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Influenza e Bronquiolite: infectologista do Hospital São Luiz esclarece todas as dúvidas

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postado em 25 de abril de 2017

Veja como funciona a prevenção, quem pode ser vacinado e quais os sintomas das doenças

Os termômetros mostram a chegada das temperaturas baixas, fazendo com que comecem a surgir as doenças de inverno. As respiratórias são as mais comuns nesta época do ano, com destaque para a bronquiolite, que acomete crianças de até dois anos, e a gripe, mais comum em toda a população. O Dr. Daniel Wagner, infectologista do Hospital São Luiz Jabaquara e do Hospital da Criança, ambos da Rede D’Or São Luiz, esclarece dúvidas sobre as doenças; como funciona a prevenção; quem pode ser vacinado; e quais os principais sintomas.

A bronquiolite, que afeta os pequenos, é caracterizada por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos (pequenas vias aéreas). Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta apenas crianças de até dois anos de idade. Assim como a bronquite, que é uma inflamação em outra área do pulmão, contudo, ambas são uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno.

Já na população geral, é muito comum pessoas contraírem influenza. Mais conhecida como gripe, ela é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. A transmissão ocorre principalmente por meio do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou por mãos e objetos contaminados por secreções. Esta transmissão é muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e locais fechados.

A transmissão da bronquiolite acontece pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), cujos sintomas se assemelham aos de uma gripe: coriza, espirros e congestão nasal. O especialista recomenda atenção dos pais nos bebês que, além dos sinais da gripe, apresentam chiado no peito e falta de ar. “Esse é o momento em que é necessário ir imediatamente para o pronto-socorro”, recomenda.

A prevenção da gripe é feita por meio da vacina, que pode ser tomada por crianças a partir dos seis meses de idade. O medicamento é feito por partículas virais, ou seja, com vírus inativado. Por isso, pode ser administrada, também, em pessoas com defesas imunológicas baixas (transplantados, portadores do HIV e pacientes com câncer).

Contudo, ela não pode ser tomada por quem que já teve reação alérgica grave em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina como o ovo de galinha e seus derivados. A gripe, que normalmente é uma doença benigna, chamada pelos especialistas de síndrome gripal, com sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e cansaço, pode evoluir para uma forma grave com pneumonia com necessidade de internação hospitalar. Sem um cuidado especial, o paciente pode falecer.

No caso da bronquiolite, não há uma vacina específica para a doença, mas é recomendado pelos especialistas que os pais evitem levar seus filhos para locais com grande acúmulo de pessoas e contato com outras pessoas doentes, principalmente em ambientes fechados. É importante também lavar sempre as mãos, dos pais e dos pequenos e manter a carteira de vacinação em dia para que não haja infecção por outros vírus que possam complicar o quadro atual.

Tirar ou não os sapatos ao chegar em casa?

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postado em 10 de março de 2017

Muitas pessoas têm adotado o costume de retirar os sapatos ao chegar em casa e colocá-los ao lado da porta ou em uma sapateira. Afinal, durante o dia, nossos calçados passam pelos mais diversos cenários, entrando em contato com muitos micro-organismos.

“Este hábito pode ser uma estratégia, válida principalmente quando estiverem com sujeira visível. Manter bons hábitos de higiene básica também no ambiente é saudável para adultos e crianças”, explica o Dr. Milton Lapchik, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi.

Porém, segundo o especialista, o mais importante é a higiene frequente e adequada do ambiente em que se convive, principalmente para as crianças, reduzindo-se a carga microbiana e os riscos de doenças infecciosas para todos.

As crianças diariamente estão expostas aos micro-organismos presentes na natureza e entram em contato com eles nos parques, praças e ao compartilhar brinquedos com outras crianças. Esta exposição é normal e sempre acontece nas várias etapas do desenvolvimento.

“Na natureza está presente uma grande variedade de micro-organismos, incluindo bactérias e fungos. Dependendo da precariedade da limpeza de ruas, banheiros e praças públicas, poderemos carregar nos sapatos uma grande variedade de deles”, ressalta o infectologista. Os pequenos em geral estão expostos a estas bactérias pelo contato com as mãos no piso e brinquedos.

