Blog da Saúde

Pediatra do São Luiz alerta para perigos do verão com crianças

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postado em 14 de dezembro de 2017

Seguir as recomendações dos especialistas pode evitar que as férias se tornem um problema

O período de férias é com certeza o mais esperado do ano para as crianças. Momento em que elas podem dedicar 100% do tempo à diversão, seja na praia, no campo ou até mesmo em casa. Para que tudo aconteça dentro do esperado, os pais precisam tomar alguns cuidados quando estiverem no período de descontração.

As recomendações dos especialistas são para evitar que o passeio que deveria trazer boas lembranças possa se transformar em um problema para a família.

A Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital São Luiz Jabaquara e Hospital da Criança, listou algumas informações que podem ser importantes para evitar acidentes durante as férias de verão:

Como evitar perder a criança na praia?
Atenção é a palavra chave. Em um dia quente de verão com praias cheias de gente é muito fácil perder uma criança de vista. Para as crianças entre os dois e nove anos os pais podem optar por colocar uma pulseira de identificação, para que seja mais simples uma localização caso a criança se perca.

Como prevenir afogamentos?
A atenção sempre é a melhor prevenção. Além disso, respeitar os avisos e sinalização como profundidade das piscinas e mar agitado, por exemplo. O uso de boia dá uma falsa segurança a quem está usando. Se a opção for feita em praias, a atenção deva ser redobrada, devido a possibilidade de correntes e ondas que as deslocam para longe.

Como evitar acidentes com bicicletas, skates e patins? O que fazer na hora do machucado?
Ao andar de bicicleta, skate ou patins um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. Para isso, recomenda-se o uso do capacete. No caso da bicicleta, além do capacete, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos.

Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com água corrente e sabão para prevenir infecção local. O uso de gelo envolto por um lenço no local da pancada ajuda a diminuir o inchaço provocado. Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e levar a criança a uma unidade de pronto atendimento.
A brincadeira deve sempre acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, distante ao fluxo de carros.

Em dias muito quentes é melhor usar o ventilador ou o ar-condicionado?
O principal problema é o ressecamento do ar, que piora consideravelmente a situação de crianças alérgicas, com rinite ou asma. Já o uso de ventiladores pode acarretar movimentação de alérgenos em um ambiente. Se não houver higienização adequada do aparelho de ventilação este problema pode se intensificar.

Que alimentos oferecer ao meu filho nos dias mais quentes?
Em dias mais quentes habitualmente é necessário ofertar uma quantidade maior de líquidos que podem ser na forma de água, sucos naturais, frutas e/ou refeições mais leves.

Que lanches posso levar para as crianças em um dia de praia/piscina? Como armazenar para que não estraguem?
As refeições devem ser de utilização rápida e composta por alimentos de fácil digestão. Evitar o consumo de produtos com grandes quantidades de gordura ou muita proteína, pois estes ingredientes tendem a ter uma digestão mais lenta.

Se eu for comprar algo para comer na praia, quais são as melhores opções?
A recomendação é que sejam comprados produtos industrializados, tais como sorvetes, biscoitos de água e sal ou polvilho. Certifique-se de conhecer a procedência dos produtos e seu modo de preparo.

O que oferecer para manter a hidratação da criança?
Líquidos de um modo geral promovem hidratação. Contudo, prefira água, água de coco ou sucos de frutas.

Como proteger a pele do meu filho do sol?
Utilizar sempre protetor solar e evitar a exposição prolongada e repetida ao sol. O uso de fotoprotetor está indicado a partir do sexto mês de vida, antes é recomendável a não exposição ao sol. Para a criança, sempre dar preferência aos filtros físicos com FPS no mínimo 30. Levar em consideração a cor da pele; quanto mais clara maior o fator de proteção.

O FPS deve ser passado 20 min. antes da exposição em todo o corpo, antes de vestir a roupa. Reapliacar a cada 2h ou após mergulhar. Válido também a lembrança de evitar a exposição entre 10h e 16h. Se atentar a essa mudança também no horário de verão. Acima dos 2 anos, usar o protetor solar indicado ao público infantil, sem esquecer os cuidados citados anteriormente.

Sempre usar chapéu ou boné, roupa leve e arejada.

