Blog da Saúde

AVC: cada minuto conta

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postado em 28 de junho de 2017

O derrame cerebral, ou AVC, apresenta sinais marcantes logo de início; Não hesite em procurar um pronto atendimento o mais rápido possível

O AVC (acidente vascular cerebral) é um mal que aparece de forma súbita, sem sinais prévios e que pode trazer sequelas severas e até levar o paciente a óbito. Por isso, logo nos primeiros sinais é importante procurar um hospital que tenha os recursos adequados para o tratamento.

A doença se manifesta quando ocorre um entupimento ou rompimento dos vasos cerebrais, o que ocasiona paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. A Dra. Maramelia de Miranda Alves, neurologista do Hospital São Luiz Morumbi, explica que, diferente de outros males, o AVC vem de uma hora para outra e pode começar de várias formas, como uma forte dor de cabeça ou paralisação de uma das partes do corpo. “O paciente pode ter uma diminuição súbita da força da face, braços ou pernas de algum lado do corpo, sensação de formigamento que acomete os mesmos membros citados anteriormente, alteração na fala e perda total da visão ou apenas de um dos olhos”, explica a neurologista.

A especialista destaca que as sequelas podem aparecer mesmo fazendo o tratamento correto, mas a rapidez no estágio inicial da doença ajuda a diminuir esses riscos. “Dependendo do local que aconteceu o problema, as sequelas são inevitáveis, mas quando o tratamento demora a acontecer podem ser ainda piores já que o cérebro está sofrendo por mais tempo”. Por isso, a médica ressalta a importância de procurar um hospital que tenha suporte adequado para o tratamento do AVC nos primeiros sinais da doença. “O paciente nunca deve ficar em casa esperando que os sintomas passem sozinhos ou com automedicação. Isso fará diferença na recuperação dessa pessoa”.

Mesmo sendo uma doença súbita, existem alguns fatores de riscos que aumentam as chances desse mal como tabagismo, obesidade, pressão alta, portadores de doenças cardíacas como arritmia e a idade elevada. Já hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos e alimentação balanceada ajudam a diminuir, as chances de AVC. Em caso de emergência, procure um pronto socorro mais perto.

Conheça a síndrome rara que afeta até 15% das gestações de gêmeos que dividem a mesma placenta

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postado em 22 de junho de 2017

Sucesso do procedimento intrauterino chega a 80% dos casos

A gravidez é sempre um momento de alegria, principalmente quando ela chega em dobro. E para que não traga maiores preocupações e sustos nos meses que se sucederão, é extremamente importante que a gestação seja acompanhada de perto pelo obstetra e que os exames sejam feitos na frequência correta.

A gestação gemelar tem peculiaridades ainda maiores, o que requer atenção redobrada. É o caso, por exemplo, da sequência poliúria-oliguria dos gêmeos (nomenclatura utilizada atualmente) ou, como é mais conhecida, síndrome de transfusão feto-fetal, que atinge de 10 a 15% dos casos das gestações gemelares que dividem a mesma placenta.

Existem dois tipos de gestação gemelar: a monocoriônica(20%), quando há apenas uma placenta e um saco gestacional; e a dicoriônica, a mais comum(80%), em que os bebês estão totalmente separados, cada um com sua placenta e em um saco gestacional.

A síndrome da transfusão feto-fetal acontece apenas nas gestações monocoriônicas e é causada pela conexão vascular entre os bebês, por meio de veias ou artérias do cordão umbilical interligadas, fazendo com que o sangue seja distribuído de maneira desequilibrada. “Diferente do que alguns dizem, esse desequilíbrio não está relacionado com a absorção maior ou menor de nutrientes, ou seja, um bebê não “rouba” os nutrientes do outro. O que ocorre na realidade, é que o volume de sangue fica desigual entre os bebês. Um feto torna-se receptor e o outro doador”, explica dr. Javier Miguelez, ginecologista especialista em medicina fetal do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

As consequências são diferentes para cada gêmeo, dr. Javier destaca:

• Gêmeo Receptor: “Por receber um volume excessivo de sangue, o coração precisa trabalhar mais, causando uma hipertrofia do seu músculo. Além disso, por conta dessa absorção, a eliminação de liquido é maior e a bexiga se dilata. E por isso o saco gestacional deste fica com uma quantidade maior de líquido amniótico (em sua maior parte constituída por urina fetal)”;

• Gêmeo doador: “Como está doando o sangue que deveria ser consumido por ele, desenvolve-se menos e a bexiga fica menor, já que o sangue não é filtrado e com isso, o volume de líquido amniótico é baixo”.

