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Estresse durante a gravidez pode prejudicar desenvolvimento do bebê, alerta especialista

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postado em 22 de fevereiro de 2017

Alterações hormonais e medos são alguns dos fatores responsáveis pela mudança de comportamento

A descoberta da gravidez pode ser o momento de maior felicidade da gestação. A mulher passa, então, a cuidar da alimentação, evitar comportamentos que possam prejudicar o bebê e seguir à risca as orientações médicas. Com todas essas preocupações, há um detalhe que não pode ser deixado de lado: o estresse.

As alterações hormonais que a gestante enfrenta são responsáveis por alguns picos de estresse. Além disso, existe um medo do que esta por vir, de uma situação nova, de dores na hora do parto, se vai poder amamentar, como vai ficar seu corpo, das incertezas e preocupações de ser ou não uma ótima mãe.

Segundo a Dra. Mariana Halla, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, todos esses acontecimentos podem gerar uma situação de estresse, que pode ser responsável por modificações no DNA e durar por anos. “Mas não são irreversíveis, assim podemos afirmar que ‘genética não é destino’. Escolhas saudáveis envolvendo alimentação, atividade física e estilo de vida vão fazer toda a diferença”, recomenda a especialista.

Além disso, com o passar dos dias, é normal ter aumento de ansiedade. Especialmente porque nos últimos dias de gestação a mulher não consegue dormir direito e, sem a reparação do sono, acaba ficando mais ansiosa. Os problemas decorrentes disso começam com dores no corpo, inchaço e ainda uma dúvida entre o anseio e o medo pela chegada do bebê. “É necessário que o especialista oriente detalhadamente sobre tudo que pode esperar deste momento, uma vez que se a paciente estiver bem esclarecida e sem dúvidas, menor chance de temer pelo que esta por vir”, pondera.

A especialista recomenda ainda que as mamães sigam alguns hábitos para uma gestação mais tranquila:

• Ficar longe do cigarro e das bebidas alcoólicas. Além de fazer mal a saúde mãe e bebe, também piora ansiedade;
• Atividades físicas são indispensáveis durante a gravidez, exceto em casos não recomendados pelo médico;
• Respeitar o horário de sono e evitar ingerir café após às 16h, não ingerir mais de três xicaras de café ao dia;
• Usar roupas e sapatos confortáveis;
• Sempre tirar dúvidas com seu médico. Nunca consultar a internet para responder questões sobre a gestação;
• Praticar meditação, alongamento e fazer massagens;
• Alimentar-se corretamente. Um organismo bem nutrido tem mais condições de enfrentar o estresse do dia a dia;
• Não ingerir em excesso carboidratos refinados e sal;
• Conversar com seus familiares sobre seus medos, ansiedades e tristezas;
• Psicoterapia, quando indicado.

Especialista do Hospital São Luiz dá dicas para evitar a candidíase

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postado em 20 de janeiro de 2017

Mais comum no verão, a candidíase é uma infecção causada por fungos, sendo o mais frequente deles a Candida albicans. Apesar de poder acontecer durante o ano todo, nesta estação o calor constante poder resultar no abafamento da região genital. Além disso, a maior frequência em praias e piscinas intensifica o risco, devido à permanência com roupas de banho úmidas.

Segundo a Dra. Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, a candidíase pode acometer homens e mulheres, atacando principalmente as regiões genital, inguinal ou perianal. Porém, ela não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

“Nossa flora genital natural é composta por fungos e bactérias que vivem em equilíbrio, nos protegendo de infecções. Porém, situações como calor excessivo, umidade e abafamento podem promover um desequilíbrio desta flora e criar oportunidades para o aumento da população de fungos”, esclarece a especialista.

Os sintomas mais clássicos são coceira na região genital e saída de secreção branca e espessa pela vagina. Também pode surgir ardência ao urinar e dores na relação sexual. “O diagnóstico é clínico e pode ser feito em um simples exame ginecológico, onde o médico verificará a presença de vermelhidão nos genitais e acúmulo de secreção característica da infecção por fungos”, diz a médica.