O Dr. Milton afirma que não vê como uma condição obrigatória ficar descalço em casa, porque até mesmo nos pés nós temos concentração de micro-organismos. Porém, quando a exposição a eles é elevada, há maior risco de infecções gastrointestinais e de intoxicações alimentares. O especialista lembra que a limpeza básica dos sapatos e dos ambientes inclui a água e detergente domiciliar, além do uso de desinfetantes em banheiros.

Devemos ter a consciência de que o contato com micro-organismos presentes no ambiente e na natureza é inevitável, porém, como recomendação, o infectologista destaca principalmente a adoção de hábitos de higiene básica pessoal e dos ambientes, sem cairmos nos excessos.

Infectologista do Hospital São Luiz alerta para o aumento de casos de DST’s

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postado em 19 de julho de 2016

Nos últimos anos, houve no país o aumento de algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Dados do Ministério da Saúde indicam que, desde 2006, os casos de Aids nos jovens entre 15 e 24 anos aumentaram mais de 50%. De acordo com a Dra. Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, o Brasil vem na contramão de outros países, que tem diminuído seus índices.

Outro aumento que chama atenção é o da Sífilis, já que o número de notificações no atendimento público aumentou quase seis vezes entre 2007 e 2013. Segundo a especialista, não há controle do registro de aumento de casos de enfermidades como hepatite B, herpes genital e o HPV, mas essas doenças são constantes.

A Dra. Raquel explica que as causas mais prováveis para o aumento das DST’s são os jovens usando menos preservativo e mais conhecimento e confiança nos tratamentos que a medicina oferece, ao invés da prevenção. “As pessoas estão deixando de se cuidar e isso aumenta a transmissão das doenças”.

Não usar preservativo em todos os tipos de relação sexual, e não apenas quando há penetração, compartilhar seringas e até alguns produtos de higiene pessoal são fatores de risco para a transmissão de DST’s. Apenas algumas das doenças, como a hepatite B e o HPV, que pode causar câncer de colo de útero nas mulheres e outros tumores nos homens, têm vacina.

HIV blood sample

“É sempre indicado procurar fazer um check-up, porque algumas pessoas não sabem que são portadoras de doenças, então precisa ter um controle”, aconselha a infectologista. Além disso, é necessário que mesmo o paciente que já fez o exame, e obteve resultado negativo, tome muito cuidado.

Existe uma janela imunológica de transmissão que pode apontar para a ausência de enfermidades mesmo quando elas existem. “Vale muito mais um hábito adequado de controle do que fazer um exame e depois achar que pode tirar o preservativo da conversa”, orienta.

A Dra. Raquel ainda chama a atenção para mais um fato: “O paciente que tem uma DST tem três vezes mais chances de pegar outra DST, porque é uma porta de entrada. Ele pode ter tido outras relações sem preservação e não saber que está infectado. Por isso há uma chance maior”, esclarece. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis são curáveis e as demais são tratáveis. Herpes genital, de acordo com a especialista, tem 15% de chance de ser recorrente, até 55% de chance de acontecer duas vezes e 30% de ocorrer uma só. A sífilis é curável, mas pode haver recontaminação se os hábitos não mudarem. O HIV não tem cura, mas é controlável e a hepatite B tem cura em mais de 90% dos casos.

Para o diagnostico, o médico indicará os exames necessários, que podem ser de sangue, ginecológicos ou de secreção peniana, por exemplo.

Higienização das mãos é essencial no combate a infecções hospitalares

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postado em 15 de maio de 2015

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Hoje é o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares. Uma das principais ações para o controle de infecções é, sem dúvida, a higienização das mãos. Estimativas apontam que as infecções hospitalares atingem aproximadamente 14% dos pacientes internados no Brasil, podendo chegar a 100 mil mortes por ano. Segundo a OMS, apenas a higienização adequada das mãos entre o atendimento de um paciente e outro e antes da realização de qualquer procedimento invasivo seria capaz de reduzir em até 70% os casos de infecção.

Durante o mês de maio, as quatro unidades do Hospital São Luiz aproveitaram a data e promoveram campanhas internas para reforçar a importância da lavagem das mãos. As ações impactaram não só os colaboradores, mas também pacientes e acompanhantes.