Explicada todas essas questões, o ponto de destaque, antes do tratamento, se for necessário, é a importância do diagnóstico no momento certo.

Segundo Dr. Javier Miguelez, o primeiro passo do acompanhamento é identificar qual é o tipo da gestação gemelar, pois é a partir dessa informação que o médico vai determinar a periodicidade de monitoramento da gestante. “O momento ideal para identifica-la é entre 8 e 10 semanas. O diagnóstico também pode ser feito com segurança durante a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, com 12 semanas. Se for dicoriônica, o especialista acompanhará a parturiente de 4 em 4 semanas, com adaptações se for o caso. Mas no caso de gêmeos monocoriônicos, o sinal de alerta é maior e o acompanhamento será de 2 em 2 semanas”, completa.

A síndrome manifesta-se entre a 16ª e 24ª semana, sendo muito raro aparecer antes ou depois. Esse período é de extrema importância nas gestações monocoriônicas. “É a avaliação cuidadosa que permitirá a identificação do problema. A avaliação da membrana amniótica é o principal critério para fazer o diagnóstico, pois o bebê doador geralmente fica comprimido e a membrana fica grudada, o embala, por conta da menor quantidade de líquido amniótico”, explica Dr. Javier. É de extrema importância que os exames sejam feitos por um médico especialista em medicina fetal, pois as características podem confundir quem não tem experiência no assunto, podendo acarretar o atraso do diagnóstico e mesmo impossibilitando o tratamento. “Embora seja mais comum o receptor ser maior que o doador, a diferença de tamanho entre os bebês não é um critério do diagnóstico e não tem importância para o prognóstico”, completa o especialista. O importante é distribuição do líquido amniótico.

A medicina fetal é muito importante, pois seu principal objetivo é diagnosticar a normalidade ou a anormalidade do período gestacional e trabalhar na prevenção de doenças da gestação, tanto do feto como na gestante. É importante destacar que o Hospital e Maternidade São Luiz é referência em medicina fetal e no tratamento das gestações de risco, além de que nos centros de diagnósticos, todos os exames durante a gravidez são feitos por especialistas da medicina fetal, com aparelhos de ponta.

Tratamento

Nem todo caso de síndrome da transfusão feto-fetal requer tratamento, há casos em que a distribuição do sangue retoma o equilíbrio, por isso há uma classificação do estágio que a doença está. Com algumas exceções é a partir do segundo estágio que a intervenção deve ser realizada. “Nesses casos, a mortalidade dos fetos é de mais de 90%, caso o diagnostico não tenha sido feito no momento certo e o tratamento correto realizado”. Além disso, nesses casos o nascimento ocorre quase sempre muito prematuro, ou ainda, os bebê podem apresentar lesões e sequelas sérias no cérebro.

Antigamente o tratamento que se realizava era a amiodrenagem, que consistia em retirar o excesso de liquido dos sacos gestacionais. Porém era uma intervenção temporária e pouco efetiva, pois não tratava a raiz do problema. Após a punção do líquido, em pouco tempo ele acumula-se novamente, além de ter que “furar” a barriga da mãe diversas vezes durante a gestação. O especialista explica que esse procedimento é ultrapassado, pois além de ser muito incômodo para a mãe, não alivia a sobrecarga do coração de um dos bebês e a falta de líquido amniótico do outro.

O tratamento mais moderno é a intervenção intrauterina chamada “coagulação a laser por fetoscopia”, que além da retirada do excesso de líquido amniótico, coagula os vasos sanguíneos e dicorioniza a placenta, ou seja, transforma-a funcionalmente em duas. “A coagulação visa impedir o maior desequilíbrio da circulação sanguínea dos fetos. Os casos de sucesso chegam a 80% das intervenções realizadas”, explica.

Atendimento pediátrico no Hospital São Luiz Morumbi

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postado em 20 de junho de 2017

O Hospital São Luiz Morumbi tem uma estrutura completa para o atendimento pediátrico. A unidade conta com Pronto Socorro Infantil, Brinquedoteca para as crianças internadas e UTI Pediátrica que possui 10 leitos individuais com banheiro privativo e decorados com temas infantis, onde um acompanhante pode ficar em tempo integral com seu filho.

