Blog da Saúde

Má alimentação e sedentarismo podem estar relacionados ao câncer colorretal

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postado em 7 de abril de 2017

O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum em homens e o segundo em mulheres em todo o mundo. Segundo números do INCA de 2016, estimava-se 34.280 novos casos, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres. Esse tipo de câncer, geralmente, tem maior incidência na população mais velha, mas atualmente tem se observado uma mudança do perfil desse paciente, com o aumento de casos em jovens.

Essa modificação tem chamado atenção. Para o coordenador de oncologia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Marcello Ferretti Fanelli, a percepção já existia entre os especialistas, mas até então não havia dados concretos que a comprovassem. Mas atualmente há estudos que mostram o aumento da chance de risco de câncer colorretal em jovens, comprovando a percepção médica.

Para o especialista, no Dia Mundial Combate ao Câncer, conscientizar a população sobre os cuidados de prevenção e tratamento é essencial, pois é um tema que precisa ser debatido constantemente. O Dr. Marcello Ferretti Fanelli tira as principais dúvida e dá orientações para quem quer saber mais sobre o assunto:

1. O que é o câncer colorretal?

Ele abrange tumores que acometem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. É absolutamente tratável e, na maioria dos casos, curável, principalmente quando é detectado precocemente. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que aparecem na parede interna do intestino grosso.

2. Por que a indecência deste câncer em jovens tem aumentado?

Mesmo com estudos recentes, ainda é cedo para afirmar e esclarecer os reais motivos do aparecimento desse tipo de câncer nos jovens. Mas há alguns fatores que conseguimos identificar e estão relacionados principalmente com o hábito e estilo de vida.
Vale destacar também que há também outros tumores que tem acometido a população jovem, como o do tubo digestivo e/ou transição esôfago-gástrica, que inclusive são doenças da mesma linhagem e que se comportam de maneiras semelhantes ao câncer colorretal.

3. Que hábitos são esses?

A má alimentação é o fator principal, além do tabagismo e consumo de álcool. A ingestão exagerado e frequente de alguns tipos de alimentos pode levar ao aumento desse câncer, como por exemplo: carnes vermelhas e processadas, embutidos (salsicha e linguiça), conservantes, corante, pouca ingestão de frutas, legumes e verduras. Esses alimentos contribuem para que ocorram alterações no corpo, podendo assim, desenvolver um tumor.

Alguns especialistas avaliam que pode estar diretamente relacionado à obesidade e o sobrepeso, por conta do consumo excessivo desses produtos, alterando assim os hormônios que causam uma inflamação interna até o surgimento do tumor, mas claro, isso tudo são suposições baseada no atendimento diário dos pacientes.

4. O câncer em jovens é mais comum quando é hereditário. O colorretal aumentou por esse motivo?

Não necessariamente. Estamos percebendo na população jovem um alto índice de câncer esporádico, ou seja, que não tem nenhuma hereditariedade. Porém, a existência de casos na família ainda é o maior responsável pela doença em jovens, por isso destaco que ainda é tudo muito primário e novo. O que se tem percebido é a detecção do câncer colorretal já em estágio avançado.

5. Por que em um estágio avançado?

A maneira de detecção é através de exames de rastreamento da doença, como a colonoscopia, que não é comum e nem recomendado ser feito em pessoas abaixo de 50 anos, a não ser claro, se tiver uma propensão familiar. Sendo assim, quando o sintoma aparece, ele pode estar em um estágio avançado, já que não há uma avaliação prévia.

É importante destacar que ainda é muito cedo para que se tenha uma orientação formal para a população jovem de realizar uma colonoscopia, pois ainda é um dado novo, que precisa de mais estudos e observação. Mas, claro, se o médico notar alguma alteração, indicará a realização de exames para uma avaliação mais profunda, principalmente se tiver uma predisposição familiar.

6. Qual é o tratamento? As chances de cura são grandes

Sempre que a doença já está localizada, sem metástase, o tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do tumor e parte do órgão que está comprometido e dos gânglios que estão na lesão. Após isso e a extensão do tumor, o especialista avaliará se precisará realizar quimioterapia.

