Blog da Saúde

Varizes: genética e falta de exercícios físicos são as causas mais frequentes do problema

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postado em 24 de janeiro de 2017

Inchaço, formigamento, dor, queimação e sensação de cansaço nas pernas são alguns dos sintomas mais comuns da presença de varizes. Para explicar o que elas são exatamente, é preciso levar em consideração como funciona o sistema circulatório. Depois de percorrer todo o corpo, é necessário que o sangue retorne ao coração. A grande dificuldade, quando estamos em pé ou sentados, é o sangue subir dos pés ao coração, contra a ação da gravidade.

“Para conseguir essa proeza, nosso organismo criou alguns artifícios muito criativos. As veias possuem, a cada pequena distância, válvulas em seu interior. Elas funcionam como comportas de uma eclusa, permitindo que o sangue flua somente sempre no sentido do coração”, comenta o Dr. Paulo Guimarães, cirurgião vascular do Hospital São Luiz Morumbi.

Além disso, as principais veias das pernas estão posicionadas dentro das panturrilhas, mas em alguns casos as válvulas não conseguem realizar seu trabalho com eficácia, permitindo a volta do sangue em direção aos pés e fazendo com que as veias fiquem dilatas e tortuosas. É assim que se formam as varizes.

“As varizes podem aparecer por uma predisposição prévia do paciente, devido a uma fraqueza das válvulas, ou por conta da falta de movimentação da musculatura da panturrilha, que não conseguirá espremer as veias para que o sangue suba”, explica o especialista.

O que ocorre, com frequência, é uma combinação desses dois fatores. O exercício físico, principalmente na região das pernas, é o método mais eficaz de prevenção das varizes, pois a musculatura mais ativa é eficaz para bombear o sangue mais facilmente para o coração.

Já os vasinhos podem ou não estar associados às varizes. Eles existem sob toda a nossa pele e, segundo o médico, aparecem por motivos desconhecidos. Porém, os vasinhos sempre possuem um diâmetro bem pequeno (menor que 1 milímetro), enquanto as varizes tem mais de 2 milímetros.

Os tratamentos podem variar desde uso de meias elásticas e repouso com as pernas elevadas até a cirurgia com retirada das varizes, quando as veias já estão muito comprometidas. Outras opções que podem ser recomendadas pelo cirurgião vascular são laser, termoabalação, método que queima as veias a 90ºC, e radiofrequência.

Doenças autoimunes também podem acometer os vasos sanguíneos

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postado em 28 de junho de 2016

Especialista do Hospital São Luiz Jabaquara fala sobre as vasculites, doenças autoimunes do sistema vascular

Existe um grande número de doenças autoimunes, que podem atacar órgãos distintos, e todas elas ocorrem quando o próprio organismo começa a destruir células saudáveis do nosso corpo. Nas últimas semanas o Hospital São Luiz está abordando as mais frequentes. Segundo o Dr. Annibal Rebello, cirurgião vascular do Hospital São Luiz Jabaquara, no caso das doenças autoimunes vasculares, de modo geral, as mais comuns são as vasculites.

As vasculites são, na verdade, um grupo de doenças que têm em comum o fato de causarem um processo inflamatório da parede dos vasos sanguíneos, como artérias ou veias de pequeno, médio ou grande calibre. De acordo com o especialista, na maioria dos casos elas são autoimunes.

Estas doenças vasculares podem acontecer em qualquer parte do corpo. O Dr. Annibal explica que a vasculite pode acometer os vasos cerebrais, as artérias carótidas, que levam sangue arterial do coração para o cérebro, as artérias renais ou dos membros inferiores, por exemplo.

Blood Heart Circulation

Cada uma pode causar um comprometimento clínico diferenciado. “Algumas síndromes ainda podem acometer artérias em vários órgãos diferentes ao mesmo tempo. Outras já são bastante específicas. Cada caso é um caso e os aspectos clínicos são diferentes”, diz o médico.

Os sintomas e as consequências também são variáveis, pois dependem do quadro que o paciente apresenta, do grau de comprometimento e do órgão atingido. Na área vascular, nos membros inferiores, em geral a pessoa começa a ter lesões dermatológicas. “Quando acomete o cérebro, pode causar até um AVC. Nos rins, o paciente pode ter insuficiência renal e nos membros inferiores pode levar até a um quadro de gangrena ou perda do membro”, alerta o Dr. Annibal. Por isso, é muito importante ter um diagnóstico precoce.

O diagnóstico pode ser feito por meio da biópsia em alguns casos, por exames como arteriografia ou angiotomografia, ou até testes clínicos, dependendo da recomendação médica. “Para chegar a uma conclusão definitiva, é necessário avaliar os parâmetros clínicos e laboratoriais para encaixar em uma determinada doença”, afirma o cirurgião vascular.

Apesar de, assim como as outras patologias autoimunes, as vasculites não terem cura, existe controle para diminuir o processo inflamatório. Em geral, o tratamento é clínico, feito com remédios que diminuem a inflamação, e a intervenção cirúrgica só é realizada quando necessária.

Hospital São Luiz participa do maior evento de Cirurgia Endovascular da América Latina

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postado em 15 de abril de 2015

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Começa hoje o Congresso Internacional de Cirurgia Endovascular, no Centro de Convenções do Sheraton São Paulo WTC Hotel. O evento que receberá cerca de 2.500 médicos, entre brasileiros e estrangeiros, tem programação até sábado (18) que abordará o que há de mais moderno e inovador relacionado ao tratamento vascular.