Pronto-Socorro Infantil

O Pronto-Socorro do Hospital São Luiz Morumbi é capacitado para atendimentos de alta complexidade, com equipamentos de última geração e equipes formadas por especialistas multidisciplinares. A unidade Morumbi possui pronto atendimento especializado em pediatria, e o paciente poderá contar com toda a estrutura do hospital como 12 consultórios, sala de triagem, três salas de emergência, 16 salas de repouso e observação, duas salas de sutura e para pequenas cirurgias, duas salas de gesso, duas salas de curativo, sala de medicação, sala de inalação, farmácia e posto administrativo.

Brinquedoteca

A brinquedoteca serve para que as crianças internadas possam jogar, fazer pinturas, desenhar em lousa e ainda participar de atividades lúdicas com psicólogos, em horários específicos. A brinquedoteca fica localizada próxima à ala de pediatria, no quarto andar, e as crianças precisam apenas estar acompanhadas de um responsável para usar o espaço.

UTI Pediátrica

Para proporcionar mais conforto e qualidade no atendimento, a UTI foi desenhada para aproximar a equipe multidisciplinar dos pacientes. Por isso, a cada dois quartos há um balcão e um terminal para utilização dos médicos e enfermeiros, o que possibilita registros e anotações momentâneos e aumenta o vínculo entre profissional e familiar.
A UTI tem postos de enfermagem com visão privilegiada de todos os pacientes, televisão nos corredores com vista externa, portas de acesso eletrônicas de segurança e uma sala especial com vestiário, guarda-volumes e ambiente para a realização das refeições para os acompanhantes.
“A UTI pediátrica é moderna, possuindo ambiente acolhedor e atendimento humanizado aliado ao que há de mais tecnológico na área”, destaca dr. Mauro Borghi, diretor do Hospital São Luiz Morumbi.

Hospital e Maternidade São Luiz oferece neste mês duas palestras à comunidade

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postado em 12 de junho de 2017

Os eventos são gratuitos e acontecem nos dias 19 e 21 de junho, às 19h, no auditório do hospital

O Ciclo de Palestras à Comunidade do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco terá duas palestras neste mês de junho: “Câncer no intestino: Prevenção e Diagnóstico Precoce”, ministrada pelo cirurgião geral Dr. João Paulo Esposito e “O conflito entre o limite da tensão e a entrega do orgasmo”, ministrada pelo ginecologista e obstetra Dr. Alberto D’Aurea e a psicóloga Sueli Lelis. Os eventos acontecerão às 19h na segunda-feira (19/06) e quarta-feira (21/06), respectivamente.
Elas são gratuitas e ocorrem no auditório do hospital, destinadas para a comunidade, moradores da região e profissionais das áreas. Para participar é necessário se inscrever por email.

Saiba mais sobre os temas que serão discutidos

PALESTRA: “Câncer no intestino: Prevenção e Diagnóstico Precoce”

Acontece no dia 19 de junho e o tema é um sinal de alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para um tratamento mais eficaz.

Segundo o Dr. João Paulo Esposito, cirurgião geral, o câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum em homens e o segundo em mulheres em todo o mundo e costuma ter uma maior incidência na população mais velha, porém atualmente, os especialistas tem observado uma mudança do perfil do paciente, com o aumento de casos em jovens.

“Por ser um câncer muito frequente, porém pouco conhecido pelas pessoas, é muito importante levar esse tema para a comunidade, já que a procura por um especialista para fazer um controle ainda é pequena, diminuindo as chances de um diagnóstico precoce, que faz toda a diferença no tipo de tratamento que será feito”, explica.

A hereditariedade ainda é uma questão que exige atenção, mas os que não têm predisposição devem ficar atentos também. O especialista destaca que o mais importante é a detecção precoce da doença, pois se o paciente apresentar algum indício, como pólipo (verruga) na região colorretal, o cuidado é simples, através de uma colonoscopia. O que evita que no futuro esse pólipo vire um tumor e o tratamento seja mais invasivo e doloroso.