A quimioterapia é indicada quando o paciente está com tumor com tamanho e profundidade importantes. Vale destacar também o tratamento dos pacientes que estão em fase metastática. É feita uma combinação de quimioterapia e cirurgia e é importante dizer que pode sim, levar a cura. Os pacientes que tem cânceres em metástase podem, sim, ser curados e as chances são grandes.

7. Qual é a melhor forma de prevenção? Como conscientizar as pessoas, principalmente os jovens, para evitar esse tipo de câncer?

Uma coisa é o conceito de tratamento de prevenção: quando não há uma lesão, mas pode vir a se transformar, por exemplo, o pólipo. Ele é tratado para evitar que se transforme em tumor. Já o diagnóstico precoce é feito quando o paciente tem um sintoma e o médico realiza uma investigação importante, com grandes chances de se fazer um diagnóstico em fase inicial.
Estudos apontam que o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, hortaliças, cereais integrais, feijões e sementes, assim como a prática regular de atividade física são considerados fatores protetores contra a doença.

8. Quais são os sintomas?

O paciente precisa estar muito atento aos sinais do corpo, para que o diagnóstico precoce seja feito. Sangramento intestinal, anemia em adulto, podem ser sinais que devem ser levados ao médico e rastreados para um tratamento rápido e eficaz.

Dezembro Laranja: fique atento para a prevenção do câncer de pele

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postado em 15 de dezembro de 2016

O sol faz bem à saúde, desde que aproveitado da maneira correta. Expor-se excessivamente aos raios solares é uma das causas do tipo de tumor mais frequente na população brasileira: o câncer de pele, que corresponde a 30% dos casos registrados da doença. Medidas simples podem evitar a maioria deles e, para alertar sobre este problema e incentivar a prevenção, foi criada a campanha Dezembro Laranja.

No Brasil, culturalmente a população não tem o hábito de se proteger do sol como é recomendado. “Embora os raios solares sejam mais intensos no verão, a proteção tem que ser todos os dias, em todas as estações do ano”, alerta a Dra. Rosanna Nocito, dermatologista das unidades Itaim e Morumbi do Hospital São Luiz. Segundo ela, a melhor forma de prevenir começa na consulta com o dermatologista, para que o profissional analise o tipo de pele e indique como a proteção deve ser feita da melhor maneira possível.

Algumas das medidas mais importantes são: Usar chapéus e camisetas, evitar a exposição solar entre 10 e 16h, utilizar filtros solares diariamente e reaplica-lo a cada duas horas ou sempre que entrar no mar ou piscina. Ao observar o crescimento ou mudança de forma de pintas, o paciente deve procurar imediatamente um especialista.

Essa neoplasia da pele é dividida em dois tipos: não melanoma e melanoma. Este último é o mais grave, devido à grande possibilidade de metástase e pode ser letal, dependendo do estágio da doença. Por isso, é importante o diagnóstico precoce, que aumenta consideravelmente as chances de cura.

Segundo a médica, indivíduos com a pele, cabelos e olhos mais claros têm mais chances de desenvolver o câncer de pele, além daqueles que têm albinismo ou sardas pelo corpo. “A pele negra, em geral, tem mais proteção, mas é preciso usar o protetor solar mesmo assim”, explica.

Outros fatores de risco são histórico familiar de melanoma, pintas escuras e doenças congênitas que se caracterizam pela intolerância total da pele ao sol, por exemplo. Os principais sintomas deste tipo de tumor são manchas pelo corpo, bolinhas que sangram facilmente, feridas que não cicatrizam, crescimento ou aparecimento de pintas.

Desempenho sexual é o ponto chave para homens irem ao médico

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postado em 8 de novembro de 2016

Urologista do Hospital São Luiz explica que sintomas surgem após os 50 anos e são eles que estimulam os homens a procurar tratamento

Durante o mês de novembro é comum nos depararmos com monumentos, prédios e parques iluminados de azul, mês em que acontecem campanhas em prol da saúde masculina. O Novembro Azul, como ficou conhecido o período, é uma oportunidade para que os homens cuidem de si mesmos.