O que fazer se a pele do meu filho ficar ardida de sol?
Deve-se fazer compressa fria, evitar novas exposições.

As assaduras também são mais frequentes no verão?
Assaduras também são mais frequentes no verão devido ao calor. O aumento do calor e temperatura leva a maior transpiração, causando aumento da umidade, que favorece o crescimento de fungos, causador das assaduras.

Quais medicamentos levar em viagens para evitar problemas?
Em um kit de medicamentos para viagens não pode faltar remédio para dor e febre; para vômitos e dor de barriga; soro fisiológico para limpeza nasal; soro de reidratação oral e em pó; micropore e gaze para curativos.

Ser portador do vírus HIV não é o mesmo que estar com Aids, explica infectologista do Hospital São Luiz

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postado em 1 de dezembro de 2017

No dia mundial de combate à doença, especialista destaca que a camisinha atinge níveis de proteção muito próximos a 100%

Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. As campanhas de conscientização sobre a doença são parte fundamental na prevenção, lembrando que ações e medidas são de responsabilidade de todos. Além disso, são importantes no combate ao preconceito, por ampliarem o conhecimento sobre o assunto e estimularem o debate.

Primeiro, é necessário explicar que ser portador do vírus HIV não é o mesmo que estar com Aids. “Uma pessoa pode ser portadora do vírus HIV e não estar doente. Pode até mesmo nunca adoecer em função desta infecção. Mas, quando a infecção pelo HIV acarreta um desgaste do sistema imune, usualmente a pessoa desenvolve Aids, doença decorrente da infecção pelo HIV”, explica o Dr. Carlos Kiffer, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz unidade São Caetano.

O vírus tem uma ligação especial com algumas células do nosso corpo, principalmente uma das mais importantes defesas do sistema imune – os linfócitos CD4. Com o tempo, o HIV desgasta e elimina estas células, e o sistema imunológico enfraquece. “Uma pessoa que acaba de se infectar pelo HIV normalmente não tem sintoma nenhum. Algumas recém-infectadas podem desenvolver febre, gânglios pelo corpo e mal-estar geral, como se estivessem com uma virose, mas isso não é comum”, diz o especialista.

Já os sintomas da Aids são muito variáveis e normalmente estão associados ao tipo de doença que a pessoa desenvolve em consequência do enfraquecimento do organismo. Um paciente com Aids normalmente tem doenças associadas à falha da imunidade, como aquelas causadas por fungos, parasitas ou tumores. A forma mais comum de infecção ocorre pela via sexual, mas vale lembrar que também pode ocorrer por contagio com sangue ou materiais perfuro-cortantes contaminados.

Outras formas possíveis de contágio, embora raras hoje em dia, são a transmissão durante a gravidez ou no momento do parto, da mãe para o filho, e transfusões de sangue contaminado. Estas duas formas se tornaram bastante incomuns devido às formas de prevenção de hoje em dia. O médico ainda ressalta que algumas DSTs facilitam a transmissão e a aquisição do HIV, principalmente aquelas que causam lesões, machucados ou úlceras genitais.

O uso da camisinha é o método mais eficaz para a prevenção, mas, de acordo com o Dr. Kiffer, existem outras formas que podem ajudar na prática de sexo mais seguro, como evitar contato com sangue visível e cuidar precocemente de doenças genitais ou DSTs. “A camisinha confere quase proteção total, mas isso depende de seu uso correto e da qualidade da própria camisinha. Se bem usada, atinge níveis de proteção muito próximos a 100%”.

Por fim, o infectologista lembra que o termo “grupo de risco” não é adequado, justamente por remeter a uma sensação de que haveria grupos de pessoas sob maior risco do que outras. Na verdade, existem comportamentos, em qualquer grupo social, que colocam as pessoas em maior risco. “O mais importante é a conscientização de todos sobre práticas mais seguras. Qualquer relação entre duas pessoas pode ser saudável e segura, desde que ambas sejam conscientes e tomem medidas de prevenção”.

Parto humanizado: o que é e quais são seus benefícios

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postado em 28 de novembro de 2017

O conceito de parto humanizado ainda gera muitas dúvidas. Apesar de ser frequentemente confundido com um tipo de parto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) traz a seguinte definição: “humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e o nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê”.

