Blog da Saúde

Desempenho sexual é o ponto chave para homens irem ao médico

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postado em 8 de novembro de 2016

Urologista do Hospital São Luiz explica que sintomas surgem após os 50 anos e são eles que estimulam os homens a procurar tratamento

Durante o mês de novembro é comum nos depararmos com monumentos, prédios e parques iluminados de azul, mês em que acontecem campanhas em prol da saúde masculina. O Novembro Azul, como ficou conhecido o período, é uma oportunidade para que os homens cuidem de si mesmos.

Dentre os temas discutidos no período está o câncer de próstata, o segundo que mais acomete os homens. Mas há outra doença que também atinge os homens neste período da vida, o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem), popularmente chamado de andropausa, que tem sintomas semelhantes ao maior vilão da saúde masculina, o câncer.

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Com a chegada aos 50 anos, o homem tem uma diminuição progressiva na produção de testosterona, hormônio produzido pelos testículos. Uma queda gradual que pode chegar a 5%, e varia de acordo com biotipo, herança genética e modo de vida de cada um (alimentação, exercícios físicos e prevenção). Esse conjunto pode acarretar em diminuição da libido e disfunção erétil, depressão ou irritabilidade, diminuição do tecido muscular e diminuição de alguns aspectos da força muscular. Além disso, o conjunto de sintomas acima pode estar associado ao aumento da gordura abdominal, diminuição da densidade mineral óssea, do volume testicular e queda de pelos.

Para o Dr. Ricardo De La Roca, urologista do Hospital São Luiz Jabaquara, este conjunto de sintomas é uma das grandes causas que levam os homens a procurar ajuda nos consultórios médicos. “A disfunção erétil é a maior causa que estimula o homem a ir a uma consulta médica por si só, ou motivado pela companheira, uma vez que ela também sofre indiretamente com o quadro da queda da libido dele”, observa o médico.

É sabido que os tumores malignos de próstata são estimulados pela presença de testosterona. Para melhor entender a diferença entre Daem e o câncer de próstata, os médicos analisam todas as variáveis possíveis, como o metabolismo, o funcionamento do eixo produtor da testosterona, e as repercussões das eventuais alterações nos exames laboratoriais no organismo masculino, bem como em que situação a próstata se encontra, crescida ou não. Para o tratamento, caso haja câncer de próstata, não se pode indicar, por exemplo, a reposição hormonal com a testosterona.

Após a realização dos exames de diagnóstico e a constatação do Daem, o tratamento mais indicado é levar bem-estar e autoestima para sua vida, por meio da prática de exercícios diários, perda de peso aos que têm sobrepeso e estimulação dos testículos com medicações que elevam a produção de hormônios. É indicado, também, o controle de outros fatores de risco como hipertensão, diabetes, ácido úrico elevado, taxas altas de colesterol e triglicérides.

Dr. Ricardo explica ainda que nos dias de hoje seis em cada dez pacientes vão ao urologista para check-up de próstata, e em cerca de 70% destes podem ser apontados com algum grau de Daem. “O desempenho sexual pode ser o maior motivador para a procura médica e desta podemos em muitas vezes salvar a vida destes pacientes, curando-os não só do distúrbio, mas do câncer de próstata”.

Novembro Azul: Câncer de próstata pode ser silencioso e assintomático

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postado em 1 de novembro de 2016

Especialistas do Hospital São Luiz explicam a importância do diagnóstico precoce

A Campanha Novembro Azul é voltada à saúde dos homens e foi criada com objetivo de mostrar a importância de fazer exames para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Esta glândula do aparelho reprodutor masculino pesa cerca de 20 gramas e possui forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela está localizada abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, este tumor é o segundo mais frequente na população masculina, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Normalmente, a próstata começa a aumentar de tamanho a partir dos 40 anos de idade. “O câncer de próstata acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desordenada, isto é, uma mutação de células”, explica o Dr. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

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A detecção precoce da doença, de acordo com o especialista, eleva as chances de cura para 90% dos casos. Os dois principais exames para diagnosticar o problema são o PSA (colhido no sangue) e o toque retal. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos procurem o urologista para iniciar a prevenção. Indivíduos com maior risco da doença (histórico familiar, raça negra, fumantes e obesos) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos.

No início, a doença costuma ser assintomática. Por isso, a partir da idade recomendada, os homens devem procurar o médico para fazer os exames anualmente. “O câncer de próstata normalmente só causa sintomas quando já está avançado, por isso é importante procurar o urologista mesmo sem sintomas”, diz o Dr. Fernando Tardelli, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Alguns dos sintomas para um câncer de próstata avançado podem ser: sangramento de urina, dificuldade para urinar, insuficiência renal e dilatação renal.