Dentre os temas discutidos no período está o câncer de próstata, o segundo que mais acomete os homens. Mas há outra doença que também atinge os homens neste período da vida, o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem), popularmente chamado de andropausa, que tem sintomas semelhantes ao maior vilão da saúde masculina, o câncer.

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Com a chegada aos 50 anos, o homem tem uma diminuição progressiva na produção de testosterona, hormônio produzido pelos testículos. Uma queda gradual que pode chegar a 5%, e varia de acordo com biotipo, herança genética e modo de vida de cada um (alimentação, exercícios físicos e prevenção). Esse conjunto pode acarretar em diminuição da libido e disfunção erétil, depressão ou irritabilidade, diminuição do tecido muscular e diminuição de alguns aspectos da força muscular. Além disso, o conjunto de sintomas acima pode estar associado ao aumento da gordura abdominal, diminuição da densidade mineral óssea, do volume testicular e queda de pelos.

Para o Dr. Ricardo De La Roca, urologista do Hospital São Luiz Jabaquara, este conjunto de sintomas é uma das grandes causas que levam os homens a procurar ajuda nos consultórios médicos. “A disfunção erétil é a maior causa que estimula o homem a ir a uma consulta médica por si só, ou motivado pela companheira, uma vez que ela também sofre indiretamente com o quadro da queda da libido dele”, observa o médico.

É sabido que os tumores malignos de próstata são estimulados pela presença de testosterona. Para melhor entender a diferença entre Daem e o câncer de próstata, os médicos analisam todas as variáveis possíveis, como o metabolismo, o funcionamento do eixo produtor da testosterona, e as repercussões das eventuais alterações nos exames laboratoriais no organismo masculino, bem como em que situação a próstata se encontra, crescida ou não. Para o tratamento, caso haja câncer de próstata, não se pode indicar, por exemplo, a reposição hormonal com a testosterona.

Após a realização dos exames de diagnóstico e a constatação do Daem, o tratamento mais indicado é levar bem-estar e autoestima para sua vida, por meio da prática de exercícios diários, perda de peso aos que têm sobrepeso e estimulação dos testículos com medicações que elevam a produção de hormônios. É indicado, também, o controle de outros fatores de risco como hipertensão, diabetes, ácido úrico elevado, taxas altas de colesterol e triglicérides.

Dr. Ricardo explica ainda que nos dias de hoje seis em cada dez pacientes vão ao urologista para check-up de próstata, e em cerca de 70% destes podem ser apontados com algum grau de Daem. “O desempenho sexual pode ser o maior motivador para a procura médica e desta podemos em muitas vezes salvar a vida destes pacientes, curando-os não só do distúrbio, mas do câncer de próstata”.

Entenda a importância da cirurgia de reconstrução após a retirada das mamas

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postado em 20 de outubro de 2016

As mamas podem ser reconstruídas em conjunto com a cirurgia de mastectomia ou após o termino do tratamento

Além da radioterapia e da quimioterapia, no tratamento do câncer de mama, pode ser necessário fazer a cirurgia de retirada parcial ou total das mamas (mastectomia). O momento de fazer este procedimento deve ser avaliado pelo médico, que leva em conta fatores como a dimensão do tumor a ser removido, o tamanho das mamas, se há apenas um tumor ou mais focos da doença e as condições clínicas da paciente.

“É considerada uma cirurgia de médio porte e as complicações geralmente não são graves”, esclarece a Dra. Lucia Martins, mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim. Segundo a especialista, todas as mulheres que foram submetidas à mastectomia têm a possibilidade de teram suas mamas reconstruidas, mas a decisão de realizar a operação depende de diversos fatores, como o estado de saúde da paciente naquele momento e o desejo dela.

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As mamas podem ser reconstruídas em conjunto com a cirurgia de mastectomia (reconstrução imediata) ou após o termino do tratamento com a quimioterapia e a radioterapia (reconstrução tardia). Essa decisão depende do estágio em que se encontra a doença. Portanto, não há um período de tempo determinado que seja necessário aguardar, pois isso deve ser avaliado caso a caso.