Assim, deve-se sempre evitar qualquer tipo de procedimento invasivo desnecessário, independente do tipo de parto, seja ele normal, natural ou cesárea. Segundo a Dra. Monica Resende, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, a humanização do parto consiste também na promoção de vínculo familiar, entre mãe, pai e bebê.

Portanto, além de evitar as interferências desnecessárias ou prejudiciais e respeitar as decisões da gestante, várias medidas podem ser adotadas. Entre elas estão a presença do pai na sala de parto, amamentação o mais precoce possível, luz baixa no ambiente e musicoterapia, por exemplo. “Tanto partos vaginais quanto cirúrgicos podem e devem ser humanizados”, explica a especialista.

A Dra. Monica também ressalta outros benefícios desta prática para o bem-estar físico e emocional da mãe e do bebê. De acordo com ela, alguns estudos mostram que a promoção da humanização do parto aumenta de forma significativa o bom prognóstico de evolução do recém-nascido, além de deixá-lo mais seguro e favorecer os laços afetivos entre os membros da família.

“O Hospital e Maternidade São Luiz é uma instituição que preza pela realização do parto humanizado, apoiando e realizando a amamentação precoce na sala de parto, incentivando o contato precoce do pai com o bebê através do uso de slings, cromoterapia e musicoterapia no ambiente do nascimento, e favorecendo o alojamento conjunto”, esclarece a médica.

Para mais informações e preparo para o parto humanizado, é muito importante que a paciente converse com o seu médico durante o pré-natal. Este é o melhor momento para orientações e solucionar dúvidas sobre quais são os melhores caminhos para que esses procedimentos sejam realizados de forma individualizada e especial.

Hospitais São Luiz tem serviço referência no atendimento a arritmias cardíacas

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postado em 10 de novembro de 2017

Locais contemplam exames de prevenção, diagnóstico e tratamento a todas as arritmias

Os Hospitais São Luiz Itaim, Morumbi e Jabaquara possuem um serviço de atendimento exclusivo a pacientes com arritmias cardíacas. O Ambulatório de Arritmias possui todos os equipamentos necessários para avaliação, detecção e tratamento da doença.

“Algumas estatísticas apontam que nos próximos dez anos uma epidemia de fibrilação atrial, como também é conhecida a arritmia, afetará cerca de 20% da população mundial. Por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente. O tratamento evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte”, explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, arritmologista e coordenadora dos serviços de Arritmologia dos Hospitais São Luiz Itaim, Morumbi e Jabaquara.

A arritmia é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia. Os principais sintomas são palpitações, falta de ar, cansaço e desmaios repentinos.

Para identificar a doença é necessário fazer uma série de exames, em que a maioria só podem ser realizados em hospitais. Por isso, o São Luiz optou em ter um ambulatório especifico em suas unidades, com o principal objetivo de dar toda a assistência ao paciente em um único lugar.

Os ambulatórios possuem equipamentos de última geração para a realização dos exames, como eletrocardiograma, holter 24 horas e MAPA. Além desses mais conhecidos, há dois específicos para detecção da arritmia, o monitor de eventos, que é um aparelho parecido com um celular que pode ficar de 15 a 30 dias conectado ao paciente por dois eletrodos, que monitoram cada batimento do coração e registram qualquer alteração enviando os dados diretamente para a central de informações do ambulatório; e o teste de inclinação (tilt test), indicado para os que sofreram desmaios repentinos, precisa que o paciente fique deitado em uma maca, mudando de postura a tempos pré-estabelecidos pelos especialistas, sempre ligado aos aparelhos de eletro e monitorização de pressão arterial a cada contração do coração, para a partir da mudança postural aponte o possível motivo da síncope sentida pelo paciente.

O local disponibiliza ainda todas as formas de tratamentos disponíveis, desde a mais convencional como a ablação por radiofrequência, realizada por cateterismo; o uso de medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos; ou até mesmo medicamentos que evitam novos surtos e sintomas. Até o tratamento mais inovador, feito por crioablação, procedimento para corrigir o ritmo cardíaco é realizado também via cateterismo cauterizando as veias à temperatura de -50 C°. Esse novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Há, também, como opção de tratamento para todas as arritmias, a colocação de um marca-passo. É importante destacar que a escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista.