“A partir do surgimento dos pólipos o tempo de desenvolvimento do câncer é de aproximadamente 5 anos. Nosso objetivo é que com esse alerta as pessoas fiquem mais atentas a doença. Podemos evitar o surgimento de um câncer em estágio avançado”, completa.
Serviço

Local: Auditório do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco
Quando: 19 de junho, segunda-feira
Horário: às 19h
Endereço: Rua Francisco Marengo, 1.312, Anália Franco
Inscrições gratuitas pelo e-mail: priscila.corda@saoluiz.com.br
Vagas Limitadas

PALESTRA: “O conflito entre o limite da tensão e a entrega do orgasmo”

Acontece no dia 21de junho e abordará a influência da tensão do homem moderno na relação sexual.

Para o dr. Alberto é muito importante falar com a comunidade sobre como a pressão do dia a dia e a modernidade tem influenciado negativamente nos relacionamentos dos casais e, consequentemente no prazer.

“Entendo que esse assunto precisa ser abordado quando vejo que muitas pacientes têm reclamado sobre falta de prazer e interesse em seu parceiro, além do alto índice de disfunção erétil dos homens não relacionada a um problema de saúde. Percebendo então, que a questão não é física, mas psicológica. São as famosas doenças psicossomáticas, que influenciam no comportamento das pessoas e em suas relações”, explica.

O especialista destaca que as tensões do Homem moderno, o exagero do uso da tecnologia e o estresse diário, tem deixado as pessoas desanimados e angustiadas, influenciando diretamente no orgasmo e seu prazer. Por isso, a palestra será realizada junto com a psicóloga Sueli Lelis.

O objetivo dos especialistas é realizar um momento de reflexão para alertar a população sobre essas questões, os sintomas e como melhorar esse desiquilíbrio.

Serviço
Local: Auditório do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco
Quando: 21 de junho, quarta-feira
Horário: às 19h
Endereço: Rua Francisco Marengo, 1.312, Anália Franco
Inscrições gratuitas pelo e-mail: priscila.corda@saoluiz.com.br
Vagas Limitadas

Cirurgias ginecológicas com uso de robô têm maior eficácia

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postado em 8 de junho de 2017

Recurso é eficiente em procedimentos complexos, diminuindo as chances de retorno das doenças; Hospital São Luiz já realizou mais de 300 procedimentos

As cirurgias realizadas por meio de robôs vêm tomando espaço no campo das terapias e dos tratamentos ofertados pelos médicos, principalmente em procedimentos de maior complexidade, como as cirurgias de cânceres ginecológicos, endometrioses severas e histerectomias.

Os especialistas têm recomendado esse tipo de cirurgia por ser muito superior em vários aspectos, quando comparada à cirurgia aberta (laparotomia) e intervenções minimamente invasivas (laparoscopias), ambas bastante comuns nos dias de hoje.

O grande destaque para o robô está no momento da cirurgia em que os tecidos benignos e malignos são separados. Chamada pelos especialistas de dissecção, o robô atua com maior precisão, diminuindo os cortes de centímetros para milímetros, preservando os tecidos saudáveis, diminuindo o sangramento e acelerando a recuperação.

Além disso, com a maior precisão da visão tridimensional, o equipamento proporciona uma melhor separação e remoção do tecido doente, uma vez que eles precisam ser separados dos saudáveis antes de serem removidos.

Nas cirurgias convencionais, a mão do especialista pode ter maiores movimentos imprecisos do que com o uso do robô, que reduz qualquer desvio ou tremor involuntário. O que torna o robô ainda mais importante na separação de estruturas nobres, como artérias, veias e nervos, que requerem movimentos mais precisos.

A visão tridimensional que o robô permite ao especialista melhor visualizar e entender as diferenças dos tecidos, o que reflete diretamente em movimentos e no tempo pra fazer o mesmo ato, que acaba sendo menor.

Em casos de mulheres que têm mioma, por exemplo, a cirurgia robótica também é mais indicada pelos especialistas, principalmente se ela deseja ter filhos, pois o robô consegue preservar melhor as regiões cirúrgicas.

Após realizar mais de 300 procedimentos somente pelo Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Dr. Paulo Ayrosa, ginecologista, explica que este conceito é ainda mais verdadeiro quando o assunto são doenças malignas, como câncer de útero ou de endométrio, pois essas cirurgias são mais detalhadas e minuciosas, uma vez que envolvem o tratamento não só da doença, mas dos órgãos mais próximos ao útero. “O robô aumenta a precisão e nos ajuda a separar melhor e com mais precisão os tecidos saudáveis dos já acometidos pela doença”, explica o especialista.