Cuidados de higiene íntima são essenciais para diminuir o desequilíbrio da flora genital e reduzindo as chances de multiplicação dos fungos na região. A Dra. Naira dá algumas dicas:

– Absorventes diários são vilões no combate aos fungos, pois aumentam a temperatura da região íntima e promovem abafamento com aumento da umidade. Protetores diários devem ser usados apenas durante a menstruação ou em situações específicas.

– Sabonetes líquidos íntimos poder ser usados, por serem cosméticos formulados especificamente para a região genital, com pH muito próximo ao natural e sem perfumes ou corantes agressivos à vulva.

– A roupa de banho deve ser trocada com regularidade. Não permaneça com biquínis ou maiôs úmidos por muitas horas.

– A roupa íntima deve ser bem lavada e seca. Evite pendurar e secar calcinhas no banheiro. Por ser um ambiente pouco arejado, a roupa pode ficar úmida e se tornar um ambiente propício ao fungo.

Viagens durante a gravidez requerem cuidados especiais

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postado em 10 de janeiro de 2017

Planejar férias ou viajar a trabalho durante a gravidez é possível, desde que alguns cuidados sejam tomados para garantir a saúde da mãe e do bebê. A grávida deve sempre conversar com seu médico sobre as viagens durante a gestação. Para percursos de automóvel, não existe restrição, mas é essencial fazer paradas para caminhar um pouco e se alimentar bem. Em geral, os médicos recomendam que as gravidas parem de viajar por volta da 36ª semana.

Para viagens de avião, o cenário é diferente. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) recomenda às companhias que solicitem uma autorização médica para as gestantes que viajam a partir da 36ª semana (ou 32ª, no caso de gestações múltiplas). A exigência pode variar de acordo com cada companhia aérea. Portanto, a grávida deve verificar com a empresa quais são os procedimentos necessários.

Outro ponto a se considerar é que viajar pode fazer com que a grávida fique muito tempo na mesma posição, o que dificulta o retorno venoso e causa inchaço maior do que o normal. Segundo o Dr. Gustavo Kesselring, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, para evitar, o ideal é usar uma meia de média compressão durante o voo, caminhar e fazer exercícios com as pernas enquanto estiver sentada.

É recomendado, ainda, o uso de um soro nasal durante o voo, já que o ar dos aviões é muito seco. O ginecologista afirma que, como há muitas impurezas, isso aumenta o risco de adquirir uma infecção viral, por exemplo.

A vacinação também é um item importante. Quando decidir o destino de sua viagem, informe-se sobre a necessidade de vacinação o quanto antes. Os trajes e a alimentação também devem seguir alguns cuidados especiais. As roupas precisam ser leves e confortáveis.

No dia anterior e durante o voo, evite alimentos que produzam gases, além de chá, café e bebidas com cola, que são diuréticas e aumentam a vontade de urinar. “As grávidas podem ficar desidratadas com facilidade, por isso devem tomar um litro de água a cada seis horas de viagem”, diz o especialista.

Ginecologista do Hospital São Luiz esclarece dúvidas sobre sexo durante a menstruação

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postado em 1 de dezembro de 2016

Durante o período menstrual, o pH da vagina, que é naturalmente ácido, se eleva discretamente, o que pode favorecer a agressão por fungos e bactérias. O colo do útero fica mais aberto nesta fase, facilitando a entrada de agentes patogênicos. Além disso, a presença de fluxo sanguíneo também é uma via comum de transmissão de doenças.

“Claro que fora da menstruação estes riscos estão presentes, já que a secreção vaginal também pode transmitir DSTs, como clamídia, gonorreia, HIV, hepatites B e C e HPV, mas um risco adicional está associado à fase. Por isso, nunca se deve abrir mão da camisinha”, comenta a Dra. Natália Grandini Tannous, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim e especialista em sexualidade. O fluxo menstrual pode ainda dificultar a visualização de lesões decorrentes de HPV, herpes e sífilis.

