Blog da Saúde

Veja medidas para adotar desde cedo e prevenir a osteoporose

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postado em 10 de Abril de 2018

A osteoporose é definida como a perda da massa óssea que ocorre durante o envelhecimento, sendo comum em homem e mulheres. No entanto, a incidência é maior em mulheres no período da menopausa, devido à diminuição da produção de estrogênio. Nos homens, o problema ocorre devido a outras doenças, como falta de exercícios, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio e uso de medicamentos contra epilepsia, por exemplo.

De acordo com o Dr. Nelson Trombini, ortopedista do Hospital São Luiz Jabaquara, algumas medidas devem ser tomadas desde a infância, em especial na adolescência, para garantir uma boa formação óssea. Entre os cuidados, destacam-se a prática diária de atividade física, dieta rica em cálcio e tomar sol para fixar a vitamina D. Essas medidas devem ser seguidas por toda a vida.

“Após os 40 anos de idade, devemos dar uma atenção à osteoporose e sua prevenção. Os cuidados devem ser redobrados entre as mulheres, pois é nesta época que ocorre a menopausa e que deve ser feito controle com densitometria óssea anualmente”, explica o especialista.

Ele ainda acrescenta que, com o avançar da idade, outros cuidados devem ser tomados para evitar quedas, que são causadoras de fraturas. “As fraturas mais frequentes são no fêmur proximal, radio distal, coluna, arcos costais e úmero proximal”, diz o médico. A osteoporose torna-se um fator de risco devido a possibilidade de fraturas que podem causar complicações com embolia, trombose e pneumonia, podendo até levar a morte.

Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que a provocou antes de propor o tratamento. Porém, a prevenção é sempre uma boa medida. Veja alguns cuidados básicos que devem ser seguidos:

– Prática de atividades físicas: como caminhadas e natação;
– Exercícios para fortalecimento muscular para prevenir quedas;
– Incluir na dieta derivados do leite, que são ricos em cálcio;
– Fazer banhos de sol para fixar a vitamina D.

Saiba tudo sobre câncer infantil e a importância do diagnóstico precoce

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postado em 5 de Abril de 2018

Diagnóstico precoce é considerado de suma importância nos dias de hoje. A doença pode ter sintomas semelhantes a outros problemas comuns da infância

Neste domingo (08) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada para discutir o tema e conscientizar a população sobre a doença que tem acometido mais pessoas ao longo dos anos. O câncer é composto por uma série de doenças que têm em comum a multiplicação anormal de células, que pode ocorrer em qualquer lugar do corpo humano e em qualquer idade. Em pessoas com menos de 18 anos corresponde a 2% dos casos de câncer.

Os mais comuns nessa faixa etária são as leucemias, que afetam os glóbulos brancos e representam quase 60% dos casos de câncer infantil, seguidos dos tumores do sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Há, também, os tipos exclusivos da faixa pediátrica, que quase nunca são vistos em adultos: os retinoblastomas, que acometem o fundo do olho, e o tumor de Wilms, que afeta o rim.

Segundo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, assim como em países desenvolvidos.

A Dra. Viviane Sonaglio, oncologista pediátrica do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, explica que o câncer infantil tem característica de crescimento muito acelerada, pois as crianças possuem tecidos ainda embrionários com capacidade de reprodução muito rápida. “Essas diferenças reforçam a importância de um diagnóstico precoce. Até por isso as respostas ao tratamento são mais rápidas”, pondera a especialista.

O tratamento é diferente dos adultos, mas também é composto por quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, combinados ou não. A radioterapia é usada em casos mais específicos, como câncer de rim. A Dra. Maria Lúcia Pinho, cirurgiã pediátrica do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, explica que nesta faixa etária as cirurgias têm bastante importância, pois ajudam a frear o avanço da doença. “Em alguns casos a cirurgia pode ser fundamental para a cura, devendo ser planejada a retirada do tumor em um ou mais procedimentos”.