Além da gama de exames disponibilizada, o serviço acompanha os pacientes que implantam marca-passo. Após o procedimento de colocação do aparelho, o paciente recebe o cartão do marca-passo, que contém informações com as recomendações específicas para o tratamento e cuidados com o aparelho.

Durante as consultas de retorno, marcadas entre três ou quatro meses, dependendo do caso do paciente, os especialistas realizam uma avaliação eletrônica do marca-passo, onde por meio de telemetria do dispositivo avaliam o funcionamento, podendo reduzir os gastos de bateria, melhorar o funcionamento do aparelho e outras ações.

No ambulatório, atuam também profissionais de apoio ao tratamento multidisciplinar como psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais que ficam à disposição para complementar as ações de atendimento.

Com altas chances de sucesso, parto normal após cesárea é possível sim!

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postado em 1 de novembro de 2017

Taxas de êxito chegam a 80%; complicações não atingem 1% dos casos

Estudos realizados desde a década de 60 têm demonstrado que a frase “uma vez cesárea, sempre cesárea” tem cada vez mais perdido o sentido.

“Submeter-se a um parto normal com cesárea prévia é possível e, mais do que isso, com altas chances de sucesso e segurança.” É assim que o Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz Itaim, fala sobre as mulheres que foram submetidas previamente a uma cesariana, que podem tentar passar por um trabalho de parto e terem seus filhos por meio de um parto vaginal.

As taxas de sucesso de partos vaginais após cesarianas podem chegar a 80%, sempre variando de caso a caso, mas nunca menor do que 60%. A complicação mais temida é a de o útero se romper durante o parto, causando grande hemorragia, perda do útero e até óbito da parturiente e do bebê, mas sua incidência não chega a 1%. “De todos os partos normais, os rompimentos de úteros ficam entre 0,4 a 0,7%, mostrando que o procedimento é altamente seguro”, orienta Hernandez.

As vantagens de se escolher o parto normal após ter passado por uma cesárea são as mesmas de se optar por um parto vaginal na primeira gravidez. Os benefícios vão além da melhoria da maturidade dos pulmões do bebê, que ocorre pelo nascimento natural do pequeno. Menor risco de infecção, favorecimento da produção de leite materno e o retorno do útero ao seu tamanho normal mais rapidamente são outros existentes nessa prática, que valem destaque.

Para o bebê, a passagem pelo canal vaginal é importante para tirar todo o líquido que fica dentro do pulmão – que acontece no momento que ele é espremido –, diminuindo as chances de desenvolver complicações respiratórias. Além de possibilitar que o bebê entre em contato com bactérias que ajudam no desenvolvimento imunológico trazendo ainda benefícios para a vida adulta.

Já para a mãe, a não realização de uma cirurgia possibilita que ela esteja precocemente em contato com seu bebê e se reabilite mais rapidamente sem dores, diferente da cirurgia que traz limitações.

Para poder escolher a realização de parto normal após cesárea prévia, a mulher precisa atender a alguns requisitos:

• Ter tido apenas uma cicatriz no útero (cesárea tradicional) anterior;
• A cesariana anterior ter ocorrido pelo bebê estar sentado ou sem ter atingido dilatação total do colo do útero;
• A mulher ter menos de 40 anos;
• Entrar em trabalho de parto espontâneo e antes da data prevista;
• Estar esperando um bebê com menos de 4000g.

No caso das gestações gemelares após cesárea prévia, o Dr. Wagner Hernandez explica que os riscos são iguais às gestações únicas. “Os grandes prejuízos da cesárea aparecem em grandes proles, provocando alta incidência de placenta prévia ou acretismo placentário, com risco de hemorragia e até perda do útero”, orienta.

Após o parto, o especialista recomenda verificar a parede uterina por meio do exame de toque, para checar se realmente não houve ruptura. “Em todos os casos, o mais importante é ser avaliada por um especialista que levará em consideração seu histórico, buscando sempre encontrar a melhor escolha para a gestante e seu bebê”, orienta Hernandez.