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Outro ponto que provoca dúvidas é o alívio dos sintomas da tensão pré-menstrual e das cólicas. Segundo a especialista, a TPM pode ser suavizada pela sensação de bem-estar e autoestima proporcionados não apenas pelos hormônios liberados após o orgasmo, como também bem decorrentes do próprio encontro sexual.

Quanto às cólicas, há divergências: durante o orgasmo, há a contração involuntária do útero e da vagina, fazendo com que menos sangue menstrual fique acumulado dentro do útero e, portanto, justificando a diminuição das cólicas. Algumas pacientes, entretanto, quando já estão com cólica, não conseguem pensar na possibilidade de penetração.

O desejo sexual feminino tem inúmeros fatores desencadeantes, entre eles os hormonais. Os níveis dos hormônios desta fase do ciclo menstrual, diferente do que ocorre na ovulação, em geral não aumentam a libido, mas há algumas mulheres que apresentam aumento de desejo neste período.

Embora não haja uma explicação hormonal para isso, algumas mulheres apresentam aumento de sensibilidade durante o período menstrual. Além disso, de acordo com a médica, o sangue acaba funcionando como um lubrificante e pode favorecer a resposta aos estímulos sexuais. No entanto, o incômodo pode fazer com que algumas mulheres prefiram evitar as relações durante a menstruação.

Normalmente, é improvável que durante o período menstrual haja a possibilidade de gestação, pois a ovulação antecede a menstruação em cerca de 14 dias. O óvulo sobrevive no máximo 48 horas após a ovulação e os espermatozoides 72 horas após a ejaculação. Mas, isso não é motivo para esquecer do preservativo. Além da prevenção contra as DSTs, há mulheres que apresentam sangramento durante a fase de ovulação, podem confundir este sangramento com menstruação e estarem justamente no período fértil.

Especialista do Hospital São Luiz explica como a gestação altera memória e concentração da mulher

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postado em 29 de novembro de 2016

É comum muitas grávidas reclamarem que estão se sentindo mais distraídas, esquecidas e com a memória fraca durante a gestação. Há embasamento para isso e alguns fatores biológicos e hormonais contribuem para que realmente aconteça.

“Existem algumas pesquisas sobre o ‘baby brain’, termo usado para relacionar a perda de memória com a gestação. Elas sugerem que as pacientes podem esquecer compromissos e ter maior falta de atenção”, esclarece a Dra. Carolina Rossoni, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Segundo a especialista, alguns levantamentos têm mostrado que a gestação de fato altera a memória da mulher no período gestacional, e que isso ocorre devido a alterações hormonais, privação do sono ou o estresse de lidar com uma grande mudança. O aumento da taxa de progesterona também pode mexer com a área responsável pela atenção.

Struggling with morning sickness.

Além disso, algumas mulheres se queixam de ficar mais irritadas ou percebem que o humor está oscilando com frequência na gravidez. Mais uma vez, a progesterona é um dos responsáveis por essa alteração, já que o aumento deste hormônio no início da gestação eleva a sonolência.

Já no terceiro trimestre, a qualidade de sono piora muito, devido ao desconforto da posição para dormir, com piora da sensação de falta de ar, e o aumento da frequência urinaria durante a noite. “Isso tudo pode causar diminuição dos reflexos, sonolência, dificuldade de concentração, e diminuição da fixação da memória, oscilação de humor e irritabilidade”, explica a ginecologista.

Há até quem diga que o cérebro diminui durante a gravidez, porém, isso é um mito. De acordo com a Dra. Carolina, essa afirmação ocorre devido aos lapsos de memória e a falta de concentração, já que na verdade a gestante está focada em outro universo na gravidez e, após o parto, nas necessidades do recém-nascido. Com isso, elas ficam menos focadas em outras atividades.