O câncer infantil não tem prevenção, por isso a enorme importância destinada ao diagnóstico precoce. A Dra. Viviane explica que os sintomas são muito comuns a outras doenças desta faixa etária, queixas bastante comuns em prontos-socorros. Entretanto, algumas dicas podem acelerar o diagnóstico:

• Uma febre mais prolongada, que não responde a medicamentos ou associada a outros sintomas, como gânglios aumentados;
• Infecções de repetição, que acabam levando a criança várias vezes ao hospital;
• Perda de peso inexplicável e contínua;
• Dor persistente nos ossos e nas articulações, com intensidades que prejudicam as brincadeiras ou atividades;
• Dores de cabeças acompanhadas de vômitos, geralmente na parte da madrugada;
• Caroços que não cedem – costumam aparecer no pescoço, axilas, virilhas e abdome.

“Quando a criança tem o acompanhamento de um pediatra desde cedo, o especialista consegue entender as diferentes características e sintomas de cada doença, seja para excluir uma suspeita mais séria ou confirmá-la”, orienta Sonaglio. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura passam dos 70%, em boa parte dos casos. A doença em estágio avançado diminui consideravelmente essas chances.

Quando há diagnóstico positivo para o câncer, é importante que a criança seja acompanhada por uma equipe especializada em oncologia pediátrica, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, além de subespecialistas em outras áreas da medicina. É essencial o paciente buscar um local que tenha equipamentos com tecnologia de ponta para a realização de todos os exames que possam ajudar no tratamento, além de um departamento de patologia qualificado.

Síndrome de Down: saiba tudo sobre a condição que acomete 1 a cada 500 partos

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postado em 21 de Março de 2018

Saiba mais sobre a gravidez, os primeiros cuidados e o desenvolvimento de uma criança com essa condição

O dia 21 de março foi escolhido para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data que celebra a trissomia do cromossomo 21 é mais uma forma de chamar atenção à condição.

As pessoas possuem 22 pares de cromossomos e dois cromossomos sexuais (XX ou XY), sendo uma metade recebida da mãe e a outra parcela do pai. Por uma falha na divisão celular, às vezes o óvulo possui um cromossomo 21 a mais, resultando três cópias do cromossomo 21 (trissomia) no bebê, ao invés de duas. A condição afeta 1 em 500 gestações. A presença da trissomia pode ter diferentes manifestações entre os casos, mas uma característica comum a todos esses indivíduos é a ocorrência de dificuldade para o aprendizado (déficit intelectual).

Em 50% dos casos, há malformações cardíacas e em uma proporção ainda menor, malformações no trato digestivo, número que fica entre 10 e 15% dos casos. Problemas que podem ser perfeitamente corrigidos com cirurgia.

O Dr. Javier Miguelez, médico responsável pela Medicina Fetal do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que o diagnóstico pode acontecer durante o pré-natal ou logo após o parto. “A síndrome nem sempre é descoberta durante o pré-natal. Mas mais de dois terços dos bebês apresentam sinais no exame de ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, que é realizado 12ª semana de gestação”, observa.

A medida da translucência nucal, realizada durante esse exame, é utilizada para rastreamento e pode indicar se o bebê tem maior risco de ter a Síndrome de Down e outras síndromes. Essa medida é maior em cerca de 70% dos bebês com a síndrome, mas é importante ressaltar que cerca de 5% dos bebês normais também podem ter essa medida aumentada (os chamados falsos positivos) e nunca desenvolvê-la. “Ou seja, a maior parte dos bebês que têm translucência nucal aumentada são, na verdade, fetos geneticamente normais. A única questão é que eles constituem um grupo que tem risco aumentado para a Síndrome”, explica Miguelez.

A medida da translucência nucal também pode ser associada a marcadores bioquímicos, obtidos por meio de coleta de sangue da mãe. Essa associação eleva a taxa de detecção para 85% a 90% e reduz o risco de um falso positivo para 3%. Além disso, a associação com os marcadores bioquímicos também pode ajudar a identificar uma propensão a desenvolver algumas complicações da gestação, como a pré-eclâmpsia, por exemplo.