Envelhecimento, sedentarismo e má postura agravam dores na coluna

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postado em 24 de outubro de 2017

Episódios de dores das costas são muito comuns na população. Em geral, eles estão relacionados à má postura, ao uso indevido da coluna (como movimentos repetitivos e sobrecarga mecânica) e ao envelhecimento. Os desconfortos também podem esconder outros problemas, que podem ser agravados se não houver correção das posturas incorretas.

Segundo o Dr. Marco Prist, neurocirurgião do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, os processos mais comuns com o envelhecimento da coluna são as doenças chamadas degenerativas, como bicos de papagaio, hérnias discais e estreitamentos dos locais por onde passam os nervos da coluna vertebral. Porém, os maus hábitos favorecem o aparecimento destas enfermidades mais cedo.

“Hoje, o sedentarismo, o hábito de ficar mais tempo sentado ao computador e a utilização excessiva de tablets e celulares estão agravando o mau uso da coluna e aumentando o aparecimento de problemas e dores cervicais, além dos desconfortos lombares por falta de atividade muscular compensatória da coluna lombar”, explica o especialista.

Exercícios físicos podem ser grandes aliados na correção da postura e na melhora dos quadros de dor, mas apenas se forem feitos de forma correta. Por isso, é necessário ter atenção e acompanhamento profissional. De acordo com o médico, todo exercício com impacto para a coluna, principalmente a lombar, pode ser prejudicial se feito sem acompanhamento e regra. Os mais indicados são alongamento, musculação e pilates.

“Os exercícios orientados e a fisioterapia reabilitadora podem fazer com que os sintomas dolorosos melhorem e o paciente fique bem sem necessidade de outros procedimentos, por melhora da condição muscular e das articulações da coluna. O paciente deve sempre fazer exercícios como alongamento, pilates, e evitar esforços com sobrecarga e impacto para se manter bem”, diz o Dr. Marco.

É importante ressaltar que os problemas posturais também melhoram com RPG (reabilitação postural global), que educa o paciente ao uso de seu corpo em condições mais anatômicas, preservando a coluna e melhorando o estresse mecânico das posturas viciosas e das sobrecargas do uso. Eventualmente, em doenças como a escoliose, há necessidade de correção cirúrgica.

O especialista ainda alerta para o risco da automedicação: “O uso indiscriminados de remédios para dor pode levar a dependência desses medicamentos, bem como a perda da sua eficácia e efeitos colaterais sobre outros órgãos. As medicações devem ser usadas com parcimônia e sempre com acompanhamento”.

Obesidade dificulta prevenção e tratamento do câncer de mama

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postado em 19 de outubro de 2017

Risco aumenta porque o excesso de peso aparece associado a outras doenças

O câncer de mama é um problema que atinge muitas mulheres em todo o mundo, mas se for diagnosticado precocemente, tem grandes chances de cura. A doença, relativamente rara antes dos 35 anos, começa a ter maior incidência após os 50 anos. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. Mas a maioria tem boas chances de cura.

Desde a década de 1990, durante todo o mês de outubro as instituições de saúde fazem campanhas para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. O Outubro Rosa é celebrado anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre a doença, promover a conscientização, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico, tratamento e, consequentemente, contribuir para a redução da mortalidade pela doença.

Dentre todos os fatores considerados importantes para a prevenção, a alimentação talvez seja o que precise de mais atenção, pois a obesidade é um marcador de prognóstico ruim para o câncer de mama.

Segundo o Dr. Marcello Ferretti Fanelli, oncologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, alguns dados já solidificados apontam para uma associação de obesidade com câncer de mama, especificamente em tumores que tem velocidades de crescimento mais brandos. “Os tumores mais agressivos aparecem menos relacionado com a obesidade, já os tumores dependentes dos hormônios estrógeno e progesterona têm alta relação”, esclarece o oncologista.

Esse risco maior se dá porque a excesso de peso normalmente aparece com duas ou mais doenças associadas, fazendo com que esse paciente carregue consigo outros problemas de saúde que podem vir a agravar a sua condição geral, como diabetes, hipertensão ou problemas cardiovasculares, por exemplo.

Para o Dr. Marcello, as pessoas devem preconizar um estilo de vida saudável, com boa alimentação, atividade física regular e interrupção do tabagismo, quando ele é presente. “A prevenção deve ser feita o ano todo e não somente durante as campanhas”, orienta.