Outro hormônio que contribui para as mudanças no período é a ocitocina. Ela é responsável pelo aumento da ativação em áreas motivacionais do cérebro, em resposta ao estímulo do contato da mãe com o filho. “Durante os últimos dias da gravidez e os primeiros dias da lactação, ocorre um significativo aumento dos receptores de ocitocina em várias áreas do cérebro”, diz a médica.

Entenda a importância da cirurgia de reconstrução após a retirada das mamas

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postado em 20 de outubro de 2016

As mamas podem ser reconstruídas em conjunto com a cirurgia de mastectomia ou após o termino do tratamento

Além da radioterapia e da quimioterapia, no tratamento do câncer de mama, pode ser necessário fazer a cirurgia de retirada parcial ou total das mamas (mastectomia). O momento de fazer este procedimento deve ser avaliado pelo médico, que leva em conta fatores como a dimensão do tumor a ser removido, o tamanho das mamas, se há apenas um tumor ou mais focos da doença e as condições clínicas da paciente.

“É considerada uma cirurgia de médio porte e as complicações geralmente não são graves”, esclarece a Dra. Lucia Martins, mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim. Segundo a especialista, todas as mulheres que foram submetidas à mastectomia têm a possibilidade de teram suas mamas reconstruidas, mas a decisão de realizar a operação depende de diversos fatores, como o estado de saúde da paciente naquele momento e o desejo dela.

woman with pink cancer awareness ribbon

As mamas podem ser reconstruídas em conjunto com a cirurgia de mastectomia (reconstrução imediata) ou após o termino do tratamento com a quimioterapia e a radioterapia (reconstrução tardia). Essa decisão depende do estágio em que se encontra a doença. Portanto, não há um período de tempo determinado que seja necessário aguardar, pois isso deve ser avaliado caso a caso.

Existem algumas formas distintas para a realização da cirurgia reparadora. Nas pacientes que são submetidas à cirurgia conservadora (cirurgias de retirada parcial da mama), é realizada com retalhos locais – próprio tecido mamário com a finalidade de melhorarar o resultado estético da mama.

Já nas que são submetidas à mastectomia, a cirurgia pode ser realizada com o auxílio de proteses e expansores ou de tecido da própria paciente, retirados de áreas doadoras, mais comumente do abdome e das costas. A decisão pelo tipo de reconstrução também depende de uma série de fatores, como as condições clínicas da paciente, seu biotipo e tratamentos aos quais ela foi ou será submetida.

“A cirurgia de reconstrução é importante principalmente para diminuir o trauma psicológico e as consequências psicossociais relativas à cirurgia da mastectomia”, explica a mastologista. O principal impacto é na autoestima da mulher, pois há melhora da imagem corporal. A Dra. Lucia também afirma que quando é realizada a cirurgia reparadora, alguns estudos demonstram menores taxas de depressão e retorno à vida sexual mais rapidamente.

Conheça sete dúvidas que as mulheres têm sobre mamografia

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postado em 11 de outubro de 2016

Médica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim responde às questões mais comuns que surgem nas consultas

O câncer de mama tem até 95% de chances de cura se for detectado precocemente. A melhor forma de se obter o diagnóstico é por meio da mamografia, um exame de imagem que ajuda a detectar alterações nas mamas. Porém, seja por falta de informações claras ou por medo de sentir dor durante o procedimento ou receio do diagnóstico, muitas mulheres ainda deixam de realizar o teste.

No mês da campanha Outubro Rosa, é importante esclarecer questões que ainda afastam as mulheres do exame. Por isso, a Dra. Daniela Setti, ginecologista e mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, responde algumas dúvidas sobre o assunto:

1. Sou muito jovem para fazer o exame? Qual é a idade mínima?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar nódulos mesmo que ainda não sejam palpáveis. “O rastreamento consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais”, explica. Para mulheres com histórico familiar, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 35 anos de idade.