No caso de alterações na translucência nucal, as mamães podem optar ainda por outros exames de rastreamento complementares. A principal opção, disponível nos grandes hospitais do país, é o NIPT, que vêm do inglês, Non-Invasive Prenatal Testing, conhecido como Teste Pré-natal Não Invasivo, que procura DNA fetal na circulação materna. As taxas de detecção desse exame chegam a 99,7%. Vale destacar que esses testes são de rastreamento e não de diagnóstico.

Diagnóstico
Após os testes de rastreamento apontarem alguma suspeita, os especialistas podem sugerir dois exames para fecharem o diagnóstico:

Biópsia de vilo corial: com uma pequena agulha, o médico extrai material genético da placenta, que é igual ao do bebê. Esse teste é realizado entre 11 e 14 semanas de gestação.

Amniocentese: os especialistas optam por esse exame quando o diagnóstico precisa ser realizado após o período entre 11 e 14 semanas. Ele consiste em retirar um pouquinho do líquido amniótico. “Esses procedimentos envolvem um risco, em torno de 0,2%, de perda da gestação, pois envolvem a inserção de uma agulhinha na barriga. O importante é que o exame seja realizado em um ambiente hospitalar de qualidade e de referência em medicina fetal, que ofereça toda a segurança à parturiente e ao feto”, orienta.

O que muda na gestação após a descoberta?
O mais importante é que a mamãe siga à risca as orientações dadas pelo seu médico após o diagnóstico. “Descobrir a síndrome ainda na gestação pode tornar todo o processo mais simplificado, pois via de regra há tempo para que a família receba apoio da equipe multidisciplinar e esteja mais preparada para o momento da chegada do bebê”, pondera Miguelez.

Toda essa adaptação traz resultados positivos para a melhora e nos próximos passos na vida do bebê. “Um exemplo são os casos em que se faz necessária uma cirurgia para a correção de algum problema ou de medicações assim que o bebê nasce. Novamente, a identificação da síndrome de down no pré-natal ajuda no prognóstico, pois a família tem tempo para conversar com todos os especialistas antes do parto, o que contribui para que o desfecho seja melhor”, comenta.

Desenvolvimento
O especialista explica que crianças com essa condição são capazes de aprender, expressar opiniões, emoções, trabalhar e namorar. A estimulação feita pela família com apoio de uma equipe multidisciplinar é fundamental para o seu desenvolvimento. Os bebês com essa condição demoram mais para sentar, falar e andar, por exemplo. O aprendizado vai depender do estímulo, da persistência e do cuidado. “O imprescindível é não faltar paciência, persistência e afeto”, finaliza.

10 perguntas e respostas sobre pressão alta na gravidez

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postado em 16 de Março de 2018

Especialista em pré-natal de alto risco explica todas as questões que envolvem a doença

O período gestacional envolve uma série de mudanças corporais, novidades e transformações para a mulher. Muitas delas podem ser vistas, mas há alterações que são internas, como o afrouxamento dos vasos sanguíneos em função da diminuição da pressão arterial.

Há casos em que as mulheres já possuem a hipertensão antes de engravidar, mas essa doença pode evoluir durante a gravidez. Nas duas situações, pode haver uma série de complicações à mamãe e ao bebê.

Contudo, se a doença for tratada da maneira correta, a gestação tente a não ter grandes complicações. Para tranquilizar as futuras mamães, a Dra. Ana Claudia Frabetti Koiffman, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz unidade São Caetano, especialista em gestação de alto risco, listou 10 perguntas sobre pressão alta na gravidez:

1. O que é hipertensão na gestação? também chamada de pré-eclâmpsia, é uma doença que atinge aproximadamente 5 % das gestantes e se caracteriza pelo desenvolvimento de hipertensão arterial após a vigésima semana de gestação. Quanto mais precoce sua manifestação clínica, maior a gravidade da doença.