Existem algumas formas distintas para a realização da cirurgia reparadora. Nas pacientes que são submetidas à cirurgia conservadora (cirurgias de retirada parcial da mama), é realizada com retalhos locais – próprio tecido mamário com a finalidade de melhorarar o resultado estético da mama.

Já nas que são submetidas à mastectomia, a cirurgia pode ser realizada com o auxílio de proteses e expansores ou de tecido da própria paciente, retirados de áreas doadoras, mais comumente do abdome e das costas. A decisão pelo tipo de reconstrução também depende de uma série de fatores, como as condições clínicas da paciente, seu biotipo e tratamentos aos quais ela foi ou será submetida.

“A cirurgia de reconstrução é importante principalmente para diminuir o trauma psicológico e as consequências psicossociais relativas à cirurgia da mastectomia”, explica a mastologista. O principal impacto é na autoestima da mulher, pois há melhora da imagem corporal. A Dra. Lucia também afirma que quando é realizada a cirurgia reparadora, alguns estudos demonstram menores taxas de depressão e retorno à vida sexual mais rapidamente.

Outubro Rosa: sete mitos e verdades sobre o câncer de mama

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postado em 4 de outubro de 2016

Este é o mês de conscientização sobre o câncer de mama. A campanha “Outubro Rosa” foi criada estimular a participação da população no controle da doença e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 57.960 novos casos em 2016 e é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo.

É essencial realizar o exame de mamografia anualmente para detectar possíveis tumores precocemente. Porém, muitas dúvidas ainda surgem em relação ao câncer de mama. O Dr. Edison Pedrinha de Almeida, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, esclarece sete mitos e verdades sobre o assunto.

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1. O uso frequente do sutiã aumenta o risco de câncer de mama?

Mito. Não há qualquer evidência científica de que o uso de sutiã ou top possa elevar o risco de câncer de mama.

2. Mulheres com seios grandes têm maior tendência a ter a doença?

Mito. “Não há estudos que confirmem isso até o presente momento. Mamas volumosas podem dificultar o exame clínico e exames de imagem, porém não há evidências do aumento do risco de doença maligna das mamas”, afirma o especialista.

3. Próteses de silicone dificultam o diagnóstico da doença?

Mito. Como a prótese fica atrás do tecido mamário, ou ainda atrás do músculo peitoral maior, não atrapalha o autoexame. “Quanto aos exames de imagem, existem técnicas adicionais que permitem uma investigação tão sensível quanto em mulheres não portadoras de próteses”, explica.

4. A obesidade é um fator de risco para o câncer de mama?

Verdade. De acordo com o médico, isso acontece principalmente devido a síntese de estrógenos pelas células de gordura.

5. O câncer de mama é uma doença hereditária?

Parcialmente verdade. Nem todas as portadoras têm histórico familiar, mas as que possuem antecedentes na família têm o risco aumentado.

6. Se a mulher não encontrou nódulos no autoexame não é necessário realizar a mamografia?

Mito. Mesmo com autoexame, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. “Mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem iniciar o rastreamento anual com 35 anos”, aconselha o ginecologista.

7. O câncer de mama é curável?

Verdade. Porém, depende de diversos fatores, principalmente da detecção precoce da doença através dos exames de rotina. Quanto mais tardio o diagnóstico, maiores as chances de complicações e metástases.

Saiba mais sobre o linfoma não-Hodgkin, doença que acometeu o ator Edson Celulari

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postado em 22 de junho de 2016

Este tipo de câncer é mais frequente a partir dos 50 anos de idade

Esta semana, o ator Edson Celulari foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer. Esta doença acomete o sistema linfático, uma parte do sistema imunológico, importante para a defesa do organismo. Ela acontece quando as células começam a se multiplicar de maneira excessiva. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que em 2016 ocorram 10.240 novos casos.

Existem mais de 20 subtipos deste câncer, que é mais frequente na idade adulta. Segundo o Dr. Marcello Augusto Cesar, hematologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, ele pode também acontecer com indivíduos jovens, mas é menos comum. “A partir dos 50 anos aumenta a incidência de cânceres, incluindo este”, explica o especialista. Apesar de ser mais comum do que o linfoma de Hodgkin, outra doença do sistema linfático, não está entre os tipos mais comuns de câncer.