Na ocasião, o diretor regional da Rede D’Or São Luiz, José Jair de Arruda Pinto, dá as boas-vindas aos congressistas e apresenta o São Luiz como referência no tratamento endovascular no mundo. Além disso, médicos das equipes de cirurgia vascular do São Luiz estão entre os médicos convidados a participar do Congresso.

No primeiro dia de evento serão transmitidas ao vivo duas cirurgias endovasculares realizadas na hemodinâmica do Hospital e Maternidade São Luiz, unidade Itaim. O primeiro procedimento será feito por um médico holandês em paciente, com aproximadamente 40 anos, com trombose venosa; e a segunda por um médico espanhol, em um idoso, com cerca de 80 anos, com aneurisma de aorta.

Ambas utilizarão técnica desenvolvida pelo Dr. Armando de Carvalho Lobato, um dos profissionais brasileiros mais renomados do país nessa área, chamada técnica sanduíche, que possibilita tratar doenças de alto risco vascular através de cirurgias minimamente invasivas e com risco mínimo de morte do paciente.

A realização desses procedimentos por médicos estrangeiros mostra a importância dessa nova técnica brasileira, para o tratamento de doenças vasculares no mundo.

Mais informações: www.cice.com.br

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Vai viajar de avião por muito tempo? Previna-se contra a trombose venosa.

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postado em 16 de dezembro de 2014

Fazer uma longa viagem de avião implica não só em organizar a documentação e arrumar as malas. É importante estar atento aos riscos que esse tipo de deslocamento pode apresentar, com a trombose venosa profunda. Ela consiste na formação de um coágulo de sangue, normalmente nas pernas, que pode se deslocar pela corrente sanguínea e chegar a órgãos vitais, como o pulmão. Nos casos mais graves, a trombose venosa pode causar a morte.

Alguns indivíduos apresentam maior tendência a ter trombose. Dr. Jorge Kalil, cirurgião vascular do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, elenca quem são eles:

– mulheres que usam anticoncepcionais;
– mulheres que usam anticoncepcionais e fumam;
– mulheres grávidas;
– portadores de varizes;
– portadores de trombofilia;
– portadores de distúrbio da coagulação do sangue – hipercoagulação;
– pessoas que já tiveram trombose venosa em outra ocasião;
– obesos.

O especialista também dá dicas para prevenir a trombose venosa:

– Trabalhar a panturrilha;
– Fazer flexão e extensão dos pés e das pernas;
– Andar de 5 a 10 minutos por hora de voo;
– Usar meia elástica de média compressão até o joelho.

Dr. Jorge Kalil explica que para pacientes que apresentam maior risco, pode haver indicação de tomar um comprimido anticoagulante uma hora antes de embarque. Mas esclarece que apenas um médico poderá fazer a solicitação.

Por fim, o cirurgião vascular reforça que a aspirina e/ou AAS não fazem a prevenção da trombose venosa. Se você conhece alguém com estas características, o ideal é procurar um médico antes da viagem e seguir suas orientações.

#HospitalSaoLuiz #SaoLuizItaim #trombose

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Tratamento de varizes vai além da estética

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postado em 3 de julho de 2014

Elas aparecem aos poucos, mas logo que percebidas podem ser um grande incômodo. As varizes, veias dilatadas e tortuosas que aparecem nos membros inferiores, atingem em média 38% da população brasileira segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mais frequentes em mulheres de 30 a 40 anos.

As varizes aparecem geralmente nas pernas devido ao acúmulo indevido de sangue nas veias. Os sinais mais comuns são as telangiectasias ou vasinhos mais finos aparentes e manchas na cor marrom acastanhado. Em caso de dor, inchaço, coceira e sensação de peso nas pernas a doença varicosa deixa de ser estética e merece atenção especial, podendo resultar em flebites (formação de trombos nas varizes), úlcera venosa e até hemorragia.

“O tratamento é determinado pelo tipo de varizes, classificadas de acordo com o seu grau de evolução. Nos casos mais simples são usados procedimentos minimamente invasivos mediante escleroterapia (secagem de vasos) e micro cirurgias sem pontos. Agora, se as varizes são de grau elevado o procedimento deve ser cirúrgico”, explica Jorge Kalil, cirurgião vascular do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Tipos de tratamento

Escleroterapia (secagem dos vasos): procedimento minimamente invasivo indicado para o tratamento de vasos pequenos. Não há restrição ao sol e a paciente pode retornar às atividades pessoais de dois a quatro dias.
Laser: utilizado na maioria dos casos. Nesse procedimento não há cortes ou sangramentos.
Cirurgia: necessária em casos de varizes de grau elevado. Há restrição ao sol de em média 30 dias devido à presença de hematomas após a cirurgia. Por isso, recomenda-se realizar o procedimento no inverno.

Causas e prevenção

Entre as causas que podem desencadear o surgimento de varizes destacam-se a hereditariedade, permanecer em pé por longos períodos, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal e obesidade. Durante a gravidez, as chances também aumentam – principalmente a cada nova gestação.

Segundo Jorge Kalil, cirurgião vascular do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, hábitos alimentares saudáveis e prática regular de exercícios são os segredos para prevenir as varizes, já que contribuem para o controle de peso.

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