer.

Segundo Maria Elisa Yaemi, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, na menopausa, por exemplo, a ingestão faz com que as mulheres apresentem menos episódios de calor e de sudorese noturna. O alimento também ajuda a aliviar os sintomas da TPM, estabilizando o humor e a irritabilidade.

Outro benefício para a saúde de quem consome este alimento é a redução do risco de doenças cardiovasculares, pois as substâncias da composição atuam como antioxidantes e reduzem as taxas do colesterol ruim (LDL) no sangue.

“A ingestão de derivados da soja é uma boa maneira de manter ossos saudáveis e fortalecidos, prevenindo a osteoporose. A soja ajuda também na prevenção do câncer de cólon, mama, próstata, fígado e de pulmão por ter um composto conhecido como peptídeo”, afirma a especialista. Além disso, o alimento auxilia no aumento do metabolismo e da produção de insulina no fígado, ajudando na regulação da glicose no corpo.

O Ministério da Saúde recomenda consumir uma ingestão diária máxima de uma concha de soja por dia, o equivalente a cerca de 100 gramas. O ideal é não exagerar e consumir três vezes por semana. “A melhor maneira de ingerir o alimento é como tofu, pois dessa forma os nutrientes da soja serão mais bem absorvidos pelo organismo”, finaliza a nutricionista.

Tire suas dúvidas sobre a febre amarela

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postado em 2 de março de 2017

Infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz responde que é, quais os tipos, como prevenir e quem pode se vacinar

O número de casos confirmados da doença no Brasil disparou no início do ano – já é o maior surto desde o início dos anos 80, segundo dados do Ministério da Saúde. Consequentemente, a procura por vacinação aumentou muito, gerando desabastecimento em algumas cidades.

A Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim responde as questões mais comuns sobre o tema:

O que é a febre amarela?

Uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos contaminados. Não existe transmissão de pessoa para pessoa.

Existem quantos tipos de febre amarela?

Dois: silvestre e urbano. O silvestre ocorre em áreas rurais e de mata por meio de um ciclo que envolve macacos e mosquitos, sendo o homem um hospedeiro acidental. Já o urbano, o homem é o único hospedeiro e a transmissão é feita exclusivamente pelo Aedes aegypti (mosquito vetor de outras doenças como dengue, chikungunya e zika vírus).

Quais são os sintomas?

Inicialmente, o paciente tem febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, falta de apetite, náuseas e vômitos. É importante ressaltar que não é necessário acumular todos os sintomas. Já nas formas graves podem ocorrer coloração amarelada na pele, hemorragias e insuficiência renal.

Qual é o ciclo da doença?

O período de incubação varia em média entre 3 e 6 dias e o vírus fica no corpo humano por no máximo 7 dias. Os sintomas só aparecem de um a dois dias após a incubação.

Como prevenir?

A vacina é a principal forma de prevenção.

A vacina é segura?

A eficácia chega a 90% e é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar até 5% dos imunizados.

A vacina dura quanto tempo?

A vacina dura dez anos. Depois disso, uma segunda dose garante a imunização para o resto da vida. A vacina começa a ser efetiva dez dias após a aplicação.

Quem deve se vacinar?

Pessoas que moram ou vão viajar para regiões apontadas pelo Ministério da Saúde, rurais ou de mata dentro das áreas de risco.

Grávidas podem tomar a vacina?

Não. A vacina é feita com vírus vivo atenuado e é contraindicada tanto na gravidez quanto durante a amamentação. Se a mulher tiver se imunizado após o nascimento do bebê, ela precisa esperar 28 dias para retornar a amamentação, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite.

Como as gestantes devem se proteger da febre amarela?

Usando roupas que cubram as áreas expostas, passando repelente na pele e sobre a roupa, além de evitar viajar para as regiões que têm casos da doença.

As crianças devem ser imunizadas quando e quantas vezes?

A vacinação deve ser feita a partir dos 9 meses, mas em situações de surto ou viagens para áreas de maior risco, a partir dos 6 meses. O pediatra é o responsável por essa avaliação. Se a criança for vacinada aos 9 meses, ela deverá tomar o reforço aos 4 anos. Se vacinou depois dos 5, a segunda dose precisa ser realizada após 10 anos.

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