Embora ainda exista preconceito com o toque retal, ele é indispensável. “Não há um exame que o substitua, pois nele o urologista avalia a presença ou não de nódulos na próstata, além de outras alterações da glândula”, destaca o Dr. Tardelli. O teste é rápido, simples, praticamente indolor.

Os tratamentos variam de acordo com a fase do tumor e as características do paciente. Nos estágios iniciais (tumores localizados e localmente avançados), cirurgia, radioterapia ou até observação monitorada podem ser realizadas. A cirurgia pode ser feita de três formas: aberta, via laparoscópica ou por robótica. As duas últimas com incisões menores na pele. Se a recomendação for a operação, o urologista decidirá junto ao paciente qual é a melhor para o caso. Já para os tumores avançados, há o tratamento hormonal, no qual através de medicamentos o urologista e o oncologista tenta bloquear a progressão da doença.

Hábitos simples para o combate de males da próstata

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postado em 15 de março de 2013

Próstata

A próstata, responsável pela produção do líquido semiótico, é uma glândula localizada na saída da bexiga e que faz parte do aparelho reprodutor masculino. Por ser propícia ao desenvolvimento de doenças, exige cuidados frequentes do homem.

Segundo o urologista Dr. Gustavo de Alarcon, “diferente do que muitos imaginam, o câncer de próstata não é a única doença que se desenvolve na glândula”. O especialista explica que o crescimento gradativo da próstata, que ocorre principalmente a partir dos 45 anos, pode acarretar muitos problemas e desconfortos.

Uma das possíveis consequências do aumento excessivo da glândula é a obstrução total do canal da urina, impossibilitando o homem de urinar. A doença mais comum, porém, é causada por bactérias – a chamada prostatite também proporciona desconforto ao urinar, além de febre e irritações na pele.

Para não chegar a qualquer um desses estágios, o melhor é prevenir. Para isso, o especialista lista cinco dicas de como reforçar a saúde da glândula:

Coma frutas vermelhas

O licopeno, substância encontrada em frutas vermelhas, principalmente no tomate, funciona como um escudo que protege o organismo e dificulta o desenvolvimento do câncer.

Faça exercícios

O sedentarismo é sempre um vilão, não somente por favorecer o aparecimento de câncer de próstata, mas também por ser responsável pelo desenvolvimento de diversas doenças. Praticar exercícios e ter uma vida saudável são ferramentas fundamentais para ter uma boa saúde.

Evite substâncias tóxicas

Fumo e consumo exagerado de bebida alcoólica enfraquecem o sistema imunológico, deixando o organismo mais suscetível ao desenvolvimento da doença.

Cuide da alimentação

Uma alimentação rica em gordura animal, frituras e pimenta pode piorar a inflamação da glândula, principalmente quando a mesma já se encontra com tamanho alterado, aumentando as chances de desenvolvimento do câncer.

Faça exames preventivos

A partir dos 45 anos, os exames preventivos são a arma mais importante para detectar o aparecimento do câncer. Em alguns casos, o diagnóstico precoce pode garantir 100% de cura após tratamento.

Conheça a elastrografia, mais uma alternativa para a detecção do câncer de próstata

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postado em 12 de julho de 2012

A Organização Mundial da Saúde recomenda que homens a partir dos 50 anos façam exames periódicos para checar a saúde da próstata, pois aumenta o risco de câncer a partir dessa faixa etária. Entre os exames disponíveis estão o toque retal, o PSA (um tipo de exame de sangue), o ultrassom transretal e a biópsia.

Mas tumores não identificados por meio de ultrassonografia ou por toque manual, que nem sempre alcança uma lesão mais profunda, podem ser detectados pela eletrografia.

A precisão do exame ajuda na identificação precoce da doença, o que sempre colabora para o sucesso do tratamento, pois evita que o tumor avance para outros órgãos. No entanto, o equipamento para elastrografia não está disponível na rede pública de saúde.

Chances de cura chegam a 90%

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino situada na base da bexiga, dentro da qual passa a uretra, por onde sai a urina. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que mais de 60 mil novos casos devem surgir no Brasil em 2012. Conforme o urologista Pedro Rozolen Jr., do Hospital São Luiz, com diagnóstico precoce e tratamento adequado as chances de cura são superiores a 90%.

— Quando está confinado à próstata, o tratamento pode ser cirúrgico ou radioterápico, com altas chances de cura. Se a doença se disseminar para fora da próstata seu progresso é lento, porém fatal — afirma o especialista.