2. Quais são as causas? os médicos ainda não sabem ao certo o que causa a hipertensão, mas é uma doença imunológica que leva à alteração na circulação placentária e, consequentemente, traz problemas para o bebê.

3. É possível tratar a doença sem medicação? Fazer atividade física pode ajudar? não, pois as medicações que reduzem a pressão arterial ainda são a melhor forma de controlá-la. Por ser uma doença que ocorre quando o próprio sistema imunológico não funciona corretamente, a atividade física não interfere, sendo até contra indicada em alguns casos.

4. Como funciona para quem já tem a doença? nestes casos, as mulheres apresentam risco aumentado para o desenvolvimento de hipertensão gestacional. A prevenção para pré-eclâmpsia se dá com o uso de dieta rica em cálcio e uso de ácido acetilsalicílico (AAS) para alguns casos.

5. Quais os sinais de que o problema está complicando a gravidez? nos casos em que a pressão arterial está difícil de controlar, os sinais de alerta são surgimento de proteína na urina, restrição de crescimento fetal e diminuição de líquido amniótico.

6. Pode causar prematuridade? em casos graves, a única forma de tratamento definitivo é antecipação do parto, muitas vezes antes das 37 semanas de gestação, levando a prematuridade.

7. A doença pode prejudicar a formação do bebê? não, pois ela não interfere diretamente na formação fetal, porém indiretamente pode causar envelhecimento placentário e, consequentemente, restrição de crescimento fetal ou diminuição do líquido amniótico.

8. E o que pode acontecer com a mãe? todos os órgãos podem sofrer com as repercussões da pré-eclâmpsia, sendo cérebro, fígado e rins os órgãos mais acometidos. Essa gestante deve ser acompanhada por médicos especialistas em pré-natal de alto risco.

9. Qual é o perfil das mulheres que podem desenvolver essa doença? mulheres com idade maior que 40 anos, gestação múltipla, obesidade, diabetes pré-existente, algumas doenças reumatológicas, histórico familiar ou de pré-eclâmpsia em gestação anterior.

10. Quem teve hipertensão na gestação tem maior chance de ter pressão alta ao longo da vida? não existe esta associação para a hipertensão gestacional.

Hospital e Maternidade São Luiz Itaim inaugura UTI especializada em oncologia

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postado em 7 de Fevereiro de 2018

Acompanhante 24h por dia e participação ativa do familiar no tratamento são alguns dos diferenciais da nova área

O Hospital e Maternidade São Luiz Itaim inaugurou uma Unidade de Terapia Intensiva exclusiva para tratamento de pacientes com câncer. Com 10 leitos privativos, o espaço conta com equipamentos de última geração, moderna hotelaria e uma experiente equipe para o atendimento de pacientes oncológicos clínicos ou cirúrgicos.

A UTI Oncológica permite a presença do médico-assistente de referência e o acompanhante pode ficar durante todo o tempo de internação ao lado do paciente, medida que o ampara psicologicamente, prevenindo complicações decorrentes de internações hospitalares. Ao ser recebido na unidade, o paciente também passa a ter um especialista referenciado, que pode ser um oncologista ou um cirurgião-oncológico, responsável por conduzir todo o tratamento.

O familiar também é convidado a participar da discussão de casos e condutas que acontece diariamente, no período da tarde. “A presença do especialista de referência e a participação da família fazem com que todos tenham mais conhecimento do tratamento, reduzindo conflitos”, comenta o Dr. Thiago Gomes Romano, intensivista e chefe da UTI oncológica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

A equipe multidisciplinar da UTI é composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas, além de médicos intensivistas com experiência no manejo do paciente crítico oncológico, oncologistas clínicos e cirurgiões oncológicos.