A unidade Morumbi usou luz negra reagente que sinalizava a presença de bactérias nas mãos antes e depois de higienizadas. O hospital também reforçou a eficácia do álcool em gel, além de montar um painel de fotografias.

No Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, além dessas ações, houve teatro itinerante sobre o tema.

Os funcionários do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim receberam a visita do sócio de Ignaz Semmelweis, médico pioneiro na disseminação da importância da higienização das mãos, reforçando, em diversos setores, as técnicas da limpeza.

Na unidade Jabaquara, houve o “flash mob da higiene das mãos”, uma movimentação relâmpago em diversos setores com treinamentos surpresas e apoio de diversos funcionários, divididos em escalas.

O resultado de todas estas ações foi que, de maneira lúdica, houve em todas as unidades uma maior conscientização de que a higiene das mãos é essencial para prevenir as infecções hospitalares. Adquira este hábito você também, seja colaborador ou paciente!

#HospitalSaoLuiz #higiene #maos #infeccoes

Lavagem de mãos

Dengue na gravidez aumenta risco de aborto e trabalho de parto prematuro

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postado em 12 de maio de 2015

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Contrair dengue na gravidez merece atenção redobrada da futura mamãe. Segundo a infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Dra. Régia Damous, a doença aumenta os riscos de sangramento, queda de pressão e aborto, preferencialmente nos primeiros três meses de gestação. Já, se adquirida no último trimestre, a Dengue pode facilitar o trabalho de parto prematuro.

“Durante a gravidez o organismo da mulher está diretamente voltado para o desenvolvimento do feto, o que deixa sua imunidade mais enfraquecida e corpo vulnerável ao vírus. No entanto, raramente a doença é passada para o bebê”, explica a infectologista.

Os sintomas e tratamento da dengue são os mesmos de uma mulher não gestante, que são: febre alta (39° a 40°) de início abrupto com duração de até 48h, dor de cabeça, dor muscular, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos. “Sangramentos e dor abdominal também são sinais de alerta, embora possam ser confundidos com sintomas da própria gravidez. Na dúvida, recomenda-se procurar o atendimento médico”, diz Régia.

Aos primeiros indícios da doença a gestante deve ir imediatamente ao pronto-socorro, onde passará por um diagnóstico clínico, “prova do laço” – procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia – e exame de sangue para contagem hematócitos e plaquetas. Caso a contagem esteja inferior a 150 mil, há indícios de dengue. Também é importante que ela faça um ultrassom obstétrico para checar a saúde do bebê.

A gravidade do caso e eventuais complicações é que irão determinar se a futura mãe fará o tratamento no hospital ou em casa. Mesmo retornando para sua casa, a grávida deve ser monitora diariamente. O tratamento é a base de repouso e muita hidratação.

#HospitalSaoLuiz #SaoLuizItaim #dengue #gravidez

A importância da higiene correta das mãos

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postado em 5 de maio de 2015

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Na semana do Dia Mundial de Higienização das Mãos, as áreas do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital São Luiz estão em intensa campanha com funcionários e pacientes para mostrar a importância de higienizar corretamente as mãos e os cinco momentos em que ela deve ser feita.

Dra. Célia Beltrão, infectologista do Hospital São Luiz Jabaquara, explica que o Dia Mundial de Higienização das Mãos foi instituída com o objetivo de melhorar a higienização das mãos e reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde, promovendo a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários nos serviços de saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as mãos são as principais vias de transmissão de germes e microrganismos e lavá-las corretamente pode reduzir em até 40% o risco de infecções e de doenças como gripe e diarreia.

Os cinco momentos em que a higienização das mãos deve ser realizada são:

. Antes do contato com o paciente
. Antes de procedimentos assépticos
. Após riscos de exposição a fluidos corporais
. Após o contato com o paciente
. Após o contato com as áreas próximas ao paciente

Confira algumas ações que aconteceram em nossas unidades Anália Franco e Jabaquara:

Jabaquara

Desde o dia 24 de março, a equipe do SCIH, em parceria com as unidades de internação e UTIs, iniciaram o “flash Mob da higiene das mãos”. Diariamente, um profissional da equipe de enfermagem de cada setor é escalado para ser o multiplicador da higiene das mãos em seu posto de trabalho. Este profissional utiliza um crachá com o slogan “20 segundos…Tudo pode mudar. Higienize as Mãos e Previna Infecção”, e pelo menos uma vez em seu plantão este profissional aborda a equipe multidisciplinar e todos realizam a higiene das mãos com álcool gel. A proposta é dar enfase a cultura da higiene das mãos em todos os momentos, principalmente através do uso deste produto. No mês de maio, a unidade ainda prepara uma blitz da higiene das mãos.