O especialista ressalta ainda que todas as cirurgias podem ser feitas por robô, bastando apenas o paciente estar apto a realizar uma cirurgia convencional ou por via laparoscópica.

Você sente mais fome no inverno?

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postado em 6 de junho de 2017

Saiba que há relação entre o frio e a vontade de comer

O inverno já está ai, e com ele vem o frio, a chuva e… a fome! Você já reparou que quando está frio, você sente mais vontade de comer um belo prato de macarrão, uma boa feijoada ou até mesmo um sanduiche enorme? Pois saiba que, sim, há uma grande relação da baixa temperatura com a procura maior pelos alimentos, que muitas vezes são os mais calóricos.

Segundo Nelly Yoneyama, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, o corpo sente uma necessidade de compensar as calorias extras que queimamos no frio, pelo aumento do metabolismo. “Isso acontece porque o nosso organismo despende um esforço maior para manter a temperatura interna, por volta de 36°C”, explica Nelly. Por causa disso, o organismo gasta mais energia, e funções simples do dia a dia utilizam 10% mais “combustível” nesta época quando comparado com o verão.

A nutricionista fala que em nosso organismo há um mecanismo que nos faz comer mais no inverno para produzir calorias, pois o frio acelera a queima de gordura para produzir calor. “No inverno, muitas vezes deixamos de comer saladas, frutas e alimentos mais leves, e preferimos os alimentos mais gordurosos, como feijoada, queijos e pães, que possuem mais calorias”.

Maio Roxo ressalta a importância da conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais

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postado em 19 de maio de 2017

Especialista do Hospital São Luiz explica que enfermidades podem ser incapacitantes

19 de março é a data dedicada mundialmente à conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais, mas a campanha mundial Maio Roxo lembra esta causa durante todo o mês. Dentre as enfermidades que fazem parte deste grupo, as principais são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

As duas têm muitas semelhanças, mas a principal diferença entre elas é que a Doença de Crohn afeta o intestino como um todo e pode se manifestar em todos os segmentos do sistema digestivo, da boca até o ânus, além de causar lesões mais graves e até deformidades intestinais. Já a Retocolite Ulcerativa atinge a mucosa intestinal, no intestino grosso no reto.

“São doenças que ainda hoje têm a causa um pouco controversa. O mais aceito é que sejam autoimunes, uma tendência familiar ou da própria pessoa para que o organismo comece a atacar o intestino”, explica o Dr. Ricardo Minas, médico clínico e cirurgião do aparelho digestivo do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

A importância do Maio Roxo se dá principalmente por dois motivos: a incidência das doenças aumentou nos últimos anos e pelas complicações serem muito graves. “Há 10 ou 20 anos eram patologias mais raras e a população pouco sabia que existiam”, esclarece. Além disso, são muito impactantes na vida dos pacientes e, às vezes, até incapacitantes na vida pessoal e profissional.

Em especial na Doença de Crohn, as cirurgias não são curativas e servem para tratar as lesões. A longo prazo, podem ser agressivas, pois os pacientes que precisam operar muitas vezes podem ter complicações como diarreia crônica e problema na absorção de nutrientes. O especialista alerta que quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento, com sequelas menores.

Ainda difíceis de serem diagnosticadas, porque os sinais iniciais podem ser inespecíficos, as doenças inflamatórias intestinais apresentam sintomas como dor abdominal prolongada por mais de um mês, diarreia, sangramento ou catarro pelas fezes e emagrecimento. Nas crianças, o problema é tão grave que prejudicam o ganho de peso e estatura.

Não existe uma forma específica de prevenção e, por isso, é importante ficar atento ao que está acontecendo em seu organismo. O especialista também ressalta que os portadores dessas doenças são mais propensos a ter câncer de intestino do que a população em geral. Não se sabe a causa do aumento da incidência, mas, segundo o médico, a teoria mais aceita é a falta de contato com antígenos e substâncias que podem levar nosso organismo a combatê-las.

“A evolução da doença é diferente de pessoa para pessoa. Pode ser que o paciente tenha só uma crise ou pode ser de repetição. Por se tratar de uma doença crônica e de evolução incerta, é difícil falar em cura. O objetivo do tratamento, tanto clínico quanto cirúrgico, é manter a enfermidade em remissão, como se estivesse adormecida”, afirma o Dr. Ricardo.