Dr. Thiago explica que em uma UTI voltada exclusivamente a pacientes com um mesmo tipo de enfermidade, as equipes lidam com certas complicações com mais frequência, obtendo resultados mais eficazes. “Com o passar do tempo, os profissionais se especializam cada vez mais, o que aumenta a excelência e, consequentemente, faz com que os atendimentos sejam mais simplificados e atinjam resultados mais satisfatórios”, explica.

Perda auditiva pode ter causas diferentes, mas é possível prevenir

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postado em 11 de Janeiro de 2018

A surdez pode ter causas variadas, como um defeito congênito, lesão, doença, alguns medicamentos, exposição a ruídos altos ou desgaste relacionado à idade. A perda da audição pode impactar a vida do paciente de diversas maneiras. Nos adultos o principal ponto comprometido é a comunicação. Nas crianças, pode provocar atrasos no desenvolvimento da linguagem e afetar o desempenho escolar.

Geralmente, o diagnóstico do problema é feito por meio de um exame chamado audiometria. Em alguns casos, a audição pode ser restaurada com cirurgia ou pelo uso de aparelho auditivo. Porém, segundo o Dr. Ulisses José Ribeiro, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Jabaquara, é possível prevenir a perda auditiva. “As medidas preventivas podem estar diretamente ligadas ao fator “causa e efeito” ou decorrentes de causa indireta”.

O especialista destacou algumas medidas de prevenção:

– Evitar ouvir música em volume alto;
– Usar protetores auriculares sempre que frequentar lugares com ruído alto;
– Não usar hastes flexíveis para limpeza do ouvido, pois o objeto pode lesar a membrana do tímpano e tira a proteção que a cera promove;
– Manter a carteira de vacinação em dia;
– Não usar remédios sem orientação médica;
– Fazer acompanhamento genético e com o otorrinolaringologista caso haja histórico de surdez na família;
– Procurar o especialista em casos de dúvidas ou caso haja incapacidade de ouvir sons.

Além disso, é importante ficar atento à prevenção para determinadas faixas etárias:

Crianças: Observar se a carteira de vacinação está em dia e se apresenta alguma dificuldade cognitiva. Também é importante prevenir infecções de orelha que podem resultar em um quadro futuro de perda de audição. Se houver suspeita de perda auditiva, é importante procurar um especialista imediatamente. “Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor será seu aproveitamento na aquisição da linguagem”, diz o médico.

Idosos: Todos nós teremos a chamada presbiacusia (surdez adquirida pela idade). A partir dos 60 anos, é recomendável realizar anualmente uma consulta com um especialista para acompanhamento. Se constatada perda auditiva, é indicado o uso de aparelho auditivo, para diminuir o avanço da perda.

Dermatologista do São Luiz dá dicas para evitar doenças de pele no verão

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postado em 2 de Janeiro de 2018

Estação mais quente do ano favorece aparecimento de brotoejas, micoses e queimaduras solares

A estação mais quente do ano já começou, e com ela vem viagens para a praia ou campo. Tudo pronto para uma das combinações existentes mais perigosas para a pele: exposição excessiva ao sol e umidade.

Não somente as queimaduras solares tornam o verão uma estação perigosa para a pele, mas também as micoses e brotoejas. A incidência dessas doenças na pele é favorecida por calor, umidade e baixa de imunidade.

As micoses são infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos. Já as brotoejas, que são pequenas bolinhas que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor.

A melhor forma de evitá-las é manter hábitos de higiene secando-se corretamente após o banho, principalmente em locais mais fechados, como virilha, entre os dedos dos pés e axilas. Como complemento a isso, fazer uso de roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva.

Agora, para os momentos de exposição solar, os principais cuidados com a pele no verão serão hidratação e uso de fotoproteção.

O uso do protetor solar deve ser feito por todos, sempre reaplicando o protetor antes e depois de entrar na água do mar ou piscina, ou a cada duas ou três horas.

A prevenção das doenças de pele por queimaduras solares, principalmente o câncer, se dão pelo uso do filtro solar e exposição ao sol entre às 10h e 16h, além da adoção de medidas complementares de proteção, como chapéus, bonés, viseiras e óculos de sol.