Anália Franco

Nos dias 04 e 05 de maio, a unidade as seguintes atividades dentro da Campanha de Higienização das Mãos Institucional:
1. Orientação da Técnica de Higiene Básica das Mãos;
2. Reforço quanto aos 05 Momentos para Higienização das Mãos recomendados pela OMS;
3. Teatro Itinerante: abordando de forma lúdica a importância do procedimento de Higienização das Mãos e 5 Oportunidades propostas pela OMS.

#HospitalSaoLuiz #SaoLuizAnaliaFranco #SaoLuizJabaquara

Oito perguntas que você deve saber sobre a Dengue

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postado em 24 de abril de 2015

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Embora o número de casos de dengue continue alto no país, a doença ainda confunde muitos brasileiros. Para esclarecer algumas dúvidas, as infectologistas do Hospital e Maternidade São Luiz, Régia Domous, da unidade Itaim, e Raquel Muarrek, da unidade Morumbi, respondem a oito perguntas sobre a Dengue.

1. Fui picado pelo mosquito da Dengue. Em quanto tempo sentirei os primeiros sintomas?

Os primeiros sintomas serão sentidos somente após o período de incubação do vírus da dengue no organismo: em média de 5 a 6 dias. Este período também pode variar de 3 a 15 dias.

2. Quais são os primeiros sintomas da Dengue?

Febre alta (39° a 40°) de início abrupto com duração de até 48h. A febre pode estar associada a dor de cabeça, dor muscular, dor na barriga, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos.

3. Por que a Dengue pode evoluir para um quadro hemorrágico?

A dengue é caracterizada como um quadro inflamatório em todos os vasos sanguíneos do corpo, deixando-os mais permeáveis para a saída de sangue. Este quadro pode evoluir para o choque hemorrágico (perda aguda de sangue).

4. Como é feito o diagnóstico?

A doença é confirmada quando o exame de sangue de sorologia para Dengue der positivo. O resultado será obtido apenas no 6º dia dos primeiros sintomas. “A sorologia para dengue demora seis dias para se positivar, por isso é preciso esperar para ter o diagnóstico preciso”, explicam as infectologistas. Nesse período são realizados exames complementares, como a prova do laço e hemograma, que auxiliam no diagnóstico clínico e avaliam o possível quadro de dengue.

5. Quando devo procurar atendimento médico?

Aos primeiros sintomas recomenda-se procurar atendimento médico. No pronto-socorro o paciente passará por um diagnóstico clínico e será submetido ao exame “Prova do Laço” – com um aparelho de pressão, o procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia. O paciente também realizará um exame de sangue para a medição de plaquetas e hematócitos. Caso a contagem de hematócitos esteja acima do normal e as plaquetas abaixo de 150 mil, há indícios de Dengue. Dependendo do diagnóstico e da gravidade do caso, recomenda-se que o paciente faça o tratamento em casa ou que seja internado.

6. Posso continuar o tratamento em casa?
Não há necessidade de internação em casos considerados fora de risco, geralmente quando a contagem de plaquetas está boa e a prova do laço der negativa. Nesse caso, em casa, o paciente deve seguir as recomendações médicas para garantir que a recuperação seja rápida e efetiva.

Embora o paciente volte para casa, ele deverá retornar ao pronto-socorro em 24 horas ou 48 horas para monitorar a contagem de plaquetas e hematócitos e realização do exame de sorologia para dengue. Dependendo do caso, há necessidade de ir ao hospital até três vezes.

7. Quando a internação é necessária?
Há necessidade de internação quando o quadro é mais grave. Nesses casos, o paciente pode apresentar algum tipo de sangramento, não conseguir ingerir água e sua contagem de hematócitos e plaquetas não está normal. O paciente pode permanecer no hospital de dois a cinco dias.