Male doctor checking mammography machine scan with patient woman

2. Ninguém da minha família teve câncer de mama. Devo me preocupar mesmo assim?

Segundo a especialista, a maioria das mulheres que tem câncer de mama não tem histórico familiar da doença. Portanto, mesmo assim o rastreamento mamográfico deve ser feito de qualquer maneira.

3. A radiação da mamografia é arriscada?

A mamografia utiliza raios-X para formar a imagem da mama. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício.

4. A mamografia dói?

A mamografia é um exame muito rápido. Pode provocar dor em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável. O desconforto provocado pelo exame é breve. De acordo com Daniela, algumas dicas podem ajudar:

• Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, após o período menstrual.
• Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.

5. Não tenho nódulos na mama. Mesmo assim tenho de fazer mamografia?

Com o exame é possível detectar nódulos bem pequenos, que não são palpáveis. Os tumores em estágio inicial, com diagnóstico precoce, têm chance de até 95% de cura. Daí a importância da realização do exame.

6. Tenho seios muito densos. O autoexame é suficiente para mim?

O autoexame deve ser realizado mensalmente, logo após o período menstrual, mas não é suficiente. Caso a mulher note qualquer alteração nas mamas, deverá procurar o médico imediatamente. “As mulheres que não menstruam devem eleger um dia no mês para fazer o autoexame”, ressalta a médica.

7. Faço autoexame todos os meses, então não preciso fazer mamografia?

Sim, precisa fazer mamografia a partir de 40 anos. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética.

Outubro Rosa: sete mitos e verdades sobre o câncer de mama

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postado em 4 de outubro de 2016

Este é o mês de conscientização sobre o câncer de mama. A campanha “Outubro Rosa” foi criada estimular a participação da população no controle da doença e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 57.960 novos casos em 2016 e é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo.

É essencial realizar o exame de mamografia anualmente para detectar possíveis tumores precocemente. Porém, muitas dúvidas ainda surgem em relação ao câncer de mama. O Dr. Edison Pedrinha de Almeida, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, esclarece sete mitos e verdades sobre o assunto.

holding pink breast cancer awareness ribbon

1. O uso frequente do sutiã aumenta o risco de câncer de mama?

Mito. Não há qualquer evidência científica de que o uso de sutiã ou top possa elevar o risco de câncer de mama.

2. Mulheres com seios grandes têm maior tendência a ter a doença?

Mito. “Não há estudos que confirmem isso até o presente momento. Mamas volumosas podem dificultar o exame clínico e exames de imagem, porém não há evidências do aumento do risco de doença maligna das mamas”, afirma o especialista.

3. Próteses de silicone dificultam o diagnóstico da doença?

Mito. Como a prótese fica atrás do tecido mamário, ou ainda atrás do músculo peitoral maior, não atrapalha o autoexame. “Quanto aos exames de imagem, existem técnicas adicionais que permitem uma investigação tão sensível quanto em mulheres não portadoras de próteses”, explica.

4. A obesidade é um fator de risco para o câncer de mama?

Verdade. De acordo com o médico, isso acontece principalmente devido a síntese de estrógenos pelas células de gordura.

5. O câncer de mama é uma doença hereditária?

Parcialmente verdade. Nem todas as portadoras têm histórico familiar, mas as que possuem antecedentes na família têm o risco aumentado.

6. Se a mulher não encontrou nódulos no autoexame não é necessário realizar a mamografia?

Mito. Mesmo com autoexame, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos. “Mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem iniciar o rastreamento anual com 35 anos”, aconselha o ginecologista.

7. O câncer de mama é curável?

Verdade. Porém, depende de diversos fatores, principalmente da detecção precoce da doença através dos exames de rotina. Quanto mais tardio o diagnóstico, maiores as chances de complicações e metástases.

Corrida x Mulheres: conheça 8 mitos e verdades

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postado em 12 de setembro de 2016

Especialista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim explicou dúvidas frequentes sobre a prática da corrida pelas mulheres

Uma das vantagens da corrida é ser um exercício que pode ser praticado em quase qualquer lugar. Muitos são os benefícios deste esporte, mas algumas dúvidas podem surgir para as mulheres que estão iniciando nesta modalidade. Por isso, a Dra. Sílvia Gomyde Casseb, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, médica do esporte e especialista em exercícios na gravidez, ajudou a desvendar 8 mitos e verdades sobre o assunto.