A Dra. Rosanna Nocito, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim e Hospital São Luiz Morumbi orienta que o uso da fotoproteção é importantíssimo e deve ser feito por todas as pessoas. “Precisamos, também, entender que não existe fotoprotetor resistente à agua, e por isso é imprescindível que façamos a reaplicação na pele e na face sempre a cada duas ou três horas”, diz.

– Para peles mais oleosas, deve-se optar por fotoprotetor com veículos mais leves, como gel ou sérum;

– Para peles mais maduras, fazer uso de veículos mais hidratantes como cremes ou loções;

– Para os pequenos, uso de fotoprotetor especifico com rótulo kids.

A Dra. Rosanna lembra ainda, que a hidratação deve ser feita sempre de forma interna e externa, com ingestão de dois a três litros de água e fazendo uso de hidratante indicado pelo dermatologista.

Infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz tira dúvidas sobre a febre amarela

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postado em 22 de dezembro de 2017

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus. No Brasil, ela pode ser classificada como silvestre ou urbana. A Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim responde as questões mais comuns sobre o tema:

O que é a febre amarela?

Uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos contaminados. Não existe transmissão de pessoa para pessoa.

Existem quantos tipos de febre amarela?

Dois: silvestre e urbano. O silvestre ocorre em áreas rurais e de mata por meio de um ciclo que envolve macacos e mosquitos, sendo o homem um hospedeiro acidental. Já o urbano, o homem é o único hospedeiro e a transmissão é feita exclusivamente pelo Aedes aegypti (mosquito vetor de outras doenças como dengue, chikungunya e zika vírus).

Quais são os sintomas?

Inicialmente, o paciente tem febre, dor de cabeça e no corpo, cansaço, falta de apetite, náuseas e vômitos. É importante ressaltar que não é necessário acumular todos os sintomas. Já nas formas graves podem ocorrer coloração amarelada na pele, hemorragias e insuficiência renal.

Qual é o ciclo da doença?

O período de incubação varia em média entre 3 e 6 dias e o vírus fica no corpo humano por no máximo 7 dias. Os sintomas só aparecem de um a dois dias após a incubação.

Como prevenir?

A vacina é a principal forma de prevenção.

A vacina é segura?

A eficácia chega a 90% e é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar até 5% dos imunizados.

A vacina dura quanto tempo?

A vacina dura dez anos. Depois disso, uma segunda dose garante a imunização para o resto da vida. A vacina começa a ser efetiva dez dias após a aplicação.

Quem deve se vacinar?

Pessoas que moram ou vão viajar para regiões rurais ou de mata dentro das áreas de risco apontadas pelo Ministério da Saúde.

Grávidas podem tomar a vacina?

Não. A vacina é feita com vírus vivo atenuado e é contraindicada tanto na gravidez quanto durante a amamentação. Se a mulher tiver se imunizado após o nascimento do bebê, ela precisa esperar 28 dias para retornar a amamentação, pois o vírus pode ser transmitido pelo leite.

Como as gestantes devem se proteger da febre amarela?

Usando roupas que cubram as áreas expostas, passando repelente na pele e sobre a roupa, além de evitar viajar para as regiões que têm casos da doença.

As crianças devem ser imunizadas quando e quantas vezes?

A vacinação deve ser feita a partir dos 9 meses, mas em situações de surto ou viagens para áreas de maior risco, a partir dos 6 meses. O pediatra é o responsável por essa avaliação. Se a criança for vacinada aos 9 meses, ela deverá tomar o reforço aos 4 anos. Se vacinou depois dos 5, a segunda dose precisa ser realizada após 10 anos.

Pediatra do São Luiz alerta para perigos do verão com crianças

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postado em 14 de dezembro de 2017

Seguir as recomendações dos especialistas pode evitar que as férias se tornem um problema

O período de férias é com certeza o mais esperado do ano para as crianças. Momento em que elas podem dedicar 100% do tempo à diversão, seja na praia, no campo ou até mesmo em casa. Para que tudo aconteça dentro do esperado, os pais precisam tomar alguns cuidados quando estiverem no período de descontração.