8. Fui diagnosticado com dengue. Quais são os cuidados que preciso tomar?

Pessoas com dengue podem sofrer desidratação pela perda de líquidos por vômitos e diarreia, por isso a hidratação e boa alimentação são essenciais durante a recuperação, que demora em média uma a duas semanas a partir do primeiro dia de febre. Nesse período, é importante fazer repouso e seguir as recomendações médicas.

Hidratação: a ingestão oral diária de água deve seguir a conta de60 ml a 80 ml por quilo, ou seja, uma pessoa com 80 kg, por exemplo, deve ingerir cerca de 4 litros de água por dia. Além de água recomenda-se a ingestão de chás, água de coco, sucos ou soro caseiro. Não devem ser ingeridos refrigerantes, isotônicos e bebidas muito doces.

Alimentação: a febre pode ocasionar modificações na flora intestinal. Por isso, opte por alimentos leves e de fácil digestão. Alimentos gordurosos devem ser evitados, pois podem aumentar a diarreia.

Coceira na pele: banhos com água fria, compressas geladas nas regiões afetadas, ou pomadas de pele são indicados, pois ajudam a aliviar a sensação incomoda provocada pela coceira.

Evite: medicamentos, como ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios. Esses remédios interferem no processo de coagulação do sangue e podem favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.

#HospitalSaoLuiz #dengue #SaoLuizItaim #SaoLuizMorumbi

Três passos para entender o diagnóstico e o tratamento da dengue

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postado em 15 de abril de 2015

Aedes aegypti - Instituto Oswaldo Cruz

Como a dengue é diagnosticada? Quando a internação é necessária? Se minha dengue não é grave, por que preciso retornar para ao pronto-socorro mais de uma vez?

Devido ao alto índice de casos de dengue, essas perguntas estão cada vez mais comuns entre os brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já tem 460 mil casos notificados, sendo 100,1 mil apenas no estado de São Paulo.

Para esclarecer as principais dúvidas, a infectologista do Hospital São Luiz, unidade Morumbi, Raquel Muarrek Garcia, explica passo a passo a doença, desde o surgimento dos primeiros sintomas, como é feito o diagnóstico e as formas de tratamento.

Passo a passo

Passo 1 – Primeiros sintomas

Diagnosticar a dengue com rapidez é um dos segredos para combater a doença com maior eficácia. Aos primeiros sintomas recomenda-se procurar atendimento médico. Segundo a infectologista, os principais sinais de alerta são: febre alta (com duração de até 48h), dor de cabeça, dor muscular, dor na barriga, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos.

Passo 2 – Diagnóstico médico

No pronto socorro o primeiro passo é o paciente responder a perguntas sobre os locais frequentados nos últimos 15 dias, que podem ajudar na avaliação, como por exemplo, se esteve em regiões com alto índice da doença. Em seguida, passará por um diagnóstico clínico e a realização do exame “prova do laço” – com um aparelho de pressão, o procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia.

Também pode ser submetido a um exame de sangue para verificar a contagem de hematócitos e plaquetas. Caso a contagem de hematócitos esteja acima do normal e as plaquetas abaixo de 50 mil mm³ de sangue, há indícios de dengue.

Passo 3 – Tratamento

Dependendo do diagnóstico e da gravidade do caso recomenda-se que o paciente faça o tratamento em casa ou que seja internado.

Há necessidade de internação quando o caso é sensível e mais grave. Geralmente quando o paciente apresenta sangramento, não consegue ingerir água e/ou a contagem de hematócitos e plaquetas não está normal. Podendo permanecer no hospital de dois a cinco dias.

Para pacientes que não estão dentro dos critérios considerados graves, recomenda-se voltar para casa, repousar e beber muita água. “A dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido, por isso a hidratação é essencial”, explica a infectologista. Embora o paciente volte para casa após passar no pela primeira vez no pronto-socorro, ele deverá retornar ao hospital em 24 horas ou 48 horas para realizar um novo hemograma para acompanhar a contagem de plaquetas e hematócitos.