Vale lembrar, ainda, que o ideal é fazer uma avaliação médica e procurar o auxílio de um educador físico para verificar se está tudo certo com a saúde e evitar lesões.

Two Female Runners Finishing Race Together

1. Correr acelera o envelhecimento?

Mito. A corrida ajuda a produzir radicais livres, por isso algumas pessoas deduzem que faz envelhecer, mas isso não é verdade. “Devemos diferenciar o que é envelhecimento em cada tecido do corpo. A pele sofre mais com radicais livres e a corrida pode gerar flacidez na pele. Por outro lado, o sistema cardiocirculatório de quem corre rejuvenesce, ocorre diminuição da frequência cardíaca em repouso. Isso contribui para retardar o envelhecimento”, explica a ginecologista.

2. Faz as mamas e as nádegas caírem?

Verdade. As mamas e as nádegas podem sofrer com a gravidade e o impacto repetitivo da corrida. Por isso, é importante sempre usar roupas de contenção e sustentação. “Para as mamas, a maioria das mulheres se lembra de usar top, mas, para as nádegas, muitas se esquecem da sustentação. Aqueles shorts largos não são indicados.”

3. Acaba com a celulite?

Parcialmente verdade. A corrida, por ser um exercício aeróbio, pode contribuir para o emagrecimento e aumento da circulação sanguínea e, indiretamente, melhorar a celulite. Mas isso não é suficiente para acabar com esse mal.

4. É indicado em períodos de TPM ou menstruação?

Verdade. As substâncias liberadas durante o exercício podem melhorar o humor, a autoestima e até quadros de dor leve. Portanto, podem ser ótimos no período pré-menstrual. “No período menstrual, a modalidade pode ser praticada sem problema algum. Não tem efeitos positivos ou negativos em relação a cólicas e sangramento”, afirma a médica.

5. Mulheres grávidas podem praticar corrida?

Verdade. A especialista diz que mulheres que já corriam podem continuar correndo na gestação, mas devem passar por avaliação especializada de um médico do esporte e de um obstetra. “Os treinos de corrida exigem adaptações em cada período da gestação, dependem do tipo de gestação e se vão surgir complicações obstétricas com o desenrolar da gravidez. A avaliação do especialista é imprescindível para a segurança da mãe e do bebê.”

6. A corrida provoca varizes?

Mito. Segundo a Dra. Sílvia, a corrida evita problemas circulatórios de estase, que são aqueles onde o sangue fica parado ou mais lento dentro dos vasos. Como a modalidade aumenta a frequência cardíaca, o sangue corre mais rápido nos vasos e isso evita a formação de varizes. O impacto dos pés no chão não é suficiente para formar varizes. “O que pode ocorrer é a ruptura de pequenos vasos superficiais, que podem ficar mais aparentes, dando um aspecto de rendilhado embaixo da pele.”

7. As mulheres se lesionam mais do que os homens?

Verdade. A estrutura óssea do quadril feminino é mais larga, formando uma angulação maior com a patela, um osso do joelho. Isso proporciona alterações angulares do quadril ao pé e, consequentemente, faz com que as mulheres estejam mais suscetíveis a lesões.

8. Correr estimula a libido?

Verdade. “A corrida proporciona modulação hormonal favorável para os hormônios sexuais. Além disso, eleva endorfinas, neurotransmissores e autoestima”. Isso contribui para que a libido melhore ou se mantenha mesmo com o avançar da idade.