As recomendações dos especialistas são para evitar que o passeio que deveria trazer boas lembranças possa se transformar em um problema para a família.

A Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital São Luiz Jabaquara e Hospital da Criança, listou algumas informações que podem ser importantes para evitar acidentes durante as férias de verão:

Como evitar perder a criança na praia?
Atenção é a palavra chave. Em um dia quente de verão com praias cheias de gente é muito fácil perder uma criança de vista. Para as crianças entre os dois e nove anos os pais podem optar por colocar uma pulseira de identificação, para que seja mais simples uma localização caso a criança se perca.

Como prevenir afogamentos?
A atenção sempre é a melhor prevenção. Além disso, respeitar os avisos e sinalização como profundidade das piscinas e mar agitado, por exemplo. O uso de boia dá uma falsa segurança a quem está usando. Se a opção for feita em praias, a atenção deva ser redobrada, devido a possibilidade de correntes e ondas que as deslocam para longe.

Como evitar acidentes com bicicletas, skates e patins? O que fazer na hora do machucado?
Ao andar de bicicleta, skate ou patins um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. Para isso, recomenda-se o uso do capacete. No caso da bicicleta, além do capacete, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos.

Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com água corrente e sabão para prevenir infecção local. O uso de gelo envolto por um lenço no local da pancada ajuda a diminuir o inchaço provocado. Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e levar a criança a uma unidade de pronto atendimento.
A brincadeira deve sempre acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, distante ao fluxo de carros.

Em dias muito quentes é melhor usar o ventilador ou o ar-condicionado?
O principal problema é o ressecamento do ar, que piora consideravelmente a situação de crianças alérgicas, com rinite ou asma. Já o uso de ventiladores pode acarretar movimentação de alérgenos em um ambiente. Se não houver higienização adequada do aparelho de ventilação este problema pode se intensificar.

Que alimentos oferecer ao meu filho nos dias mais quentes?
Em dias mais quentes habitualmente é necessário ofertar uma quantidade maior de líquidos que podem ser na forma de água, sucos naturais, frutas e/ou refeições mais leves.

Que lanches posso levar para as crianças em um dia de praia/piscina? Como armazenar para que não estraguem?
As refeições devem ser de utilização rápida e composta por alimentos de fácil digestão. Evitar o consumo de produtos com grandes quantidades de gordura ou muita proteína, pois estes ingredientes tendem a ter uma digestão mais lenta.

Se eu for comprar algo para comer na praia, quais são as melhores opções?
A recomendação é que sejam comprados produtos industrializados, tais como sorvetes, biscoitos de água e sal ou polvilho. Certifique-se de conhecer a procedência dos produtos e seu modo de preparo.

O que oferecer para manter a hidratação da criança?
Líquidos de um modo geral promovem hidratação. Contudo, prefira água, água de coco ou sucos de frutas.

Como proteger a pele do meu filho do sol?
Utilizar sempre protetor solar e evitar a exposição prolongada e repetida ao sol. O uso de fotoprotetor está indicado a partir do sexto mês de vida, antes é recomendável a não exposição ao sol. Para a criança, sempre dar preferência aos filtros físicos com FPS no mínimo 30. Levar em consideração a cor da pele; quanto mais clara maior o fator de proteção.

O FPS deve ser passado 20 min. antes da exposição em todo o corpo, antes de vestir a roupa. Reapliacar a cada 2h ou após mergulhar. Válido também a lembrança de evitar a exposição entre 10h e 16h. Se atentar a essa mudança também no horário de verão. Acima dos 2 anos, usar o protetor solar indicado ao público infantil, sem esquecer os cuidados citados anteriormente.

Sempre usar chapéu ou boné, roupa leve e arejada.