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“Alguns subtipos podem ser mais agressivos, mas é um dos tumores com taxa de resposta mais satisfatória ao tratamento”, diz o hematologista. O principal sintoma é o surgimento de um caroço, especialmente em regiões como o pescoço ou embaixo das axilas, devido ao inchaço do linfonodo. Ele aumenta progressivamente e o paciente percebe. A doença também pode causar fraqueza, cansaço e febre no final do dia, dependendo do subtipo.

Como o desenvolvimento desta doença é multifatorial, é difícil mapear os fatores de risco e não existem medidas específicas para prevenir. “A prevenção é levar uma vida saudável. A gente aconselha se alimentar bem, não fumar e praticar atividades físicas”, afirma o médico.

Segundo o Dr. Marcello, para o diagnóstico definitivo, a única forma é remover o gânglio afetado e realizar a análise laboratorial dele. O tratamento é feito por meio da quimioterapia, da radioterapia, ou de ambas, e é muito eficiente, com baixa incidência de efeitos colaterais em comparação a sua efetividade. Somente em alguns casos específicos, dependendo da resposta inicial ao tratamento, é necessário fazer transplante de medula óssea.

Radioterapia é o tratamento mais comum para combater cânceres de mama, próstata, pulmão e colo de útero

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postado em 2 de março de 2015

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A quimioterapia e a radioterapia são os tratamentos usados para combater o câncer – doença que deve registrar 518 mil novos casos no Brasil este ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Enquanto a quimioterapia é feita por medicação oral ou venosa, a radioterapia usa a radiação, emitida por uma máquina, para matar as células cancerígenas.

“A radioterapia, em algum momento do tratamento, é realizada em cerca de 60% dos casos de câncer, principalmente no combate aos cânceres de mama, próstata, colo de útero e pulmão”, diz Lívia Fagundes, oncologista do Hospital São Luiz Jabaquara, um dos centros médicos de São Paulo que oferece o tratamento.

Existem duas formas de realizar a radioterapia. A mais utilizada é a teleterapia ou radioterapia com feixe externo, onde um aparelho emite feixes de radiação ao local que será tratado para erradicar as células tumorais. Neste procedimento são utilizadas máscaras termoplásticas, que são moldadas à área do corpo que receberá o tratamento, como na cabeça ou pescoço. “A máscara termoplástica é feita sob medida para cada paciente. Isso garante que o usuário permaneça imóvel durante a radioterapia”, diz Lívia.

Outra modalidade do tratamento radioterápico é a braquiterapia ou radioterapia interna. O procedimento consiste na utilização de implante radioativo, solução líquida, que pode ser digerida ou injetável.

Efeitos colaterais

Segundo a oncologista, os efeitos colaterais são inerentes à área irradiada ou aos órgãos próximos do local. “Quando se irradia grande parte do intestino delgado, por exemplo, pode ocorrer diarreia. Mas é importante lembrar que o procedimento não faz cair o cabelo, como ocorre na quimioterapia. Isso acontece apenas quando se irradia a cabeça”, explica.

Recomendações

Os cuidados durante o tratamento dependem da região do corpo que será tratada. Recomenda-se não expor a área irradiada ao sol, pois a pele fica mais sensível e pode ocasionar manchas.

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Câncer de pulmão é o que mais mata mulheres em países desenvolvidos

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postado em 4 de fevereiro de 2015

Estudo divulgado hoje, Dia Mundial do Câncer, revelou que o câncer de pulmão já é o tipo que mais mata mulheres em países desenvolvidos.

De acordo com os cientistas da Sociedade Americana do Câncer, que conduziram a pesquisa, esta conclusão deve-se à mudança de comportamento das mulheres, que passaram a fazer parte da epidemia de tabagismo depois dos homens.