5 dúvidas e curiosidades sobre a gestação de gêmeos

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postado em 17 de maio de 2017

Toda gestação é única, mas descobrir uma gravidez de gêmeos pode ser uma grande surpresa para os pais. Além disso, esse tipo de gestação também requer atenção e acompanhamento especial, pois tem características particulares. Por isso, são necessárias consultas mais frequentes, acompanhamento multiprofissional e uma boa maternidade.

Segundo o Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, toda gestação de gêmeos deve ser considerada uma gravidez de risco, devido ao potencial elevado de complicações que elas apresentam.

“Cerca de oito em cada 10 gestações gemelares apresentarão algum grau de complicação até o parto. Isso decorre pelo corpo da mulher idealmente ter capacidade para o desenvolvimento de um bebê e na presença de dois ou mais, essa sobrecarga poderá gerar dificuldades”, explica o especialista.

A seguir, o médico responde cinco dúvidas frequentes sobre este assunto:

1. É comum os gêmeos nascerem antes de 40 semanas de gravidez?

Metade dos gêmeos nasce antes de 37 semanas. A idade gestacional média de nascimento deles é de 36 semanas e, quanto mais cedo eles vem ao mundo, maior é a chance de precisarem de uma UTI neonatal. No entanto, isso não é uma regra. Com um bom acompanhamento e cuidados adequados, sempre tentamos levar estas gestações o mais próximo possível de 40 semanas, minimizando os riscos e aumentando as chances desses bebês ficarem no quarto com as mães e de ir para casa de alta com elas.

2. Quais são os problemas mais comuns na gestação de gêmeos?

A principal complicação nas gestações gemelares é o parto prematuro, muito a frente de todas as outras. Além dela, podemos observar bebês com crescimento abaixo da média e alterações morfológicas, por exemplo. Temos ainda complicações fetais específicas e mais raras de acordo com o número de placentas e de bolsas, como a síndrome transfusor feto fetal, na qual existe o fluxo preferencial de sangue de um dos bebês para o outro.

Além das possíveis complicações para os bebês, ainda temos os riscos maternos. Dentre as principais, observamos uma incidência maior de anemia, hipertensão, diabetes gestacional, depressão e problemas decorrentes do parto.

3. É possível ter parto normal?

Sim, é muito possível. Para isto acontecer, depende basicamente de três fatores: a vontade do casal, encontrar um obstetra que tenha experiência nesse tipo de parto e que o primeiro bebê no dia do parto esteja virado para baixo.

4. Sintomas da gestação, como mal-estar e enjoo, são mais acentuados?

Pode ser que sim. Devido especialmente aos níveis hormonais mais elevados, as grávidas de gêmeos podem apresentar mais sintomas iniciais, especialmente os enjoos e vômitos.

5. O número de exames durante a gestação também é maior? Por quê?

Sim. Em relação aos exames laboratoriais, pouca coisa a mais deve ser feita. Geralmente, um hemograma por trimestre para avaliar uma possível anemia, que é mais frequente nas gestações gemelares, e um exame de urina trimestral em busca de infecção urinária costumam ser suficientes.

A maior diferença ocorre quanto à frequência das ultrassonografias. Fazemos ultrassons quinzenais, nos casos em que os bebês compartilham a placenta, para diagnosticar precocemente o fluxo preferencial de sangue para um dos bebês. Naquelas que tem uma placenta para cada bebê, a frequência costuma ser mensal, com o objetivo identificar problemas no crescimento dos bebês, avaliar o colo do útero no intuito de identificar mulheres com maior risco de parto prematuro e manter o controle de vitalidade dos bebês.

Gravidez não é empecilho para a carreira

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postado em 11 de maio de 2017

Para a maioria das gestantes, o trabalho não é um problema, apesar de algumas limitações temporárias que podem surgir principalmente no final da gravidez, devido ao ganho de peso e ao tamanho da barriga. Algumas profissões que levam risco para a gestação necessitam de afastamento temporário, como é o caso do trabalho com produtos químicos e de atletas de alto rendimento, por exemplo.

Segundo a Dra. Denise Theodosio, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, no caso de ambientes de risco, o médico do trabalho e o obstetra avaliam a necessidade de trocar de função e local. Aeromoças são afastadas dos voos desde o inicio da gestação e contato com produtos químicos tóxicos também exigem troca de função.