O diagnóstico do câncer de mama é feito por meio de biópsia das lesões palpáveis, visíveis ou que foram identificadas em exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética).

O tratamento sempre é individualizado, pois depende de características importantes como estadiamento, que é o processo para determinar a extensão do câncer e onde está localizado, além das características clínicas do paciente. Pode ser incluído: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo ou hormonioterapia, tudo dependerá do diagnóstico.

5 perguntas e respostas sobre exercícios físicos na gestação

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postado em 11 de outubro de 2017

Quando pensamos sobre gravidez, muitas vezes a associamos a um período de repouso, principalmente nas últimas semanas. Porém, quase todas as gestantes podem praticar exercícios físicos e, geralmente, até o dia do parto. Os benefícios para o bem-estar da mãe e do bebê são muitos.

Esse assunto ainda gera muitas dúvidas e merece atenção. Por isso, a Dra. Sílvia Gomyde Casseb, ginecologista, obstetra e médica do esporte do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, respondeu algumas perguntas importantes, tanto para as gestantes que já praticavam esportes quanto para quem pretende começar a exercitar neste período.

1. Todas as mulheres podem praticar exercícios físicos na gravidez?

Quase todas. Existem algumas contraindicações, doenças e patologias da própria gestação ou daquela mulher, como problemas no coração e no pulmão, mas isso é muito raro. Então, é importante frisar que a maioria pode. Para isso, é importante uma boa avaliação do médico que a acompanha, como o ortopedista ou cardiologista, e do obstetra.

2. Quais são as modalidades mais indicadas na gestação?

Depende muito do que a mulher fazia antes. Muitos exercícios podem e devem ser continuados. De uma forma geral, os exercícios mais seguros são natação, hidroginástica, caminhada na água e caminhada. Como exercício de força, a musculação é muito segura e versátil, assim como o pilates, tanto para quem já fazia quanto para quem nunca fez.

3. Até quanto tempo de gestação é indicado praticar esportes?

Até o dia do parto, geralmente, se não houver nenhuma intercorrência na gestação. Existem casos em que a gestante tem algum problema e precisa parar, mas, em geral, pode fazer desde o início até o último dia. A intensidade depende do exercício e do condicionamento que a mulher tinha antes de engravidar. Para atletas que estão acostumadas com muito exercício, o “moderado” é uma quantidade diferente das outras pessoas.

A grávida precisa ser avaliada levando em conta todo o histórico de exercício físico e de condicionamento. Se o exercício for bem prescrito no começo, é possível manter até o final. Às vezes, existe uma questão de conforto para a mãe, mas não de risco para o bebê. Os exercícios na água são muito confortáveis no fim da gravidez, por exemplo.

4. Quais cuidados gerais as grávidas devem tomar durante a prática esportiva?

Hidratação é o ponto mais importante: precisa beber água o tempo todo. Outra recomendação é não fazer exercício em jejum. O ambiente também não pode ter a temperatura muito alta e deve ser bastante ventilado, se for um lugar fechado. No caso de um local aberto, a indicação é usar roupa leve e evitar os horários mais quentes.

5. Quais são os principais benefícios dos esportes na gravidez?

O benefício geral é controlar o peso e evitar doença cardiovascular, como pressão alta, infarto e derrame. Na gestação, especificamente, evita o diabetes gestacional e a pré-eclâmpsia, uma doença de pressão alta na gestação. As mulheres que fazem exercício melhoram a oxigenação para o feto, a qualidade do sono delas e até as dores nas costas, porque todos os músculos estão fortalecidos. Além disso, ajuda na recuperação do pós-parto, que será menos dolorido. A gestação tem de ser o período mais saudável que você consiga imaginar, e isso inclui exercícios físicos, para ser saudável por completo.

Cirurgias com uso de robô têm maior eficácia

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postado em 5 de outubro de 2017

Hospital São Luiz Morumbi desenvolveu programa de capacitação médica para cirurgiões

As cirurgias realizadas por meio de robôs vêm tomando espaço no campo das terapias e dos tratamentos ofertados pelos médicos, principalmente em procedimentos de maior complexidade, por oferecer aos pacientes a volta às atividades de rotina mais rapidamente, além de um pós-operatório com menos dor.