Dra. Ana Maria Gagliardi, uroginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que no Brasil, por exemplo, as mulheres vão ao ginecologista com certa periodicidade, mas não se consultam com outros especialistas com a mesma frequência. Ainda assim, os números de mortes por câncer de mama no país são elevados, uma vez que o diagnóstico normalmente é tardio. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que apenas em 2011 este tipo de neoplasia causou 13.225 mortes em mulheres brasileiras. O Instituto informa ainda que os outros tipos que causam mais óbitos em mulheres no Brasil são: cólon e reto, colo do útero e traqueia, brônquio e pulmão, respectivamente.

No sexo masculino, a neoplasia de pulmão é a principal causa de morte por câncer em países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

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Câncer de próstata: a importância do diagnóstico precoce

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postado em 27 de novembro de 2014

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Para lembrar a data e a importância da prevenção, Dr. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, fala sobre o segundo tipo de câncer que mais acomete o homem no Brasil: o de próstata.

A próstata é uma glândula presente apenas no homem. Ela é do tamanho de uma noz e pesa cerca de 20 gramas. Juntamente com a secreção da vesícula e os espermatozoides, ela é responsável pela produção do sêmen.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de próstata causou 13.129 mortes no Brasil em 2011. Para este ano, a estimativa é de 68.800 novos casos da doença no país. No entanto, se diagnosticado precocemente os índices de cura podem chegar a 90%. “A partir dos 50 anos todo homem deverá procurar anualmente um urologista para fazer acompanhamento de sua próstata. Nesta idade a probabilidade de ocorrência do problema aumenta significativamente. Caso haja histórico da doença na família, a procura pelo especialista deve ser iniciada aos 45 anos, pois há uma probabilidade maior de desenvolvimento do mal em parentes próximos”, explica Dr. Camillo Loprete.

Até os 40 anos de idade não se conhecem fatores predisponentes ao câncer de próstata que possam ser identificados e evitados. Segundo Dr. Camillo, há indícios de que o consumo de licopeno (presente no tomate) e uma dieta pobre em gordura animal podem “proteger” a próstata, evitando assim a doença. Entretanto, essas hipóteses ainda não foram comprovadas cientificamente.

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Quimioterapia oral é alternativa no auxílio ao combate ao câncer

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postado em 26 de novembro de 2014

Nos últimos cinco anos, pesquisas e avanços tecnológicos na medicina vêm determinando mudanças positivas nos tratamentos e consequentemente na qualidade de vida dos pacientes com câncer. Entre as alternativas convencionais está a quimioterapia via oral, na forma de comprimidos ou cápsulas, para combater alguns tipos de câncer específicos como o de mama, cólon, melanoma, renal e de pulmão.

Segundo Caetano Cardeal, oncologista do Hospital São Luiz Jabaquara, a opção pela quimioterapia oral depende do tipo de câncer, do grau de disseminação, do estado geral do paciente e dos tratamentos feitos anteriormente. “O médico fornecerá as recomendações e opções que ajudarão o paciente a decidir sobre o tratamento mais adequado para o seu caso, pois como em toda quimioterapia existem efeitos colaterais, já que cada organismo responde de forma diferente aos tratamentos, o tipo e a gravidade dessas reações”, diz o especialista.

Atualmente, a quimioterapia via oral é o tipo de tratamento menos invasivo para o paciente. Evita dificuldades como o desgaste do deslocamento até o hospital, além da redução de alguns efeitos colaterais. “É sempre importante destacar que pacientes são diferentes entre si, porém existem benefícios que podem ser estendidos para a maioria. A recomendação é que mantenham uma rotina de vida normal, de viagens a prática de exercícios físicos leves, ambos sempre com avaliação e orientação médica”, diz Caetano Cardeal.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o ano de 2014 e 2015, o Brasil terá aproximadamente 576 mil novos casos. A doença pode ser diagnosticada em qualquer faixa etária: na infância os mais comuns são a leucemia e o linfoma; na adolescência os tumores ósseos; na fase adulta o câncer de testículos e de colo do útero; após os 50 anos, de próstata e de mama e nos idosos, a leucemia e o linfoma, como nas crianças.

Além da prevenção, os cuidados com a saúde são fundamentais para todas as idades. Manter hábitos e alimentação saudáveis também reduzem os riscos de ter a doença.

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