Este monitoramento deve ser constantes, principalmente nas primeiras 72 horas após o período de febre, consideradas as mais críticas da doença. O paciente deve fazer pelo menos três exames de sangue: o primeiro no início da dengue, o segundo após o período de febre e o terceiro para ver se as plaquetas já voltaram ao normal.

Segundo Raquel Muarrek Garcia, os principais sintomas da fase febril são: febre geralmente alta (39° a 40°) com início abrupto associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares nas juntas e atrás dos olhos, sinais de vermelhidão no corpo e dificuldade para tomar água. Entre o terceiro e sexto dia, o paciente não tem mais febre. Nesta fase, os principais sintomas são dor na barriga, vômito e hipotensão.

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No Carnaval, cuidados na praia vão além do protetor solar

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postado em 11 de fevereiro de 2015

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É comum que quem passe o feriado no litoral se preocupe em levar boné, protetor solar e óculos escuros para se proteger do sol.

Estes cuidados, porém, não são suficientes para que você mantenha sua saúde em ordem. Dra. Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, alerta que a água da praia pode transmitir uma série de doenças: “Como normalmente não é tratada, ela pode causar desde diarreias virais – que são mais comuns – até conjuntivite, dermatites de pele e hepatite A”.

A hepatite A, por exemplo, é transmitida por contato entre pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados. Por este motivo, a médica recomenda ingerir somente água tratada e alimentos higienizados. “A má limpeza, em qualquer ocasião, pode ser prejudicial. E também é importante ter atenção ao pedir sucos naturais. Qual é a procedência da água utilizada na bebida?”

Outra dica é evitar as duchas. Estudo realizado no ano passado pelo Centro de Tecnologia Cientifica da PUC-Rio revelou que a água dos chuveirinhos pesquisados na capital fluminense estava contaminada com coliformes fecais e fosfato, que indica contaminação crônica de urina.

Também é recomendável não ter contato direto com a areia. A úmida pode conter bactérias oriundas da rede de esgoto. A seca pode estar contaminada com vermes e parasitas, como o bicho geográfico, oriundos das fezes de animais. Para não ficar doente, ande sempre calçado e deite-se ou sente-se sobre uma toalha, por exemplo.

#HospitalSaoLuiz #SaoLuizMorumbi #Carnaval #praia #cuidados

20% dos portadores de HIV não sabem que estão infectados

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postado em 1 de dezembro de 2014

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre a doença. Segundo o boletim epidemiológico, cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e Aids hoje no Brasil, mas apenas 80% (589 mil) receberam o diagnóstico e 398 mil estão em tratamento.

Nos últimos dez anos, o coeficiente de mortalidade por Aids caiu 13%, de 6,1 para 5,7 óbitos por mil habitantes. Das 278.189 mortes registradas no país em decorrência da doença até o ano passado, 71,3% (198.534) das vítimas eram homens. O Brasil registra em torno de 39 mil novos casos de Aids por ano, o equivalente a 106 casos por dia.

Recentemente, a revista Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou um estudo que revelou que o tratamento para Aids no Brasil é mais eficiente do que a média global. De acordo com o levantamento, as mortes em decorrência do HIV no Brasil caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013. O número é 0,8% superior do que os registrados globalmente – 1,5%.

Aids entre jovens

Se no início dos anos 90 o diagnóstico da Aids era uma sentença de morte, atualmente, o cenário é positivo. Tratamentos modernos permitem que os portadores da doença vivam por muitos anos se tomarem os remédios/coquetéis antirretrovirais corretamente.

Por outro lado, este ganho de sobrevida reduziu o medo que as pessoas têm de adquirir a doença. Este fator é apontado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo como um dos principais causadores do aumento no número de jovens de 15 a 24 com Aids. O número saltou de 594, em 2007, para 722, em 2013: um aumento de 21,5% nos últimos sete anos.

Com o objetivo de atingir este público, o Ministério da Saúde lançou hoje uma campanha baseada nos pilares: prevenir, testar e tratar. Esta estratégia busca alcançar a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela Organização Mundial da Saúde, conhecida como 90-90-90, até 2020. O objetivo é testar 90% da população brasileira e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável. Para assistir ao vídeo oficial da campanha, acesse: http://scup.it/798q

#HospitalSaoLuiz #AIDS #HIV

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