A unidade Morumbi do Hospital São Luiz possui um robô Da Vinci Si, adquirido há mais de 2 anos, como parte do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz. Este sistema cirúrgico robótico integra os projetos de investimento em medicina de ponta e cirurgias de alta complexidade da Rede.

O sistema cirúrgico pode ser usado para o tratamento de diversas patologias. Os especialistas têm recomendado esse tipo de cirurgia por ser muito superior em vários aspectos, quando comparada à cirurgia aberta (laparotomia) e intervenções minimamente invasivas (laparoscopias), ambas bastante comuns nos dias de hoje.

O destaque está no momento em que o cirurgião precisa fazer movimentações mais precisa. Juntamente com a visão tridimensional, a técnica permite diminuir os cortes de centímetros para milímetros, preservando os tecidos saudáveis, diminuindo o sangramento e acelerando a recuperação. A precisão dos movimentos o torna ainda mais importante na separação de estruturas nobres, como artérias, veias e nervos, que requerem movimentos mais precisos.

Capacitação médica

Visando aumentar o nível de excelência de seus procedimentos, o Hospital São Luiz Morumbi criou o Programa de Educação Médica Continuada em Cirurgia Robótica, com objetivo de aprimorar tecnicamente seus cirurgiões para realizar procedimentos com excelência por meio do robô. Podem participar cirurgiões de todas as áreas abrangidas pela cirurgia robótica, como: ginecologia, urologia, cirurgia geral e oncologia.

O Dr. Fabio Thuler, coordenador de cirurgia robótica do Hospital São Luiz Morumbi, explica que o grande enfoque do programa é transformar a unidade em hospital escola. “O programa funcionará como um canal aberto entre os especialistas aptos a usarem o Da Vinci, com a possibilidade de realizar cirurgias com a presença de outros colegas altamente especializados na área, com objetivo de auxiliar e tirar as dúvidas também na prática”, explica o médico.

Médicos que quiserem se inscrever no programa, tanto para aprimoramento quanto para iniciação, precisam entrar em contato com o Relacionamento Médico do hospital, pelo telefone: 3093-1100.

Maternidade São Luiz São Caetano recebe Curso Preparatório para Pais

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postado em 27 de setembro de 2017

Curso oferecido há 28 anos pela Maternidade São Luiz agora está no ABC

O Hospital e Maternidade São Luiz, unidade São Caetano, sedia no dia 7 de outubro o seu primeiro Curso Preparatório para Pais. Ministrado desde 1987 pela Maternidade São Luiz, o curso agora também está presente na unidade inaugurada há menos de quatro meses no Grande ABC.

O principal objetivo é preparar os pais para a chegada do recém-nascido. Dentre os assuntos tratados estão orientações de como dar banho, trocar fralda, fazer curativo no umbigo e dicas de amamentação. Além disso, os pais também aprendem questões relacionadas à gestação, como mudanças físicas e psicológicas mais comuns na gravidez e no pós-parto.

A supervisora de enfermagem da Maternidade São Luiz São Caetano, Leah Bitelli, explica a vantagem de participar do curso: “É muito importante que os pais, principalmente os de primeira viagem, tenham algum contato prévio com questões essenciais quando estão esperando um bebê”, orienta.

Dr. Carlos Lotfi, diretor da unidade São Caetano, conta que a chegada do curso visa manter a tradição e a qualidade da marca São Luiz. “Estamos seguindo o mesmo padrão e diferenciais das unidades que são referência em São Paulo, com estrutura, hotelaria e serviços essenciais”, explica.

O curso terá duração de 4 horas e será ministrado a cada 15 dias. As inscrições devem ser feitas pelo Concierge, no telefone (11) 2777-1100, e os pais que participarem do curso concorrem a uma filmagem do parto gratuita.

Mais informações:

Data: O primeiro curso ocorre em 7/10. A frequência será a cada 15 dias, sempre aos sábados.
Carga horária: 4 horas, das 8h às 12h
Inscrições pelo telefone: (11) 2777-1100 (Concierge)
Endereço: Rua Walter Figueira, s/nº, 1º andar – Espaço Cerâmica, São Caetano do Sul (SP)
Valor: sob consulta

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