O que fazer se a pele do meu filho ficar ardida de sol?
Deve-se fazer compressa fria, evitar novas exposições.

As assaduras também são mais frequentes no verão?
Assaduras também são mais frequentes no verão devido ao calor. O aumento do calor e temperatura leva a maior transpiração, causando aumento da umidade, que favorece o crescimento de fungos, causador das assaduras.

Quais medicamentos levar em viagens para evitar problemas?
Em um kit de medicamentos para viagens não pode faltar remédio para dor e febre; para vômitos e dor de barriga; soro fisiológico para limpeza nasal; soro de reidratação oral e em pó; micropore e gaze para curativos.

Ser portador do vírus HIV não é o mesmo que estar com Aids, explica infectologista do Hospital São Luiz

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postado em 1 de dezembro de 2017

No dia mundial de combate à doença, especialista destaca que a camisinha atinge níveis de proteção muito próximos a 100%

Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. As campanhas de conscientização sobre a doença são parte fundamental na prevenção, lembrando que ações e medidas são de responsabilidade de todos. Além disso, são importantes no combate ao preconceito, por ampliarem o conhecimento sobre o assunto e estimularem o debate.

Primeiro, é necessário explicar que ser portador do vírus HIV não é o mesmo que estar com Aids. “Uma pessoa pode ser portadora do vírus HIV e não estar doente. Pode até mesmo nunca adoecer em função desta infecção. Mas, quando a infecção pelo HIV acarreta um desgaste do sistema imune, usualmente a pessoa desenvolve Aids, doença decorrente da infecção pelo HIV”, explica o Dr. Carlos Kiffer, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz unidade São Caetano.

O vírus tem uma ligação especial com algumas células do nosso corpo, principalmente uma das mais importantes defesas do sistema imune – os linfócitos CD4. Com o tempo, o HIV desgasta e elimina estas células, e o sistema imunológico enfraquece. “Uma pessoa que acaba de se infectar pelo HIV normalmente não tem sintoma nenhum. Algumas recém-infectadas podem desenvolver febre, gânglios pelo corpo e mal-estar geral, como se estivessem com uma virose, mas isso não é comum”, diz o especialista.

Já os sintomas da Aids são muito variáveis e normalmente estão associados ao tipo de doença que a pessoa desenvolve em consequência do enfraquecimento do organismo. Um paciente com Aids normalmente tem doenças associadas à falha da imunidade, como aquelas causadas por fungos, parasitas ou tumores. A forma mais comum de infecção ocorre pela via sexual, mas vale lembrar que também pode ocorrer por contagio com sangue ou materiais perfuro-cortantes contaminados.

Outras formas possíveis de contágio, embora raras hoje em dia, são a transmissão durante a gravidez ou no momento do parto, da mãe para o filho, e transfusões de sangue contaminado. Estas duas formas se tornaram bastante incomuns devido às formas de prevenção de hoje em dia. O médico ainda ressalta que algumas DSTs facilitam a transmissão e a aquisição do HIV, principalmente aquelas que causam lesões, machucados ou úlceras genitais.

O uso da camisinha é o método mais eficaz para a prevenção, mas, de acordo com o Dr. Kiffer, existem outras formas que podem ajudar na prática de sexo mais seguro, como evitar contato com sangue visível e cuidar precocemente de doenças genitais ou DSTs. “A camisinha confere quase proteção total, mas isso depende de seu uso correto e da qualidade da própria camisinha. Se bem usada, atinge níveis de proteção muito próximos a 100%”.

Por fim, o infectologista lembra que o termo “grupo de risco” não é adequado, justamente por remeter a uma sensação de que haveria grupos de pessoas sob maior risco do que outras. Na verdade, existem comportamentos, em qualquer grupo social, que colocam as pessoas em maior risco. “O mais importante é a conscientização de todos sobre práticas mais seguras. Qualquer relação entre duas pessoas pode ser saudável e segura, desde que ambas sejam conscientes e tomem medidas de prevenção”.

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