De acordo com a médica, algumas complicações na gestação que necessitam de repouso são sangramentos vaginais por descolamento de placenta, ameaça de abortamento, pressão alta na gestação, (pré-eclâmpsia grave), trabalho de parto prematuro e rompimento precoce da bolsa. “Felizmente são situações pouco frequentes e são avaliadas pelo médico obstetra que acompanha a gestante”, esclarece.

Porém, ficar muito tempo sentada ou em pé durante o expediente pode levar a maior inchaço e dor nas pernas e costas. Por isso, a especialista aconselha que a mulher tenha períodos de pausa pelo menos a cada duas horas para dar uma caminhada e se alongar.

Em condições saudáveis e profissões que não oferecem risco, em geral, é possível trabalhar até o final da gestação. Por lei, a gestante tem direito de iniciar a licença maternidade a partir de 36 semanas de gestação (oito meses) ou a partir da data do parto.

Para quem vai ao trabalho de transporte coletivo, a principal preocupação deve ser com acidentes. Gestantes fazem parte do grupo de pessoas que têm assentos reservados garantidos por lei. “É importante que a gestante exija seu direito e viaje sentada para maior segurança. Também é importante o respeito e solidariedade dos outros passageiros”, afirma a Dra. Denise.

Durante a gravidez, também pode acontecer de a mulher ficar mais dispersa ou esquecida. Uma boa dica para que isso não aconteça no trabalho é sempre fazer anotações e lembretes. Além disso, vale até colocar alarmes no celular para se lembrar das tarefas mais importantes.

Conheça os benefícios da cirurgia bariátrica que vão além da perda de peso

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postado em 9 de maio de 2017

Diabetes, pressão arterial, colesterol e dores nas articulações podem ter melhora significativa após a cirurgia

Recentemente um estudo publicado pela revista científica Lancet mostrou que 30 milhões de pessoas estão obesas. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. Os números colocam o Brasil entre os países com um alto índice de mais pessoas acima do peso, estima-se que 50% da população esteja obesa. Diante deste cenário, muitos pacientes encontram na cirurgia bariátrica uma opção para o emagrecimento e para melhoria de doenças que são potencializadas com a obesidade.

Mesmo sabendo que o método é seguro e com ótimos resultados, alguns pacientes ainda têm medo de recuperar o peso perdido. Pois a maioria passou por tratamentos anteriores à cirurgia, alguns bem sucedidos, outros nem tanto, mas todos com a frustração de não conseguir manter os resultados a médio e longo prazo.

Engana-se quem acha que após a cirurgia isso nunca mais poderá ocorrer, pois a obesidade é uma doença crônica, ou seja, que não tem cura, e por isso precisa ser controlada. Por outro lado, é importante destacar que o maior ganho desses pacientes é a melhoria considerável da saúde, pois conquistam altos índices na redução da diabetes, conseguem controlar a pressão arterial e colesterol, e as chances de doenças vasculares, como varizes e má circulação, que diminuem consideravelmente. Doenças essas, que geralmente estão relacionadas ao aumento de peso.

Além disso, cabe destacar também, que os especialistas consideram uma cirurgia de sucesso quando o paciente atinge 20% de perda de peso em seis meses. “É importante também levarmos em consideração o que o paciente nos diz, como a sua satisfação, a melhora das doenças associadas e uma eventual perda de peso antes da realização da cirurgia”, explica Dr. Luiz Vicente Berti, cirurgião bariátrico do Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Mas, o que fazer então para não ter a chamada recidiva e voltar ao peso anterior? O especialista explica que a recuperação de peso é normal e aceitável quando os números ficam em torno de 10 a 15% do perdido no pós-operatório, pois o organismo do ser humano tende a ficar mais lento com o passar dos anos. Alguns fatores negativos são apontados como determinantes para o ganho de peso após a cirurgia, como dieta de baixa qualidade e sedentarismo.

Por isso, o acompanhamento médico e multidisciplinar após a cirurgia é fundamental. O Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim trata do paciente não apenas no pré, como no pós-operatório. “Quando o paciente visita com frequência à equipe que o operou, ele mantém os indicadores das doenças associadas sob controle e também realiza exames que indicam se há alguma falta de vitamina, por exemplo”, finaliza o especialista.

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