Alimentação da gestante pode alterar DNA do bebê

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postado em 11 de julho de 2016

Escolhas saudáveis e inteligentes durante a gestação podem contribuir para uma boa saúde do bebê até a fase adulta

Os acontecimentos da vida moderna que preenchem agendas de trabalho e acabam deixando as ações voltadas para a qualidade de vida em segundo plano podem afetar o bom funcionamento do organismo e potencializar o surgimento de algumas doenças. Durante a gestação, o cuidado com a saúde deve ser redobrado, principalmente quando o assunto é a alimentação. Neste período, o importante é esquecer o mito de comer por dois, e sim manter-se firme em uma alimentação saudável e equilibrada.

Para um bom funcionamento do nosso sistema imunológico, os genes do corpo dependem de fontes de energia, vitaminas, minerais e antioxidantes, que mantém intacta a integridade do material genético, responsável pela formação do bebê. Sendo assim, uma dieta pobre em nutrientes pode diminuir a ação dos genes de proteção ou causar mau funcionamento dos responsáveis pelo reparo de mutações, fabricando proteínas defeituosas.

Os alimentos ricos em ácido fólico, como o espinafre, couve, brócolis, lentilhas, grão de bico, feijão, castanhas, por exemplo, são responsáveis por evitar as malformações do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia, além de diminuir em 40% a incidência de autismo.

O bom funcionamento da flora intestinal é outro ponto fundamental que deve ser avaliado durante a gestação, pois é neste sistema que são produzidas as células de defesa. Alimentos como o açúcar refinado e as farinhas brancas prejudicam a mucosa intestinal, alterando sua permeabilidade e capacidade de absorver as vitaminas e minerais dos alimentos. Esses efeitos dos alimentos sobre o DNA são mecanismos conhecidos como nutrigenômica.

nutrition and diet during pregnancy. Pregnant woman with fruits

Para a Dra. Mariana Halla, ginecologista, obstetra e nutróloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, no primeiro trimestre de gestação é essencial que as futuras mamães façam ingestão de porções maiores de proteínas magras e menores de carboidratos refinados, como açúcar e a farinha branca principalmente. “Durante todo o período restante, é importante se manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais, proteínas magras e não fazer consumo de alimentos processados”, observa.

Durante a gestação, o açúcar refinado é considerado um grande vilão, pois provoca o aumento da insulina – hormônio altamente inflamatório para o nosso organismo -, que piora as chances de desenvolver diabetes gestacional, aumento da pressão arterial, além da obesidade materna e crescimento excessivo do feto. Para a médica, o ideal é evitar adoçantes artificiais como o ciclamato, sacarina, aspartame e sucralose, priorizando o stevia e o xylitol. “O bebê quando exposto a grandes quantidades dessas substâncias por meio da alimentação da mãe tem maior probabilidade de ser um adulto obeso, diabético e com doenças cardiovasculares”, explica.

A gestante deve evitar ainda o consumo de gorduras trans, presentes em alguns biscoitos, sorvetes e outros industrializados, que devem ser riscados do cardápio, bem como as carnes embutidas e defumadas.

A dieta ideal para uma gestante deve ser rica em proteínas magras, como peixes e aves com poucos carboidratos refinados principalmente no primeiro trimestre, que pode diminuir o risco de trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascimento e suas complicações.

As folhas verdes escuras são ricas em vitaminas do complexo B e as frutas frescas tem vitaminas e outros antioxidantes que combatem os radicais livres e evitam danos ao DNA. Alimentos como sardinha, salmão, chia, linhaça e as castanhas são ótimas fontes de ômega 3, que além de proteger a saúde da mãe, auxiliam na boa formação da retina e do cérebro do bebê. Ovos, peixes e cogumelos são ricos em vitamina D e ajudam no desenvolvimento dos ossos e funcionamento do sistema imunológico da futura criança.

Carnes magras são ótimas fontes de ferro, com exceção ao fígado, que por sua vez tem muito acúmulo de toxinas. Cereais integrais, nabo, brócolis, couve e frutas como o caju, a laranja, a acerola, e o kiwi são ricos em vitamina C – antioxidante que aumenta as defesas do organismo.

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