Cerca de 10% dos casos de câncer de próstata apresentam base genética. Quando ele ocorre em um parente de primeiro grau, o risco dobra em relação à população em geral.

Na maioria dos casos, os sintomas só aparecem tardiamente na evolução da doença, por isso a importância de se fazer a prevenção e a avaliação para o diagnóstico precoce. Segundo o urologista Rozolen, as medidas preventivas devem começar ainda antes do recomendado pela OMS em caso de história de câncer de próstata na família e para indivíduos da raça negra. A recomendação, nesses casos, é que sejam feitos exames anuais já a partir dos 40 anos.

Fatores de risco

Uma alimentação com base em gordura animal, carne vermelha e cálcio tem sido associada ao aumento no risco de desenvolver câncer de próstata. Já uma dieta rica em vegetais, selênio, vitaminas D e E, licopeno e ômega-3 tem indicado proteção para o desenvolvimento desta doença. Alguns estudos apontam a obesidade como fator de risco para a mortalidade por câncer de próstata.

O fator hormonal é bastante importante, pois com a supressão dos hormônios masculinos as chances de crescimento da próstata são maiores. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens com neoplasia ou predisposição ao câncer, a sua diminuição pode estimular o crescimento.

— Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de câncer de próstata notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação, como as vitaminas, o cádmio e o zinco — comenta Rozolen.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. De acordo com o Inca, é o sexto tipo mais comum no mundo e o que mais prevalece entre os homens, representando cerca de 10% do total de todos os cânceres.

Fonte:

Mais informação para o público

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postado em 1 de junho de 2012

O vendedor Luiz Augusto Salles (à esquerda na foto) estava ouvindo o rádio na manhã do dia 31 de maio quando soube da palestra sobre o câncer de próstata que seria ministrada na unidade Anália Franco.

“Como estava perto do computador, acabei entrando no site do São Luiz, peguei todas as informações e resolvi participar, porque achei o tema bem interessante. A distância foi um fator que complicou um pouco e acabamos chegando atrasados (eles vieram de Osasco), mas valeu à pena. Também trouxe comigo a minha filha e o meu amigo para participar” conta, apontando para a filha, Lígia, e o amigo, Marco de Oliveira.

E a palestra? “Gostei muito, foi bastante interessante. O palestrante era bem atencioso e soube explicar muito bem todos os pontos que ele disse. É muito bom saber que um hospital como o São Luiz dá espaço para que o público em geral consiga obter esse tipo de informação, que quase nunca chega ao nosso conhecimento”, explica.

Palestra sobre o câncer de próstata

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postado em 1 de junho de 2012

Aconteceu ontem na unidade Anália Franco uma palestra sobre o câncer de próstata, ministrada pelo urologista Enrico Andrade.

Durante o evento, ele falou sobre os diferentes tipos de alterações que podem ocorrer na próstata, além da forma de diagnóstico e tratamento utilizada quando o tumor encontrado é detectado como maligno.

 Confira os principais pontos abordados:

  •  O crescimento da próstata acontece de maneira normal a partir dos 40 anos e é conhecido cientificamente como Hiperplasia. Por isso é importante ir ao médico regularmente para saber se essa evolução está ocorrendo de maneira saudável.
  •  Existem outras alterações que podem ocorrer na região além do câncer, como a Prostatite.
  • A forma maligna do câncer ocorre de forma silenciosa: os sintomas só se manifestam no estágio avançado da doença, quando ela já atingiu outros órgãos, causando a metástase , chegando por vezes a infectar os ossos maiores do corpo humano, como o fêmur.
  •  O diagnóstico ocorre por meio do exame de toque, que deve ser feito anualmente, ou do PSA, uma glândula produzida pela próstata que, examinada pelo sangue, mostra se os níveis da proteína no organismo estão equilibrados ou se a realização de outros exames é necessária.
  • Caso exista alguma suspeita, é realizada uma biópsia (a retirada de uma parte do órgão) na região, que é examinada e, caso se confirme a suspeita do tumor, dá-se início ao tratamento, que pode ser feito por meio de uma cirurgia robótica, cujas chances de cura alcançam 90% de precisão, ou por meio de radioterapia, indicada a pacientes com saúde mais delicada.
  •  Se a doença é descoberta em um estágio mais avançado, o tratamento utilizado é a Hormonoterapia, em que hormônios são utilizados para combater o tumor.
  • Como se prevenir? Segundo o urologista, a melhor forma é por meio do exame anual, seja de toque ou por meio do PSA. Por isso, rapazes, mandem o preconceito para o espaço e tratem de cuidar da saúde!

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